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quarta-feira, 4 de julho de 2012

REJEITANDO NOSSO EU ATUAL


Baal HaSulam, no artigo 208, “Trabalho”escreveu: Os esforços que a pessoa faz são apenas os preparativos para alcançar a devoção. Assim, ela deve crescer acostumada à devoção, uma vez que nenhum grau pode ser alcançado sem a devoção, pois esta é a única ferramenta que qualifica a pessoa a ser recompensada com todos os graus.


Na presente fase, a pessoa possui uma série de qualidades, mas o passo seguinte envolve um nível mais elevado de qualidades. Como nós podemos adquiri-los? Nós devemos suplicar que a Luz que Corrige nos afete, para nos corrigir, e assim nos fazer subir.

Todos os nossos esforços são feitos para despertar a Luz. Como fazemos isso? Nós atraímos a Luz tentando simular o nível mais elevado, embora sejamos totalmente incapazes de fazer isso, uma vez que ele está oculto de nós. Como podemos nos tornar um pouco semelhante a ela? Para isso, nós temos que seguir várias instruções definidas pelos Cabalistas.

Nosso próximo passo é, de fato, um esforço maior para doar, ao contrário da fase atual. Isso significa que temos que investir determinação na união com os amigos, anular-nos em relação ao grupo, e tentar sentir a melhor de nossas habilidades de que não há outro além Dele em todos os nossos problemas, impedimentos e obstáculos. Tudo é enviado para mim pelo Criador, incluindo as interferências que ocultam Sua unidade e seu poder ilimitado sobre todo o universo. Nós temos que conectar tudo o que acontece a Ele; os nossos esforços devem ser dirigidos a considerar o grupo como um mecanismo através do qual Ele se revela a nós.

Nossa determinação deve chegar a um ponto onde sentimos que nossos esforços não conseguem crescer mais forte. Isso ocorre quando nos rendemos a um estado mais elevado de modo que ele possa nos governar. Nós ainda não temos a sensação correta, nem entendemos o nosso próximo nível espiritual; tudo o que fazemos é simplesmente transmitir-nos confiança para a próxima etapa, direcionando todos os esforços unicamente para alcançá-la.

Devido a este nível de sacrifício pessoal e devoção completa, a pessoa recebe uma alma do nível superior. Nossos esforços devem ser direcionados para perceber que não há nada além Dele; nós temos que nos esforçar em revelar a Ele e Sua unicidade através da doação e da união no grupo. Deixe o superior governar nossos sentidos e o intelecto, sem qualquer menosprezo em nosso nome.

Este estado chega até nós de forma gradual, passo a passo, na medida em que atraímos a Luz que Reforma, atingindo mais equivalência com o nível superior. Da mesma forma, um feto se vira para sua mãe, permitindo que ela o alimente. Passo a passo, ele aumenta seus desejos (em nosso reino isso produz a forma de completar sua carne), mas o seu “trabalho” é recusar novos desejos ao se entregar totalmente a ela.

Repetidas vezes, ele se funde com o superior e admite que não há outro além Dele, Aquele que é bom e faz o bem, apesar de todos os problemas, dificuldades e obstáculos que a “nova carne” (desejos) despertar nele.
O feto “liga” todas as suas partes, bem como todo o mundo que o rodeia no ventre de sua mãe, à força superior, e, no final, atinge o nível de devoção e auto-aniquilação, que é chamado de “nove meses de concepção”, após o qual nasce neste mundo. O processo de nascimento é insuportável; ele é acompanhado por tremendas dores de parto (“contrações do nascimento” – tzirim) sob condições muito restritas (czar) que causam aflições incríveis (tzarot). Através de uma enorme pressão, que se origina tanto pela força superior quanto pelo feto em si, o feto ultrapassa a passagem estreita e nasce para o mundo da Luz. Durante o processo de nascimento, a criança tem que “abaixar a cabeça” completamente, virar de cabeça para baixo. Então, quando termina o processo de nascimento, ela levanta a cabeça novamente.

Tudo isso é resultado dos nossos esforços. Nós temos que perceber que nunca alcançaremos o próximo passo sozinhos; portanto, nossa tarefa é atrair a Luz que Reforma para que ela produza mudanças essenciais em nós e, como consequência, nos prepara para a próxima etapa.

Portanto, o nosso trabalho é realizar ações que efetivamente atraiam a Luz que Reforma. Agora, nós estamos falando de nossa união. Ao nos esforçarmos na conexão entre nós, nós aumentamos a sua importância com a ajuda da Luz. Ao mesmo tempo, a Luz nos mostra que não somos ainda capazes de nos unir. A força que nos inspira a unir conflitos com situações desagradáveis nos impede de alcançar a união, reconhecendo que não há outro além Dele. Nós continuamos a pensar: “se não for eu, então quem?”. É assim que nos aproximamos do ponto crítico que nos permite “nascer de novo” em cada nível.








Estrato da Palestra do Dr Laitman em New York Jun/2012- Publicado em 29/06/2012  no: www.laitman.com.br


terça-feira, 19 de junho de 2012

VISÃO GERAL DA EDUCAÇÃO INTEGRAL

A Historia da Evolução do Ego



Como a nossa natureza é o desejo de receber e ser satisfeito (satisfazer nossos desejos corporais por alimento, sexo e família, e nossos desejos humanos em troca de dinheiro, respeito, controle e conhecimento), o nosso ego revelado nestes desejos foi se desenvolvendo e determinando o progresso da humanidade desde os tempos antigos até meados do século XX. Portanto, nós mudamos constantemente, e ao mesmo tempo mudamos a nossa sociedade, desenvolvendo tecnologia, indústria, a família e as disposições sociais, etc.

A partir da metade do século XX, o ego parou o seu crescimento linear e começou a ficar redondo, o que significa que se tornou egoisticamente global. Assim, nós descobrimos que a natureza que nos rodeia é oposta a nós, ou seja, é altruisticamente global (em doação). Estes dois sistemas estão agora num conflito.

Nosso papel é garantir que eles não estarão em conflito e não negarão um ao outro; caso contrário, a humanidade começará a se destruir com a atração de uma indesejável influência negativa da natureza. É importante que a humanidade se torne mais como a natureza e em harmonia com ela.

Isto significa que o desenvolvimento do ego atingiu o seu fim. Por um longo tempo, ele nos empurrou para frente; nós acreditávamos que esse era o caminho para mudar o mundo e fazer o que quiséssemos com ele, e agora isso chegou ao fim. Agora, o mundo, a natureza, está se voltando contra nós, exigindo que mudemos. Portanto, temos que passar de uma mudança no nosso meio ambiente para uma mudança em nós mesmos.

Vemos que muitas pessoas no mundo já chegaram a essa conclusão. O método da educação integral é construído para contar, explicar, tranqüilizar e convencer as pessoas de que não é difícil mudar a si mesmo sob a influência do ambiente e da sociedade. Se agirmos desta forma, vamos criar uma sociedade harmoniosa e uma vida que vai abrir novos patamares para nós.

Um Método Essencial


Pra começar devemos falar sobre o movimento, sobre a evolução da humanidade, sobre o que a natureza nos trouxe, e quais os desafios que ela nos apresenta. Ao mesmo tempo, buscar fatos como evidência, das pesquisas e opiniões de cientistas, psicólogos, cientistas políticos, economistas e todos aqueles que lidam com mecanismos globais da humanidade ou da natureza.

Sabemos que todos eles quase chegaram a um consenso de que entramos num sistema muito interessante que mostra a sua interação plena e global, e a integralidade absoluta na qual cada parte depende das outras e determina o que vai acontecer com as outras. Neste sistema tudo funciona em harmonia, exceto o homem: ele viola o equilíbrio porque é oposto à natureza. O ego do homem se desenvolveu a tal ponto que, de repente, uma divergência, um contraste e oposição são revelados entre a sociedade humana, incluindo todos os sistemas e instituições que criamos, e o sistema geral da natureza.

Portanto, não há outra escolha. Como nós sentimos esta oposição como uma crise, devemos procurar o método de equilibrar-nos com a natureza. Então vamos nos sentir confortáveis.

Este é o tema para introduzir: por que devemos estudar o método integral, qual a finalidade?
Assim, estudar educação integral deve ser percebido como mais importante e urgente para a humanidade, pois sem chegar a um estado de equilíbrio com a natureza, a situação global ameaçará nossa existência.

Devemos mostrar às pessoas que estamos lidando com algo que é muito importante e essencial. Ao estudarmos o método integral, adquirimos os vasos necessários para mudar a si mesmo e a sociedade, que ajudarão a nós mesmos a família e os filhos, no trabalho, e em cada interação com os outros, nos negócios, nas suas relações pessoais, em tudo.

O curso é bastante fácil, e é dado sob a forma de uma discussão entre os participantes sentados em círculo. AS pessoas trocam opiniões e, assim, avançam mais rápido. Este formato de estudo permite aos participantes lembrar o material melhor do que num formato de palestra.

Como a educação integral está se tornando cada vez mais popular em diferentes partes e círculos da sociedade, fica claro que quanto mais nós a alcançarmos, mais fácil será para nós nos adaptarmos aos outros, sentindo-nos assim mais seguros em todos os sentidos.

Fundamentos da Sociedade Integral

Quando o homem é sucessivamente rejeitado da união e anseia por ela novamente, ele está passando por uma cadeia de situações chamada de “exílio”. Ele começa a sentir cada vez mais que este é o exílio. Exílio de quê?

Aqui há toda uma série de esclarecimentos: o exílio do bom estado, o exílio da compreensão e exílio do que pode satisfazer o meu ego. Mas eu começo a receber tudo, apesar disso tudo. Para mim não importa o que eu deveria sentir. Mesmo se eu não sentir nada, o principal é que eu vou subir acima deste estado, de modo que o exílio para mim vai ser a falta da qualidade de doação em mim.

Quando eu me anulo, eu paro de sentir o meu estado. Se eu anulo o meu “eu” (a minha personalidade), eu não existo, só o Criador existe. É como se eu desaparecesse Nele, eu não me sinto. A única coisa que eu quero é entrar na qualidade de doação, esse amor que preenche tudo em volta de mim. Se eu fizer um esforço, eu começo a sentir que realmente trabalho com ela em harmonia. Este movimento já é consciente e é expresso como o exílio correto.

Eu começo a mudar meus valores. Se antes eu sentia satisfação, compreensão, um sentimento bom, e todas as coisas pessoais eram sublimes, eu já não o sinto agora.
Agora, a coisa mais importante e principal para mim é o anseio pela qualidade de doação. Melhor ainda se eu me esforço por ela acima de situações imperfeitas, porque isso me dá plena confiança de que não é o meu ego que me empurra para frente.
Ele me enfraquece, eu me sinto mal, me sinto fora do lugar, mas, apesar de estas situações, eu sou atraído à qualidade de doação, ao Criador, a este campo que preenche tudo que está ao redor. Anulando-me, eu me torno transparente em relação a este campo e a Luz superior passa por mim.

De repente, é revelado que o Criador me acompanha, como se dizendo a Moisés (ao meu ponto no coração), “Venha ao Faraó”. Isto é, eu começo a ver que quando Ele desperta o ego em mim, Ele ao mesmo tempo me ajuda a estar conectado a Ele. Por quê? Porque quando Ele desperta o meu ego, Ele desperta grande sofrimento. Agora, se eu posso ser atraído à qualidade de doação, isso não ocorre pela satisfação, porque vai contra o meu ego: assim, ele me ajuda a fazer a minha primeira restrição (Tzimtzum) e assim eu avanço todo o tempo aumentando meus esforços na direção da qualidade de doação, a despeito do que sinto.

A questão principal aqui é a anulação de nós mesmos e estarmos atraídos à qualidade de doação. Neste caso, eu já estou construindo acima do vaso (o desejo) uma tela e a Luz Refletida. Este é o primeiro estágio espiritual.
Depois de eu dirigir a mim mesmo, eu chego a um nível tal que subo acima do “Faraó”. Este estado é chamado “Fuga do Egito”. Eu me elevei acima do meu ego; certamente, eu não fujo dele para qualquer lugar, pois ele existe em mim, mas sob a “tela”, e eu acima dele. Este é o significado do “Êxodo do Egito”, quando eu, no meu sentimento, não estou na escravidão do meu ego.







Publicado em 18/junho/2012  no blog: www.laitman.com.br
De Kab.TV “Fundamentos da Sociedade Integral” 01/04/12

domingo, 3 de junho de 2012

Programa: Comunidade na TV da BAND RJ - Série entrevistas sobre a comunidade judaica - Rav Laitman




Olá Amigas e Amigos!
Segue o video que o nosso amigo Israel Kenam nos encaminhou da entrevista que o Rav deu no Rio de Janeiro. 

Se trata do programa: Comunidade na TV da BAND do Rio de Janeiro - série de entrevistas sobre a comunidade judaica onde uma delas é com o Rav Laitman. (ele gravou um dia depois do nosso Congresso e foi ao ar no dia 20 de maio de 2012).

http://www.youtube.com/watch?v=O4Iy9RAQXzo&feature=context-chv

-- 
Somente Juntos!
BB Mulheres kli português



terça-feira, 22 de maio de 2012

Educação Global para um Mundo Global

 
Global Education for a Global WorldO mundo hoje é integral e global. Assim, conexões entre nós devem tornar-se integrais e globais também. Tal uma mudança é possível apenas ao educar para a globalidade. Cada pessoa no mundo deve perceber que no novo mundo, estamos todos interconectados, e logo devemos ser mutuamente considerados.


Uma instituição educacional-académica deve ser estabelecida no espírito de entendimento mútuo e colaboração como promovido pela UNESCO, para qualificar jovens a servir como “Educadores Globais.” Para estabelecer a instituição, as melhores mentes humanas que se preocupam com a educação devem ser reunidas, procurando construir o currículo requisitado.

Filantropos devem ser abordados com pedidos de apoio em:
  1. Estabelecer uma plataforma online;
  2. Montar uma infrastrutura de Internet nos países em desenvolvimento, para que os jovens possam ser capazes de se conectar ao sistema educativo complementar.
Sob conclusão da construção da instituição, um lançamento mundial do programa “Educadores Globais” deve ser feito. Formados do programa serão incorporados em programas existentes nos seus países, levando a uma revolução na educação.

Integrando Jovens na Criação de uma Sociedade Equilibrada, Considerada, Iniciada e Integral
Reconhecimento do papel imperativo dos jovens em moldar o mundo na era global levou a ONU a declarar este ano (12 de Agosto, 2010 – 12 de Agosto, 2011), o “Ano Internacional da Juventude.”Num documento escrito para a conferência, “Participação de Jovens em Transformações Sociais: Iniciativas e Participação,” a decorrer em 2-3 de Março em Moscou, organizada pelo Secretariado da UNESCO em Moscou e a Federação para a Paz e Conciliação, nos esforçaremos para oferecer uma nova perspectiva sobre a contribuição dos jovens à vida na era global, assim como esboçar uma proposta concreta para lidar com os desafios que os jovens presentemente enfrentam pelo mundo fora.

As Leis do Novo Mundo
Para ajudar os jovens a encontrarem o seu caminho na era global, devemos primeiro compreender as novas leis da vida em tal mundo, e as transformações que levaram a elas:
  1. O nosso desejo crescente de lucrar às custas dos outros evoluiu ao longo da história, fazendo-nos tornar entrelaçados uns aos outros em cada aspecto da vida: monetário, comunicação, política, cultura e assim por diante.
  2. Esse desejo levou-nos a um ciclo vicioso: Por um lado, estamos acustumados a um modus operandi egocentrico. Por outro lado, não conseguimos levar mais vidas imprudentese nos preocupar apenas com os nossos próprios interesses. Estes foram valores “do passado”, parte do mundo “eu”, ao passo que estamos a viver num mundo “nós”, global e integral.
  3. Pelas leis do novo mundo, somos todos interdependentes. Logo, devemos todos ter consideração uns pelos outros. Enquanto agirmos ao contrário, continuaremos a sofrer de crises em todo o reino da vida.
  4. Para quebrar o ciclo vicioso, cada pessoa deve reconhecer a natureza do mundo em que vivemos e compreender que no século 21, “A minha vida depende da minha atitude para os outros.”
De tudo o mencionado, é evidente que o mundo no século 21 não necessita apenas de soluções materiais, econômicas ou políticas. Ao invés, primeiro e antes de mais nada, o mundo de hoje necessita de uma solução educacional. E jovens, que sentem a falha entre o velho e novo mundo mais intensamente que qualquer um, devem estar na linha da frente desta educação.

Fonte:
http://social.un.org/youthyear/docs/background.pdf
http://ariresearch.org/pt/

imagem: http://claralauramaria.blogspot.com.br/2010/05/documentario-o-mundo-global-visto-do.html