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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O EFEITO CONSUMIDOR


A globalização da econômia significa que qualquer mercado local está ligado à econômia global. A progressiva queda do dólar, ultimamente estimulada pelas mudanças no Mercado da china claramente demonstra como os mercados do mundo tornaram-se interdependentes.

Temos que descobrir a maneira certa de agir dentro de um sistema interconectado – e que melhor exemplo a estudar do que a natureza, a mãe dos sistemas integrais e perfeitos?

Eles quase Acertaram em Cheio

Myron Scholes e Robert Merton tinham tudo que os cientistas poderiam desejar: Um prêmio Nobel em economia, títulos de professorado nas universidades mais prestigiadas e famosas... Mas tudo isso esvaneceu quando uma oportunidade surgiu nos anos 90. Um corretor veterano e bem conhecido ousou a dupla - colocar sua genialidade em prática e fazer muito dinheiro.

Scholes e Merton estavam certos que jogar com o mercado era como jogar dados: você pode facilmente medir a propabilidade cada e toda ocorrência. Seu plano a prova de erros era primorosamente predizer o mercado através de estudos estatísticos.

Os dois cientistas formaram um grupo de distintos professores matemáticos e econômistas. Então, junto com seu ambicioso corretor, estabeleceram um fundo privado de proteção (um fundo de investimento que objetiva lucro sobre as condições do mercado). Acabaram chamando-o de Gerenciamento de Capital a longo termo ou “LTCM” (acrônimo em inglês para Long Term Capital Management). O fundo desenvolveu uma política de investimento baseada em modelos matemáticos, seu quartel general foi estabelecido em um suburbio luxuoso próximo à Wall Street, e os negócios começaram a girar.

Em poucos quatro anos, o fundo tornou-se a inveja de cada bancário e comerciante da Wall Street. Tubarões do mercado de trocas não acreditavam nos seus olhos enquanto o fundo rendia um retorno chocante de 40% por ano, sem perdas ou flutuações. Parece que os cientistas haviam descoberto uma fórmula mágica, indentificando padrões num mundo imprevisível. Em outras palavras, eles encontraram uma forma de fazer muito dinheiro.

Mesmo os investidores bancários mais céticos estavam impressionados pelo grupo. De fato, eles estavam tão enfatizados que ofereceram-se a alavancar o fundo com um crédito de $100 bilhões sem mesmo perguntar pelas garantias comuns. O fundo foi financeiramente ligado a cada banco de Wall Street e montou uma corrente embaraçada de conexões onde cada ligação afetava a corrente.

LTCM parecia invencível até que numa noite fatal, em setembro de 1998, quando a bolha, de repente, explodiu. O desastre começou quando um evento que parecia ser inocente: a desvalorização da “Thai baht” (moeda tailandesa). Ele despertou uma venda de estoque sobre os mercados Europeus e Asianos, e a bola de neve continou rolando até, eventualmente, alcançar a LTCM. O fundo sofreu um colapso total, causando desgaste sem precendenes para vários sistemas economicos do mundo.

Parecia que o Mercado estava rapidamente conduzindo-se a um ponto sem fim! Num passo dramático, Alan GreenSpan, o legendário presidente da Reserva Federal dos EUA, reuniu as cabeças de cada grande banco de Wall Street e Europa para um encontro de emergência, de portas  fechadas. Finalmente, somente as rezas dos economistas e uma decisão cara para resgarar a LTCM conseguiu salvar o mundo de uma crise econômica profunda.

O Colapso é Contagioso

O atual declínio do dólar é reminiscente da situação que levou ao colapso do LTCM. Embora o dólar tenha estado numa queda espiral por algum tempo, a queda mais dramática no seu valor foi estimulado por uma mudança na política da China. China, pragmaticamente preocupada com a sua própria economia, começou a desviar-se do dólar e diversificou os seus investimentos. Enquanto os ecos desta decisão reverberaram através do mundo, países como a Arábia Saudita, Coréia do Sul, Venezuela, Sudão, Irã e Rússia começaram a considerar um desvio do dólar para poder proteger os seus bens.

Uma tendência similar desdobrou-se durante a recente sub-crise de financiamento de hipotecas (financiamento dado para mutuários instáveis) que começou nos EUA e espalhou-se pelo mundo. Os efeitos desse fiasco estão longe de acabar. A fusão afetou o mercado de valores, bancos, fundos de proteção e companhias pelo mundo inteiro. As maiores ondas de choque foram sentidas na Europa, Ásia, Canadá e Austrália. A crise também afetou muitas corporações, manufaturas, companhias de marketing e mesmo empresas de alta tecnologia.

Várias vezes, a sensação de uma crise econômica global ressurge. Todas as tentativas para predizer as tendências econômicas provaram ser fúteis. Hoje, a questão que vale um milhão de dólares é: Como estabelecer um sistema econômico realmente viável e estável?

Os Sistemas entre Nós

A resposta, diz a sabedoria da Cabala, é, na verdade, bem simples. Melhor de tudo, você não tem que ser um brilhante economista para descobri-la. No entanto, você tem que entender que nós e tudo que fazemos, incluindo a economia, tem que seguir as leis do sistema universal que chamamos de Natureza.

Cabalistas explicam que o plano da natureza é trazer todas as suas partes, incluindo nós, à perfeita unidade. No sistema da sociedade humana, essa unidade significa que o trabalho de cada indivíduo beneficia o todo.
O melhor exemplo de tal comportamento é o das células de um corpo vivo – elas estão interligadas e concedem uma à outra para poder beneficiar o corpo como um todo. Nesse perfeito sistema, o corpo fornece a célula tudo que necessita e a célula está totalmente dedicada ao bem estar dele. No seu artigo, “Construindo a sociedade futura,” O cabalista Baal HaSulam escreveu que “...cada membro é obrigado pela natureza a receber seus ou suas necessidades da sociedade, e também beneficiá-la pelo seu trabalho ou dela.”

Os sistemas artificiais que estabelecemos na sociedade humana estão em completo contraste ao plano da Natureza. No centro do comportamento humano está o Ego, que coloca esses sistemas em movimento. Nossos egos preferem o interesse pessoal, que constringe, ao invés do benefício do todo e advoca a busca pela riqueza, honra e controle, mesmo (ou especificamente) à custa de pessoas.
Tudo isso produz uma relação direta com a economia. No nosso sistema econômico baseado no ego, interesse próprio de capitais e acionistas são as prioridades das companhias. Mesmo quando elas contribuem à comunidade, uma pessoa não consegue entender se tal ato não é, de fato, um desejo básico de glorificar seu nome na mídia por mais publicidade e uma reputação polida.

Globalização + Ego = Sem Saída

Após milhares de anos de desenvolvimento egoísta, finalmente nos encontramos num canto sem saída – o quanto mais tentamos nos beneficiar de cada ser, mais descobrimos a nossa conexão para com o próximo, como se fosse células num corpo vivo, descrito acima.

O colapso da LTCM há uma década, na recente crise de crédito, e o atual declínio do dólar demonstra como interconectados nossos sistemas são.A mínima flutuação num mercado local pode colocar todo o mercado global em turbulência.

Mas é que cada ação que realizamos como consumidores afeta uma grande escala de outros sistemas. Assim como o “Efeito Borboleta”, metáfora para o caos matemático, “O efeito consumidor” funciona da mesma forma.

Quando Rebecca da Filadélfia realiza compras no shopping da vizinhança, ela, de forma significante, afeta
as vidas de muitas pessoas pelo mundo. Os produtos que ela compra podem determinar se uma fabrica vai continuar a operar, se uma família vai ter de se deslocar e se uma criança será salva da fome. Quando Dan, de Charlottesville, muda os canais da sua televisão, em casa, ele afeta o Mercado de propaganda. Um botão do controle remoto pode afetar os empregos e vidas de milhares de pessoas.

A globalização deixou nosso mundo tão frágil que uma mínima rachadura pode causar uma quebra total. Eventos locais como a crise hipotecas nos EUA, um desastre natural, um ataque terrorista e tensão militar no Golfo Pérsico diretamente afeta preços das mercadorias internacionais e ameaçam a estabilidade econômica.


A   Solução

“E o assombro sobre isso é que a Natureza, como um juiz proficiente, nos pune de acordo com o nosso desenvolvimento, já que os nossos olhos podem ver, que o quanto mais a humanidade se desenvolve, maior é a dor e o sofrimento de conseguir manter nosso sustento e economia.

Baal HaSulam,
"A Paz"

A sabedoria da cabala nos fornece uma perspectiva muito ampla acerca da nossa situação. Ela explica que somos como crianças numa caixinha de areia chamada terra. E a natureza está nos desenvolvendo gradualmente, muito similar aos pais que ensinam os seus filhos – o quanto mais crescem, mais devem ser completos.

Cabala explica que a humanidade está vivenciando dois processos paralelos. Por um lado, a natureza está nos forçando a unos unir e trabalhar como um corpo. Por outro, o egoísmo da humanidade está crescendo constantemente, e o fato desses dois processos estarem acontecendo ao mesmo tempo não é uma coincidência.

De uma forma ou de outra, a humanidade terá que inverter seu egoísmo e trabalhar como um corpo. Mas, ao invés da natureza nos forçar a essa mudança, cabalistas sugerem que nós mesmos devemos ter controle sobre o processo e dominá-lo.

Cabalistas explicam que através dos sistemas de educação podemos elevar a consciência das pessoas que a humanidade é como um corpo multicelular, e que nós todos estamos unidos. Ao aprend”er o sistema total da natureza e seus princípios, pessoas entenderão quais mudanças devem programar nos nossos sistemas sociais para poder equilibrá-los com a natureza.

Ao agir de acordo com a natureza, nós vamos prosperar em cada área das nossas vidas, incluindo a economia. Felizmente, já temos a ciência que explica o plano base da natureza. É chamado de “A sabedoria da Cabala".

Fonte - Jornal Kabbalah Today:

Imagens:
http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2011/07/uma-historiazita-sobre-premios-nobel.html
http://www.nicoledextras.com/files/gimgs/11_3-ego.jpg
http://rscoelho.blogspot.com/2011/10/ocupar-wall-street-michael-moore.html
http://www.programanegocios.com.br/?p=noticias&id=22

http://www.globalsherpa.org/globalization-globalisation