Páginas

Vídeos sobre a Cabala

Loading...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Intenção de Doar é a Ferramenta de Pesquisa na Ciência Cabalística

Publicado em 17 de novembro de 2009, às 17h14mi, do blog do Dr. Rav Michael Laitman
First Become a Scientist, and Then You Can Speak Against Science

Uma pergunta que recebi:
Porque a Luz Circundante não é essencial para o estudo das ciências regulares, mas totalmente essencial para estudar a ciência Cabalística? Qual é a diferença entre a Cabalá e as outras ciências?

Minha Resposta: As ciências regulares são estudadas usando o desejo egoísta da pessoa, e não se espera que o pesquisador faça algo além deste mundo. As ciências regulares não vão além da investigação do material egoísta, o nosso desejo de receber prazer. É este desejo que nos faz acreditar que existe um mundo gigantesco à nossa volta, o qual estamos investigando. Porém, na verdade, o que nós estamos investigando é o nosso desejo interior nos níveis inanimado, vegetativo, animado e humano, os quais existem dentro de nós.


Todos os objetos inanimados, vegetativos e animados, e de modo geral, todas as coisas que alcançamos através das ciências terrenas, são, na realidade descritos para nós em nosso desejo de receber prazer. É por isso que no final do dia, nós só descobrimos o nosso próprio desejo. É isso que todas as ciências fazem, como física, biologia, química, astronomia e outras. Tudo isso está dentro de nós.

E a sabedoria Cabalística? Ela também está dentro de nós. A única diferença é que as ciências regulares investigam os nossos desejos egoístas em sua forma original, que foi inicialmente dado a nós, ao passo que a sabedoria Cabalística investiga os nossos desejos depois de um “upgrade” (atualização) - uma vez que eles têm a intenção de doar. No entanto, nós precisamos primeiro adquirir esta intenção, a fim de realizar a pesquisa.

É por isso que o examinador do nosso desejo de receber prazer corporal não deve mudar. Os fenômenos que ele estuda são aqueles que surgem dentro do seu próprio desejo egoísta. A única coisa que ele precisa para estudar é a razão e a lógica.
Mas uma pessoa que quer investigar o que acontece com o desejo de receber prazer com a intenção de doar - um Cabalista, deve adquirir a intenção de doar, porque esta é a sua ferramenta de pesquisa.

O Livro do Zohar nos Mostra o Caminho para o Poço de Água Viva


well Publicado em 17 de novembro de 2009, às 18h05min, do blog do Dr. Rav Michael Laitman


Ao lermos O Livro do Zohar, nós devemos entender que ele só fala sobre a conexão entre as nossas almas e o sistema geral do qual fazemos parte.
O Zohar fala sobre os diferentes níveis de conexão e as ações que nos unem. É exatamente com essa intenção que ele usa nomes de pessoas e objetos deste mundo, bem como nomes de anjos, Sephirot, Partzufim e outros objetos espirituais. O único foco em tudo isto é a correlação dos desejos, e o leitor deve se imaginar dentro dessa rede de conexões. Então,  O Livro do Zohar começa a influenciá-lo.


Tente sentir que você está dentro de um mundo de forças e desejos, num campo que nos conecta todos juntos. Não há qualquer menção sobre o nosso mundo, mas tudo fala apenas da conexão interna entre as pessoas. Basta imaginar que tudo que ele descreve é sobre você - é você quem sobe e desce ao longo dos níveis espirituais, relativos às diferentes partes de Zeir Anpin, chamados de Jacó, Noé, Davi, Abraão, Isaac, e assim por diante. Tudo isso é você! Como resultado, você perceberá todo este quadro diante de você.
O esforço que nós exercemos para entrar neste quadro é o que criárá isso dentro de nós, porque é isso que atrai a Luz Superior sobre nós. Por exemplo, pegue o seguinte trecho:

Existem duas águas no seu buraco, e elas estão infiltrando a partir do seu poço. O buraco é um espaço vazio que não solta água, e o poço é a água se derramando rapidamente para fora. Porém, ambos estão juntos num único lugar, representando Nukva (criação, Malchut, o coração, ou o desejo). Até que ela se une com seu marido, o Criador, ela permanece ali como um buraco vazio, como um indigente que depende de todos. Mas quando ela se une a Ele, ela se torna um poço cheio de água. O poço fica cheio de água a partir do alto - a partir de Zeir Anpin, o Criador, e sua água se derrama para baixo, para as almas dos justos.

Cada pessoa deve imaginar que isso está escrito sobre ela e seu estado. Ou ela é um buraco vazio ou um poço cheio d’água; isso depende da sua capacidade em se conectar com as outras almas ou pontos no coração. No entanto, todo o sistema existe dentro do desejo da pessoa.

Se a pessoa se sente como um miserável que não tem nada (é assim que a pessoa se sente quando ele chga à Cabalá), então este desejo a faz sentir como Nukva (um desejo a ser realizado) diante do Criador. A pessoa deve perceber que ela só pode receber a satisfação na medida em que corrige seu desejo. Ou seja, quando o buraco vazio se tornar um poço cheio d’água, desejando satisfazer os outros e o Criador. É assim que a pessoa se torna uma fonte eterna, da qual jorra água viva.

O Mundo é um Filme Rodando Dentro de Nós

Publicado em 17 de novembro de 2009, às 19h37min, do blog do Dr. Rav Michael Laitman


Os nossos desejos existem fora do nosso corpo. Entretanto, no passado, as pessoas costumavam pensar que suas qualidades estavam contidas no coração, o que significa que se você pudesse mudar o coração de uma pessoa, esta também mudaria. Mas o primeiro transplante cardíaco mostrou que todas essas conjecturas eram falsas, mostrando que o coração é simplesmente uma bomba. O mesmo ocorre com o cérebro; na verdade, ele nem sequer pode ser chamado de computador.

Quanto ao corpo, ele é apenas uma imagem que nós imaginamos como sendo a nossa existência. No entanto, o nosso verdadeiro eu - o eu espiritual - está além desta imagem.
O mundo inteiro é representado exclusivamente no interior de nossas sensações, dentro de nós. A tela tridimensional que estamos assistindo não está realmente retratando o mundo à nossa volta, mas a imagem das forças em nosso interior. Nós não vemos mais nada fora disso; é por isso que parece que estamos rodeados por um mundo vivo.
O que nos rodeia é uma tela panorâmica. Nós só sabemos o que percebemos, e só percebemos o que está sendo mostrado para nós neste momento. Somente quando surgir a imagem espiritual é que nós compreenderemos que estávamos assistindo a um filme todo este tempo.
A ciência Cabalística é um método que nos ajuda na transição para uma nova percepção. E é exatamente isso que devemos esperar dela. Não devemos desejar um conhecimento teórico e vazio dos livros Cabalísiticos, mas uma visão de um outro mundo, mais elevado - uma visão clara de nós mesmos e do Criador.

A Profissão mais Popular do Futuro


Publicado em 17 de novembro de 2009, às 21h09min, do blog do Dr. Rav Michael Laitman
 
pipe.jpg No futuro, apenas 5% da humanidade trabalhará provendo ao mundo inteiro as “coisas essenciais para a existência”, enquanto que o restante trabalhará divulgando a importância da meta espiritual. Por outro lado, todos estarão engajados na correção espiritual, e trabalharão uma hora por dia para oferecer a si mesmos “o que é necessário para a existência”.
O desenvolvimento de conexões espirituais entre todas as almas é um trabalho contínuo. O Criador dever ser revelado neste mundo, o que significa que cada pessoa deste mundo deve ser inspirada por seu desejo pela espiritualidade e o sentimento de sua importância. Em resposta, estes o inspirarão com a mesma desde o seu final. Na medida em que você inspira os outros, você desejará e será capaz de se conectar com eles.

Atualmente, nós só estamos começando o trabalho de disseminação da Cabalá. A disseminação não é apenas disseminar o conhecimento (tais como livros, internet e TV), mas também estabelecer uma conexão entre todo e qualquer indivíduo. Esta é a aplicação prática da correcção.
Todos terão que trabalhar nisso, pois todos nós estamos dentro de um sistema de conexões dentro do Kli comum, onde o Criador, ou o mundo espiritual, se revela. A disseminação é uma oportunidade para todos se sintonizarem com o sistema corrigido.
Portanto, nós temos que entender que a disseminação da Cabalá não é uma imposição, mas a ação da correção em si. É a sua conexão com o mundo.

Encontrando Um Lugar No Sistema



Postado em 13 de Novembro de 2009 às 15:36, do Blog do Dr. Rav Michael Laitman

  Uma Pergunta Que Recebi: Eu sou um estudante da Cabala e estou sempre em irreverência ao inter-entrelaçamento da sabedoria revelada através dos professores e o que já foi revelado a mim, pessoalmente. Esta é a marca que eu posso confiar para indicar a “correção” do sistema e eu.
Então, eu pergunto, o que é este negócio com Israel? Quer dizer, eu sou apenas um estudante Americano e eu não posso imaginar-me vivendo em uma terra estrangeira, muito menos uma que está constantemente em guerra. (E enquanto estamos no assunto, como é a guerra lá em Sião? Você acha que eles recebem o boletim Kabbalah não é?)

Eu não estou tentando ser sarcástico aqui, na verdade, eu estou sinceramente confuso. Eu quero contribuir para este propósito altruísta que você fala, mas eu quero saber onde eu posso encontrar uma casa para tal coisa nos dias atuais. Isso não quer dizer que eu não me vejo sentindo muito sozinho e marginalizado, onde eu me sento, aqui em Nova York, você entende.
Então, alguns esclarecimentos sobre as circunstâncias geográficas e as funções que cada um pode preencher para provocar a revolta da glória da “verdadeira “nação de Israel seria apreciada. Espero um dia chegar a um lugar de altruísmo, e quando lá chegar, eu quero saber onde eu deveria estar posicionado.

Minha Resposta: Você pode fazer parte do nosso New York Center e atender os nossos Congressos!

Esta Na Hora De Remover a Venda Dos Olhos da Humanidade

 Postado em 14 de Novembro de 2009 às 18:20, do Blog do Dr. Rav Michael Laitman
 
Uma pergunta que recebi: Por que as pessoas associam os Mandamentos com a correção do corpo?
Minha Resposta: Certamente que não corrigimos os nossos braços e pernas. Nós estamos falando sobre “o corpo de um objeto”, que é a alma, o desejo, ou partes da alma, ou seja, os desejos individuais. A diferença entre os desejos da alma e os desejos corporais é que os desejos da alma são formadas com qualidades semelhantes ao Criador - utilizando-se da doação ao invés de receber para si mesmo.

O corpo físico não tem nada a ver com isso. Podemos realizar transplantes, remover partes do corpo ou órgãos, e fazer transfusões de sangue. Hospitais não buscam doadores que são “justos” e é possível que as pessoas que recebem as partes do corpo ou sangue estejam recebendo de uma pessoa injusta. É devido a toda a confusão em relação ao corpo espiritual e o nosso corpo de carne que todo o misticismo, contos horripilantes, e histórias de horror religiosas têm desenvolvido.
Os Mandamentos descrevem uma correcção dos desejos, sem qualquer correção do corpo animado. Os corpos em que existimos são apenas necessários para mantermos uma existência física, mas quando entre os nossos desejos desse mundo, um embrião da alma emerge, precisamos ser capazes de desenvolver esse pequeno desejo ao nível do Criador .
Portanto, tradições e religiões não têm nada a ver com a correcção da alma. Deixe as pessoas em todo o mundo manter suas tradições e ao mesmo tempo, corrigir seus desejos para amar ao próximo como a si mesmos. Enquanto isso, a carne não vai mudar. Não há nada de espiritual em ações mecânicas.
É muito bom se acalmar e criar um formato de vida confortável. Basta não mentir para si mesmo, acreditar que você corrige a sua alma através destas ações e ganhar o seu caminho para o mundo “vindouro.” O mundo que virá é a revelação do Criador. Se você não preparar a sua alma para isso, então você não tem lugar algum para que Ele seja revelado, antes ou depois que o seu corpo animado pereça.
Está na hora de remover a venda dos olhos da humanidade e para que toda gente perceba que em toda a nossa vida mundana , há apenas um ponto espiritual chamado de “o ponto no coração, que é a entrada para o mundo espiritual.

Uma Teleconferência Sobre o Assunto de Nacionalismo


Postado em 13 de Novembro de 2009 às 16:04, do blog do Dr. Rav Michael Laitman



Participei de uma teleconferência com Igor Nikolaevich Panarin, um cientista político, professor da Academia Diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros Russo, PhD em Psicologia, Doutor em Ciência Política, e membro da Academia de Ciências Militares.
Ele é autor dos livros Guerra da Informação e da Rússia, Guerra da Informação e Eleições, Guerra da Informação e Poder, Guerra da Informação e geo-política, e outros. Participou de grandes conferências internacionais em que ele sempre falou em defesa dos interesses nacionais russos. Ele frequentemente faz aparições nos noticiários e programas de televisão exiibidos nos principais canais Russos, comentando sobre importantes questões atuais da política, do mundo moderno e russo, e eventos atuais.
Minhas considerações: Não há lugar para idéias nacionalistas no mundo moderno global, interligado e interdependente, uma vez que essas idéias levam os países a estar em oposição com os outros. Em nossos tempos, temos vindo de um nível de desenvolvimento global da humanidade e sua unificação em um todo. Qualquer separação é contrária ao desenvolvimento natural da humanidade e, portanto, condenada ao fracasso.
O desenvolvimento de fortes idéias nacionalistas, como uma multi-nacional de um país como a Rússia levará a acabar com isso. Uma idéia nacional é uma definição do significado de uma nação de existência. O estado já é a implementação da idéia. Assim, se há um propósito para uma nação de existir, então como existe?
Globalização e a a imigração exemplifica bem isso já que hoje todas as pessoas podem viver sem um país, tornando-se cidadãos do mundo. Questões que são fundamentais para a sobrevivência e a prosperidade da humanidade (como economia, ecologia e energia) só podem ser resolvidas em uma escala global, onde o benefício de toda a humanidade é considerada. No entanto, a Rússia, nação que sempre procurou obstinadamente por seu lugar na história, tem que encontrar uma resposta sobre o sentido da sua existência. Além disso, como vimos, o povo Russo não pode viver pacificamente como o povo de Luxemburgo, por exemplo.
Portanto, uma sugestão: Você deveria desejar se tornar uma fonte de Luz para o mundo, assim, você vai levar o mundo para a frente. Cabala, a ciência e o método de integrar o homem e a natureza, cobre estes fins. Ao implementar os seus métodos, você vai encontrar o seu cobiçado lugar na história - uma de respeito e grandeza!

Um Método De Subir a Escada Espiritual

Postado em 15 de Novembro de 2009 às 20:13, do blog do Dr. Rav Michael Laitman

Tudo ocorreu em quatro fases de expansão da Luz Direta, no HaVaYaH inicial, como está escrito, “Eu não mudei meu HaVaYaH.” Este é o modelo que contém todas as forças, desejos e luzes, e daí em diante há um desenvolvimento de uma escada de graus, mundos, ocultações, Partzufim e Sefirot, com todos o inanimado, vegetativo, animado, e os níveis humanos.
Toda a revelação deste HaVaYaH ocorre apenas nas sensações do ser criado dentro de si, na sua própria realização. Cada grau de desenvolvimento e de revelação do HaVaYaH, continuamente com uma percepção maior de si mesmo, com os mesmos detalhes do HaVaYaH inicial que é a Malchut do Infinito.
A diferença entre os níveis é apenas a densidade da matéria, que se torna cada vez menos espiritual durante a descida até o nosso mundo. No entanto, na mesma medida, também se torna mais perceptível dentro de nós. Os níveis afastam-se ainda mais da Luz, uma vez que o desejo de desfrutar cada vez mais se revela, até atingir o menor grau - o nosso mundo.
No entanto, todos os mundos, todos os graus de Malchut do Infinito ao nosso mundo, contém os mesmos detalhes, sem exceção, que são conectados uns com os outros e existe um sob o outro. É por isso que temos uma oportunidade de ascensão do nosso estado para um superior.

O nível inferior é incapaz de compreender o nível superior até atingir o seu nível. (Aliás, é por isso que não devemos julgar outros até que estemos em seus sapatos; cada pessoa julga ao outro de acordo com seu próprio egoísmo). No entanto, quando aspiram a tornar-se semelhante ao Superior Unico e imaginá-lo, somos como crianças que se esforçam para se tornarem adultos, e é como nós elevamos Rouse Ohr makif (a Luz da correção) em cima de nós, o que nos revela o grau superior.

Portanto, quando imaginamos estarmos doando mais do que nós na realidade, assim, despertamos a Luz de um grau mais elevado em nós mesmos. Nós chamamos um grau(nível)  mais elevado para perto de nós para elevar-nos ao seu nível.
Todos os níveis/degraus existem em paralelo e em simultâneo, e sua natureza difere apenas em relação à matéria, a intenção de doação. Devido a isso, temos sempre uma oportunidade de ascensão aos níveis mais elevados. Esse é o método de toda a revelação do Criador - a ciência da Cabala.

A Má Inclinação Não é Aquilo Que Você Pensa



 Postado em 15 de Novembro de 2009 às 17:42, do blog do Dr. Rav Michael Laitman

Até que eu descubra o mal dentro de mim, não há nada para me corrigir. No entanto, a inclinação real ao mal não tem nada a ver com os vícios notórios - o desejo de roubar, mentir, matar, e que mais você pode pensar. Nenhum deles dizem respeito à má inclinação.Houve um tempo em que éramos uma alma unida “Rodas Dentadas - Cogwheels”, mas depois tornou-se quebrada e separada. Esta separação, o ódio pelos outros é o verdadeiro mal. A inclinação do mal é a minha falta de vontade de se unir com outras pessoas em um só coração e minha vontade de amar meu amigo como eu. Este é o mal que deve ser descobertos e corrigidos. Não é fácil para corrigir o mal!

A luz que retorna à Fonte tem que trabalhar o bem sobre mim, antes que eu possa começar a sentir a má inclinação que a Cabala fala. No entanto, uma vez que eu sinto isso ao máximo, vou imediatamente demandando correção.
No começo eu exponho e corrijo a ruptura “entre eu e o grupo e à medida que eu adquiro a qualidade de doação, eu supero a ruptura com o Criador. Por aspirar a amar os meus amigos (a sua aspiração para o Criador, seus pontos no coração), apesar do mal dentro de mim, eu revelo o quão profundamente eu estou imerso no amor-próprio.
Quando o problema é trazido à Luz, resolvê-lo não é difícil - eu peço para a Luz, e ela me corrige.

Uma Escala Para Medir Conceitos Espirituais

Postado em 15 de Novembro de 2009 às 20:33, do blog do Dr. Rav Michael Laitman


Nosso trabalho é erguer-se acima da avaliação pelo princípio de “doce versus amargo ” e a avaliação pelo princípio da “verdade versus falso.” Afinal, o Criador é chamado Verdade.
A palavra “verdade” (Emet) é constituída pelas letras: Alef-Mem-Tav. Alef e o Tav são a primeira e a última letras do alfabeto, simbolizando os desejos diferentes em duas extremidades do espectro. Mem, que está no meio, é a qualidade da Bina, que podemos utilizar para conectar essas duas pontas e chegar a correção, a Verdade.
A única maneira de descobrir o que é verdadeiro e o que é falso é dentro de um grupo de cabalistas, um ambiente. Dentro de si mesmo, um indivíduo não tem qualquer capacidade de fazer isso, já que ele possui apenas um parâmetro - o ego. Para realizar uma medição, um precisa absolutamente de outro parâmetro, que está fora dele.
Depois de estudar por um longo tempo e realizando vários esclarecimentos no grupo, um cabalista iniciante começa a sentir que ele existe em um sistema geral, global de desejos, entre outros “pontos no coração.”
Em relação a este ambiente particular, ele tem uma oportunidade de adquirir novos conceitos: chamar mais perto ou mais longe dele, um sentimento de seu sistema global, sua inclusão no mesmo, a necessidade de seu apoio, e uma percepção de que é o lugar onde ele irá revelar o Mundo Superior e o Criador.
Entretanto, a interação de duas forças - a mim mesmo e ao meio ambiente, é formada dentro de mim. O ambiente vai aumentar de peso, a fim de neutralizar o meu “eu” - o ego. Um novo sistema governante irá surgir, que será fora de mim, e vou começar a pensar e ver a salvação, a alavanca que pode me tirar do meu estado - neste mundo.
Eu me meço “eu contra o meio ambiente”, e como resultado das minhas medidas, eu adquiro graus quantitativos e qualitativos para medir as relações espirituais e forças. Eu, assim, construo uma escala linear: Eu estou em uma ponta, e o grupo está na outra. Utilizando esta escala, já posso analisar, avaliar e descrever o mundo superior.
A partir da relação de “mim mesmo e o grupo”, uma célula espiritual forma-se em mim, e eu posso medir toda a realidade em cima de mim com essa célula. Isso é como eu construo uma alma dentro de mim.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O idioma do mundo espiritual

Publicado em 12 de Novembro de 2009, às 9h45min, do blog do Dr. Rav Michael Laitman


Não faz diferença que idioma você usa para estudar a ciência da Kabbalah. Isso não afeta a conexão entre o Criador e o ser criado. Você não precisa saber hebreu.

Todas as quatro linguagens usadas na Kabbalah (a linguagem de Tanach, Halacha, Hagaddah, e Kabbalah) não estão realmente incluídas nas formas das letras, os mundos, ou expressões em Hebreu. De certa forma, uma linguagem é a conexão entre o ser criado e o Criador, ou entre o desejo e a Luz que o ativa. A conexão pode ser expressa externamente como o mugido da vaca ou o sorriso do bebê, ou até mesmo sem nenhuma expressão externa.

O que importa é como seu coração reage e fala ao Criador. Você não precisa escrever ou falar nada. A mais verdadeira linguagem são seus desejos, que tomam várias formas dependendo da semelhança deles com o Criador.

Não existem formas, sons, cheiros, ou movimentos no mundo espiritual. A linguagem inteira de conexão com o Criador é seu desejo de assemelhar-se a Ele, bem como o quanto você deseja esta semelhança, quão incerto você está sobre isso e o quanto você se esforça em direção a Ele.

Mas nada disso tem relação com o idioma que as pessoas usam neste mundo.

Você vai usar a Kabbalah como uma poção de morte ou como elixir de vida?

Nov 12

Publicado em 12 de Novembro de 2009, às 15h 13min, do blog do dr. Michael Laitman

Recebi uma pergunta: O senhor disse que os livros de Kabbalah são como os livros médicos. Qualquer dicionário médico ou bula de remédio irão listar os casos em que é proibido ou mesmo perigoso tomar o remédio. Existem contra indicações similares nos livros de Kabbalah?

Minha resposta: Definitivamente! A Introdução ao Talmud Eser Sefirot diz que a Torah (bem como a Kabbalah) pode ser um “elixir de vida” ou uma “poção de morte”. É um fato conhecido que todos os remédios são veneno, mas nem todos os venenos são remédios. Todos os remédios foram criados tendo como base o veneno; de outra forma eles não teriam um efeito de cura.

Nós podemos ser curados ou corrigidos somente com a ajuda de um veneno, transformando o veneno em remédio, ou tomando porções especiais de veneno para agir contra o mal que está dentro de nós. Esse princípio vem do fundamento da natureza, seguindo uma regra: “O anjo da morte se torna o anjo da vida”. O mesmo princípio se aplica na medicina.

Por isso uma cobra enrolada num vaso com remédio é o símbolo para a cura usado em medicina. Isso não vem da imaginação de alguém, mas do fundamento de toda a natureza.

A Kabbalah diz a mesma coisa: você deve usar os livros como um manual de instrução, um remédio que irá trabalhar contra seu egoísmo, porque a Luz contida neles irá corrigir você e levá-lo de volta à Fonte. Se, entretanto, você não aceitar o livro como um meio de reagir contra seu ego, para corrigir você mesmo, então os estudos irão explodir o seu orgulho, autoconfiança, e sua exigência por uma recompensa nesse mundo e no mundo vindouro. Assim, seu estudo se tornará uma “poção de morte”. Você se tornará até mesmo um maior egoísta e exigirá o pagamento do Criador.

Baal HaSulam escreve nos itens 69-71 da Introdução ao Livro do Zohar “que a fonte de todos os problemas no mundo repousa em nada mais do que no incorreto uso da Torah e da Kabbalah pelas pessoas.

O Criador fala conosco através da linguagem das sensações

Publicado em 12 de Novembro de 2009, às 9h35min, do blog do dr. Michael Laitman


Recebi uma pergunta: O Criador fala conosco através de nossas próprias sensações. O que o senhor pode nos dizer acerca dessa linguagem? Minha resposta: A pessoa precisa se conhecer a si mesma. Ela precisa fazer um pedido por forças exteriores para ajudá-la a se analisar, a ir dentro de si mesma o mais fundo possível, e descobrir porque ela é do jeito que é, e que ela realmente está num lugar profundamente baixo. Lá, no mais baixo ponto interior, a pessoa encontra o Criador, sua própria raiz.
Nós imaginamos um enorme mundo e o Criador fora de nós mesmos. Nós pensamos que existe toda sorte de coisas fora de nós. No entanto, tudo isso existe unicamente para nos facilitar a começar a explorar e a entender a nós mesmos.

Como o Livro do Zohar Ajusta a Nossa Visão


Publicado em 10 de Novembro de 2009, às 20h44min, do blog do dr. Michael Laitman

O Livro do Zohar explica a nossa relação com o Criador,  a qual é a única coisa que devemos aprender. As únicas coisas existentes em toda a nossa realidade são o Criador e a criatura, e elas são as únicas coisas sobre as quais o Livro do Zohar fala.

Mesmo em nossas vidas habituais, onde o quadro deste mundo nos impede de ver a verdade (que o Criador e nós somos as únicas coisas existentes), tudo à nossa volta é, na verdade, a nossa relação com o Criador, embora isso ainda não seja evidente para nós. Não há mais nada além do Criador e a criatura.


Embora não existam imagens na espiritualidade, O Zohar primeiro nos leva para o que parece ser situações “materiais”, falando sobre ações e as imagens bem conhecidas para nós neste mundo. Depois, O Zohar começa a explicar o que acontece nos bastidores desta imagem - o que acontece com as forças, os desejos e os atributos num nível mais elevado e paralelo. Desta forma, nós somos gradualmente educados a discernir as “imagens” ou atributos mais elevados, e a perceber tudo conforme a nossa relação com o Criador.

Não fique apenas em pé entre o Céu e a Terra – Escolha um!



Publicado em 12 de Novembro de 2009, às 15h 30min, do blog do dr. Michael Laitman

As pessoas frequentemente reclamam que o tempo está se escapulindo, a vida está passando por elas e elas não sentem que estão avançando. Nós existimos num estado inconsciente sem estarmos ciente disso, e nós não podemos fazer nada. E tudo isso é porque nós não fazemos uso dos meios que estão à nossa disposição. Nós somos como uma pessoa doente que sofre, mas não procura ajuda médica.


Chama nossa atenção o fato de que existe algo além dessa existência terrestre, e que nos foi dado o método para alcançar isso. Mesmo assim, nós estamos tentando entrar no Mundo Superior com nossa abordagem usual e os meios do nosso mundo. Nós estamos sentados sem fazer nada e esperando, pensando que de alguma forma teremos sucesso.

Nós não entendemos que a única maneira de entrar no domínio espiritual é nos adequarmos à lei de equivalência de forma. Deram-nos o professor, os livros e o grupo para nos ajudar. Tudo que precisamos fazer é largar os velhos métodos, abordagens e opiniões e seguir o conselho dos Cabalistas para mudar nossa percepção da realidade.

A pedra de tropeço é que nós estamos tentando entrar numa vida nova com nossa bagagem velha - nossos desejos por comida, família, dinheiro, poder e conhecimento.  Mas é impossível avançar espiritualmente sem elevar a prioridade espiritual acima de todas as coisas materiais e de tudo o que fazemos.

Nós já possuímos todos os meios para entrar no próximo nível de existência. Agora, você só precisa finalmente decidir - onde você quer estar? Não fique só parado com uma perna no mundo material e com a outra perna no mundo espiritual; é assim que os anos serão desperdiçados.

Todos querem saber por que a Kabbalah é importante


Publicado em 12 de Novembro de 2009, às 16h 41mi, do blog do dr. Michael Laitman
 
Pergunta: Por que a Kabbalah é importante? Minha resposta: Todos perguntam sobre essa questão.  Existem muitas coisas nas nossas vidas. Algumas são mais importantes, outras menos. A cada segundo, coisas diferentes se tornam importantes para nós, coisas como dormir, brincar, comer, ou correr sem rumo. Como encontrar a coisa mais importante na vida?

A principal coisa na vida é sentir algo incondicional, infinito e poderoso, ver todos os mundos sem fronteiras entre vida e morte, e satisfazer todos os nossos desejos, mesmo aqueles aos quais ainda não estamos familiarizados, como nos tornar como o Criador.
Não existe nada mais alto que isso. Esse é o pico para onde todas as coisas conduzem. Então, como alcançar isso? Como nós alcançamos o sucesso absoluto aqui e agora? Nós fazemos isso através de um método chamado “a sabedoria de Kabbalah”.
Por isso ela é importante. É porque nós damos valor a todas as coisas de acordo como elas nos beneficiam. Se a Kabbalah pode nos ajudar a alcançar todas as coisas, isso a faz mais importante do que qualquer outra coisa.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O nível de um cabalista reflete o egoísmo da humanidade


Publicado em  29 de Outubro de 2009, às 16h 07min, no blog do dr. Michael Laitman


Recebi uma pergunta: Qual é a diferença entre os livros escritos pelos cabalistas no passado e os livros escritos pelos cabalistas modernos?

Resposta: Baal HaSulam disse que Rabi Akiva verdadeiramente sabia mais que Rabi Shimon uma vez que ele o precedeu: era seu professor. No entanto, o nível dos cabalistas anteriores a rabi Akiva era mais elevado.

Não é necessário dizer que Baal Hasulam sabia menos que Rabi Shimon e menos que todos os cabalistas anteriores. No entanto, com o propósito de que se ocupasse de nós, foi-lhe concedida a oportunidade de aprender e expressar seus graus. Isto o que ele escreve sobre si mesmo.


Avaliamos um cabalista por seus livros, “Este é um livro magnífico!” Entendo tudo o que diz. Trata-se de um grande cabalista! Mas, se entendo seus livros, talvez não seja tão bom depois de tudo.
Em outras palavras, qualificamos uma pessoa baseando-nos em quão próximo está de nós e na medida em que pode descer a nosso nível, não segundo a sua elevação, senão segundo sua habilidade de ser um professor. E para que seja nosso professor, não é necessário que seja grande.

Junto com o desenvolvimento histórico do egoísmo em cada pessoa e na sociedade como tal, o nível dos cabalistas está diminuindo.

Durante a “era do Templo” (o Templo é a alma de cada pessoa no estado de outorga e amor, e a queda do Templo é o descenso a relações de ódio), as pessoas claramente percebiam a espiritualidade, quer dizer, sentiam amor e solidariedade, viviam como um só homem e eram semelhantes ao Criador.  Compreendiam e sentiam estas coisas por si mesmas.

Não podemos imaginar o que isto significa. Está escrito que comparados a eles, nós somos como asnos junto a pessoas.  Isto não é um exagero ou uma bela expressão, eles tinham uma mentalidade, uma visão e um sentido totalmente distintos.

Não tema errar e começar outra vez


Publicado em  29 de Outubro de 2009, às

Se uma pessoa avança corretamente, então não se sentirá segura de si mesma ou confiante no caminho espiritual. Não pensará, com toda arrogância, que sabe tudo o que vai lhe passar na vida, mas, confia somente Naquele que o governa e efetua todas as ações.  Sabe que somente lhe falta se conectar com quem governa, outorga o Governante Superior. Essa é a chave para avançar corretamente.
No entanto, se a pessoa está confiante e orgulhosa pensando que sabe tudo, então nem sequer entenderá que se encontra no caminho de um pequeno proprietário e inclusive que não provou em realidade a espiritualidade.

Vocês não devem ter medo de reconhecer seus erros. O caminho correto é o caminho no qual descobrimos os erros e os corrigimos, somente para descobrir mais erros para corrigir e assim sucessivamente.

Somente uma pessoa com alcance espiritual pode aprender a ciência da Kabbalah

Publicado em  29 de Outubro de 2009, às 3h 23min, no blog do dr. Michael Laitman

Um estudante que estuda a ciência da Kabbalah tem um problema: para entender o que o professor está dizendo, tem que estar em seu nível. O professor pode estar falando sobre níveis muito elevados, mas uma vez que todos os níveis são semelhantes entre si e cada um tem os mesmos detalhes que os demais, o estudante pode ao menos entender o que se lhe diz segundo seu nível espiritual atual.
No entanto, se o estudante ainda não ascendeu a nenhum nível espiritual e existe somente neste mundo, então não pode entender a linguagem dos ramos. A linguagem dos ramos significa que uma pessoa alcança as coisas que existem neste mundo, os ramos, assim como as raízes no nível espiritual. Então, tem um entendimento claro da conexão entre os dois e pode compreender o que o professor diz.

Mas, se o estudante não tem alcance das raízes, então não pode compreender o que o professor está dizendo. O professor estará dizendo palavras que o estudante não poderá identificar. Quando uma pessoa tem o alcance somente deste mundo, não tem o alcance dos ramos porque não conhece suas raízes. Os ramos são o que descende das raízes. Não pode existir um ramo sem uma raiz ou uma raiz sem um ramo. A linguagem dos ramos não pode sequer se iniciar a menos que o estudante tenha o alcance da essência espiritual, as raízes dos ramos.
Portanto, um estudante não pode entender o professor até que tenha o alcance das raízes espirituais. Somente então, poderá alcançar todas as conexões entre as raízes e os ramos, baseando-se nas palavras de seu professor. Desgraçadamente, isto é um fato. Portanto, o estudo da ciência da Kabbalah é para aqueles que possuem alcance espiritual.
Enquanto uma pessoa não tenha alcance espiritual, tem que ter claro o fato que não está estudando a ciência da Kabbalah.  Somente está usando esta “maravilhosa qualidade” (Sgula) para revelar as raízes. Esta é a única razão pela qual a estudamos.
Por conseguinte, não devemos nos confundir tentando adquirir conhecimentos sobre “algo”, senão enfocarmos somente no fato de que necessitamos a Luz que reforma e a necessitamos tão rápido quanto seja possível. Se alcançarmos as raízes com a ajuda desta Luz, então entenderemos do que fala a Kabbalah. Neste momento, quando estudarmos os conceitos descritos nos livros, estaremos estudando esta ciência. Atualmente, no entanto, não a estamos estudando porque não conhecemos a conexão entre as raízes e os ramos posto que ainda não alcançamos as raízes.
A ciência da Kabbalah começa com o alcance espiritual e não antes disso.  Antes, a pessoa pode desejar unicamente invocar a influência da Luz sobre si (Sgula).

Construindo uma organização de mulheres

Publicado em  28 de Outubro de 2009, às


Recebi uma pergunta: Eu tenho uma pergunta sobre a organização de mulheres. Eu temo que isso gradualmente se transforme num empreendimento para dar suporte aos homens, diferentes projetos, etc. Eu sinto que nós mulheres carecemos de uma conexão interna, de uma adesão aos nossos desejos, sem que haja alguma ação externa.
Para exigir qualquer coisa da parte masculina do grupo, nós temos que ter um claro entendimento do que nós estamos exigindo.  Nós temos que estar prontas para o que nos vai ser dado. Nós precisamos esclarecimentos.
Parece-me que tais esclarecimentos deveriam ser dados por uma organização de mulheres. Nós temos que pesquisar por respostas nas fontes originais. Nós temos que compreender tudo claramente, ver o quadro geral, etc.

Minha resposta: Eu não vou dizer mais nada para você porque tudo já foi dito. A única coisa que resta é você realizar o esclarecimento e a realização.
Meu único conselho para você é, na medida do possível, deixe seu egoísmo pessoal fora dos seus relacionamentos, porque do jeito que as coisas estão colocadas, uma mulher não deseja ouvir e ajudar outra mesmo que seja por causa do sucesso mútuo.

Usando o mundo como um meio para o progresso

Publicado em 28 de outubro de 2009, às6h00min, no blog do dr. Michael Laitman


Recebi uma pergunta: Como a diversidade do nosso mundo está conectada com a meta uniforme de amar o próximo?
Minha resposta: Os elementos do nosso mundo abrangem o Kli comum. Tomemos, por exemplo, uma formiga que passa toda sua curta vida rastejando nas matas em busca de comida. Realmente, como essa formiga está conectada com minha alma e sua correção?
Todos os níveis abaixo do nível humano são representados por manifestações externas das propriedades humanas. A “formiga” primeiro existe nos seus desejos e então se manifesta numa forma humana. Sem a forma externa, você não estaria pronto para a correção interior.

Cada detalhe dos níveis inanimado, vegetativo e animado é necessário porque eles estão incluídos no ser humano. Ao conduzirem sua existência natural, eles ajudam nossos desejos a se desenvolverem ao nível humano.
Durante o desenvolvimento de nossos desejos, nós vamos através de estágios que já aconteceram. Primeiro nós o fazemos na natureza do nosso mundo, então, no nível “humano” do desejo, e finalmente, nós nos aproximamos e entramos no mundo espiritual. Nossos desejos interiores não poderiam se formar sem todos esses detalhes externos.
No princípio, esses desejos têm que começar a se desenvolver dos menores, mais insignificantes desejos. Então, inicialmente o nível inanimado é formado, seguido pelo vegetativo, e animado, em toda sua diversidade. Nesse processo, algumas espécies são extintas, enquanto que outras de repente aparecem. Tudo muda, mas tudo isso é uma projeção da nossa mudança interna.
A criação inteira está embutida no homem e constitui um quadro harmonioso e perfeito. Então, as pessoas deveriam saber como usar corretamente todos os elementos da realidade que existem na sua frente. Existem diferentes leis atuando aqui, mas seu propósito principal é nos mostrar como relacionar tudo no contexto da meta da criação. Nós temos que usar o mundo inteiro de tal forma que ele nos adiantará em direção à meta.

A ordem da ascensão espiritual


 Publicado em 28 de outubro de 2009, às7h51min, no blog do dr. Michael Laitman

Recebi uma pergunta: Existe uma prece ou vários tipos de preces?
Minha resposta: Uma prece é um desejo que você eleva para ser corrigido. Você o eleva ao Nível Superior ou Partzuf, o Criador, pedindo e exigindo correção.

O número de pedidos por correção que você eleva determina o número de diferentes preces. Há um específico número de preces dependendo dos estados que a pessoa passa em cada grau.
Foi por isso que os Cabalistas puderam compilar um livro de orações para nós, chamado “Sidur“, que significa “Ordem”, (por exemplo, a maneira como as coisas são ordenadas e organizadas num estatuto). Nele eles descrevem a ordem precisa de ascensão deste mundo ao Mundo Infinito, como também todos os estados intermediários.
É um livro de instruções. Quando você lê as orações uma após a outra, elas refletem a ordem em que você deve se dirigir ao Nível Superior para corrigir-se. Toda transformação só pode acontecer sob a influência do Nível Superior.
Existe uma ordem especial para cada dia (para cada Sefirá ou grau), e se você deseja ir através de um “dia” espiritual, então esse livro diz a ordem em que você tem que elevar seus desejos para a correção.
Se você se corrige acima de seis “dias” (graus), então você continua em diferentes preces (correções), chamadas de preces do Shabbat, e então para outro estado especial (dias, Moadim) e feriados.
Existem vários estados, e cada um tem uma prece correspondente, significando a ascensão de um desejo para sua correção. Isso é porque existe uma mudança em seu estado de adesão ao Criador. As preces nunca param no trabalho espiritual.

Tudo acontece de acordo com nossos Reshimot (genes espirituais)


Publicado em 26 de outubro de 2009, às 19h38min, no blog do dr. Michael Laitman


No mundo material, uma mãe sabe quando é tempo de alimentar seu bebê. Mas, quando se trata da nossa ascensão espiritual, um bebê (a pessoa que está nos estágios iniciais para se tornar um Cabalista) precisa pedir por comida à mãe ele mesmo. Ele precisa saber como se voltar para o Nível Superior para que Ele o eleve até Ele e o preencha com Luz.
Tudo acontece de acordo ao mais baixo desejo (da pessoa) de se tornar similar ao Superior (o Criador). No mundo espiritual, todas as ações também acontecem de acordo com os Reshimot (registros de informações que determinam o estado de alguém), que são concretizados em nós sem nossa escolha, ou por nós mesmos ao acrescentarmos nossos desejos por correção aos Reshimot. Isso quer dizer, nós podemos acrescentar nossa própria oração ou pedido por correção.

Nós não temos que pedir por isso artificialmente. Isso não ajudará.  Se o desejo da pessoa está maduro, então ele extrairá a influência da Luz da Correção para ele mesmo.
O Partzuf Superior (o Criador) está num estado de repouso absoluto e nunca muda. Só nossos Reshimot interiores (os dados sobre nosso estado) passam por mudanças. Por isso é que nós sentimos que existimos num mundo que se transforma, mas, na verdade, a mudança está dentro de nós em relação a um fundo imutável.
Os Reshimot que despertam em nós sem a nossa participação não nos fazem avançar no mundo espiritual. Nós simplesmente andamos no mesmo lugar, até que os sofrimentos repetitivos nos fazem espertos e nos forçam a procurar pelo desenvolvimento espiritual. Nossos problemas são causados pelos Reshimot que se esclarecem naturalmente.
Porem, se você se junta a uma sociedade que está engajada no desenvolvimento espiritual, então você receberá os Reshimot dessa sociedade, que vêm de sua conexão com outras almas. Você receberá esses Reshimot em virtude de seus próprios esforços, e esses são os Reshimot que você deve corrigir para revelar o Mundo Superior. Como? Ao elevá-los através de sua prece por correção.

domingo, 1 de novembro de 2009

É O Momento De Darmos Vida A Tudo Aquilo Que Aprendemos



Publicado em 26 de outubro de 2009, às 19h38min, no blog do dr. Michael Laitman
Como professor de Cabalá, eu estou começando a “libertar” mais e mais materiais de dentro de mim, e o material está se tornando mais denso e profundo do que antes. Este é o apelo dessa geração para que se acelere a correção. Quem for capaz de “se agarrar com força” às nossas lições e seu novo ritmo será capaz de avançar mais rapidamente.
Hoje, nós devemos dar vida a tudo aquilo que conversamos nas lições. Não basta apenas compreendê-lo. Devemos implementá-lo diariamente dentro de nós, de forma que as palavras pronunciadas na aula matinal se transformarão em nossas ações ao longo do dia.

Os anos que nós passamos estudando não foram em vão, e agora nós podemos demonstrar isso na prática, junto com centenas de milhares de pessoas que participam do mesmo processo. Se fizermos isso juntamente com todos os nossos amigos e todos aqueles que assistem e ouvem a lição de todas as partes do mundo, então isso será possível.
Além disso, cada principiante pode fazer isso junto conosco, conectando-se a todos e fazendo  todo esforço possível. É semelhante à forma como as crianças nascem, e depois usam tudo o que foi criado para elas. É assim que a pessoa recém-chegada à caminhada espiritual pode participar do movimento geral junto conosco.
A coisa mais importante é desenvolver o hábito de controlar constantemente o avanço pessoal e o avanço geral.

O Egoísmo Chegou No Fim Da Linha


Publicado em 26 de outubro de 2009, à 1h50min, no blog do dr. Michael Laitman.

Todos os desejos que as pessoas possuem em nosso mundo já completaram o seu desenvolvimento. Assim, não se desenvolverá mais nada. O nosso mundo parou completamente. Todos os nossos desejos corporais (como comida, sexo e família), bem como os nossos desejos sociais (riqueza, fama, poder e conhecimento) estão em crise, porque passaram pelo último estágio do seu desenvolvimento e estão se transformando em formas perversas.
Portanto, o egoísmo não pode continuar se desenvolvendo em nosso mundo. Pelo contrário, ele está começando a nos conectar, fazendo com que nos sintamos totalmente interdependentes. A partir de agora, começaremos a sentir cada vez mais essa conexão, mesmo que as nações e as pessoas tentem se isolar umas das outras. Nós finalmente alcançaremos a sensação de conexão plena e total, que nos obrigará a amar os outros como a nós mesmos.
Descobriremos que esta é a solução para todos os nossos problemas.

A Cabalá Possibilita Que a Humanidade Viva Em Completa Harmonia

Postado em 26 de outubro de 2009, às 10h00min, no blog do Dr. Michael Laitman.

A Cabalá é uma ciência que revela o Governo Superior sobre todo o universo, incluindo o nosso mundo material. Todo o universo é regido por uma lei única, que pode ser chamada Lei da Natureza ou Lei do Criador. É a lei do amor, da harmonia e da bondade universal.
O método Cabalísitico dá à humanidade a oportunidade de estudar essa lei e a estrutura de suas vidas, em concordância com isso. Assim como precisamos estudar as leis da física, da química e da biologia para vivermos normalmente no mundo material, o estudo da Cabalá não é menos essencial para nós.
Somente o conhecimento e a equivalência com a lei única do universo pode salvar o mundo de guerras, desastres naturais, catástrofes e sofrimento, conduzindo a humanidade à total harmonia e equilíbrio com a Natureza.

A Mudança Gradual De Lo Lishma Para Lishma


Publicado em 26 de outubro de 2009, às 9h00min, no blog do dr. Michael Laitman

Uma pergunta que recebi: Se a pessoa pede para se aproximar da Luz, isso não é um pedido egoísta? Afinal, ela é impulsionada pelo desejo de se sentir melhor.
Minha Resposta: Isso não importa. Isto é o que se chama Lo Lishma (desejar a espiritualidade para si mesmo de forma egoísta).
A pessoa quer sentir o mundo espiritual, receber a vida espiritual, a sensação da verdadeira realidade, e perceber que sua vida não está sendo desperdiçada. Afinal, a vida passa e ninguém sabe quanto tempo lhe resta. É por isso que a pessoa não quer que a vida passe sem sentido.

Inicialmente, a pessoa não pode pensar em outra coisa senão no seu próprio benefício. Por conseguinte, se ela não desejasse a espiritualidade egoisticamente, visando o benefício que isso lhe traria, ela nunca se ocuparia dela.
Portanto, a caminhada espiritual começa com a realização egoísta (Lo Lishma). Então, sob a influência da Luz Superior (Ohr makif), a atitude egoísta da pessoa em relação a espiritualidade é substituída pela altruísta (Lishma).
É por isso que o ego da pessoa é chamado de “ajuda contra ele” (Ezer kenegdo), visto que leva a pessoa a um estado onde, de repente, ela percebe que é exatamente o seu ego que está em seu caminho.
O mesmo ego que constumava ajudá-la e a empurrava para a frente, deve ser destruído agora. O que deve ser destruído não é o desejo em si, mas apenas a sua intenção egoísta. É assim que a pessoa é transformada gradualmente pela Luz.

Use Sua Liberdade De Escolha Para Encontrar O Seu Destino

Publicado em 26 de outubro de 2009, às 8h00min, do blog do Dr. Michael Laitman.

Uma pergunta que recebi: Por que o ponto no coração não desperta em todas as pessoas? Por que umas o percebem aos 20 anos, enquanto outras o percebem com 50 anos?
Minha Resposta: Isso não é da nossa conta, e não devemos pensar nisso. Nós não temos livre-arbítrio nesse sentido - tudo depende do sistema comum, o enorme sistema de almas que precisa avançar.
É como o nosso corpo, que consiste em bilhões de pequenas células. Cada célula necessita se desenvolver, e todas estão conectadas umas com as outras.
Portanto, cada pessoa depende da outra na sua correcção - primeiro uma avança, depois outra, ou ambas avançam juntas.
É o mesmo tipo de sistema do embrião que se desenvolve no útero da mãe, onde a cabeça, os braços, as pernas, as orelhas, o nariz, e assim por diante, desenvolvem-se numa determinada ordem.
Este é um sistema muito complexo. Portanto, como podemos começar a questionar porque fomos despertados só agora e não há dez anos, visto que temos uma compreensão limitada de algo em nossa vida material, e menor ainda na espiritualidade?
Você sabe a que parte da alma você pertence, e que parte você está destinado a realizar?
Entretanto, se a pessoa se esforça em compreender, ela começa a sentir para onde está sendo levada. A nossa liberdade de escolha está em compreendermos que tipo de trabalho está sendo colocado à nossa frente, e então, fazermos aquilo que depende de nós.