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domingo, 7 de setembro de 2014

domingo, 3 de novembro de 2013

PORQUE NECESSITAMOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL HOJE?

Em todo o mundo, observam-se ondas de crise que “resumem” o giro do desenvolvimento atual. O que exatamente isso nos trouxe? Por um lado, as vidas de inúmeras pessoas tornaram-se muito melhor. Elas já não são tão pobres como aqueles que costumavam não ter nada, exceto suas vidas.

Por muito tempo as pessoas acreditaram no capitalismo. Em outras palavras, elas confiavam que sua motivação egoísta iria deixá-las alcançar o sucesso. Realmente, por que não deveriam melhorar a sua vida? Claro que, em seu caminho para o sucesso, elas precisavam ficar dentro de quadros rígidos da lei, dentro de limites legais concretos, ao invés de fazer um clima de permissividade total e derramamento de sangue. Cada um tem a liberdade de fazer o que quiser! Você quer entrar na produção industrial, comércio, bancos, tecnologias, etc.? Lute por isso e alcance. Como resultado desta atitude, as pessoas começaram a perseguir o sucesso e aplicaram tremendos esforços neste caminho.

Por outro lado, elas obtiveram a liberdade financeira, tornaram-se mais educadas, acumularam propriedades pessoais, começaram a viajar por todo o mundo, e se acostumaram com a abundância total. Neste ponto, elas se tornaram muito vulneráveis aos golpes do destino, ao contrário de quando costumavam ser pobres. Isso explica por que “sete anos de fome” só acontecem depois de “sete anos de abundância”. Em algum ponto no tempo, os judeus tiveram uma ótima vida sob o governo de um rei egípcio generoso que lhes forneceu as melhores condições possíveis de vida. O Faraó costumava ser um “presidente”, enquanto Yosef (José) costumava ser o seu “primeiro-ministro” que desfrutava poderes ilimitados. Nem uma palavra ruim poderia ser dita sobre qualquer um deles. Isto é como o Criador “exaltou” todo o povo de modo que ele “ganhou peso” e se tornou “obeso”. Então, o Criador começou a retirar a “gordura da abundância” do povo judeu, para que eles pudessem experimentar novas tendências na própria “pele”.


A redução da renda e a perda de capital são duas coisas diferentes. É uma sensação diferente quando deixamos de ganhar um adicional de mil dólares, do que quando perdermos apenas cem dólares que já estavam em nosso bolso. Estes infelizes cem dólares nos deixam ainda mais triste do que se deixássemos de ganhar um extra de mil, uma vez que já era nosso. Durante um mês inteiro nos lembramos da perda daqueles cem dólares, ao passo que a perda dos mil potenciais não deixa um gosto tão amargo em nós.



É por isso que hoje em dia a humanidade é elevada a um nível material muito alto. Neste momento, o “depósito de gordura” está sendo tirado de nós, camada por camada, até que a “carne” seja revelada, ou seja, até que todo o tecido corporal seja “tirado” do osso. Isso é chamado de “sete anos de fome”, que vai acabar nas “dez pragas do Egito”, durante as quais “os egípcios” vão continuar “odiando e desprezando os judeus”. Em outras palavras, a nossa oposição ao nosso próprio egoísmo torna-se insuportável para nós, e não sabemos o que fazer com isso por mais tempo. Ao mesmo tempo, sabemos que é o nosso ego que não nos permite respirar.

Hoje, nós temos tudo: estruturas bancárias, uma indústria desenvolvida, sistemas de saúde e boa educação… qualquer coisa que queiramos! No entanto, esses mecanismos agem contra nós. Os médicos e farmacêuticos estão interessados em manter as pessoas doentes para que eles possam nos alimentar com medicamentos questionáveis ou, na maioria das vezes, inúteis. A indústria e o comércio se transformaram em “instrumentos enganosos e sugadores de dinheiro”. Para encurtar a história, todos os sistemas artificiais com os quais costumamos contar acabaram por apodrecer.

Isso aconteceu apenas alguns 60-70 anos atrás. Nós pensávamos que estávamos nos aproximando do “futuro brilhante”, em que todo mundo ia ter uma casa, um trabalho, gozar de boa saúde, sair de férias e ter um plano de previdência decente. Em vez disso, quando chegamos a certo nível, os nossos desejos egoístas começaram a descer e a enterrar nossas esperanças. A classe média está desaparecendo gradualmente, e tudo está voltando aos círculos anteriores: elites no topo e bilhões de pessoas famintas na parte inferior. Isto é o que sete anos de fome parecem.

Como pode ser? Onde está a lógica? As elites devem ter medo que este cenário cause grande tumulto e distúrbios. Os pobres vão fazer perguntas e será impossível detê-los. Além disso, a classe alta não será capaz de parar de sugar tudo do seu povo, não vai deixar nada para eles, e isso vai levá-los à completa pobreza. O egoísmo não vai permitir que a classe superior mude o seu comportamento porque este é o programa que está enraizado nela.

Em seu próprio caminho para a riqueza, bem como durante sua queda na pobreza, a pessoa mede e avalia suas perdas. Pessoas que estavam no topo e depois caíram, irão pensar muito sobre o que realmente aconteceu com elas. Enquanto elas pensam sobre suas vidas, de repente, vão ver: “O nosso egoísmo nos devorou. Nossa própria natureza é o nosso inimigo. Ele não nos permite viver bem. Se não corrigirmos nossa natureza, estaremos totalmente perdidos”.



Mesmo a elite que vai sobreviver e vencer as batalhas do capital vai se sentir dessa maneira. Digamos que apenas uma centena de vencedores vai sair do inferno das lutas pela sobrevivência. Eles vão “dobrar” os outros. Não haverá quaisquer elos de transição alimentando as camadas intermediárias da sociedade. Futuros mecanismos de governo farão a transição para um espaço virtual. No final, cada um vai fazer uma pergunta importante: “O que eu faço agora?” Eles vão ver que seu egoísmo destrói fronteiras, enlouquece, e faz o que quer. Nossa natureza nunca nos permitirá obter o equilíbrio.

É tão óbvio! Não basta distribuir parte de nossos rendimentos aos pobres e apoiar a sua subsistência? No entanto, mesmo a maior assistência caritativa desaparece sem qualquer traço, como na África. Não importa o quanto nós dispensemos aos necessitados; nunca sobra nada e nunca é o suficiente. Suas necessidades apenas continuam a crescer. Este é o ponto em que as pessoas vão começar a gritar sobre o mal que será revelado nelas, quando entenderem que não podem lidar com o seu egoísmo. É como se uma cobra rastejasse dentro de cada um de nós e agora nos come por dentro, como um tumor canceroso que não pode ser tratado.

Este é o cenário de como o mundo externo irá se desenvolver. Não temos o direito de sentar e esperar que isso aconteça. Nós temos que finalmente notificar as pessoas sobre a metodologia de correção, e isso deve feito imediatamente. Nós estamos nos esforçando para fazê-lo. Nós aceleramos o tempo e nos desenvolvemos em conjunto com o Criador, com o grupo, com o exemplo do que temos que finalmente alcançar. Nós sabemos de antemão o que o nosso desenvolvimento vai nos trazer: unidade, a aspiração de ajudar uns aos outros a aprender a amar o nosso próximo como a nós mesmos, a distribuição igual que se baseia na educação integral. Nós montamos este ideal e constantemente aspiramos a isso.

Assim, além dos problemas que nos empurram por trás, nós temos mais uma força que nos puxa para frente. Mesmo que os golpes no futuro sejam muito fortes, nós temos um transporte de energia adicional que nos atrai para frente. Nós temos conhecimento, aspiramos a nossa missão e buscamos o nosso objetivo. Nós estudamos a imagem que está na nossa frente e ela começa literalmente a florescer e acelerar o tempo.

De uma forma ou de outra, todo mundo vai, no final, perceber que o egoísmo é mal e vai nos matar. Isso vai se tornar tão óbvio que tudo o que vamos ter que fazer é cavar nossos próprios túmulos. Afinal de contas, não podemos ir contra a natureza, a menos que utilizemos a metodologia da correção que é criada especialmente para isso.





 Da 4a. Parte da Lição Diária do Dr M.Laitman - Escritos do Rabasch - ,


sexta-feira, 14 de junho de 2013

APRENDENDO COM A NATUREZA

Inicialmente precisamos aprender o desenvolvimento correto da natureza. Ela é perfeita e nós somos sua consequência. Nossos pensamentos e sentimentos também se originam do que ela nos deu. Então nós apenas temos que imitá-la, tomar o seu exemplo. Sabemos que muitas das tecnologias mais recentes são baseadas no conhecimento dos sistemas naturais e mecanismos na tentativa de reproduzi-los artificialmente. Nós devemos fazer a mesma coisa na sociedade, nas nossas relações sociais, econômicas, comerciais e outras relações. Se nós tivéssemos copiado a natureza em nós mesmos, poderíamos ter nos livrado de todos os problemas.


É de conhecimento comum que o Criador não completou a criação quando a criou. E nós podemos ver em cada canto da realidade, geral e particular, que ela cumpre as leis do desenvolvimento gradual, de ausência até a conclusão do crescimento. Por esta razão, quando o fruto tem sabor amargo no início do seu crescimento, isso não é considerado uma falha no fruto, já que todos nós sabemos a razão: o fruto ainda não concluiu seu desenvolvimento.

Assim é em todos os elementos da realidade: quando algum elemento parece ruim e prejudicial para nós, é apenas por causa de um autotestemunho desse elemento, que está ainda na fase de transição – no processo do seu desenvolvimento. Portanto, nós não podemos decidir o que é ruim e não é sábio para nós emitir uma falha nele.

Se nós estamos falando do mundo exterior ou do mundo dentro de nós não importa. A conclusão final pode ser simples: “Não toque a Natureza. Não mexa nela com as mãos “sujas” e sua mente estúpida que é capaz de ver apenas o que está a um milímetro do seu nariz. Melhor você cuidar de si mesmo. Você tem o globo. Assim, tente viver em paz com ele; senão, isso não será bom para você”. Com nossa mente corrupta, nossas mãos “sujas” — ou seja, egoístas — nós podemos interferir nos assuntos da Terra, na riqueza e nos recursos que são limitados. Eles nos são dados apenas para avançarmos de forma equilibrada de acordo com a natureza, e não negativamente contra este sistema abrangente universal.

Se nós percebemos nossa atitude negativa, a natureza imediatamente começa a defender-se automaticamente e nos deparamos com as consequências de nosso erro crescente em sua resposta. Isso causa grande sofrimento, crise e ameaça à nossa existência: o perigo de aniquilação.

Tudo isso porque não entendemos: a natureza é perfeita, e nós só precisamos aprender a aderir totalmente a este sistema de forma equilibrada. A questão reside na abordagem e exploração racional. O princípio é simples: o ser humano não está proibido de fazer algo que não perturbe o equilíbrio natural. Claro, nós podemos comer carne e peixe, cortar árvores, plantar vegetais e aproveitar a vida. No entanto, devemos sempre saber onde está o limite além do qual há ações direcionadas contra o equilíbrio, e quão bem nos encaixamos no sistema da natureza.

Como podemos verificar isso? Somente através do nosso egoísmo. Onde eu o utilizo, lá, o mal começa. Afinal, a natureza é um sistema analógico totalmente altruísta, baseado na doação mútua. Todas as suas partes, semelhante aos órgãos do nosso corpo, cuidam apenas do bem-estar do todo. Esta é a maneira que nós devemos ver a natureza a fim de verificar a mesmos. Nós agimos de forma semelhante? Nós procuramos a perfeição, ou não?

Isso é o que significa agir não artificialmente, mas naturalmente, para estar em constante amor e doação, que é a lei da natureza, em vez do egoísmo que busca sua própria vantagem. Assim, no nosso nível, nós podemos realizar a lei da natureza, “Ama a teu próximo como a ti mesmo”, a lei pela qual vivem todas as suas partes. Um predador, devorando a presa, nunca faz isso pelo prazer do sofrimento dos outros. Ele caça apenas para se alimentar e nada mais. Quanto mais profundamente nós compreendemos a natureza, mais nos tornamos convencidos disso.

Nesse sentido, nós precisamos entender o que e quanto devemos receber da natureza. Não há nenhum problema se podemos usá-la apenas para viver com ela em equilíbrio; em outras palavras, se todas as nossas ações são para o bem dos outros, para o bem da natureza inanimada, vegetal e animal.

Como isso é alcançado? Primeiro, nós precisamos corrigir a nossa própria natureza. Afinal, o que os níveis inferiores executam instintivamente, nós devemos perceber no que chama “acima da razão”, acima do egoísmo, e para isso estudamos o método de educação integral.

Vale lembrar que na natureza, o forte come o fraco, e ele não perturba a harmonia. No entanto, isso causa um efeito devastador entre as pessoas. É o egoísmo não corrigido atuando sobre nós. No entanto, esta lei deve ser efetuada de modo diferente entre as pessoas: o forte ajudando o fraco na correção. O lobo comendo as ovelhas traz correção, por exemplo, ajudando a população a se livrar dos animais fracos. Assim, nós devemos ajudar uns aos outros de acordo com o mesmo princípio de harmonia e equilíbrio, mas não comendo, e sim amando igualmente a todos no nível humano, comprometendo-nos pelo bem dos outros. Podemos medir nossa força ou fraqueza neste contexto por meio do serviço aos outros. Se eu sirvo a eles ou os utilizo.

O QUE VOCÊ NÃO PODE APRENDER COM A NATUREZA

Aprendemos com a natureza como construir sistemas integrais. Nós vemos de seu exemplo que não somos capazes de nos integrar na natureza, e somos incapazes de nos identificar com ela.

O problema é que ninguém sabe como estabelecer um equilíbrio com a natureza, como alcançar a semelhança, união com ela. A humanidade não pode encontrar a resposta a esta pergunta por suas próprias forças. Aqui, nós somos os portadores da Luz que Reforma. O mundo é integral, e representamos um sistema analógico semelhante ao nosso corpo, todas as suas partes interagem harmoniosamente entre si, enquanto que o homem é como um tumor canceroso, devorando tudo ao seu redor.

Cientistas modernos conduzem estudos notáveis sobre este tema. A doença está claramente marcada e é claro que ela progride ameaçando destruir toda a raça humana. E se morrermos como os mamutes? E se isso acontecer na minha geração ou na geração dos meus filhos? O que podemos fazer?
Torna-se evidente que não há nenhum remédio. Afinal de contas, isso também deve ser recebido da Natureza. No entanto, pesquisadores aprendem com ela apenas no negativo. Eles expressam nossa oposição a ela e não sabem como tornar-se integral.

Uma conclusão indiferente segue-se: “Que seja”. Todo mundo encontra seu nicho, seu argumento, sua justificativa. Os economistas dizem uma coisa, os sociólogos dizem outra, os políticos, um terceiro, e não há ainda qualquer solução. Eles vêem o negativo do nosso mundo (-), oposto à natureza perfeita (+), mas não conseguem descobrir como atingir um estado equilibrado, como chegar ao equilíbrio. Isso não pode ser aprendido com a natureza.

Por isso é que o mundo precisa do método de correção, a sabedoria da Cabalá. Ela ensina como desenvolver-se em três linhas quando a Luz é oposta ao nosso ego, e nós sabemos como formar a linha média entre elas, como equilibrá-las.

As pessoas sem o Ponto no Coração não podem saber isso por causa do ego humano que se manifesta nelas, enquanto em alguns, o maior ego resiste ao amor. Procuramos chegar ao amor e descobrimos o ódio, um que é desconhecido. É possível conviver com seu ódio, e por isso eles não têm vasos, as ferramentas para a solução. Eles são como crianças indefesas e nós só podemos resolver os problemas atuais.

Assim, é nosso dever revelar a diferença de potenciais à humanidade, toda a diferença entre o positivo e o negativo. Ela, propriamente dita, não vai esclarecer o problema até o fim porque ela não tem uma solução. Por que precisamos reabrir a ferida? Da mesma forma, os cônjuges evitam áreas de conflito para não brigar por nada. Nós podemos entender a doença e estabelecer seu diagnóstico final, porque temos uma cura para ela.


Lição Diária de Cabalá do Dr Michel Laitman - publicado em 09/06/13, Escritos do Baal HaSulam

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CABALA E RELACIONAMENTOS


Dicas de como manter relacionamentos bem sucedidos com base em princípios espirituais e no entendimento de nossa natureza.


IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES: Bom ou Ruim?

A mulher se completa sendo oposta (e não igual!) ao homem.
Os papéis de homens e mulheres se tornaram tão obscuros que as pessoas se confundem sobre qual deveria ser o seu papel ideal. Isto tem afetado os relacionamentos entre homens e mulheres e tem até feito com que as pessoas se sintam confusas com sua própria identidade.

Por mais que desejamos criar uma igualdade simples e completa – de acordo com o nosso entendimento a respeito, no final isto não beneficia nem os homens nem as mulheres. Não torna nossas vidas mais equilibradas, harmoniosas, justas ou felizes – e isto acontece porque o modo pelo qual buscamos criar a “igualdade” contraria as leis da natureza.

Ao invés de aprender com a natureza como organizar nossas vidas, temos imaginado ser superiores à natureza e inventamos nossas próprias regras. Entretanto nossas vidas provam que nós somos, na verdade, parte da natureza. Assim, temos que deixar que a natureza nos ensine como criar relacionamentos mais adequados entre nós e viver em harmonia, uns com os outros.

Isto é exatamente o que a sabedoria da Cabala nos habilita a fazer – ela nos revela quais são as leis da natureza, demonstrando a cada um a melhor maneira de agir com os outros, seja com homens, mulheres, crianças ou todo o mundo. Sem este conhecimento, é impossível para nós organizarmos nossas vidas de um modo adequado. O que vemos é que a cada dia que passa, enfrentamos mais problemas e sofrimento.

Mas como começou esta confusão entre os papéis dos sexos em primeiro lugar? O relacionamento entre homens e mulheres é desequilibrado apenas entre os humanos. No mundo animal, o macho sempre fornece à fêmea tudo o que ela necessita. O problema com os humanos é que tudo funciona de acordo com o ego e não de acordo com os deveres que um sexo tem com o outro. Foi precisamente o ego que tornou os nossos relacionamentos e os papéis dos gêneros desequilibrados.

Então qual deve ser o modo equilibrado pelo qual devemos construir as nossas vidas? Está escrito que a mulher foi criada para apoiar o homem. Isto quer dizer que a mulher cumpre o seu papel precisamente sendo oposta (não igual!) ao homem. Ser oposta significa ajudá-lo a atingir as metas espirituais, e assim ambos as atingirão.

A FÓRMULA PARA RELACIONAMENTOS IDEAIS PARA CASAIS

“O que você está fazendo para manter seu relacionamento vivo? Um estudo da Universidade de Illinois destaca a importância de cinco estratégias de manutenção do relacionamento que casais podem usar para preservar ou melhorar a qualidade de um relacionamento

“A pesquisa mostrou que abertura, positividade, garantias, tarefas compartilhadas e uma rede social compartilhada são estratégias que casais podem usar para tornar seu relacionamento melhor.

“Para ‘abrir’ seu relacionamento, nós encorajamos não só falar sobre seus sentimentos, mas conseguir que o seu parceiro fale sobre o que está sentindo também. Positividade implica em ser uma pessoa ‘divertida’, que age de forma otimista e alegre enquanto vocês interagem um com o outro.

“Também é importante garantir ao seu parceiro, que você está na relação para um longo percurso, dividir responsabilidades e afazeres domésticos igualmente e fazer um esforço para incluir os amigos e a família do seu parceiro em algumas de suas atividades.

O estudo mostrou que uma pessoa que pratica uma destas cinco estratégias também é susceptível de praticar as outras. E o parceiro que percebe que uma das estratégias está sendo usada, está apto a se sintonizar com os esforços de seu parceiro nas outras quatro áreas.

“Pessoas que usam qualquer uma destas estratégias estarão não só mais satisfeitas e comprometidas com seu relacionamento; elas também estarão mais susceptíveis de continuar a amar e, também, gostar uma da outra por toda sua duração.

“Embora estas estratégias funcionem, desafios podem surgir quando os casais não vêem ou não valorizam os esforços um do outro da mesma forma. Essas abordagens tinham maior influência sobre a qualidade da relação quando as pessoas acreditavam que seu parceiro também estava realizando a manutenção do relacionamento”.

Enfim...o ambiente determina o futuro de todos os casais. Palestras regulares, debates e wokshops familiares são a chave para a compreensão e inclusão no outro e isso é uma garantia da vida de um casal como um todo. 

APRENDER A SABEDORIA DO AMOR

Diz-se que não há ninguém mais sábio do que o experiente. A pessoa acha que passou por muita coisa e que entende muito. No entanto, a expressão “não há ninguém mais sábio do que o experiente” não se refere à mera compreensão, mas sim ter realmente passado e sentido muitos dos estados. Quem sabe quais outros estados ainda estão por vir...

Portanto, muita paciência e perseverança são exigidas de nós, não importa o que aconteça. O principal é se aderir ao ambiente que vai ajudar a pessoa a se segurar em qualquer situação e não deixar o caminho, apressar o tempo, e, assim, transformar todos os problemas que são revelados em ajuda, para o bem.



domingo, 6 de janeiro de 2013

Chateado? Talvez Seja Hora de Mudar teu Ambiente


Uma questão que eu recebi - Recentemente eu descobri que há pessoas as quais quero evitar, mas não sei se isso é resultado dos meus estudos de cabala ou crescimento pessoal. Há muitos amigos meus que estão preocupados principalmente sobre assuntos como sexo e eu me sinto inconfortável na presença deles enquanto falo sobre tais coisas.. Eu acho tão desinteressante.. mas, ao mesmo tempo, eu não consigo encontrar pessoas interessadas na espiritualidade.. talvez na religião, mas não na espiritualidade. É melhor estar sozinho do que cercado por pessoas com valores supostamente errados?

Minha resposta – uma pessoa chega a um ponto onde ela se cansa da vida.. não ve um significado ou propósito para ela. Quando ela ve as outras pessoas, não entende como podem sentir prazer pelas coisas que fazem.. Ela tenta imita-las.. se tornar parte do circulo social.. e ser como todas.. mas não consegue porque isso não é legal.. não é prazeroso..

Quando ela chega ao entendimento que está sozinha, então ela revela o “ponto no coração” algo interno.. uma aspiração para uma fonte desconhecida de realização.. ela segue essa aspiração e acha os livros certos, o grupo, e o site da cabala.

Então pense – talvez tu esteja pronto para um novo ambiente, hein?

Publicado em no blog oficial do rav Dr. Michael Laitman
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

VIDA SIGNIFICA APROXIMAR-SE DO AMOR

Em vez de se agarrar ao princípio “Não Há Outro Além Dele”, o meu pensamento depende de diferentes fatores que eu vejo diante de mim. Ao invés de olhar para frente para ver além das pessoas, além do mecanismo, além de todos os fenômenos naturais, e para ver apenas o Criador e eu, como um míope, olho para os objetos que estão perto de mim e os vejo como os fatores de que depende a minha liberdade. Assim como Dom Quixote, eu luto com moinhos de vento, “cenários” sem vida.


Como resultado, o Criador tem que intensificar o mal e os sofrimentos, de modo que eu tenha que dar uma olhada melhor no que depende a minha vida. Ele faz isso para que eu não seja capaz de parar esta busca.
Assim, as pessoas são obrigadas a ser um pouco mais inteligentes, a fim de ver com quem estão lidando e quem está gerindo o mundo. Os problemas só nos lembram do objetivo, e é fácil nos livrar deles se nos dirigirmos ao Criador. Mas nós não nos dirigimos a Ele para receber “recompensas”, mas para corrigir a nós mesmos, a fim de nos aderir a Ele e dar-Lhe satisfação. Então, os atuais “lembretes” serão anulados, e o “anjo da morte” vai se transformar num “anjo santo”.
Baal HaSulam, em “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” : “Os ímpios, em suas vidas, são chamados de “mortos”. “Isto é porque a morte é melhor do que a vida, como a dor e o sofrimento que suportam para o seu sustento são muitas vezes maior do que o pouco prazer que sentem nesta vida.
Se nós não avançamos no sentido de alcançar a fonte da vida, a vida se transforma numa fuga do sofrimento. Todos os nossos pensamentos são apenas sobre como evitar o mal e o aborrecimento. Portanto, nós não imaginamos o bem como satisfação, já que não podemos nos satisfazer, mas simplesmente tentamos encontrar alguma paz entre os momentos ruins.
Como resultado, todos os prazeres que sentimos não duram mais do que um curto espaço de tempo, e por isso somos chamados de “mortos”, mesmo estando vivos, uma vez que não recebemos satisfação da fonte real da vida da qual toda a realidade e toda a criação se sustentam.
Claro, todo mundo tem suas próprias contas, e se a pessoa vê quanta dor e sofrimento ela sente, o quanto ela sofreu e que esforços fez em comparação com os poucos momentos de prazer que lhe deixou feliz e lhe trouxe alegria, então ela descobre que não valia a pena viver. Toda essa vida só pode ser justificada como uma preparação para a ascensão espiritual. Mas se ela examina a vida como é, percebe que não há qualquer nexo nela.

Agora, quando somos recompensados com Torá e Mitzvot (mandamentos), somos recompensados com a vida real feliz e alegre, ao mantê-los, como se diz: “Prove e veja que o Criador é bom”. Isto é o que aqueles que a alcançaram sentem. Então, nós podemos escolher entre o bem e o mal. Depois que recebemos a Torá, o caminho, os princípios espirituais, nós começamos a trabalhar com as duas linhas.
Isto é o que os escritos dizem com: “e você deve escolher a vida para que você e seus descendentes vivam”. Na verdade, é uma repetição: “e você deve escolher a vida, de modo que você viva”. Mas isso se refere a viver cumprindo a Torá e Mitzvot. Então, a pessoa realmente vive. “Mas a vida sem a Torá e Mitzvot é mais difícil do que a morte”.
Esta é a forma como a pessoa percebe a diferença entre a vida e a morte: a vida significa avanço espiritual, e a morte significa falta de avanço. A pessoa gradualmente entende que o avanço significa se aproximar do amor, da doação, da auto-anulação, subir acima do ego. Só isso é chamado de “vida”, sem qualquer consideração ao que sentimos em nossos desejos egoístas.




De uma Lição de Cabalá  do Dr M. Laitman em 11/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

sábado, 3 de novembro de 2012

SOFRE QUEM SABE E SOFRE QUEM NÃO SABE...


Os furacões alertam os humanos:
“A natureza alerta a humanidade sobre o desastre iminente, mas a humanidade não quer ouvir. Os recentes desastres naturais são cada vez mais destrutivos e menos previsíveis, mas a humanidade dificilmente aprende com os desastres.”
“Reatores nucleares e cidades indefesas ainda surgem no caminho de tornados e tsunamis.”
“Os furacões se tornaram mais poderosos e ocorrem com maior frequência. O seu caminho é difícil de prever, e é mais difícil se preparar para eles.”


“Por exemplo, a atual tempestade Sandy tem um caminho completamente fora do padrão. Ela fez o seu caminho através da Flórida, Louisiana e teve um impacto nas latitudes ao norte. Isto é muito raro e, no passado, os furacões não se comportavam desta maneira. Além disso, Sandy foi quase o dobro do tamanho de outros enormes furacões.”. …
“O número de furacões aumentou de 20 a 30% e, acima de tudo, furacões muito poderosos. É por isso que é necessário se preparar para uma série de surpresas. Furacões de tal poder não vão chegar a Rússia, e eles não podem ser criados localmente, visto que nascem sobre os oceanos. Mas os nossos próprios desastres naturais vão nos alcançar.  Há um aumento acentuado de tornados na Rússia central”; (de A Voz da Rússia)

O Dr M. Laitman sempre diz que nós não preenchemos a condição de equilíbrio com o sistema global integral da natureza, devido à nossa intervenção em todos os níveis: inanimado, vegetal, animal e, especialmente, humano. A nossa sociedade não é integral, mas individual, não está em homeostase. A falha em observar a unidade da natureza nos ameaça com o desastre.
A natureza vai nos forçar a mudar de ódio e competição para a unidade e a cooperação contra a nossa vontade. Como seus filhos inteligentes, nós podemos entender e reduzir o caminho do sofrimento antes das catástrofes, corrigindo a nós mesmos.

Sobre sofrer muito ou pouco...


 A entrega da Torá, ou seja, o método de correção, não é um evento único, mas um processo constante; cada um que sente a necessidade de correção recebe o método de correção. Foi dito, “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como um tempero para ela”. O critério é simples: se a pessoa quer se corrigir e descobre que seu desejo é ruim, que é a inclinação ao mal, então um clamor interno dirigido à correção nasce dentro dela visando à necessidade da correção para se livrar do mal.
Nós naturalmente tendemos a sempre nos livrar do mal que está dentro de nós. O ponto central aqui é -  a pessoa realmente sente isso? Ela está disposta a suportar a sensação ruim, apesar das inúmeras possibilidades de neutralizar esse sentimento e evitar a demanda de correção?
E pode ser o contrário, suavizar a situação ao evitá-la, dizendo: “Depois de tudo, isso não é tão ruim. Eu não sou pior do que os outros. Por que eu me importo com isso, afinal?”. Há um monte de “caminhos de diversificação” que ajudam a pessoa a fugir do sentimento ruim, pois este é muito desagradável e envolve grande dor emocional para revelar o quão mal eu sou.
Portanto, a pessoa precisa de uma grande ajuda e apoio, que irá fornecer-lhe um apoio seguro. Ela atinge o reconhecimento real do mal através disso; ela vai gritar por falta de escolha, e junto com isso, não foge do caminho. Então ela realmente precisa da Torá.
Como a pessoa pode chegar a um estado em que está realmente “algemada” e não pode fugir do sofrimento, tão fortemente que receba do Alto a Luz que Reforma? Isso pode ser feito através de uma agonia muito grande, pelo caminho do desenvolvimento chamado “No devido tempo”, o caminho do sofrimento. Estes sofrimentos vêm de um nível corporal e nos obriga a um trabalho espiritual. A diferença entre estes dois níveis é tão grande que o sofrimento é muitas vezes mais poderoso que o caminho da aceleração que permite reconhecer a necessidade da Torá no trabalho espiritual.
Neste trabalho espiritual, nós começamos a usar a Luz que Reforma e examinamos a nós mesmos a partir do grau espiritual. Nós reconhecemos a necessidade de correção não porque temos uma vida ruim, mas porque nós mesmos ansiamos por isso. Assim, o sofrimento tem uma forma diferente: espiritual e não corporal. Portanto, de acordo com isso, a sua qualidade é muito mais elevada, a sua dor é muito mais profunda, e a intensidade é tal que a pessoa é capaz de tolerá-la.
A singularidade da sabedoria da Cabalá é que ela explica como progredir no caminho muito rapidamente, sentindo um pouco de sofrimento quantitativamente, mas qualitativamente maior. Assim, nós podemos encurtar o caminho, podemos dividir o sofrimento com os amigos e passá-lo a eles em pequenas quantidades. Há muitas vantagens em seguir o caminho da Torá em relação ao caminho do sofrimento. Ela nos permite ascender a um diferente nível qualitativo de progresso.
Hoje, quando o mundo inteiro está afundando sob os problemas do “caminho do sofrimento”, nós precisamos mostrar às pessoas e a nós mesmos como avançar no caminho da Torá. Nós estamos na cabeça, como detentores do método, e os outros virão depois de nós, até que todos nós cheguemos à meta.
Extraído da Lição Diária de Cabalá 28/10/12,com Dr Laitman: ” Matan Torá (A Entrega da Torá) “



Fotos:
Furacão SANDY 31.10.12
raquelrolnik.wordpress.com

Vista aérea dos estragos do furacão
Doug Mills/AP

domingo, 3 de junho de 2012

Programa: Comunidade na TV da BAND RJ - Série entrevistas sobre a comunidade judaica - Rav Laitman




Olá Amigas e Amigos!
Segue o video que o nosso amigo Israel Kenam nos encaminhou da entrevista que o Rav deu no Rio de Janeiro. 

Se trata do programa: Comunidade na TV da BAND do Rio de Janeiro - série de entrevistas sobre a comunidade judaica onde uma delas é com o Rav Laitman. (ele gravou um dia depois do nosso Congresso e foi ao ar no dia 20 de maio de 2012).

http://www.youtube.com/watch?v=O4Iy9RAQXzo&feature=context-chv

-- 
Somente Juntos!
BB Mulheres kli português



domingo, 18 de março de 2012

MULHERES, SE VOCÊS APENAS SOUBESSEM...


O poder do desejo da mulher pode acelerar a mudança necessária para que o mundo inteiro atinja a perfeição, a alegria e a paz. Quanto mais a humanidade se desenvolve, mais complicada e imprevisível se torna nossa vida. E como de costume, a parte mais difícil recai sobre os ombros da parte mais bonita da humanidade. 


Segundo a Organização Mundial da Saúde, as mulheres (20-26%) são afetadas por um transtorno depressivo a cada ano, cerca de duas vezes mais que os homens (8-12%). Apesar do fato de que as mulheres tenham alcançado a liberdade, o status social elevado, e a igualdade, cada vez mais se sentem vazias e psicologicamente inseguras na vida. Ao mesmo tempo, as mulheres compõem a maior e, sem dúvida, a mais forte parte da humanidade. Na verdade, elas são a força motriz que inspira e impulsiona os homens a praticar atos heróicos e nobres. Não é à toa que há um ditado que diz, "Deus quer o que a mulher quer".

Assim sendo, o que aconteceu com estas belas inspiradoras sobre as quais numerosos poemas e canções foram escritos, e para as quais foram devotadas incríveis vitórias e conquistas? O que aconteceu com essa meiga, acolhedora e detentora do coração da família?

No entanto, não são apenas as mulheres que mudaram. "Os homens não são os mesmos”, dizem as mulheres, mães e esposas. Na verdade, o mundo inteiro não é o mesmo. Na realidade moderna, as mulheres têm que se preocupar em cuidar de coisas que nunca haviam se preocupado antes: como trabalhar e cuidar da educação das crianças, como evitar guerras e problemas econômicos, e assim por diante. Lutando para encontrar um equilíbrio entre todos estes desafios sociais e pessoais, sem sentir um forte apoio do homem, as mulheres estão se tornando mais independentes e adotando mais papéis tradicionalmente atribuídos aos homens. Às vezes elas até se esquecem de que são mulheres...

MULHER, A FORÇA INVISÍVEL QUE CONDUZ

No entanto, todo o mundo é e sempre foi dirigido pelos desejos das mulheres, porque as mulheres são destinadas pela natureza para inspirar e dar significado às vidas das pessoas que lhes são especiais. Elas estabelecem objetivos, definem as direções, elas conduzem todos os pensamentos, e fazendo isso, desenham nosso futuro em comum. No entanto, elas têm perdido a consciência do seu papel e destino e tentam fazer tudo sozinhas.

Nosso mundo é regido pelas leis da natureza, como sempre, e se observarmos atentamente, vemos que em todos os níveis de existência, nenhuma espécie de vida pode existir, ou melhor, viver ou sobreviver por si só. A existência só é possível através da complementaridade com a "outra metade". Em outras palavras, cada elemento na natureza é sempre um elemento complementar ao seu oposto, e somente juntos podem ser completos e perfeitos. Mesmo no nível vegetativo, a divisão, em partes masculina e feminina, é claramente evidente. Esta especialização é enraizada em todas as coisas na natureza, e dita que o equilíbrio pode ser alcançado somente se as duas partes, masculina e feminina, interagir corretamente uma com a outra.

Essa lei primordial vem operando em toda a realidade desde o início dos tempos, construindo o nosso mundo em uma ordem estritamente definida, garantindo que a parte "feminina" da realidade defina a direção para onde tudo está indo. O mesmo se aplica em nossas vidas; embora ultimamente, possa parecer que os papéis masculino e feminino foram misturados. No entanto, por força da própria fundação da sua natureza feminina, as mulheres (mesmo sem saber) ainda estão conduzindo o mundo através de seus desejos.

A Intuição e os instintos funcionaram razoavelmente bem até o século 20. Mas como a humanidade chegou ao auge de seu desenvolvimento egoísta, os instintos foram subjugados pelo ego e começaram a trabalhar contra nós. No século 21, o nosso ego coletivo culminou com a elevação do individualismo e do separatismo. A conexão positiva coletiva, hoje perdida, em épocas anteriores sustentava as famílias, vilas, estados e nações. Agora, vemos o núcleo da existência humana, a família, em desordem, como evidenciado pela alta incidência de divórcios, uso de drogas e depressão, que exacerba os sentimentos de vazio nas mulheres.

Este elevado e crescente vazio, que também nós estamos encontrando, já não pode ser preenchido pelas “coisas” materiais normais que costumávamos comprar ou fazer. A humanidade está começando a perceber que a única coisa que vai preencher o vazio é a realização espiritual eterna. O vazio que mulheres sentem é também a ferramenta que podemos usar para sair deste estado de vazio atual. As mulheres com seus desejos intrinsecamente guiando o mundo são a força motriz invisível e fundamental para conduzir todos nós para a realização completa e perfeita realização espiritual. O desejo das mulheres para a realização espiritual abastecerá as mudanças, que são desesperadamente necessárias para que os homens, naturalmente, cumpram a sua parte que é a de trazer o nosso mundo conturbado para a forma correta.

Então nossas partes "a feminina" e "a masculina", em perfeito complemento, irão trabalhar em completa unidade que irá transcender a todos nós para essa nova e bonita realidade!

O DESEJO DA MULHER

Se todos os desejos estão sempre mudando e assumem diferentes matizes, devo ansiar por algo específico, ou será que eu preciso fortalecer o desejo na forma mais próxima a mim no momento?
Dr. Laitman: Não, o desejo das mulheres deve ser formado em um desejo integral, coletivo e agregado das mulheres, dirigido precisamente à meta espiritual. Cada mulher deve analisar os desejos dentro de si e direcioná-los à meta ao máximo, tanto quanto for possível, em qualquer nível, em cada estado onde ela se encontra.
No entanto, após estes desejos serem basicamente formados, eles devem ser sentidos pelos homens. E os homens, sem dúvida, vão senti-los, uma vez que são construídos desta forma; eles gradualmente vão sentir o desejo das mulheres. Isto é como em uma família onde a esposa nem precisa dizer uma palavra ao marido, mas ele se sente como se ela estivesse forçando-o, como que apontando, querendo, esperando alguma coisa dele. Ele sente isso, e não vai descansar até satisfazer o desejo dela. De alguma forma ele finalmente deve resolvê-lo.
Da mesma forma, os homens devem sentir isso das mulheres, e as mulheres devem trabalhar constantemente em cristalizar nelas um desejo cada vez mais definido. ( Dr. M. Laitman - da palestra na Convenção em Moscou 10/06/11)







Traduzido de: Kabbalah Today Issue # 24 no blog:
 http://cabalaportugal.blogspot.com.br

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

EQUIVALENCIA COM O CRIADOR


Grata Argila nas Boas Mãos do Escultor


Nós começamos a partir da quebra. Sem ela, seríamos como os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, que agem obedecendo a única força que os motiva e dirige desde dentro. Mas por causa da quebra, os atributos espirituais penetraram o desejo de receber para si mesmo em sua forma oposta.


Toda a criação avança sob a influência direta da Luz, mas o homem avança sob a sua influência oposta. Tudo isso é para que ele seja capaz de entender por si mesmo que precisa se adaptar à força que o motiva.

Quanto mais ele avança, mais sente a pressão sobre si. No final, ele tem que “se formatar” completamente, a fim de obter a forma correta. Nesse meio tempo, ele cresce gradualmente em seu desejo, de uma maneira oposta à forma desejada.

Leva muito tempo até a pessoa finalmente começar a sentir a pressão dentro dela em diferentes direções, que a molda como matéria-prima. Se ela tenta aumentar a sua sensibilidade, ela sente como o Criador trabalha nela. Não importa quais atividades externas ela tenha, há toda uma vida na qual ela tenta constantemente sentir como o Criador lhe pressiona em todas as direções através de diferentes sentimentos. É como uma mãe que está constantemente ao lado de seu filho, dizendo-lhe o que ele deve ou não fazer, corrigindo todas as suas ações. Da mesma forma, a pessoa sente constantemente dentro de si como o Criador age sobre ela, como se ela fosse algum pedaço macio de argila nas mãos de um escultor, empurrando-a suavemente, mas firmemente deixando-a sentir a sua pressão. Mas ela tem de querer essa pressão.


É um pouco difícil e desagradável, mas, por outro lado, a pessoa compreende que o trabalho que está sendo feito sobre ela não pode ser interrompido e ela quer continuar. Este é o sentimento inicial da pessoa que começa a sentir dentro de si o trabalho real do Criador sobre ela.

Nós podemos sentir essa doação dentro de nós, porque após a quebra há diferentes forças e influências dentro de nós, como uma cópia das ações espirituais. Estas são ações potenciais que existem na alma geral que queria realizá-las a fim de doar. Mas, após a quebra, tudo se tornou “para receber”, e agora ela existe em nós na forma oposta, egoísta. Mas é graças a isso que podemos identificar a obra do Criador em nós.

É por isso que o comportamento da pessoa torna-se oposto às ações do Criador. Há um conflito: a resistência do lado da pessoa, do lado de sua argila, e a pressão do lado do Criador. Assim, eles se chocam e a pessoa sente a pressão e o choque como o Criador tentando lhe mostrar o que está errado com ela.

No final, ela começa a justificar a pressão interna e vai junto com as ações do Criador, desejando-as, como um cavalo que obedece ao seu cavaleiro. Ela sente o comando como a revelação do amor e o justifica. Assim, ela adquire fé e se conecta ao Criador.

Ela se move para o lado do escultor. Embora ela ainda sinta dores, estas são sentidas na argila, enquanto ela já se identifica com a intenção, com quem cria todas as formas nela.

Ela se conecta à mão do artesão que a cria e esculpi. Ela realmente quer que o artesão a afete assim, e cada vez mais anseia por ele, até se aderir às ações do superior. Eles se aderem no mesmo movimento, na mesma intenção, e o sofrimento se torna um prazer.

Todos os sofrimentos que a argila sentia desaparecem e a pessoa se encontra acima disso, em sua intenção, e vê que a argila não tem sentido. Ela concorda com a obra do Criador sobre si e entende que “somente o bem e a graça devem me perseguir”. Ela se eleva acima dos seus sentimentos e se adere à intenção do Criador, à atitude do Criador, e chega à adesão completa com Ele.

Morte: A Taxa para o Desenvolvimento do Egoísmo 

O puro desejo sem intelecto representa uma forma original que é derivada da raiz. Se o desejo se esforça apenas em se manter sem outros desejos, ele é chamado de “inanimado”. Ele não muda, mas sempre quer por todos os meios preservar totalmente a sua existência do jeito que ela é, e sempre resiste a qualquer tipo de modificação. É por isso que é chamado de “morto”.

Por um lado, é a força mais poderosa que mantém a matéria inanimada em sua forma e como é inanimada, é mais forte do que qualquer outra coisa. Por outro lado, tem um déficit, porque não se desenvolve por completo, nem cria qualquer forma avançada!

A planta não possui tanta força por auto-preservação como a matéria inanimada; ela é mais fraca. Mas tem uma adição: ela é capaz de mudar! Ela se desenvolve, altera e cresce. Por outro lado, ela ainda não pode permanecer eterna; é por isso que “adquire” vida e morte.

Não há escolha, há um preço pela oportunidade de continuar a se desenvolver. Se você não possui firmeza de pedra, mas sim se permite mudar, você vai de ponta a ponta, da vida à morte, não há outra opção. Em outras palavras, o nosso desenvolvimento acontece à custa da imortalidade.


Para uma pedra sem vida, a vida e a morte são iguais. Para uma planta, a vida e a morte são diferentes já que as plantas podem sentir a vida. Esta é a raiz de qualquer sensação, prazer e aflição, um contra o outro.

Os animais estão muito mais longe da natureza inanimada; eles passam por mudanças dramáticas e experimentam um enorme crescimento. Eles adquirem um intelecto superior que acompanha seus desejos; por isso, durante o processo de desenvolvimento, os animais adquirem formas diversas. Naturalmente, os animais são sujeitos a uma série de influências externas e internas. Em comparação com o nível inanimado e até mesmo o nível vegetal, os animais têm uma organização muito mais complexa. É claro, os animais sentem sua mortalidade muito fortemente como a diferença entre a vida e a morte.


A capacidade adicional de usar o intelecto para a análise constitui uma distinção entre os seres humanos e animais. Em oposição a um animal, a pessoa desenvolveu-se na medida em que reconhece o “tempo” em seu cérebro: passado, presente e futuro. As pessoas podem aproximar o tempo, incluindo-o no desejo. De repente, nós começamos a invejar alguém que viveu há mil anos atrás ou alguém que vai nascer daqui a 200 anos.

Nós observamos que no nível humano, o intelecto aumenta o desejo. O trabalho do intelecto sobre o desejo está diretamente relacionado à Luz; na verdade, é o único trabalho que nós fazemos. Quanto mais trabalhamos no esclarecimento e expansão dos nossos desejos, mais avançados nos consideramos em relação ao nosso passado, os estados subdesenvolvidos: os subníveis inanimado, vegetal, animal e falante dentro do nível humano.

Naturalmente, os seres humanos sentem a vida e a morte, a Luz e as trevas, ainda mais fortemente. Nós nos tornamos mais dependentes, delicados, sensíveis e restritos. Mas este é o pagamento pelo nosso desenvolvimento.

No momento em que o nosso desenvolvimento nos níveis simples (inanimado, vegetativo, animal e falante) está completo, nós nos aproximamos do nível do Criador, onde ganhamos novos sentidos, um tipo diferente de inteligência e uma força alternativa de desenvolvimento, todos os três componentes juntos, os quais não tínhamos antes.







1. Da Lição Diária de Cabalá 06/01/12, O Zohar
2. Da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, Escritos do Rabash