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domingo, 4 de maio de 2014

O DESPERTAR DA HUMANIDADE



Hoje, muitas pessoas acreditam que o progresso da humanidade está se aproximando de um beco sem saída. Nossas antigas esperanças de uma vida melhor e mais feliz, graças ao progresso científico e social, têm sido ofuscadas por um pessimismo crescente sobre o que parece ser um impasse.


O racionalismo tem existido no mundo desde os tempos da Grécia antiga. A visão predominante é a de que o ser humano se encontra acima de toda a natureza e não devemos esperar por misericórdia do céu; pelo contrário, cabe a nós levar tudo nas nossas mãos. Isto quebrou-nos, a partir do desenvolvimento de uma filosofia materialista alegando que uma pessoa não é uma parte da natureza. Na verdade, ela é a maior egoísta.


A diferença entre a minha visão de mundo, o meu desejo de estar acima da natureza, e o que é de fato descoberto, desperta uma crise global que inclui todas as áreas da atividade humana. Isto é assim porque eu penso que posso controlar a natureza e, de repente, descubro que a natureza é integral. Agora estamos descobrindo gradualmente que estamos dentro de um computador, dentro de um programa que nos gere, por isso não podemos fazer nada. Todos os nossos planos são destruídos e não há nenhuma maneira que possamos ter sucesso em ativá-los. Tentamos fazer algo com as nossas vidas, com as crianças, com a nação, mas tudo é em vão. Porquê? Isto é porque nós desenvolvemos um estado onde nos sentimos acima da natureza, mas descobrimos que ela está acima de nós e, em suma, somos ativados por esta, quer queiramos ou não. Essa falta de acomodação entre o nosso estado e o que acontece na realidade leva a todos os problemas. 


PORQUE AGORA É MOMENTO DA CABALA?

Vemos que mais e mais pessoas no mundo são incapazes de encontrar satisfação. Antigamente, pensávamos que estávamos dando grandes saltos para frente, que fazíamos progressos substanciais, mas agora parece que estamos enfrentando uma espécie de muralha.

A humanidade parece estar mergulhada numa depressão, o suicídio e as drogas abundam, e as pessoas estão tentando se libertar do mundo, suprimindo seus sentimentos. O terrorismo e o rápido crescimento das catástrofes naturais são sintomas de uma crise global, e esses estados estão levando a humanidade a uma pergunta fundamental: "Qual é o sentido da vida?". Muitas pessoas já começaram a procurar a resposta para esta pergunta. Isto torna-se evidente se considerarmos o grande aumento na procura pela epiritualidade ao longo dos últimos vinte anos.

Está escrito no Livro do Zohar, que no final do século XX a humanidade começará a perguntar sobre o sentido da vida, e que a resposta a esta questão, oculta na antiga ciência Cabalística, só pode ser revelada em nossa época, justamente por causa dessas circunstâncias desafiadoras.

É por essa razão que a ciência Cabalística tem sido ocultada há milênios. As pessoas não estavam preparadas para ela, e não precisavam dela. Porém, nos últimos anos, o seu apelo aumentou dramaticamente. Muitos têm se ocupado dos estudos Cabalísticos, curiosos para saberem o que ela pode lhes dar. Quando uma pessoa percebe que a Cabalá responde à pergunta sobre o sentido da vida, ela não se sente intimidada, e começa a participar ativamente do estudo dela.

As idéias de que a Cabalá se ocupa de magia, milagres, ou água benta, estão gradualmente desaparecendo. As pessoas percebem que estes são fenômenos psicológicos.

A demanda pela Cabalá autêntica e verdadeira está crescendo. Em outras palavras, há uma demanda crescente por aquilo que nos permitirá perceber o universo maior, a existência eterna, e as forças governantes superiores. As pessoas querem saber por que o nosso mundo e as nossas vidas estão se revelando como elas são, de onde viemos e para onde estamos indo.

Em nossa época, muitas pessoas ao redor do mundo têm desenvolvido um interesse por esse assunto, e é por isso que a ciência Cabalística vem ganhando popularidade. À medida que essa existência terrena parece ainda mais lamentável e limitada, mais e mais pessoas procuram se associar a algo além deste mundo.
Dessta forma, hoje as pessoas estão prontas para a ciência Cabalística. Ela acolhe todos aqueles que verdadeiramente buscam descobrir o sentido da vida, a fonte de nossa existência, e oferece um método prático de alcançá-la




terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CABALA E RELACIONAMENTOS


Dicas de como manter relacionamentos bem sucedidos com base em princípios espirituais e no entendimento de nossa natureza.


IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES: Bom ou Ruim?

A mulher se completa sendo oposta (e não igual!) ao homem.
Os papéis de homens e mulheres se tornaram tão obscuros que as pessoas se confundem sobre qual deveria ser o seu papel ideal. Isto tem afetado os relacionamentos entre homens e mulheres e tem até feito com que as pessoas se sintam confusas com sua própria identidade.

Por mais que desejamos criar uma igualdade simples e completa – de acordo com o nosso entendimento a respeito, no final isto não beneficia nem os homens nem as mulheres. Não torna nossas vidas mais equilibradas, harmoniosas, justas ou felizes – e isto acontece porque o modo pelo qual buscamos criar a “igualdade” contraria as leis da natureza.

Ao invés de aprender com a natureza como organizar nossas vidas, temos imaginado ser superiores à natureza e inventamos nossas próprias regras. Entretanto nossas vidas provam que nós somos, na verdade, parte da natureza. Assim, temos que deixar que a natureza nos ensine como criar relacionamentos mais adequados entre nós e viver em harmonia, uns com os outros.

Isto é exatamente o que a sabedoria da Cabala nos habilita a fazer – ela nos revela quais são as leis da natureza, demonstrando a cada um a melhor maneira de agir com os outros, seja com homens, mulheres, crianças ou todo o mundo. Sem este conhecimento, é impossível para nós organizarmos nossas vidas de um modo adequado. O que vemos é que a cada dia que passa, enfrentamos mais problemas e sofrimento.

Mas como começou esta confusão entre os papéis dos sexos em primeiro lugar? O relacionamento entre homens e mulheres é desequilibrado apenas entre os humanos. No mundo animal, o macho sempre fornece à fêmea tudo o que ela necessita. O problema com os humanos é que tudo funciona de acordo com o ego e não de acordo com os deveres que um sexo tem com o outro. Foi precisamente o ego que tornou os nossos relacionamentos e os papéis dos gêneros desequilibrados.

Então qual deve ser o modo equilibrado pelo qual devemos construir as nossas vidas? Está escrito que a mulher foi criada para apoiar o homem. Isto quer dizer que a mulher cumpre o seu papel precisamente sendo oposta (não igual!) ao homem. Ser oposta significa ajudá-lo a atingir as metas espirituais, e assim ambos as atingirão.

A FÓRMULA PARA RELACIONAMENTOS IDEAIS PARA CASAIS

“O que você está fazendo para manter seu relacionamento vivo? Um estudo da Universidade de Illinois destaca a importância de cinco estratégias de manutenção do relacionamento que casais podem usar para preservar ou melhorar a qualidade de um relacionamento

“A pesquisa mostrou que abertura, positividade, garantias, tarefas compartilhadas e uma rede social compartilhada são estratégias que casais podem usar para tornar seu relacionamento melhor.

“Para ‘abrir’ seu relacionamento, nós encorajamos não só falar sobre seus sentimentos, mas conseguir que o seu parceiro fale sobre o que está sentindo também. Positividade implica em ser uma pessoa ‘divertida’, que age de forma otimista e alegre enquanto vocês interagem um com o outro.

“Também é importante garantir ao seu parceiro, que você está na relação para um longo percurso, dividir responsabilidades e afazeres domésticos igualmente e fazer um esforço para incluir os amigos e a família do seu parceiro em algumas de suas atividades.

O estudo mostrou que uma pessoa que pratica uma destas cinco estratégias também é susceptível de praticar as outras. E o parceiro que percebe que uma das estratégias está sendo usada, está apto a se sintonizar com os esforços de seu parceiro nas outras quatro áreas.

“Pessoas que usam qualquer uma destas estratégias estarão não só mais satisfeitas e comprometidas com seu relacionamento; elas também estarão mais susceptíveis de continuar a amar e, também, gostar uma da outra por toda sua duração.

“Embora estas estratégias funcionem, desafios podem surgir quando os casais não vêem ou não valorizam os esforços um do outro da mesma forma. Essas abordagens tinham maior influência sobre a qualidade da relação quando as pessoas acreditavam que seu parceiro também estava realizando a manutenção do relacionamento”.

Enfim...o ambiente determina o futuro de todos os casais. Palestras regulares, debates e wokshops familiares são a chave para a compreensão e inclusão no outro e isso é uma garantia da vida de um casal como um todo. 

APRENDER A SABEDORIA DO AMOR

Diz-se que não há ninguém mais sábio do que o experiente. A pessoa acha que passou por muita coisa e que entende muito. No entanto, a expressão “não há ninguém mais sábio do que o experiente” não se refere à mera compreensão, mas sim ter realmente passado e sentido muitos dos estados. Quem sabe quais outros estados ainda estão por vir...

Portanto, muita paciência e perseverança são exigidas de nós, não importa o que aconteça. O principal é se aderir ao ambiente que vai ajudar a pessoa a se segurar em qualquer situação e não deixar o caminho, apressar o tempo, e, assim, transformar todos os problemas que são revelados em ajuda, para o bem.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

VIDA SIGNIFICA APROXIMAR-SE DO AMOR

Em vez de se agarrar ao princípio “Não Há Outro Além Dele”, o meu pensamento depende de diferentes fatores que eu vejo diante de mim. Ao invés de olhar para frente para ver além das pessoas, além do mecanismo, além de todos os fenômenos naturais, e para ver apenas o Criador e eu, como um míope, olho para os objetos que estão perto de mim e os vejo como os fatores de que depende a minha liberdade. Assim como Dom Quixote, eu luto com moinhos de vento, “cenários” sem vida.


Como resultado, o Criador tem que intensificar o mal e os sofrimentos, de modo que eu tenha que dar uma olhada melhor no que depende a minha vida. Ele faz isso para que eu não seja capaz de parar esta busca.
Assim, as pessoas são obrigadas a ser um pouco mais inteligentes, a fim de ver com quem estão lidando e quem está gerindo o mundo. Os problemas só nos lembram do objetivo, e é fácil nos livrar deles se nos dirigirmos ao Criador. Mas nós não nos dirigimos a Ele para receber “recompensas”, mas para corrigir a nós mesmos, a fim de nos aderir a Ele e dar-Lhe satisfação. Então, os atuais “lembretes” serão anulados, e o “anjo da morte” vai se transformar num “anjo santo”.
Baal HaSulam, em “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” : “Os ímpios, em suas vidas, são chamados de “mortos”. “Isto é porque a morte é melhor do que a vida, como a dor e o sofrimento que suportam para o seu sustento são muitas vezes maior do que o pouco prazer que sentem nesta vida.
Se nós não avançamos no sentido de alcançar a fonte da vida, a vida se transforma numa fuga do sofrimento. Todos os nossos pensamentos são apenas sobre como evitar o mal e o aborrecimento. Portanto, nós não imaginamos o bem como satisfação, já que não podemos nos satisfazer, mas simplesmente tentamos encontrar alguma paz entre os momentos ruins.
Como resultado, todos os prazeres que sentimos não duram mais do que um curto espaço de tempo, e por isso somos chamados de “mortos”, mesmo estando vivos, uma vez que não recebemos satisfação da fonte real da vida da qual toda a realidade e toda a criação se sustentam.
Claro, todo mundo tem suas próprias contas, e se a pessoa vê quanta dor e sofrimento ela sente, o quanto ela sofreu e que esforços fez em comparação com os poucos momentos de prazer que lhe deixou feliz e lhe trouxe alegria, então ela descobre que não valia a pena viver. Toda essa vida só pode ser justificada como uma preparação para a ascensão espiritual. Mas se ela examina a vida como é, percebe que não há qualquer nexo nela.

Agora, quando somos recompensados com Torá e Mitzvot (mandamentos), somos recompensados com a vida real feliz e alegre, ao mantê-los, como se diz: “Prove e veja que o Criador é bom”. Isto é o que aqueles que a alcançaram sentem. Então, nós podemos escolher entre o bem e o mal. Depois que recebemos a Torá, o caminho, os princípios espirituais, nós começamos a trabalhar com as duas linhas.
Isto é o que os escritos dizem com: “e você deve escolher a vida para que você e seus descendentes vivam”. Na verdade, é uma repetição: “e você deve escolher a vida, de modo que você viva”. Mas isso se refere a viver cumprindo a Torá e Mitzvot. Então, a pessoa realmente vive. “Mas a vida sem a Torá e Mitzvot é mais difícil do que a morte”.
Esta é a forma como a pessoa percebe a diferença entre a vida e a morte: a vida significa avanço espiritual, e a morte significa falta de avanço. A pessoa gradualmente entende que o avanço significa se aproximar do amor, da doação, da auto-anulação, subir acima do ego. Só isso é chamado de “vida”, sem qualquer consideração ao que sentimos em nossos desejos egoístas.




De uma Lição de Cabalá  do Dr M. Laitman em 11/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

sábado, 3 de novembro de 2012

SOFRE QUEM SABE E SOFRE QUEM NÃO SABE...


Os furacões alertam os humanos:
“A natureza alerta a humanidade sobre o desastre iminente, mas a humanidade não quer ouvir. Os recentes desastres naturais são cada vez mais destrutivos e menos previsíveis, mas a humanidade dificilmente aprende com os desastres.”
“Reatores nucleares e cidades indefesas ainda surgem no caminho de tornados e tsunamis.”
“Os furacões se tornaram mais poderosos e ocorrem com maior frequência. O seu caminho é difícil de prever, e é mais difícil se preparar para eles.”


“Por exemplo, a atual tempestade Sandy tem um caminho completamente fora do padrão. Ela fez o seu caminho através da Flórida, Louisiana e teve um impacto nas latitudes ao norte. Isto é muito raro e, no passado, os furacões não se comportavam desta maneira. Além disso, Sandy foi quase o dobro do tamanho de outros enormes furacões.”. …
“O número de furacões aumentou de 20 a 30% e, acima de tudo, furacões muito poderosos. É por isso que é necessário se preparar para uma série de surpresas. Furacões de tal poder não vão chegar a Rússia, e eles não podem ser criados localmente, visto que nascem sobre os oceanos. Mas os nossos próprios desastres naturais vão nos alcançar.  Há um aumento acentuado de tornados na Rússia central”; (de A Voz da Rússia)

O Dr M. Laitman sempre diz que nós não preenchemos a condição de equilíbrio com o sistema global integral da natureza, devido à nossa intervenção em todos os níveis: inanimado, vegetal, animal e, especialmente, humano. A nossa sociedade não é integral, mas individual, não está em homeostase. A falha em observar a unidade da natureza nos ameaça com o desastre.
A natureza vai nos forçar a mudar de ódio e competição para a unidade e a cooperação contra a nossa vontade. Como seus filhos inteligentes, nós podemos entender e reduzir o caminho do sofrimento antes das catástrofes, corrigindo a nós mesmos.

Sobre sofrer muito ou pouco...


 A entrega da Torá, ou seja, o método de correção, não é um evento único, mas um processo constante; cada um que sente a necessidade de correção recebe o método de correção. Foi dito, “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como um tempero para ela”. O critério é simples: se a pessoa quer se corrigir e descobre que seu desejo é ruim, que é a inclinação ao mal, então um clamor interno dirigido à correção nasce dentro dela visando à necessidade da correção para se livrar do mal.
Nós naturalmente tendemos a sempre nos livrar do mal que está dentro de nós. O ponto central aqui é -  a pessoa realmente sente isso? Ela está disposta a suportar a sensação ruim, apesar das inúmeras possibilidades de neutralizar esse sentimento e evitar a demanda de correção?
E pode ser o contrário, suavizar a situação ao evitá-la, dizendo: “Depois de tudo, isso não é tão ruim. Eu não sou pior do que os outros. Por que eu me importo com isso, afinal?”. Há um monte de “caminhos de diversificação” que ajudam a pessoa a fugir do sentimento ruim, pois este é muito desagradável e envolve grande dor emocional para revelar o quão mal eu sou.
Portanto, a pessoa precisa de uma grande ajuda e apoio, que irá fornecer-lhe um apoio seguro. Ela atinge o reconhecimento real do mal através disso; ela vai gritar por falta de escolha, e junto com isso, não foge do caminho. Então ela realmente precisa da Torá.
Como a pessoa pode chegar a um estado em que está realmente “algemada” e não pode fugir do sofrimento, tão fortemente que receba do Alto a Luz que Reforma? Isso pode ser feito através de uma agonia muito grande, pelo caminho do desenvolvimento chamado “No devido tempo”, o caminho do sofrimento. Estes sofrimentos vêm de um nível corporal e nos obriga a um trabalho espiritual. A diferença entre estes dois níveis é tão grande que o sofrimento é muitas vezes mais poderoso que o caminho da aceleração que permite reconhecer a necessidade da Torá no trabalho espiritual.
Neste trabalho espiritual, nós começamos a usar a Luz que Reforma e examinamos a nós mesmos a partir do grau espiritual. Nós reconhecemos a necessidade de correção não porque temos uma vida ruim, mas porque nós mesmos ansiamos por isso. Assim, o sofrimento tem uma forma diferente: espiritual e não corporal. Portanto, de acordo com isso, a sua qualidade é muito mais elevada, a sua dor é muito mais profunda, e a intensidade é tal que a pessoa é capaz de tolerá-la.
A singularidade da sabedoria da Cabalá é que ela explica como progredir no caminho muito rapidamente, sentindo um pouco de sofrimento quantitativamente, mas qualitativamente maior. Assim, nós podemos encurtar o caminho, podemos dividir o sofrimento com os amigos e passá-lo a eles em pequenas quantidades. Há muitas vantagens em seguir o caminho da Torá em relação ao caminho do sofrimento. Ela nos permite ascender a um diferente nível qualitativo de progresso.
Hoje, quando o mundo inteiro está afundando sob os problemas do “caminho do sofrimento”, nós precisamos mostrar às pessoas e a nós mesmos como avançar no caminho da Torá. Nós estamos na cabeça, como detentores do método, e os outros virão depois de nós, até que todos nós cheguemos à meta.
Extraído da Lição Diária de Cabalá 28/10/12,com Dr Laitman: ” Matan Torá (A Entrega da Torá) “



Fotos:
Furacão SANDY 31.10.12
raquelrolnik.wordpress.com

Vista aérea dos estragos do furacão
Doug Mills/AP

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

EQUIVALENCIA COM O CRIADOR


Grata Argila nas Boas Mãos do Escultor


Nós começamos a partir da quebra. Sem ela, seríamos como os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, que agem obedecendo a única força que os motiva e dirige desde dentro. Mas por causa da quebra, os atributos espirituais penetraram o desejo de receber para si mesmo em sua forma oposta.


Toda a criação avança sob a influência direta da Luz, mas o homem avança sob a sua influência oposta. Tudo isso é para que ele seja capaz de entender por si mesmo que precisa se adaptar à força que o motiva.

Quanto mais ele avança, mais sente a pressão sobre si. No final, ele tem que “se formatar” completamente, a fim de obter a forma correta. Nesse meio tempo, ele cresce gradualmente em seu desejo, de uma maneira oposta à forma desejada.

Leva muito tempo até a pessoa finalmente começar a sentir a pressão dentro dela em diferentes direções, que a molda como matéria-prima. Se ela tenta aumentar a sua sensibilidade, ela sente como o Criador trabalha nela. Não importa quais atividades externas ela tenha, há toda uma vida na qual ela tenta constantemente sentir como o Criador lhe pressiona em todas as direções através de diferentes sentimentos. É como uma mãe que está constantemente ao lado de seu filho, dizendo-lhe o que ele deve ou não fazer, corrigindo todas as suas ações. Da mesma forma, a pessoa sente constantemente dentro de si como o Criador age sobre ela, como se ela fosse algum pedaço macio de argila nas mãos de um escultor, empurrando-a suavemente, mas firmemente deixando-a sentir a sua pressão. Mas ela tem de querer essa pressão.


É um pouco difícil e desagradável, mas, por outro lado, a pessoa compreende que o trabalho que está sendo feito sobre ela não pode ser interrompido e ela quer continuar. Este é o sentimento inicial da pessoa que começa a sentir dentro de si o trabalho real do Criador sobre ela.

Nós podemos sentir essa doação dentro de nós, porque após a quebra há diferentes forças e influências dentro de nós, como uma cópia das ações espirituais. Estas são ações potenciais que existem na alma geral que queria realizá-las a fim de doar. Mas, após a quebra, tudo se tornou “para receber”, e agora ela existe em nós na forma oposta, egoísta. Mas é graças a isso que podemos identificar a obra do Criador em nós.

É por isso que o comportamento da pessoa torna-se oposto às ações do Criador. Há um conflito: a resistência do lado da pessoa, do lado de sua argila, e a pressão do lado do Criador. Assim, eles se chocam e a pessoa sente a pressão e o choque como o Criador tentando lhe mostrar o que está errado com ela.

No final, ela começa a justificar a pressão interna e vai junto com as ações do Criador, desejando-as, como um cavalo que obedece ao seu cavaleiro. Ela sente o comando como a revelação do amor e o justifica. Assim, ela adquire fé e se conecta ao Criador.

Ela se move para o lado do escultor. Embora ela ainda sinta dores, estas são sentidas na argila, enquanto ela já se identifica com a intenção, com quem cria todas as formas nela.

Ela se conecta à mão do artesão que a cria e esculpi. Ela realmente quer que o artesão a afete assim, e cada vez mais anseia por ele, até se aderir às ações do superior. Eles se aderem no mesmo movimento, na mesma intenção, e o sofrimento se torna um prazer.

Todos os sofrimentos que a argila sentia desaparecem e a pessoa se encontra acima disso, em sua intenção, e vê que a argila não tem sentido. Ela concorda com a obra do Criador sobre si e entende que “somente o bem e a graça devem me perseguir”. Ela se eleva acima dos seus sentimentos e se adere à intenção do Criador, à atitude do Criador, e chega à adesão completa com Ele.

Morte: A Taxa para o Desenvolvimento do Egoísmo 

O puro desejo sem intelecto representa uma forma original que é derivada da raiz. Se o desejo se esforça apenas em se manter sem outros desejos, ele é chamado de “inanimado”. Ele não muda, mas sempre quer por todos os meios preservar totalmente a sua existência do jeito que ela é, e sempre resiste a qualquer tipo de modificação. É por isso que é chamado de “morto”.

Por um lado, é a força mais poderosa que mantém a matéria inanimada em sua forma e como é inanimada, é mais forte do que qualquer outra coisa. Por outro lado, tem um déficit, porque não se desenvolve por completo, nem cria qualquer forma avançada!

A planta não possui tanta força por auto-preservação como a matéria inanimada; ela é mais fraca. Mas tem uma adição: ela é capaz de mudar! Ela se desenvolve, altera e cresce. Por outro lado, ela ainda não pode permanecer eterna; é por isso que “adquire” vida e morte.

Não há escolha, há um preço pela oportunidade de continuar a se desenvolver. Se você não possui firmeza de pedra, mas sim se permite mudar, você vai de ponta a ponta, da vida à morte, não há outra opção. Em outras palavras, o nosso desenvolvimento acontece à custa da imortalidade.


Para uma pedra sem vida, a vida e a morte são iguais. Para uma planta, a vida e a morte são diferentes já que as plantas podem sentir a vida. Esta é a raiz de qualquer sensação, prazer e aflição, um contra o outro.

Os animais estão muito mais longe da natureza inanimada; eles passam por mudanças dramáticas e experimentam um enorme crescimento. Eles adquirem um intelecto superior que acompanha seus desejos; por isso, durante o processo de desenvolvimento, os animais adquirem formas diversas. Naturalmente, os animais são sujeitos a uma série de influências externas e internas. Em comparação com o nível inanimado e até mesmo o nível vegetal, os animais têm uma organização muito mais complexa. É claro, os animais sentem sua mortalidade muito fortemente como a diferença entre a vida e a morte.


A capacidade adicional de usar o intelecto para a análise constitui uma distinção entre os seres humanos e animais. Em oposição a um animal, a pessoa desenvolveu-se na medida em que reconhece o “tempo” em seu cérebro: passado, presente e futuro. As pessoas podem aproximar o tempo, incluindo-o no desejo. De repente, nós começamos a invejar alguém que viveu há mil anos atrás ou alguém que vai nascer daqui a 200 anos.

Nós observamos que no nível humano, o intelecto aumenta o desejo. O trabalho do intelecto sobre o desejo está diretamente relacionado à Luz; na verdade, é o único trabalho que nós fazemos. Quanto mais trabalhamos no esclarecimento e expansão dos nossos desejos, mais avançados nos consideramos em relação ao nosso passado, os estados subdesenvolvidos: os subníveis inanimado, vegetal, animal e falante dentro do nível humano.

Naturalmente, os seres humanos sentem a vida e a morte, a Luz e as trevas, ainda mais fortemente. Nós nos tornamos mais dependentes, delicados, sensíveis e restritos. Mas este é o pagamento pelo nosso desenvolvimento.

No momento em que o nosso desenvolvimento nos níveis simples (inanimado, vegetativo, animal e falante) está completo, nós nos aproximamos do nível do Criador, onde ganhamos novos sentidos, um tipo diferente de inteligência e uma força alternativa de desenvolvimento, todos os três componentes juntos, os quais não tínhamos antes.







1. Da Lição Diária de Cabalá 06/01/12, O Zohar
2. Da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, Escritos do Rabash

domingo, 30 de outubro de 2011

Destruição na Babilônia Moderna

Destruição na Babilônia Moderna

A idéia de união entre todos os seres humanos, para nós, não é nada além de uma história imaginária de criança. De volta à babilônia, alguém teve uma idéia para unir a humanidade. Hoje, as necessidades do nosso mundo precisam de união mais do que nunca.

 

“… somos como uma pilha de nozes unidas dentro de um saco. Tal nível de unidade não as torna em um corpo integrado. Cada mínimo movimento do saco as sacode e as separam. Elas, por sua vez, parcialmente se unem novamente. Tudo que falta para elas é a unificação que vem de dentro. Qualquer força de unificação é devida a um incidente externo. Isso é lamentável.”
Rabbi Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),
HaUma (A Nação)

 
Unidade. É o que sentimos de vez em quando em momentos que nos aproximam como pessoas. Celebramos os feriados Judaicos, cada um de sua forma pessoal, e compartilhamos muitas experiências coletivas enraizadas na nossa cultura.
Mas tais experiências não são suficientes para nos garantir uma sensação verdadeira de pessoas unidas. Como BaalHaSulam colocou de forma alegórica, para o espectador, parecemos ser as nozes dentro de um saco, unidos somente pela “roupa” que nos mantém juntos. Qualquer batida que vir de fora balançará o conteúdo para e, a partir de, quando pressionadas, se unirão. Quando nada as forçar (força do lado externo), elas permanecerão desunidas.
Obviamente, esse tipo de unidade não faz nos sentirmos como um.

O que torna as pessoas em “uma”?

231 anos atrás, os Estados Unidos declararam sua independência. Seus residentes vieram de toda parte da Europa, África e Ásia. Havia Cristãos, Judeus e outros de muitas religiões e nacionalidades - que deixaram sua terra natal para ir à “terra das oportunidades ilimitadas”. Essas pessoas, separadas pela linguagem, fé e cultura, tinham algo em comum – um desejo forte por um futuro novo e melhor. Então, elas cruzaram suas diferenças e seguiram adiante para estabelecer um vasto sistema de trocas.
Diferente dos Estados Unidos, onde pessoas de diversas nações se uniram amplamente para estabelecer um país baseado no lucro e benefício - países Europeus foram fundados em um passado étnico comum. Inglaterra, França, Rússia, Alemanha e outros países, foram englobados de tribos da mesma raça. Para essa províncias, uma origem comum era a força de união. É fácil pensar que os Judeus, também, compartilharam uma mesma origem. No entanto, geneticamente falando, “não existe gene judeu”.

Um Tipo Diferente de Unidade

Para entender sobre em o que “O povo judeu” foi fundado, precisamos realizar uma pequena viagem à Babilônia, 5.000 anos atrás.  Mesopotâmia, e, especialmente, sua capital, a Babilônia, foi um local de fusão, como a Nova Iorque atual. De fato, de várias formas, Mesopotâmia é o berço da civilização. De volta então, a humanidade foi formada como uma agregação de clãs. Uma proximidade instintiva, como a animal, fazia as pessoas se sentirem próximas uma das outras, como uma família.

Mas enquanto o tempo passou, o egoísmo humano se intensificou e começou a afastar as pessoas umas das outras e a aliená-las. Elas foram ficando interessadas pelo auto interesse, ignorando as necessidades dos outros. Após muito tempo, exploração e ódio surgiram.
Um dos Babilônios pôde ver como a humanidade, antes, uma família entusiasmada, foi se tornando em uma caverna de leões. Mas isso não foi tudo que ele viu. Abraão entendeu que por trás dessa face egoísta, a humanidade era, de fato, uma única, coletiva entidade como células num corpo.
Abraão entendeu um ponto crucial: uma vez que a humanidade transcender o egoísmo e se reunir como uma única entidade, vai se adaptar à inclusiva força do amor que une todas as partes da criação – o criador.

Armado com essa nova percepção, Abraão começou a desenvolver um método capaz de permitir que todas as pessoas transcendam seus egos e conectem-se ao criador.  No entanto, poucos dos contemporâneos de Abraão expressaram qualquer zelo para corrigir os seus egos. A minoria que seguiu seu método se tornaria o primeiro grupo de cabalistas na história. No final das contas, esse grupo cresceu e é o que conhecemos agora como “as pessoas de Israel”.
Porque foram chamadas de “Israel”? Ysrael (Israel) é uma combinação de duas palavras: Yashar (direto) e El (Deus). Então, Israel significa “Direto para Deus”. O nome implica a essência da unidade entre as pessoas de Israel. Uma profunda, eterna ligação que as conecta à natureza por si mesma, além da raça, nacionalidade ou considerações pessoais.

Distante do olhar público

Desde que o egoísmo humano continuou a crescer a novos altos (ou baixos), o pessoal de Israel gradualmente perdeu sua unidade, bem como união com a natureza inclusiva do Criador. Isso aconteceu em dois estágios chamados “a ruína do primeiro e segundo templo”.
Eventualmente, somente alguns poucos escolhidos foram deixados, que sentiam a imensidade da natureza. E por aproximadamente dois milênios, longe do olhar público, essas pessoas, que chamamos de “cabalistas” continuaram a desenvolver método de correção do Abraão e adaptá-lo ao (ainda) crescente ego da humanidade.

Conseqüentemente, durante anos, a cabala autêntica ficou escondida no mistério, imersa em conceitos errados, e, logo depois, manchada pelo comércio.

Cabalistas estiveram preparando o método por um longo tempo quando a humanidade alcançaria o máximo do egoísmo. Nesse ponto, o método estaria pronto e seria motivador usar a cabala como um método de correção, como nada mais. Agora, o tempo chegou.


Vivendo na Babilônia Atual

Hoje, nossas vidas não são muito diferentes dos que viveram na antiga babilônia. Reconhecidamente, nós temos uma variedade de comidas, roupas, comunicação de alta tecnologia, transporte de alta velocidade e sabe-se lá o que mais. E ainda, nosso mundo é inundado por corrupção, ódio, segregação, terrorismo e outras formas de ameaça. Ficamos tão “habituados” com o ódio e dor, e tão cínicos, que idéias como “amor pelo homem” parecem absurdas, se não, inconcebíveis.

O quanto mais a crise global evoluir, mais dedos acusatórios estarão apontando para os judeus.  Razão é simples: a natureza puxa todas as suas partes em unificação, como um magneto no centro do seu campo. Mas para ser atraído para o meio, precisamos programar a correção ou método de - desenvolvido e guardado por Israel. Enquanto nós não estivermos usando o nosso método de correção, toda a humanidade vai permanecer encalhada, além da tensão entre onde devemos estar e se vamos continuar a crescer. Como resultado, conscientemente ou não, outras nações são motivadas a fazer com que Israel avance.

Nós, judeus, devemos reconhecer o mérito da sabedoria que possuímos e devemos colocá-la em prática. A autêntica sabedoria da Cabala não tem nada a ver com qualquer tipo de misticismo ou crença. É, na verdade, um método sistemático, impresso na própria natureza, mirado em elevar a humanidade a sua próxima fase evolucionaria.
Quando encontrarmos dentro de nós o desejo para reviver nossa unidade interna, vamos descobrir a lei natural do amor que espera todos os seres humanos, o tipo de amor que estamos intencionados a espalhar através do mundo. Nas palavras do profeta Isaias, nós seremos “a luz para as nações”.

domingo, 2 de outubro de 2011

ALIMENTAR O MOTOR DO PROGRESSO

Existe um programa natural da evolução considerado “natureza”. A natureza tem um motor próprio que gira e desenrola todo o desenvolvimento, enquanto que nós o seguimos obedientemente por centenas de milhares de anos. E assim tem sido ao longo da história humana na terra.


Mas, ao mesmo tempo, o programa estipula que o homem gradualmente atinge um estado em que ele vai começar a participar no seu próprio trabalho. A força subjacente à natureza continua a influenciar e desenvolver o desejo. E dentro do desejo também cultiva o ponto que tem origem na da raiz da alma. Em um determinado momento, além do desejo de receber prazer, eu começo a ouvir a voz desse ponto no coração. A hora chega quando ele se faz conhecido e exige que o homem o realize.

A realização do ponto ocorre acima do desejo. Assim, o homem sente-se dividido em dois e se vê diante de uma escolha: seguir o seu ego, que é seu desejo corporal (tais como comida, sexo, família, riqueza, poder e conhecimento), ou continuar a elevar esse ponto espiritual e obter as respostas para as perguntas: Quem sou eu?Onde eu comecei? Onde está a força superior? O que é esta vida? Qual é o propósito da existência?

Baal HaSulam, “Um mandamento”: Existem duas partes para a Torá: uma diz respeito ao homem e Deus; outra, o homem e outros relacionam-se ao homem. E eu te chamo para que pelo menos participe e assuma o que diz respeito ao homem e do homem já que assim você também vai aprender a parte que diz respeito ao homem e Deus.

Ao longo da história nos desenvolvemos sob a influência da natureza, o Criador, os genes informacionais (Reshimot), o programa incutido em nós. Desenvolvemos-nos instintivamente, por meio de diferentes necessidades internas que aparecem em nós. Hoje, essa fase está chegando ao fim.

Acontece na vida pessoal de todos. Hoje também acontece no nível global e se manifesta como uma crise integrante global. Nós não sabemos como gerir nossas vidas. De repente, toda a humanidade está descobrindo que ela está perdendo o controle do que está acontecendo. Processos incompreensíveis estão ocorrendo no mundo, e nós já não seguramos as rédeas.

No passado, poderíamos fazer algo, a fim de lidar com a situação, mas hoje não mais.
Gradualmente verificamos que não sabemos como nos aproximarmos um do outro: Uma pessoa diz alguma coisa, e outra não a entende. Não podemos chegar a qualquer acordo, apesar de ver que sem conteúdo comum, mesmo que mínimo, não vamos sobreviver.

O desenvolvimento sob o ditar da natureza, onde tudo era óbvio, onde fazíamos o que nós sentimos e obedecíamos as nossas necessidades de acordo com o nosso interior acabou. Os genes de informações continuam a aparecer em nós, é claro, mas não sabemos o que fazer com eles e não conseguimos identificar o sistema externo em que vivemos. O mundo se tornou um lugar confuso.

Portanto, o método que explica o que fazer nessas novas condições, e o que fazer conosco está sendo revelado somente agora. No entanto, nós não sentimos ainda como é vital o ensino chamado de Torá.

No passado nos desenvolvíamos por meio de uma força interna que constantemente operava em nós e realizava as suas ordens sem saber. Não tínhamos vontade por nossa conta, nós não éramos nem mesmo aqueles que as realizavam. Éramos simplesmente fantoches em uma corda.

Agora, essas manipulações internas estão nos deixando gradualmente. Como se o nosso software interno estivésse congelado e não funcionasse mais. O que as forças da natureza querem de nós? Por que elas pararam de operar e de nos desenvolver?

As forças da natureza querem que nós participemos conscientemente do nosso desenvolvimento de agora em diante. Esta é a fase na qual chegamos.
Mas como vamos saber como participar no nosso desenvolvimento corretamente? Afinal de contas, sem saber isso, não vamos encontrar o nosso sustento na nova realidade e como resultado, vamos receber golpes. Agora, temos de completar o que a natureza costumava fazer.

É por isso que o método da Cabalá nos mostra que o caminho está sendo revelado agora. Ela nos diz como devemos operar, a fim de completar internamente as ordens da Natureza que antes nos desenvolvia. Podemos obter um impulso através da ligação com os outros. É precisamente por esta razão que devemos buscar a conexão com os outros, a fim de encontrar as deficiências e pedir pelas correções que temos que introduzir no nosso programa.

É como se nós jogássemos madeira no fogo e fornecêssemos combustível para o nosso desenvolvimento e, portanto nós avançamos. O combustível pode ser positivo ou negativo. Em um forno, juntamente com o calor da lenha, tem que haver oxigênio e um duto de ar de refrigeração. Nós, também, devemos ter os dois lados da moeda: de um lado, as deficiências, as frustrações, e as trevas, e por outro lado, a Luz, a conexão entre nós, e uma demanda por reciprocidade.

Temos que descobrir tudo isso para criar o novo componente necessário para o nosso desenvolvimento. Se somarmos isso, a força de desenvolvimento vai mudar a nossa situação e nossa evolução vai continuar. Mas se não encontrarmos as deficiências, as metas, as frustrações e as corretas aspirações a “roda do desenvolvimento” não vai virar.

Até agora, quando a nossa participação não era necessária, os genes informativos giravam a roda automaticamente a partir da quebra das almas, os níveis inanimado, vegetativo, e animado. Mas agora, a nossa participação tem se tornado uma condição necessária. Devemos acrescentar o nosso desejo aos Reshimots quebrados de modo que eles serão realizados corretamente.

A realização consiste em duas partes: construíndo os vasos e os enchendo. A construção dos vasos, como Baal HaSulam diz, refere-se a atitude das pessoas com outras pessoas, durante o preenchimento dos vasos relaciona-se com a atitude para com o Criador. Isso é o que temos que dedicar-nos. É claro, devemos primeiro pensar sobre os vasos e só depois em preenchê-los.

É por isso que diz que o amor dos seres criados nos traz para o amor do Criador. Primeiro, devemos nos preocupar com a conexão certa entre nós. Então, o nosso atributo comum de doação certamente manifestará nela e neste atributo, a força superior chamada de “o Criador” será revelada.



Da 5 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 23/09/2011: “Um mandamento”
Publicado no Blog laitman.com.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ENCONTRANDO EQUILÍBRIO EM CANÇÕES E MELODIAS


“O novo som-esfera é global. Ele ondula em grande velocidade através de línguas, ideologias, fronteiras e raças.  A economia desse esperanto  musical é estarrecedora. A música popular trouxe consigo  sociologias de forma particular e pública da solidariedade de grupo.”
--George Steiner

Música é um das formas mais populares de arte; ela pode ser uma poderosa promotora de novos conceitos. Hoje, mais do que nunca, gêneros tais como rock e hip-hop são meios poderosos de expressão dos conceitos sociais. Desde que os Beatles introduziram música hindu na década de 1960, a música étnica tem sido um  meio popular para a promoção e reconhecimento  da  integração cultural. Na verdade, a globalização é um acréscimo positivo para a música, e hoje a maioria dos músicos toca vários tipos de música, algumas das quais são provenientes de culturas estrangeiras.  Portanto, a música merece um capítulo a parte.

Como todas as formas de arte a música é uma língua especial que expressa o mundo interior do músico. Cada tipo de música representa um tipo diferente de desejo de receber e pode, portanto expressar um tipo diferente de equilíbrio com o desejo de doar. Para manter a proposta simples, vamos dividir a música em dois grupos: vocal e instrumental.



CANÇÕES DE AMOR INTERMINAVEL

Com música vocal (canções), é um pouco mais fácil definir as alterações necessárias para que se adaptem à nova direção. Como no cinema, os temas podem ficar bastante parecidos. E como no cinema, por detrás de cada música deveria haver um texto subliminar que traga uma mensagem de unidade e expresse ambos nossos reais desejos - o de dar  e receber.

Música é uma expressão de si mesmo, das mais profundas emoções do artista. Portanto, se a música tem que transmitir uma mensagem de unidade e equilíbrio entre dar e receber, é muito importante que o artista que a toque esteja bem consciente da forma que essas forças interagem. Porque nós não podemos fingir como expressamos o nosso mundo interior, os artistas têm que vivenciar a unidade e a interação e conexão entre as duas forças, se realmente  querem transmiti-las artisticamente.

Como resultado, cada música deve transmitir um novo sentido de frescor e vitalidade. Não há necessidade de criar novos gêneros. Já temos uma variedade maravilhosa: pop, hip hop,  rock n’ roll, jazz, música clássica, e música étnica de todo os tipos. Todas são verdadeiras manifestações de nosso ser interior, e não há necessidade de mudá-las. Tudo o que precisamos mudar é a mensagem subjacente: em vez de enfocar sobre o relacionamento problemático de um casal, as palavras podem valorizar os seus esforços para descobrir a unidade na natureza. Na medida em que aprendemos sobre o desejo de doar da natureza, seremos  também capazes  de criar  novos textos para músicas. Esses textos podem exprimir  diálogos entre o desejo de doar e o desejo de receber como eles acontecem entre as pessoas ou na natureza.

Se pensarmos sobre isso, a busca constante do desejo de doar de encontrar meios de se expressar através do desejo de receber é muito semelhante à forma como um homem procura novos caminhos para expressar o seu amor pela sua mulher (ou vice versa). O que poderia ser mais inspirador do que o expressar essa dor de amor em versos e decorá-la com uma melodia?



MELODIAS DE HARMONIA

A música instrumental é completamente diferente. O enfoque na harmonia da música ocidental a torna um meio natural para transmitir unidade e equilíbrio. Muitos compositores famosos - mais precisamente, Bach e  Mozart – foram atentos em  manter sua música equilibrada e harmoniosa . de fato, a música clássica, particularmente a de Mozart, é tão bem equilibrada e completa que a universidade de Leicester, na Inglaterra, constatou que ela aumenta a produção de leite em fábricas de lacticínios! Embora os compositores, provavelmente, não tiveram consciência do alcance profundo desse equilíbrio, ou que a música deles um dia seria usada para esse objetivo, é essa qualidade que assegura a popularidade deles até nossos dias.

Mas o equilíbrio não existe só na música ocidental; ele é essencial para quase todos os tipos de música, especialmente música indígena. Hoje, porem, o equilíbrio deve ser mantido não apenas porque gostamos do seu som, mas porque ele pode nos ajudar a expressar todo um novo lado da realidade. O resultado pode ser extremamente apaixonante, extremamente delicado, extremamente rápido, ou bem temperado.  Mas seja qual for o tipo, o impacto de ta música sobre o ouvinte vai ser único, justamente porque ela expressa o vigor da vida!

Hoje, as músicas de Bach, Mozart, Beethoven, e Verdi, nos parecem ricas e coloridas. Mas em comparação à música que expressa a percepção de ambos os desejos, serão como a diferença entre ver o mundo em apenas duas dimensões, ou em três.




Como Você Pode Sair Forte da Crise Mundial , Dr. LAITMAN ,Cap.11 pag. 67 a 71
http://www.kabbalah.info/brazilkab/bibliotecaFrameset.htm

sábado, 27 de agosto de 2011

Nós e a Ecologia


Nós e a Ecologia

"Estamos enfrentando uma verdadeira emergência planetária. E é um desafio moral e espiritual para toda a humanidade”, declarou o antigo Vice Presidente Al Gore, quando aceitou seu prêmio Nobel da Paz.


Mas, assim que a cortina se abaixar na vislumbrante cerimônia de prêmios, uma questão surgirá: Nossa consciência ambiental crescente nos salvará da crise ecológica?


Para ter controle sobre a crise ecológica, devemos entender suas causas fundamentais através da investigação da natureza e dos seus sistemas. Pesquisas dos sistemas naturais na física, biologia, química e outras ciências aprenderam que todos os componentes da natureza existem em equilíbrio constante. Tais elementos estão tão interligados e interdependentes que, até mesmo, danificar o mínimo detalhe pode acabar desequilibrando todo o sistema.

Macacos já sabiam disso, e muito bem

O segredo para o equilíbrio da natureza é a preocupação recíproca entre todas as suas partes. Tal preocupação é mais evidente no reino animal: dos insetos e mamíferos que claramente mostram preocupação pelo próximo, como, por exemplo, formigas, abelhas, macacos e elefantes; até os mais simples micróbios dentro dos nossos corpos, que ajudam um ao outro a encontrar compostos de ferro. Pesquisadores descobriram que existe compartilhamento entre as espécies vegetais, e mesmo as partículas inanimadas exercem ações mutuas para sustentar o objeto que formam.
Dra. Jane Goodall, que dedicou sua vida ao estudo de chimpanzés nos seus habitats naturais, resumiu sua abrangente experiência de viver na natureza: “Eu descobri que o que foi descrito como paz além de todo o entendimento; se nós pudermos sentir paz no mundo hoje, essa é a paz que devemos ter como objetivo para levar dentro de nós”


Homem contra a Natureza

Diferente de todas as criaturas, os humanos continuamente perturbam o perfeito equilíbrio dos sistemas da natureza. Eles exploram o ambiente, obtém prazer do sofrimento dos outros e se elevam nas suas ruínas. Sem duvida, não estamos sempre consciente das nossas ações. Mas, na natureza, a ignorância da lei não exime da penalidade quem a agride.
Se sabemos ou não, somos partes integrais da natureza. Então, quando tratamos nosso ambiente de forma egoísta e tentamos explorá-lo, desequilibramos todo o sistema.
Em resposta, a natureza faz todo o possível para re-equilibrar seus sistemas. Sua resposta é automática, como quando a pressão intensifica-se no centro da terra para um nível que a sua camada externa não pode mais sustentá-la, logo, um vulcão acaba entrando em erupção.
Enquanto minerais, plantas e animais são instintivamente dirigidos a manter o equilíbrio natural, o homem tem a única oportunidade para estar equilibrado com a natureza por livre arbítrio. Esse é o papel especial do homem na natureza. Devemos independentemente escolher equilibrar-nos com a natureza, assim vamos chegar a um novo nível de existência e viver a perfeição que está farta na natureza.



A Crise Ecológica é Meramente um Sintoma

Os problemas ecológicos que vemos são somente sintomas que indicam que estamos fora de equilíbrio com a natureza. Para resolver a crise ecológica, precisamos aprender as leis que operam na natureza e programar os mesmos princípios na nossa sociedade.


Em outras palavras, nós temos que seguir a lei geral da natureza, no nível humano. Isso significa adotar o princípio da natureza – reciprocidade e preocupação pelo próximo.


Isso significa que todas as pessoas supostamente devem se importar com a necessidade das outras? Sim, parece utopia. De fato, no mundo atual, qualquer coisa além de amor entre os seres humanos parece ter sentido para nós: violência, crime, drogas, abuso, depressão, suicídio, pobreza e segregação são consideradas coisas comuns e que podem acontecer. Embora nós não encorajamos qualquer uma dessas doenças, as vemos como efeitos colaterais inevitáveis das nossas vidas, certo?




Errado. De fato, tudo acima descrito é completamente natural.
A natureza é perfeita e trabalha em completa harmonia. Todos os problemas no mundo originam-se da nossa incongruência com as leis da natureza. Porque não entendemos que somos uma parte integral dela, tendemos a pensar que nossa atitude egoísta com cada pessoa não é relacionada com problemas como a crise ecológica. Na pratica, no entanto, tudo que fazemos afeta cada nível da natureza, incluindo a ecologia.


Nossa indiferença para com o ambiente está junto com a indiferença pelo próximo. Então, nós não podemos realmente tentar corrigir nossas relações com o ambiente enquanto ignoramos nossos relacionamentos com as pessoas.


A chamada sincera de Al gore para o mundo despertar-se e enfrentar o desafio ambiental é definitivamente importante. Mas, para entender, precisamos de um método que vai nos permitir revelar a situação completa da natureza, e isso vai nos permitir encontrar equilíbrio com todos os seus elementos, incluindo humanos.


Nos seus livros, cabalistas descrevem precisamente tal método. Descrevem um caminho passo-a-passo que leva mudanças reais e positivas. Elas começam pela correção das nossas relações com cada pessoa e leva a perfeição em cada reino das nossas vidas.