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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O Êxodo em Todo o Mundo – Versão Séc XXI

Retirado do livro: "The Path of Kabbalah"
A dramática história do êxodo do Egito é muito mais que um marco histórico no Calendário Hebreu. De acordo com a Cabalá, ela descreve a liberação do egoísmo que toda a humanidade está próxima de experimentar.

Todos os mundos (inclusive este mundo) estão dentro de nós. Não os encontraremos fora de nós. Em outras palavras, não somos nós que estamos dentro dos mundos, mas, os mundos é que estão dentro de nós. Fora de nós existe apenas o Criador, a Luz Superior.

As pessoas em nosso mundo estão convictas que estão dentro algum tipo de existências, uma realidade que foi criada antes que nós entrássemos nela. Porém, isto é uma ilusão. Não existe nada fora de nós a não ser a Luz do Criador. Esta afeta nossos sentidos de tal maneira que sentimos as coisas como sólidas, líquidas ou gasosas, como vegetativo ou animado.

Tudo o que imaginamos e podemos ver ao nosso redor, é construído pelos nossos próprios sentidos que nos fazem ter a sensação que tudo existe fora de nós. Entretanto, a verdade é que nada existe fora, apenas o Criador.

Este mundo é o mais baixo que um cabalista alcança. É a oposição total do Criador e é limitado, ou seja, o denominado “exilio no Egito”. O poder natural que atua sobre nós nesta situação, nosso egoísmo natural, não nos permite avançar para qualquer lugar, exceto cuidar de nós mesmos. Isto é denominada “o estado de Faraó”.

Nosso egoísmo não nos permite sentir o estado sublime e perfeito. É sobre o egoísmo, o interior humano e a força malígna chamada “Faraó”, que a Torá fala detalhadamente, visto que a força libertadora é chamada “Moisés”. Faraó, Moisés e tudo que está escrito no êxodo, descrevem estados espirituais e emoções.

Nossa condição atual é a mais baixa possível. É um estado de absoluta sonolência e inconsciência. Não sabemos quem somos ou onde estamos. É certamente um estado ainda mais baixo do que o estado denominado “este mundo”; ao definir a nossa condição como “este mundo”, isso implica que já sabemos que existe outro mundo. Este mundo tão pequeno que nele nós não podemos sentir qualquer espiritualidade.

A Torá não é uma história épica, embora exista uma correlação entre o texto e a história humana. Mas, isto é assim porque a construção dos mundos é baseada num mesmo princípio: tudo o que acontece em um mundo espiritual é refletido no mundo espiritual adjacente mais baixo, ou seja, para baixo, para o nosso próprio mundo espiritual.

Tudo o que a espécie humana terá que passar durante sua ascensão para os mundos espirituais deve ser sentido por cada ser humano e por todos os indivíduos em cada um dos mundos, especialmente o nosso próprio.

O êxodo do Egito – o êxodo do egoísmo – ainda nos aguarda. E no século 21, nós estaremos mais envolvidos que antes para fazer esta transição – do egoísmo para uma humanidade de doação e amor. Uma vez que iniciemos esta transição, daremos partida para nossa experiência de conexão ao mundo espiritual, nível eterno da realidade, que é a única sensação quando nos libertarmos de nossos egos, ou seja, sairmos do “Egito”. Através da sabedoria da Cabalá que apenas está começando a pensar nesta direção, iremos acelerar nosso progresso de desenvolvimento espiritual e protegermo-nos de muitos sofrimentos, desde que nossos pensamentos venham a ser semelhantes ao plano inclusivo do Criador.

Texto original:Exodus—the Worldwide, 21st Century Version

domingo, 27 de julho de 2008

Homem, Mulher, e a Serpente entre eles.

Durante séculos, a história de Adão e Eva povoa a imaginação tanto de crianças quanto de adultos. É hora de saber o verdadeiro significado da história, quem foi aquela pequena ardilosa serpente, e, é claro, como tudo isso se relaciona com o aumento crescente dos divórcios.

Eles são o casal mais falado dna história. Ela é sedutora, infiel e indiferente, que o atraiu para fazer o proibido. Ele é "o pai da humanidade," a vítima moral e o iluminado, que falhou em restringir sua insubordinada esposa, sendo atraído para o pecado.

Ou você pode preferir a versão moderna. Ela é graciosa, abstinente e pura, consumida pela agonia e arrependimento pelo que causou a Ele. Ele é rude, descuidado e vingativo porque naquele fatídico dia ele caiu em virtude dos encantos de uma mulher.

Não, não estamos falando de outro jovem casal de celebridades da moda à caminho de mais um divórcio. Senhoras e senhores, apresentamos Adão, Eva e a Serpente - o primeiro triângulo amoroso da história.

Jardim do Éden

Hoje em dia, as estatísticas sobre divórcio não são boas para os casamentos duradouros. A taxa está crescendo anualmente, deixando milhões de pessoas se perguntando o que fazer com a divisão em sua família, casa e finanças.

Entender a história de Adão e Eva pode jogar uma luz mais que necessária sobre a divisão entre os sexos. Mas, para isso, temos de penetrar profundamente no verdadeiro e oculto significado desta famosa história.

Em primeiro lugar, temos de estar conscientes de que, como todas as histórias bíblicas, esta também é escrita em uma especial e simbólica linguagem. Cada palavra faz alusão aos processos que ocorrem nos níveis de realidade mais elevados, o que é, naturalmente, oculto ao nosso alcance. Se pudéssemos aprender a decifrar essa linguagem, descobriríamos nossas raízes espirituais e os nossos verdadeiros papéis como homens e mulheres. - Então, vamos começar - com o início.

No início

A sabedoria da Kabbalah explica que há uma força infinita atuando na realidade, chamada de "o Criador". A qualidade desta força é de completo e incondicional amor e doação; conseqüentemente, o seu objetivo é um só - dar prazer.

Com a finalidade de dar vazão à Sua vontade, Ele criou uma criatura, ou uma alma, que iria receber toda a Sua abundância. Esta alma é chamada "Adam HaRishon" ("O Primeiro Homem"), ou simplesmente "Adam"- homem.

E isto é exatamente o que a história do Jardim do Éden descreve. Revela como Adão, a alma, a única criatura que existia, despreocupadamente se divertia no Jardim do Éden, até que o Criador decidiu fazer algo para acelerar o seu desenvolvimento:

"O Senhor disse," Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea" (Gênesis, 2:18).

Como já foi referido, Adam não era um homem físico, mas uma entidade espiritual, tal como o "Jardim do Éden" não era um local físico, mas um nível espiritual da realidade. Na verdade, foi o melhor estado possível de existência, mas por que o Criador interviu nesta perfeita e descuidada existência?

Porque a alma tinha apenas um pequeno, pouco desenvolvido desejo de receber, e o Criador não poderia inundá-lo com toda a abundância que Ele tinha para dar. Portanto, para que a alma pudesse crescer e amadurecer, o Criador colocou-a num "caminho de amadurecimento."

Duas partes de um todo

Para que a alma atingisse o estado em que pudesse ser preenchida com o infinito e eterno prazer, primeiro tinha que aprender o significado tanto de receber como o de doar. Por esta razão, o Criador dividiu-a em duas metades: "uma metade masculina"- o atributo da doação, e uma "metade feminina"- o atributo da recepção.

Somente ao encontrar a conexão apropriada entre sí, podem as duas partes da alma - Adão e Eva - criar um único e perfeito recipiente em que a abundância do Criador pode residir.

Árvore do Conhecimento

Então, o que "comer da árvore do conhecimento" têm a ver com tudo isto? A Kabbalah explica que "comer", significa receber o prazer do Criador. E a Árvore do Conhecimento é a completa satisfação que o Criador pretende dar; porém, a alma ainda era incapaz de receber, e, por isso, ela era chamada de "fruto proibido".

A alma, agora constituída por Adão e Eva, não tinha concluído o seu processo de desenvolvimento. Portanto, ao comer do "fruto proibido", (recebendo todos os prazeres do Criador), tornar-se-ia sobrecarregada pelo prazer perdendo sua ligação com o Criador - a qualidade da doação. Em outras palavras, a alma cairia para um nível que a separou completamente do Criador, tornando-se totalmente controlada pelo ego - o mundo físico.

No início, eles conseguiram ficar longe do "fruto proibido"- até que o Criador, mais uma vez, interveio. Isto por que a alma necessitava descer para o mundo físico, a fim de desenvolver-se plenamente, e quis o Criador "acelerar" o processo. Desta vez, Ele recrutou o mais traiçoeiro de todos para o trabalho - "a serpente".

A Serpente

Não se trata do familiar animal da família dos répteis. "Serpente" refere-se ao ego que existe em todos e cada um de nós. Na história do Jardim do Éden, a serpente (o ego) seduz Eva (a vontade de receber da alma) para incentivar Adam (a capacidade da alma de doar como o Criador) para saborear o fruto proibido (receber todo prazer do Criador), mesmo eles não estando preparados para isso ainda. Como resultado, ambos se desconectaram do Criador.

O prazer de saborear aquele fruto proibido era tão intenso que forçou a alma a esquecer tudo relacionado ao Criador e com o fato de que este prazer veio de Deus.

Como resultado, a relação de Adão e Eva com o Criador foi invertida. Eles foram "expulsos do Jardim do Éden" - perderam o seu nível espiritual e cairam para o nível físico, chamado de "nosso mundo".

Hoje, a História Continua

Adão e Eva representam as raízes espirituais de nossas almas. Embora no mundo espiritual estejamos unidos como uma única entidade, no mundo físico estamos desconectados, incapazes de compreender um ao outro.

O que podemos fazer a respeito? Em primeiro lugar, a Kabbalah diz que o casal deve perceber a existência da serpente entre eles. Eles têm de compreender que o ego é a única fonte de todos os problemas num relacionamento. Normalmente, a serpente nos controla de modo tão ardiloso que não vemos ser ela a raiz de toda separação entre nós.

Em segundo lugar, cônjuges devem perceber que o casamento é mais do que uma instituição inventada pelo homem. Faz parte de um abrangente e espiritual processo de reaproximar as duas partes da alma. Percebendo isso, será mais fácil para os cônjuges cooperar. Entretanto, não poderemos ter sucesso se tentarmos preencher nossas necessidades somente a partir das coisas deste mundo, focando apenas nossas metas mundanas.

Se quisermos que os nossos relacionamentos sobrevivam, temos que imbuír-lhes de seu verdadeiro e espiritual significado. E isso apenas pode ser feito quando ambos os cônjuges estão conscientes da sua mútua e espiritual meta.

Isto é o que os Kabbalistas entendem por "Homem, mulher e a Divina Presença entre eles." (Talmud da Babilônia) A unidade espiritual entre as duas partes distintas da alma é o que cria harmonia, e dentro dessa unidade, o Criador é revelado.

Texto original:Man, Woman, and the Snake Between Them

Citações



“Se o homem neste mundo deseja viver em harmonia com a lei geral do universo,
ele é obrigado a mudar e a se adaptar a isto.”

Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam)
“Amor pelo Criador e Amor pelas Criaturas”



“Toda a sabedoria da Cabala se resume a conhecer a orientação da Vontade Suprema,

por que Ele criou essas criaturas, o que Ele quer delas,
qual será o final de todos os ciclos do mundo...”
Rav Moshe Chaim Luzzato (Ramchal),
Daat Tvunot


“Tudo o que foi, é e será – o Universo inteiro foi construído
de acordo com o princípio da “causa e efeito”.

Não há começo nem fim. Há somente causa e efeito.”
Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),
“Prefácio à Sabedoria da Cabala”


“A parte principal do trabalho de uma pessoa
é somente conseguir sentir a existência do Criador.”
Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),
“Shamati”


“Se nós pudéssemos perceber que na realidade
nós constantemente doamos uns aos outros,
nós não teríamos problema em acrescentar
a intenção correta a esta ação.”

Cabalista Yehuda Ashlag(Baal HaSulam),
“Paz no Mundo”

“O que quer que o Criador faça
quando não estamos conectados,
não nos acrescenta nada.
Nós não podemos nos beneficiar de algo
que não está presente em nós, ou seja, o Criador.”

Cabalista Baruch Ashlag (Rabash),
“Acima da Razão no Serviço Divino”

A Fome Crescente da Humanidade


A atual crise de alimentos foi declarada como um “tsunami silencioso” pelas manchetes recentes dos jornais. A Kabbalah explica a raiz do problema, e nos mostra como evitar essa ameaça crescente.

Na verdade, a escassez de alimentos não é novidade – ela moldou civilizações desde os dias em que faraós reinavam no Egito. Só nos últimos 50 anos, a fome na África, Coréia do Norte, China e Camboja tem atingido milhões de vidas. Então, por que os líderes mundiais de hoje estão tão alarmados pela atual situação?

No tempo dos faraós, a fome no Egito não afetou tribos das planícies da América. Em contraste, a crise de hoje afeta o mundo todo. Os preços globais dos alimentos subiram 83% nos últimos três anos, fazendo com que seja quase impossível para as nações mais pobres do mundo alimentar seus habitantes. Mais de 70 países espalhados por todos os continentes estão enfrentando uma escassez crítica. Mesmo países desenvolvidos como os Estados Unidos estão enfrentando aumentos de preço nos alimentos que empobrecem a até então confortável classe média. Nos tempos de hoje, a fome é realmente global.

Criando a crise

Especialistas identificaram muitos fatores que contribuem para a crise, mas o fato é que a demanda por alimentos está crescendo mais rápido do que o suprimento disponível. Há uma população estimada de 6,5 bilhões de pessoas vivendo no planeta hoje. Isso significa que a população mais do que duplicou em menos de 50 anos. E isso é muita boca para ser alimentada!

Além disso, nossos padrões de consumo estão mudando, com os Estados Unidos liderando essa mudança. Os americanos comem, comem, e comem! Hoje, 64% dos americanos são obesos ou estão acima do peso. E o problema não é somente quanto comem, mas o que comem. As vacas que provêm hambúrgueres, bifes, leite e derivados, comem grãos. E muitos grãos. Isso significa que há menos grãos disponíveis para consumo humano, e a terra que poderia ser usada para cultivo agrícola é, ao invés disso, usado para pastagem.

Conforme países em desenvolvimento como a China se tornam mais ricos, eles estão seguindo os padrões de alimentação dos americanos, fazendo com que haja mais demanda nesse sistema. A obesidade cresce no mundo, e a demanda por carne aumenta astronomicamente.

O resultado é que um número estimado de 100 milhões de pessoas precisa de ajuda só para sobreviver. Uma criança morre por causas relacionadas à fome a cada 5 segundos. E quando os pais não conseguem alimentar seus filhos, eles se desesperam. Protestos ocorrem desde Londres até o Iêmen, do México à África, e esses protestos se tornam violentos em muitos países.

Parece incrível que as pessoas estejam brigando por comida, e crianças estejam passando fome até morrerem no meio do tão falado progresso do século 21. Você pode ficar surpreso de saber que a Terra, na verdade, é capaz de alimentar a todos! A agricultura ao redor do globo hoje produz 17% mais calorias por pessoa do que o fazia há 30 anos atrás. De acordo com um artigo da CNN de 08 de maio de 2008, o grande economista Jeffrey D. Saches estimou que custaria 10 dólares por pessoa do mundo desenvolvido para dobrar a produção de alimentos da África. Entretanto, esses países ricos parecem ter “deixado o mais pobre dos pobres na sua própria miséria.”

Enquanto, a princípio, todos poderiam ser felizes, o que acontece é que nossos vastos recursos estão sendo consumidos por relativamente poucos, enquanto outros não têm nem as necessidades básicas da vida atendidas.

Observando o todo

A sabedoria da Kabbalah explica que não podemos resolver nada antes de tomarmos conhecimento da raiz do problema – nossa natureza egoísta. Os cabalistas, que superaram o egoísmo e atingiram uma conexão com a força altruística da natureza, explicam que essa força altruística está continuamente nos levando a nos balancear e nos harmonizar com ela. Ao mesmo tempo, entretanto, nosso egoísmo está regularmente crescendo. O aumento do contraste entre nossa natureza egoísta e a força altruística, mais elevada da natureza, resulta em todas as crises que vemos à nossa volta, sejam econômicas, ecológicas, ou a recente crise de alimentos.

Algumas pessoas tentam consertar as coisas através de ações externas, como distribuir comida ou doar dinheiro, mas isso só arranha a superfície e esconde a verdadeira origem do problema. Se não consertarmos nossa natureza egoísta, não corrigiremos nada de verdade. O desequilíbrio continuará aumentando, os problemas ficarão piores, e o sofrimento afetará cada vez mais pessoas até que ninguém seja capaz de escapar. Conseqüentemente, o sofrimento será tão extremo que seremos forçados a perceber que todos os nossos problemas são causados por uma coisa: nossa natureza egoísta.

Criando um novo cenário

A Kabbalah sugere que podemos evitar esse cenário através da criação de um novo cenário, no qual nós decidimos mudar nossa natureza egoísta antes que o sofrimento não nos deixe outra escolha. Esse método da Kabbalah é como uma lente de aumento que nos ajuda a ver a raiz do problema. Ela nos ensina como nos desenvolver em harmonia com a natureza – como perceber a nós mesmos como um organismo humano integrado, ao invés de indivíduos separados.

A crise dos alimentos é um reflexo da discórdia entre nosso crescente egoísmo e a força altruística que nos leva a trabalhar como um só corpo. Ela nos mostra que o problema está em como nos relacionamos uns com os outros. Atualmente, as pessoas não sentem sua integração. Algumas pessoas fartam-se enquanto outros passam fome.

Imagine como seria se aqueles que consomem em excesso de repente começassem a sentir as dores de fome daqueles que foram forçados a seguir sem comida. Quanto tempo você acha que nos levaria para resolver a crise? O consumo em excesso pararia quase que imediatamente, e todos se colocariam esforços para se certificar de que os outros têm bastante para comer!

É difícil reconhecer que somos a origem dos nossos problemas. Nós exploraremos todas as alternativas possíveis antes de aceitarmos a única solução verdadeira – a necessidade de mudarmos a nós mesmos. Por isso, os cabalistas nos oferecem seu método, que nos elevará acima do nosso egoísmo e abrirá os nossos olhos para a realidade que está bem na nossa frente. Então, não só cessaremos de ir contra nosso desenvolvimento elevado, mas também descobriremos sua beleza, e continuaremos o processo por iniciativa própria.

Texto original:Mankind’s Growing Hunger