Páginas

Vídeos sobre a Cabala

Loading...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

EQUIVALENCIA COM O CRIADOR


Grata Argila nas Boas Mãos do Escultor


Nós começamos a partir da quebra. Sem ela, seríamos como os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, que agem obedecendo a única força que os motiva e dirige desde dentro. Mas por causa da quebra, os atributos espirituais penetraram o desejo de receber para si mesmo em sua forma oposta.


Toda a criação avança sob a influência direta da Luz, mas o homem avança sob a sua influência oposta. Tudo isso é para que ele seja capaz de entender por si mesmo que precisa se adaptar à força que o motiva.

Quanto mais ele avança, mais sente a pressão sobre si. No final, ele tem que “se formatar” completamente, a fim de obter a forma correta. Nesse meio tempo, ele cresce gradualmente em seu desejo, de uma maneira oposta à forma desejada.

Leva muito tempo até a pessoa finalmente começar a sentir a pressão dentro dela em diferentes direções, que a molda como matéria-prima. Se ela tenta aumentar a sua sensibilidade, ela sente como o Criador trabalha nela. Não importa quais atividades externas ela tenha, há toda uma vida na qual ela tenta constantemente sentir como o Criador lhe pressiona em todas as direções através de diferentes sentimentos. É como uma mãe que está constantemente ao lado de seu filho, dizendo-lhe o que ele deve ou não fazer, corrigindo todas as suas ações. Da mesma forma, a pessoa sente constantemente dentro de si como o Criador age sobre ela, como se ela fosse algum pedaço macio de argila nas mãos de um escultor, empurrando-a suavemente, mas firmemente deixando-a sentir a sua pressão. Mas ela tem de querer essa pressão.


É um pouco difícil e desagradável, mas, por outro lado, a pessoa compreende que o trabalho que está sendo feito sobre ela não pode ser interrompido e ela quer continuar. Este é o sentimento inicial da pessoa que começa a sentir dentro de si o trabalho real do Criador sobre ela.

Nós podemos sentir essa doação dentro de nós, porque após a quebra há diferentes forças e influências dentro de nós, como uma cópia das ações espirituais. Estas são ações potenciais que existem na alma geral que queria realizá-las a fim de doar. Mas, após a quebra, tudo se tornou “para receber”, e agora ela existe em nós na forma oposta, egoísta. Mas é graças a isso que podemos identificar a obra do Criador em nós.

É por isso que o comportamento da pessoa torna-se oposto às ações do Criador. Há um conflito: a resistência do lado da pessoa, do lado de sua argila, e a pressão do lado do Criador. Assim, eles se chocam e a pessoa sente a pressão e o choque como o Criador tentando lhe mostrar o que está errado com ela.

No final, ela começa a justificar a pressão interna e vai junto com as ações do Criador, desejando-as, como um cavalo que obedece ao seu cavaleiro. Ela sente o comando como a revelação do amor e o justifica. Assim, ela adquire fé e se conecta ao Criador.

Ela se move para o lado do escultor. Embora ela ainda sinta dores, estas são sentidas na argila, enquanto ela já se identifica com a intenção, com quem cria todas as formas nela.

Ela se conecta à mão do artesão que a cria e esculpi. Ela realmente quer que o artesão a afete assim, e cada vez mais anseia por ele, até se aderir às ações do superior. Eles se aderem no mesmo movimento, na mesma intenção, e o sofrimento se torna um prazer.

Todos os sofrimentos que a argila sentia desaparecem e a pessoa se encontra acima disso, em sua intenção, e vê que a argila não tem sentido. Ela concorda com a obra do Criador sobre si e entende que “somente o bem e a graça devem me perseguir”. Ela se eleva acima dos seus sentimentos e se adere à intenção do Criador, à atitude do Criador, e chega à adesão completa com Ele.

Morte: A Taxa para o Desenvolvimento do Egoísmo 

O puro desejo sem intelecto representa uma forma original que é derivada da raiz. Se o desejo se esforça apenas em se manter sem outros desejos, ele é chamado de “inanimado”. Ele não muda, mas sempre quer por todos os meios preservar totalmente a sua existência do jeito que ela é, e sempre resiste a qualquer tipo de modificação. É por isso que é chamado de “morto”.

Por um lado, é a força mais poderosa que mantém a matéria inanimada em sua forma e como é inanimada, é mais forte do que qualquer outra coisa. Por outro lado, tem um déficit, porque não se desenvolve por completo, nem cria qualquer forma avançada!

A planta não possui tanta força por auto-preservação como a matéria inanimada; ela é mais fraca. Mas tem uma adição: ela é capaz de mudar! Ela se desenvolve, altera e cresce. Por outro lado, ela ainda não pode permanecer eterna; é por isso que “adquire” vida e morte.

Não há escolha, há um preço pela oportunidade de continuar a se desenvolver. Se você não possui firmeza de pedra, mas sim se permite mudar, você vai de ponta a ponta, da vida à morte, não há outra opção. Em outras palavras, o nosso desenvolvimento acontece à custa da imortalidade.


Para uma pedra sem vida, a vida e a morte são iguais. Para uma planta, a vida e a morte são diferentes já que as plantas podem sentir a vida. Esta é a raiz de qualquer sensação, prazer e aflição, um contra o outro.

Os animais estão muito mais longe da natureza inanimada; eles passam por mudanças dramáticas e experimentam um enorme crescimento. Eles adquirem um intelecto superior que acompanha seus desejos; por isso, durante o processo de desenvolvimento, os animais adquirem formas diversas. Naturalmente, os animais são sujeitos a uma série de influências externas e internas. Em comparação com o nível inanimado e até mesmo o nível vegetal, os animais têm uma organização muito mais complexa. É claro, os animais sentem sua mortalidade muito fortemente como a diferença entre a vida e a morte.


A capacidade adicional de usar o intelecto para a análise constitui uma distinção entre os seres humanos e animais. Em oposição a um animal, a pessoa desenvolveu-se na medida em que reconhece o “tempo” em seu cérebro: passado, presente e futuro. As pessoas podem aproximar o tempo, incluindo-o no desejo. De repente, nós começamos a invejar alguém que viveu há mil anos atrás ou alguém que vai nascer daqui a 200 anos.

Nós observamos que no nível humano, o intelecto aumenta o desejo. O trabalho do intelecto sobre o desejo está diretamente relacionado à Luz; na verdade, é o único trabalho que nós fazemos. Quanto mais trabalhamos no esclarecimento e expansão dos nossos desejos, mais avançados nos consideramos em relação ao nosso passado, os estados subdesenvolvidos: os subníveis inanimado, vegetal, animal e falante dentro do nível humano.

Naturalmente, os seres humanos sentem a vida e a morte, a Luz e as trevas, ainda mais fortemente. Nós nos tornamos mais dependentes, delicados, sensíveis e restritos. Mas este é o pagamento pelo nosso desenvolvimento.

No momento em que o nosso desenvolvimento nos níveis simples (inanimado, vegetativo, animal e falante) está completo, nós nos aproximamos do nível do Criador, onde ganhamos novos sentidos, um tipo diferente de inteligência e uma força alternativa de desenvolvimento, todos os três componentes juntos, os quais não tínhamos antes.







1. Da Lição Diária de Cabalá 06/01/12, O Zohar
2. Da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, Escritos do Rabash