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Vídeos sobre a Cabala

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

VIDA SIGNIFICA APROXIMAR-SE DO AMOR

Em vez de se agarrar ao princípio “Não Há Outro Além Dele”, o meu pensamento depende de diferentes fatores que eu vejo diante de mim. Ao invés de olhar para frente para ver além das pessoas, além do mecanismo, além de todos os fenômenos naturais, e para ver apenas o Criador e eu, como um míope, olho para os objetos que estão perto de mim e os vejo como os fatores de que depende a minha liberdade. Assim como Dom Quixote, eu luto com moinhos de vento, “cenários” sem vida.


Como resultado, o Criador tem que intensificar o mal e os sofrimentos, de modo que eu tenha que dar uma olhada melhor no que depende a minha vida. Ele faz isso para que eu não seja capaz de parar esta busca.
Assim, as pessoas são obrigadas a ser um pouco mais inteligentes, a fim de ver com quem estão lidando e quem está gerindo o mundo. Os problemas só nos lembram do objetivo, e é fácil nos livrar deles se nos dirigirmos ao Criador. Mas nós não nos dirigimos a Ele para receber “recompensas”, mas para corrigir a nós mesmos, a fim de nos aderir a Ele e dar-Lhe satisfação. Então, os atuais “lembretes” serão anulados, e o “anjo da morte” vai se transformar num “anjo santo”.
Baal HaSulam, em “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” : “Os ímpios, em suas vidas, são chamados de “mortos”. “Isto é porque a morte é melhor do que a vida, como a dor e o sofrimento que suportam para o seu sustento são muitas vezes maior do que o pouco prazer que sentem nesta vida.
Se nós não avançamos no sentido de alcançar a fonte da vida, a vida se transforma numa fuga do sofrimento. Todos os nossos pensamentos são apenas sobre como evitar o mal e o aborrecimento. Portanto, nós não imaginamos o bem como satisfação, já que não podemos nos satisfazer, mas simplesmente tentamos encontrar alguma paz entre os momentos ruins.
Como resultado, todos os prazeres que sentimos não duram mais do que um curto espaço de tempo, e por isso somos chamados de “mortos”, mesmo estando vivos, uma vez que não recebemos satisfação da fonte real da vida da qual toda a realidade e toda a criação se sustentam.
Claro, todo mundo tem suas próprias contas, e se a pessoa vê quanta dor e sofrimento ela sente, o quanto ela sofreu e que esforços fez em comparação com os poucos momentos de prazer que lhe deixou feliz e lhe trouxe alegria, então ela descobre que não valia a pena viver. Toda essa vida só pode ser justificada como uma preparação para a ascensão espiritual. Mas se ela examina a vida como é, percebe que não há qualquer nexo nela.

Agora, quando somos recompensados com Torá e Mitzvot (mandamentos), somos recompensados com a vida real feliz e alegre, ao mantê-los, como se diz: “Prove e veja que o Criador é bom”. Isto é o que aqueles que a alcançaram sentem. Então, nós podemos escolher entre o bem e o mal. Depois que recebemos a Torá, o caminho, os princípios espirituais, nós começamos a trabalhar com as duas linhas.
Isto é o que os escritos dizem com: “e você deve escolher a vida para que você e seus descendentes vivam”. Na verdade, é uma repetição: “e você deve escolher a vida, de modo que você viva”. Mas isso se refere a viver cumprindo a Torá e Mitzvot. Então, a pessoa realmente vive. “Mas a vida sem a Torá e Mitzvot é mais difícil do que a morte”.
Esta é a forma como a pessoa percebe a diferença entre a vida e a morte: a vida significa avanço espiritual, e a morte significa falta de avanço. A pessoa gradualmente entende que o avanço significa se aproximar do amor, da doação, da auto-anulação, subir acima do ego. Só isso é chamado de “vida”, sem qualquer consideração ao que sentimos em nossos desejos egoístas.




De uma Lição de Cabalá  do Dr M. Laitman em 11/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

sábado, 3 de novembro de 2012

SOFRE QUEM SABE E SOFRE QUEM NÃO SABE...


Os furacões alertam os humanos:
“A natureza alerta a humanidade sobre o desastre iminente, mas a humanidade não quer ouvir. Os recentes desastres naturais são cada vez mais destrutivos e menos previsíveis, mas a humanidade dificilmente aprende com os desastres.”
“Reatores nucleares e cidades indefesas ainda surgem no caminho de tornados e tsunamis.”
“Os furacões se tornaram mais poderosos e ocorrem com maior frequência. O seu caminho é difícil de prever, e é mais difícil se preparar para eles.”


“Por exemplo, a atual tempestade Sandy tem um caminho completamente fora do padrão. Ela fez o seu caminho através da Flórida, Louisiana e teve um impacto nas latitudes ao norte. Isto é muito raro e, no passado, os furacões não se comportavam desta maneira. Além disso, Sandy foi quase o dobro do tamanho de outros enormes furacões.”. …
“O número de furacões aumentou de 20 a 30% e, acima de tudo, furacões muito poderosos. É por isso que é necessário se preparar para uma série de surpresas. Furacões de tal poder não vão chegar a Rússia, e eles não podem ser criados localmente, visto que nascem sobre os oceanos. Mas os nossos próprios desastres naturais vão nos alcançar.  Há um aumento acentuado de tornados na Rússia central”; (de A Voz da Rússia)

O Dr M. Laitman sempre diz que nós não preenchemos a condição de equilíbrio com o sistema global integral da natureza, devido à nossa intervenção em todos os níveis: inanimado, vegetal, animal e, especialmente, humano. A nossa sociedade não é integral, mas individual, não está em homeostase. A falha em observar a unidade da natureza nos ameaça com o desastre.
A natureza vai nos forçar a mudar de ódio e competição para a unidade e a cooperação contra a nossa vontade. Como seus filhos inteligentes, nós podemos entender e reduzir o caminho do sofrimento antes das catástrofes, corrigindo a nós mesmos.

Sobre sofrer muito ou pouco...


 A entrega da Torá, ou seja, o método de correção, não é um evento único, mas um processo constante; cada um que sente a necessidade de correção recebe o método de correção. Foi dito, “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como um tempero para ela”. O critério é simples: se a pessoa quer se corrigir e descobre que seu desejo é ruim, que é a inclinação ao mal, então um clamor interno dirigido à correção nasce dentro dela visando à necessidade da correção para se livrar do mal.
Nós naturalmente tendemos a sempre nos livrar do mal que está dentro de nós. O ponto central aqui é -  a pessoa realmente sente isso? Ela está disposta a suportar a sensação ruim, apesar das inúmeras possibilidades de neutralizar esse sentimento e evitar a demanda de correção?
E pode ser o contrário, suavizar a situação ao evitá-la, dizendo: “Depois de tudo, isso não é tão ruim. Eu não sou pior do que os outros. Por que eu me importo com isso, afinal?”. Há um monte de “caminhos de diversificação” que ajudam a pessoa a fugir do sentimento ruim, pois este é muito desagradável e envolve grande dor emocional para revelar o quão mal eu sou.
Portanto, a pessoa precisa de uma grande ajuda e apoio, que irá fornecer-lhe um apoio seguro. Ela atinge o reconhecimento real do mal através disso; ela vai gritar por falta de escolha, e junto com isso, não foge do caminho. Então ela realmente precisa da Torá.
Como a pessoa pode chegar a um estado em que está realmente “algemada” e não pode fugir do sofrimento, tão fortemente que receba do Alto a Luz que Reforma? Isso pode ser feito através de uma agonia muito grande, pelo caminho do desenvolvimento chamado “No devido tempo”, o caminho do sofrimento. Estes sofrimentos vêm de um nível corporal e nos obriga a um trabalho espiritual. A diferença entre estes dois níveis é tão grande que o sofrimento é muitas vezes mais poderoso que o caminho da aceleração que permite reconhecer a necessidade da Torá no trabalho espiritual.
Neste trabalho espiritual, nós começamos a usar a Luz que Reforma e examinamos a nós mesmos a partir do grau espiritual. Nós reconhecemos a necessidade de correção não porque temos uma vida ruim, mas porque nós mesmos ansiamos por isso. Assim, o sofrimento tem uma forma diferente: espiritual e não corporal. Portanto, de acordo com isso, a sua qualidade é muito mais elevada, a sua dor é muito mais profunda, e a intensidade é tal que a pessoa é capaz de tolerá-la.
A singularidade da sabedoria da Cabalá é que ela explica como progredir no caminho muito rapidamente, sentindo um pouco de sofrimento quantitativamente, mas qualitativamente maior. Assim, nós podemos encurtar o caminho, podemos dividir o sofrimento com os amigos e passá-lo a eles em pequenas quantidades. Há muitas vantagens em seguir o caminho da Torá em relação ao caminho do sofrimento. Ela nos permite ascender a um diferente nível qualitativo de progresso.
Hoje, quando o mundo inteiro está afundando sob os problemas do “caminho do sofrimento”, nós precisamos mostrar às pessoas e a nós mesmos como avançar no caminho da Torá. Nós estamos na cabeça, como detentores do método, e os outros virão depois de nós, até que todos nós cheguemos à meta.
Extraído da Lição Diária de Cabalá 28/10/12,com Dr Laitman: ” Matan Torá (A Entrega da Torá) “



Fotos:
Furacão SANDY 31.10.12
raquelrolnik.wordpress.com

Vista aérea dos estragos do furacão
Doug Mills/AP

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ATÉ QUE ALGUEM SE TRANSFORME NUM SER HUMANO


O método da Cabalá tem como propósito mudar uma pessoa, até que ela se transforme em um ser humano (Adão), ou seja, aquele que é “similar” (Domeh) com o Criador. A cada momento, dia após dia, a pessoa tem que trabalhar para elevar a importância deste método e persistentemente continuar a se referir a ele. Afinal de contas, estamos perpetuamente sendo jogados para trás na espiritualidade, como se o Criador se distanciasse de nós.



Parece-nos que os nossos estados mudam continuamente: Nós chegamos mais perto do Criador, e depois mais longe Dele. Mas, obviamente, isso acontece apenas nas nossas sensações. Na verdade, os novos genes informativos despertam em nós, e nós temos que corrigi-los.

Uma pessoa tem 613 desejos relativos ao Criador. Nós não estamos falando sobre os desejos materiais deste mundo, mas sobre os desejos especificamente para o Criador. Somente esses desejos devem ser corrigidos até que se tornem semelhantes à atitude do Criador para conosco, isto é, sejam completamente direcionados à doação e a trazem alegria ao Criador.

O pensamento original do Criador, no plano da criação foi dar prazer aos seres criados. Uma pessoa também tem que chegar ao mesmo estado, de modo que seu objetivo torna- se trazer contentamento ao Criador. A similaridade de propriedades com o Criador eleva a pessoa ao nível Dele e ela se funde, se une com Ele completamente, atingindo assim o objetivo final.

No caminho para alcançar a meta, há muitos estágios de avanço. Na primeira fase, durante milhares de anos de história humana e passando por inúmeras reencarnações, o homem desenvolve o desejo terreno de desfrutar. Reencarnações substituem umas às outras, porque o desejo cresce constantemente e quer mais e mais à medida que novos genes informativos (Reshimot ) perpetuamente revelam-se nelas.

Não vale a pena prestar atenção nos corpos que vivem e morrem, mas sim nos genes informativos que se revelam no desejo de desfrutar, dando-nos assim uma ilusão de que existem em nosso corpo.

Na segunda fase de desenvolvimento, uma aspiração de revelar o Criador, de encontrar o sentido da vida, surge em uma parte do desejo, ou seja, em certas pessoas. A primeira pessoa que nunca recebeu esse tipo de desejo era Adam HaRishon. É por isso que ele é considerado o Primeiro Homem, e muitos outros o seguiram. Tais pessoas são chamadas Cabalistas porque aceitaram o método de correção que lhes permite revelar o  Criador, na medida da semelhança de suas propriedades com a Dele.

Os Cabalistas também passam por inúmeras fases de desenvolvimento e reencarnações, mas essas reencarnações são bastante diferentes porque a pessoa está no alcance do Criador, a força que rege as regras da natureza.Tendo recebido o primeiro despertar para a espiritualidade, nós entramos em um período chamado de preparação. Nesta fase, nós novamente passamos por muitos estados, mas desta vez eles ocorrem em conformidade com o método, com o grau de compreensão do mesmo. Ainda que o método esteja disponível para nós na forma de materiais de leitura, não foi revelado nas nossas almas ainda.

É assim que nós avançamos: construindo o grupo e tentando inspirar uns aos outros. O principal trabalho está no aumento da importância do método e na transformação de nós mesmos. Nada pode ser mudado nesta realidade, exceto o próprio homem, o ser humano é o único que pode ser mudado.

Além disso, temos que esclarecer o que exatamente pode ser alterado: apenas a intenção do desejo da pessoa. Desejos por si só, não são mutáveis; deixe os sozinhos. O homem tem 613 desejos que estão relacionados com o Criador, e ele tem que mudar as intenções sobre esses desejos de egoísta para doador. Na verdade, a pessoa não sente que tem 613 desejos, ou que eles são de uma natureza egoísta, ou que ela quer tirar proveito do Criador. Por enquanto, ela não tem nenhuma relação com o Criador, ou seja, nenhuma ligação com Ele. Aos poucos, a conexão com o Criador começa a revelar-se, fazendo-nos descobrir, assim, a nossa inclinação ao mal. Se uma pessoa ainda está imersa em seu egoísmo, ela precisa de correção chamada a Torá, “um tempero para ela.” Com sua ajuda, uma pessoa pode mudar sua intenção,  edirecionando-a do seu próprio benefício para o benefício da força superior, o que significa que ela cumpriu um mandamento.

Assim, de acordo com a ordem dos desejos que se revelam em uma pessoa, ela realiza 613 correções (613 mandamentos ), até que ela corrige o vaso inteiro e recebe toda a abundância que o Criador preparou para ela, mas com a intenção de devolvê-la para a Fonte. É assim que a pessoa atinge a meta.






Lição Diária da Cabala, 07/10/1012 Shamati # 175
Publicado no blog  www.laitman.com.br









quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Um Mundo, Uma Família


A ligação que une toda a humanidade é bem evidente e não podemos mais escondê-la. O preço que estamos pagando é muito alto. No Congresso, os amigos de todo o mundo estarão juntos para construir relações mútuas que se combinam com a atual ligação. No Congresso você pode experimentar o gosto de uma nova vida que nos espera: a sensação da nova família mundial.  Participem virtualmente do Congresso. As atividades (refeições, palestras, workshops, noite culturais, etc.) serão traduzidas para o português e transmitidas via www.kab.tv/por
PROGRAMAÇÃO DO CONGRESSO : http://laitman.com.br/2012/09/congresso-internacional-de-cabala-roma-28-a-30-09-2012/


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Congresso da Carcóvia (Ucrânia) – 17 a 19 de Agosto

Logo
CONGRESSO DA CARCÓVIA – 17  a 19 de Agosto de 2012
Unir para Ascender
 
Olá Amigos,
No próximo final de semana teremos mais uma oportunidade de união em conexão e amor com todo o Kli Mundial do Bnei Baruch! É o Congresso da Carcóvia, Ucrânia. O Congresso será transmitido via www.kab.tv/por, com tradução simultânea para a língua portuguesa. Não percam!

Além disso,  estaremos juntos no yahoo messenger
(adicione-nos. Nossa ID é : kabtvpor)
MENSAGEM DO RAV LAITMAN (publicado no Blog do Rav – www.laitman.com.br):

Pergunta:
Para que nível de preparação dos alunos se destina o Congresso em Carcóvia?
Resposta: Eu acho que este é um Congresso de união que não depende do nível de preparação da pessoa, mas da sua aspiração. Se ela entende que deve alcançar o método da revelação do Mundo Superior, avança em direção a ele, dá pelo menos um passo sério, e talvez até mesmo revele o mundo superior para si (isso é possível, uma vez que depende apenas de nossos esforços conjuntos), então ela é um convidado bem-vindo, amigo e participante.


PROGRAMAÇÃO DO CONGRESSO
PROGRAMAÇÃO DO CONGRESSO
CONGRESSO DA CARCÓVIA (UCRÂNIA) - 17   A 19 DE AGOSTO DE 2012
17/08/12
Sexta-feira
HORA CARCÓVIA
HORA BRASIL (Portugal + 4 h)
ATIVIDADE
TRADUÇÃO
11:00-13:00
05:00 – 07:00
CONVERSA COM RAV
SIM
13:00-14:00
07:00 – 08:00
REFEIÇÃO

14:00-14:15
08:00 – 08:15
PREPARAÇÃO
SIM
14:15-16:45
08:15 – 10:45
LIÇÃO 01 +  WORKSHOP
SIM
16:45-16:55
10:45 – 10 :55
APRESENTAÇÃO DE LIVROS

16:55-17:30
10;55 – 11:30
AUTOGRÁFOS

17:30-18:30
11:30 – 12:30
REFEIÇÃO

18:30-18:45
12:30 – 12:45
PREPARAÇÃO
SIM
18:45-21:00
12:45 – 15:00
LIÇAÕ 02 _ WORKSHOP
SIM
21:00-21:30
15:00 – 15:30
Programa cultural

21:30
15:30:00
FINAL DO PROGRAMA DIA

18/08/12
Sábado

09:00 – 10:00
03:00 – 04:00
INICIO DA PROGRAMAÇÃO DIA

10:00 – 10:15
04:00 – 04:15
PREPARAÇÃO
SIM
10:15  – 12:30
04:15 – 06:30
LIÇÃO 03 + WORKSHOP
SIM
12:30  – 13:30
06:30 – 07:30
REFEIÇÃO

13:30 – 13:45
07:30 – 07:45
PREPARAÇÃO
SIM
13:45 – 16:00
07:45 – 10:00
LIÇÃO 04 + WORKSHOP
SIM
16:00 – 16:15
10:00 – 10:15
APRESENTAÇÃO DE LIVROS

16:15 – 16:45
10:15 – 10:45
AUTOGRAFOS

16:45 – 17:30
10:45 – 11:30
APRESENTAÇÃO

17:30 – 18:30
11;30 – 12:30
REFEIÇÃO

18:30 – 18:45
12:30 – 12 :45
PREPARAÇÃO
SIM
18:45 – 21:00
12:45 – 15:00
LIÇÃO 05 + WORKSHOP
SIM
21:00 – 21:30
15:00 – 15:30
NOITE CULTURAL
SIM
21:30
15:30:00
FINAL DA PROGRAMAÇÃO DO DIA

19/08/12
Domingo

09:00 – 10:00
03:00 – 04:00
INICIO

10:00 -10:15
04:00 – 04:15
PREPARAÇÃO
SIM
10:15 – 12:30
04:14 – 06:15
LIÇÃO 6 + WORKSHOP
SIM
12:30 – 13:30
06:30- 07:30
REFEIÇÃO

13:30 – 15:00
07:30 – 09:00
CONVERSA COM RAV
SIM
15:00 – 16:00
09:00 – 10:00
YESHIVAT HAVERIM
SIM
16:00 . 17:00
10:00 – 11:00
DESCANSO

17:00 – 18:00
11;00 – 12:00
REFEIÇÃO

18:00- 19:00
12:00 – 13:00
YESHIVAT HAVERIM MUNDIAL
SIM
20:00
14:00:00
encerramento



Categoria: Congressos, Convenções |

domingo, 12 de agosto de 2012

Estou Envergonhado e é Ótimo


Vamos falar de vergonha, um conceito muito elevado, e que só é característica do homem. Por mais que você possa tentar induzir a vergonha nos representantes da natureza inanimada, vegetativa, e animada, não haverá reação porque esta raiz não é incutida nelas. Os primórdios da vergonha só se manifestam no nível humano do nosso mundo, e nem mesmo dentro de cada um.

É porque o nível humano é dividido em cinco níveis de desenvolvimento, e só no último deles, um desejo suficiente “espesso ” emerge, um grande egoísmo, o que permite que a pessoa sinta vergonha.
Em relação aos níveis anteriores, Baal HaSulam descreve-os como marcos no caminho. Alguns estão prontos para fazer aos outros qualquer tipo de mal na presença de todos e eles não têm vergonha disso. Outros são um pouco tímidos ou são cuidadosos, e é por isso que eles preferem causar danos em segredo. Outros são realmente envergonhados e não devido ao medo de punição. No entanto, eles reconciliam sua vergonha e justificam o que está acontecendo por retribuições conhecidas por todos: “Ele merece isso”, “Eu tenho o direito de fazê-lo”, “Todo mundo faz isso”, e assim por diante.
E só as pessoas que possuem um grande desejo egoísta, que experimentaram grande vergonha, começam a trabalhar com esta propriedade. Como o seu ponto no coração desperta, elas começam o trabalho espiritual e chegam a um tipo diferente de vergonha, que não está no plano deste mundo, mas em um nível superior.
No nosso mundo, tenho vergonha de receber algo que eu não ganhei, não paguei. Eu não posso aceitar tal “aquisição”, porque, como regra, não é difícil descobrir de quem esta bondade está vindo e se eu mereço ou não.
No entanto, eu tenho um problema com o mundo espiritual. Eu não vejo de quem eu estou a recebendo os dons e é por isso que eu não me envergonho. Primeiro, eu preciso revelar o Doador, a raiz, de quem tudo isso está vindo, e isso requer muitos cálculos. Por exemplo, “Devo ganhar o bem Dele? Se Ele me criou, então, certamente, Ele também deve fornecer para mim?”. Outra opção é: “eu não merecia a ajuda, mas devido à falta de outra saída, eu vou pagar por isso mais tarde”. Em outras palavras, no mundo espiritual, como no nosso mundo, passamos pelas etapas de vergonha.
Na realidade, a vergonha é a base da criação. Por causa disso, Malchut do Infinito realizou a restrição e iniciou todo o desenvolvimento posterior, a fim de se tornar equivalente com o Criador no final. Vergonha é uma fonte, o ponto inicial, que nos impele para chegar à semelhança de qualidades com o Criador, para estar iguais a Ele, para pagar a dívida a Ele, e para parar de receber presentes como antes.
Baal HaSulam dá o seguinte exemplo: Um homem rico encontra seu amigo, um homem pobre, no mercado e o traz para casa e lhe dá todos os tipos de mercadorias. O pobre homem sente que o homem rico o está ajudando do fundo do seu coração, sem qualquer cálculo para si, desfrutando essa doação. No entanto, ao receber a abundância diretamente, o pobre homem, ao mesmo tempo, recebe a sensação de impaciência e de vergonha, que o queima por dentro  e torna-se insuportável. É tudo na separação de recebimento pessoal, por um lado, e a doação pelo homem rico, do outro. Tal é a lei:. Quando eu sinto que eu sou o que recebe e não aquele que doa e isto evoca a vergonha em mim.
Este sentimento é tão grande, que Malchut do Infinito restringe e decide que ela vai receber prazer do Criador só na similaridade de qualidades, só por causa da doação. Somente neste caso, ela vai sentir a oportunidade de receber. Enquanto a questão não é neutralizar a própria vergonha, pelo contrário, ela começa a valorizá-la. Uma vez que é graças ao sofrimento, que traz à tona, que ele pode agora fazer um cálculo diferente dirigido a doação recíproca com o Criador.
Vergonha não só simplesmente impede a recepção, nem  faz restrição do egoísmo de alguém para receber por causa da doação, evitar o sofrimento, mas permite-me chegar à verdadeira doação. E é por isso que eu valorizo a vergonha. Diz-se que este sentimento está preparado apenas para as almas elevadas. No mundo espiritual, é bom e benéfico experimentá-la porque a vergonha se torna um meio para ele, ajudando-o a perceber a necessidade de doação, para exigir a revelação do Criador. E então a questão não está no egoísmo e não mais na vergonha, como tal, é justamente por seus meios que posso realmente assimilar com o Criador e me tornar um doador. Deixe os fatores anteriores permanecer dentro de mim, o desejo de receber e a vergonha, mas apenas como condições necessárias acima da qual eu posso construir o relacionamento para com o Criador e avançar para a fusão com Ele.
Vergonha desenvolve em conjunto com os desejos e os amplia, enriquecendo-os com uma multiplicidade de detalhes de percepção. Vemos isso até mesmo no nosso mundo, o Criador só criou o ponto inicial de desenvolvimento e tudo mais se desenvolveu graças ao vazio escancarado, a percepção da diferença entre a criação e o Criador.
A Torá nos diz que Adão experimentou um explosão do desejo egoísta, descrito como o surgimento de Hawa (Eva) ao lado dele. Ele se fundiu com este desejo, o que é chamado, provou da árvore do Conhecimento o que significa recebeu a realização e em seguida, percebeu-se como nu, estéril de sua roupa, e tornou-se envergonhado.
O Criador está mostrando um exemplo aqui. Ele criou a vestimenta para o Adão e Hawa e depois, como conseqüência, nos revestiu em todo o vestimento por nós mesmos. Sua raiz é a Luz Refletida. Se queremos, então podemos seguir seu exemplo e formar os nossos próprios curativos pessoais. E tudo isto não é feito simplesmente para não se envergonhar, mas para poder assimilar com o Criador e por meio deste, dar-Lhe prazer.
Nós raramente mencionamos o conceito de vergonha. Nas nossas fontes originais, encontra-se ocasionalmente. No entanto, na realidade, estamos sempre guiados por esse sentimento de separação entre o Criador e a criação. A vergonha é o “gatilho”, nesse ponto de início com o qual a criação é despertada para assimilar, mesclando, como no exemplo com o pobre e o rico.








Texto extraído de um workshop no Instituto Bnei Baruch 17/6/12.
Publicado em