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domingo, 6 de janeiro de 2013

Chateado? Talvez Seja Hora de Mudar teu Ambiente


Uma questão que eu recebi - Recentemente eu descobri que há pessoas as quais quero evitar, mas não sei se isso é resultado dos meus estudos de cabala ou crescimento pessoal. Há muitos amigos meus que estão preocupados principalmente sobre assuntos como sexo e eu me sinto inconfortável na presença deles enquanto falo sobre tais coisas.. Eu acho tão desinteressante.. mas, ao mesmo tempo, eu não consigo encontrar pessoas interessadas na espiritualidade.. talvez na religião, mas não na espiritualidade. É melhor estar sozinho do que cercado por pessoas com valores supostamente errados?

Minha resposta – uma pessoa chega a um ponto onde ela se cansa da vida.. não ve um significado ou propósito para ela. Quando ela ve as outras pessoas, não entende como podem sentir prazer pelas coisas que fazem.. Ela tenta imita-las.. se tornar parte do circulo social.. e ser como todas.. mas não consegue porque isso não é legal.. não é prazeroso..

Quando ela chega ao entendimento que está sozinha, então ela revela o “ponto no coração” algo interno.. uma aspiração para uma fonte desconhecida de realização.. ela segue essa aspiração e acha os livros certos, o grupo, e o site da cabala.

Então pense – talvez tu esteja pronto para um novo ambiente, hein?

Publicado em no blog oficial do rav Dr. Michael Laitman
 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

REJEITANDO NOSSO EU ATUAL


Baal HaSulam, no artigo 208, “Trabalho”escreveu: Os esforços que a pessoa faz são apenas os preparativos para alcançar a devoção. Assim, ela deve crescer acostumada à devoção, uma vez que nenhum grau pode ser alcançado sem a devoção, pois esta é a única ferramenta que qualifica a pessoa a ser recompensada com todos os graus.


Na presente fase, a pessoa possui uma série de qualidades, mas o passo seguinte envolve um nível mais elevado de qualidades. Como nós podemos adquiri-los? Nós devemos suplicar que a Luz que Corrige nos afete, para nos corrigir, e assim nos fazer subir.

Todos os nossos esforços são feitos para despertar a Luz. Como fazemos isso? Nós atraímos a Luz tentando simular o nível mais elevado, embora sejamos totalmente incapazes de fazer isso, uma vez que ele está oculto de nós. Como podemos nos tornar um pouco semelhante a ela? Para isso, nós temos que seguir várias instruções definidas pelos Cabalistas.

Nosso próximo passo é, de fato, um esforço maior para doar, ao contrário da fase atual. Isso significa que temos que investir determinação na união com os amigos, anular-nos em relação ao grupo, e tentar sentir a melhor de nossas habilidades de que não há outro além Dele em todos os nossos problemas, impedimentos e obstáculos. Tudo é enviado para mim pelo Criador, incluindo as interferências que ocultam Sua unidade e seu poder ilimitado sobre todo o universo. Nós temos que conectar tudo o que acontece a Ele; os nossos esforços devem ser dirigidos a considerar o grupo como um mecanismo através do qual Ele se revela a nós.

Nossa determinação deve chegar a um ponto onde sentimos que nossos esforços não conseguem crescer mais forte. Isso ocorre quando nos rendemos a um estado mais elevado de modo que ele possa nos governar. Nós ainda não temos a sensação correta, nem entendemos o nosso próximo nível espiritual; tudo o que fazemos é simplesmente transmitir-nos confiança para a próxima etapa, direcionando todos os esforços unicamente para alcançá-la.

Devido a este nível de sacrifício pessoal e devoção completa, a pessoa recebe uma alma do nível superior. Nossos esforços devem ser direcionados para perceber que não há nada além Dele; nós temos que nos esforçar em revelar a Ele e Sua unicidade através da doação e da união no grupo. Deixe o superior governar nossos sentidos e o intelecto, sem qualquer menosprezo em nosso nome.

Este estado chega até nós de forma gradual, passo a passo, na medida em que atraímos a Luz que Reforma, atingindo mais equivalência com o nível superior. Da mesma forma, um feto se vira para sua mãe, permitindo que ela o alimente. Passo a passo, ele aumenta seus desejos (em nosso reino isso produz a forma de completar sua carne), mas o seu “trabalho” é recusar novos desejos ao se entregar totalmente a ela.

Repetidas vezes, ele se funde com o superior e admite que não há outro além Dele, Aquele que é bom e faz o bem, apesar de todos os problemas, dificuldades e obstáculos que a “nova carne” (desejos) despertar nele.
O feto “liga” todas as suas partes, bem como todo o mundo que o rodeia no ventre de sua mãe, à força superior, e, no final, atinge o nível de devoção e auto-aniquilação, que é chamado de “nove meses de concepção”, após o qual nasce neste mundo. O processo de nascimento é insuportável; ele é acompanhado por tremendas dores de parto (“contrações do nascimento” – tzirim) sob condições muito restritas (czar) que causam aflições incríveis (tzarot). Através de uma enorme pressão, que se origina tanto pela força superior quanto pelo feto em si, o feto ultrapassa a passagem estreita e nasce para o mundo da Luz. Durante o processo de nascimento, a criança tem que “abaixar a cabeça” completamente, virar de cabeça para baixo. Então, quando termina o processo de nascimento, ela levanta a cabeça novamente.

Tudo isso é resultado dos nossos esforços. Nós temos que perceber que nunca alcançaremos o próximo passo sozinhos; portanto, nossa tarefa é atrair a Luz que Reforma para que ela produza mudanças essenciais em nós e, como consequência, nos prepara para a próxima etapa.

Portanto, o nosso trabalho é realizar ações que efetivamente atraiam a Luz que Reforma. Agora, nós estamos falando de nossa união. Ao nos esforçarmos na conexão entre nós, nós aumentamos a sua importância com a ajuda da Luz. Ao mesmo tempo, a Luz nos mostra que não somos ainda capazes de nos unir. A força que nos inspira a unir conflitos com situações desagradáveis nos impede de alcançar a união, reconhecendo que não há outro além Dele. Nós continuamos a pensar: “se não for eu, então quem?”. É assim que nos aproximamos do ponto crítico que nos permite “nascer de novo” em cada nível.








Estrato da Palestra do Dr Laitman em New York Jun/2012- Publicado em 29/06/2012  no: www.laitman.com.br


quinta-feira, 8 de março de 2012

SERRANDO O TRONCO DO MEU EGOÍSMO


A pessoa deve atingir um estado em que sente que é parceira do Criador: eu faço a metade do trabalho e ele faz a outra metade. Metade para mim e metade para Ele. É como uma serra com duas alças que duas pessoas seguram, cada uma na sua vez puxa para seu lado: uma vez a primeira pessoa e depois a outra pessoa, e assim elas serram o tronco.

A pessoa também deve sentir que elas atuam alternadamente: uma vez ela atua e outra vez o Criador. Claro, eu não faço o trabalho com minhas próprias forças. A força vem do Alto. O Criador executa a ação e o pedido vem de mim. Então, novamente uma ação por parte Dele e um pedido de mim. Assim, nós nos completamos cada vez.

O melhor estado é quando a pessoa sente que pode executar essa rotação sem parar. Isso significa que nós estamos realmente trabalhando “face a face”, e que o “cavalo e o seu cavaleiro” estão trabalhando juntos como um todo, de tal forma que a pessoa começa a sentir cada vez mais como será a força que ela está prestes a receber, e o que exatamente ela deve dar de sua parte.

Afinal, nós elevamos uma oração (MAN) até o mundo de Ein Sof (Infinito), até o último acoplamento antes do Gmar Tikkun (o fim da correção), que é o acoplamento de “Rav Pealim Mekabtziel” no qual todas as orações anteriores se reúnem. Em cada degrau da escada espiritual, a oração torna-se mais esclarecida e precisa, mais detalhada e clara, porque a pessoa entende e sente mais. Isto é toda a realização.

Ela não sente nenhuma vergonha, porque dá a sua parte e por isso é parceira do Criador, na adesão. Assim, ela supera os “juízes e guardas” que a rejeitam e seduzem, e torna-os seus assistentes. Ela já sente suas ações como assistência.

Nós podemos descrever isso como se a pessoa e o Criador trabalhassem juntos no desejo de receber. A pessoa sente que está em conjunto com o Criador acima deste desejo, ou que o desejo está entre eles, que a pessoa está de um lado e o Criador está no outro lado, e entre eles está o desejo de receber que os separa. A pessoa não vê o desejo como o seu próprio. A primeira coisa é se desconectar do desejo egoísta e receber acima dele, estar separada dele.

Então, nós já devemos ver o ego que nos separa, que está entre os amigos, a pessoa e o Criador, como nosso obstáculo comum. Portanto, nós trabalhamos nisso juntos, quando nos conectamos com o Criador ou os amigos a fim de trabalhar juntos contra o ego que nos perturba, sem tentar apagá-lo porque não podemos conseguir sem ele, mas eu espero estar acima dele.


O Fim do Affair com o Egoísmo

Para nos ajudar a identificar a intenção, para receber ou para doar, condições especiais foram dadas: Cada um vê a si mesmo existindo num mundo grande inanimado, vegetativo, animado, e na natureza humana.

Quando a intenção de receber se aproxima da superfície da consciência, uma pessoa torna-se desesperada pela vida. Ela pode ainda não perceber, mas, na realidade, seu desespero foi evocado pela intenção egoísta. Tudo é avaliado em relação à intenção, e tudo é revelado em pensamentos.

Precisamos analisar claramente e ver o mal do egoísmo e reconhecer que a realidade altruísta, que está em oposto a ele, pode acabar sendo bom. É por isso que, de repente, acabamos em um grupo, que nos é dado por este motivo. Ninguém pensou ou planejou o seu ingresso, estudar e trabalhar em estabelecer uma conexão com os amigos. No entanto, desde que a nossa intenção egoísta se exauriu, chegou a hora para elucidar o quão má ela é. E então nós nos encontramos entre as pessoas, que se esforçam para a mesma coisa: Elas também querem descobrir sobre o que a nossa vida é. E não há nada como a vida na intenção egoísta. E mesmo que a realização venha mais tarde, a análise da situação já começou.

Como resultado, essas pessoas estão reunidas por uma raiz, que criou a nossa existência egoísta, ela nos reúne de modo que teríamos nossas vidas em ordem. Ela nos aproxima (também no espaço) de acordo com a similaridade de qualidades, isto é, as nossas intenções. Não importa onde vivemos e o que fazemos, nos tornamos perto da nossa análise da intenção e, então, de repente, nos familiarizamos com o outro.

Começamos a reconhecer uns aos outros em todo o lugar só por nossa intenção de receber, e ficamos juntos apenas em conformidade com isso. Todos os amigos são selecionados acima e chegam a esta fase final de desenvolvimento no nosso mundo, aproximando-se da linha, onde se torna claro que o caso do amor com o egoísmo chegou ao fim, é impossível continuar nesse caminho, chegou a hora de mudar o vetor e passar para um tipo diferente de existência, a intenção de doar.

Assim nós sentimos a necessidade disso, a mesma raiz preparou adequadamente: De repente, todas as nossas ações mostram o quão más elas são, o mundo parece quebrado, e estamos quebrados entre nós.

A crise agarra a humanidade inteira, e nós, como sua parte interna:
Para as massas, isto se manifesta como uma deterioração das condições de vida. Elas simplesmente não podem viver como antes, embora elas ainda não sejam capazes de descobrir a causa dos eventos. As pessoas querem continuar a usar os seus vizinhos e elas são incapazes de fazer isso. Isso também as faz reconhecer o mal, mas até agora, instintivamente, e não sob a forma da intenção egoísta: elas não conseguem atingir as coisas nas condições dadas, e não conhecem a receita para o sucesso.

Além disso, há o nosso grupo, onde os amigos reconhecem a razão: eles não estão conseguindo por causa da intenção. Pessoas, que identificam a intenção como a causa de todos os males, são chamadas de “cabeça”, enquanto as pessoas, que são simplesmente infelizes, são chamadas de “o corpo.” O grupo se torna a “cabeça” de toda a humanidade.

Desta forma, junto com seus amigos, o homem descobre a sua quebra e juntos descobrem a razão para isso. E o mundo, que também descobre o rompimento, gradualmente recebe a realização do mal deste grupo: o entendimento do porquê as coisas são do jeito que são. Desta forma, o grupo e o mundo se conectam entre elas.

Na realidade, eles são inicialmente ligados, e eles estão apenas gradualmente começando a perceber isso. Em breve, vamos descobrir o quanto as pessoas precisam da nossa análise, que revela o quão mal a intenção é egoísta, porque elas são incapazes de fazê-la por conta própria. Nosso objetivo é revelar este conhecimento para o mundo, em outras palavras, para proporcionar a educação integral.





Texto1:Da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, Escritos do Rabash - Publicado em 22/02/2012
Texto2:Da Convenção de  Arava Arvut Lição# 1, 23/2/12 - Publicado em 4/03/2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

EQUIVALENCIA COM O CRIADOR


Grata Argila nas Boas Mãos do Escultor


Nós começamos a partir da quebra. Sem ela, seríamos como os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, que agem obedecendo a única força que os motiva e dirige desde dentro. Mas por causa da quebra, os atributos espirituais penetraram o desejo de receber para si mesmo em sua forma oposta.


Toda a criação avança sob a influência direta da Luz, mas o homem avança sob a sua influência oposta. Tudo isso é para que ele seja capaz de entender por si mesmo que precisa se adaptar à força que o motiva.

Quanto mais ele avança, mais sente a pressão sobre si. No final, ele tem que “se formatar” completamente, a fim de obter a forma correta. Nesse meio tempo, ele cresce gradualmente em seu desejo, de uma maneira oposta à forma desejada.

Leva muito tempo até a pessoa finalmente começar a sentir a pressão dentro dela em diferentes direções, que a molda como matéria-prima. Se ela tenta aumentar a sua sensibilidade, ela sente como o Criador trabalha nela. Não importa quais atividades externas ela tenha, há toda uma vida na qual ela tenta constantemente sentir como o Criador lhe pressiona em todas as direções através de diferentes sentimentos. É como uma mãe que está constantemente ao lado de seu filho, dizendo-lhe o que ele deve ou não fazer, corrigindo todas as suas ações. Da mesma forma, a pessoa sente constantemente dentro de si como o Criador age sobre ela, como se ela fosse algum pedaço macio de argila nas mãos de um escultor, empurrando-a suavemente, mas firmemente deixando-a sentir a sua pressão. Mas ela tem de querer essa pressão.


É um pouco difícil e desagradável, mas, por outro lado, a pessoa compreende que o trabalho que está sendo feito sobre ela não pode ser interrompido e ela quer continuar. Este é o sentimento inicial da pessoa que começa a sentir dentro de si o trabalho real do Criador sobre ela.

Nós podemos sentir essa doação dentro de nós, porque após a quebra há diferentes forças e influências dentro de nós, como uma cópia das ações espirituais. Estas são ações potenciais que existem na alma geral que queria realizá-las a fim de doar. Mas, após a quebra, tudo se tornou “para receber”, e agora ela existe em nós na forma oposta, egoísta. Mas é graças a isso que podemos identificar a obra do Criador em nós.

É por isso que o comportamento da pessoa torna-se oposto às ações do Criador. Há um conflito: a resistência do lado da pessoa, do lado de sua argila, e a pressão do lado do Criador. Assim, eles se chocam e a pessoa sente a pressão e o choque como o Criador tentando lhe mostrar o que está errado com ela.

No final, ela começa a justificar a pressão interna e vai junto com as ações do Criador, desejando-as, como um cavalo que obedece ao seu cavaleiro. Ela sente o comando como a revelação do amor e o justifica. Assim, ela adquire fé e se conecta ao Criador.

Ela se move para o lado do escultor. Embora ela ainda sinta dores, estas são sentidas na argila, enquanto ela já se identifica com a intenção, com quem cria todas as formas nela.

Ela se conecta à mão do artesão que a cria e esculpi. Ela realmente quer que o artesão a afete assim, e cada vez mais anseia por ele, até se aderir às ações do superior. Eles se aderem no mesmo movimento, na mesma intenção, e o sofrimento se torna um prazer.

Todos os sofrimentos que a argila sentia desaparecem e a pessoa se encontra acima disso, em sua intenção, e vê que a argila não tem sentido. Ela concorda com a obra do Criador sobre si e entende que “somente o bem e a graça devem me perseguir”. Ela se eleva acima dos seus sentimentos e se adere à intenção do Criador, à atitude do Criador, e chega à adesão completa com Ele.

Morte: A Taxa para o Desenvolvimento do Egoísmo 

O puro desejo sem intelecto representa uma forma original que é derivada da raiz. Se o desejo se esforça apenas em se manter sem outros desejos, ele é chamado de “inanimado”. Ele não muda, mas sempre quer por todos os meios preservar totalmente a sua existência do jeito que ela é, e sempre resiste a qualquer tipo de modificação. É por isso que é chamado de “morto”.

Por um lado, é a força mais poderosa que mantém a matéria inanimada em sua forma e como é inanimada, é mais forte do que qualquer outra coisa. Por outro lado, tem um déficit, porque não se desenvolve por completo, nem cria qualquer forma avançada!

A planta não possui tanta força por auto-preservação como a matéria inanimada; ela é mais fraca. Mas tem uma adição: ela é capaz de mudar! Ela se desenvolve, altera e cresce. Por outro lado, ela ainda não pode permanecer eterna; é por isso que “adquire” vida e morte.

Não há escolha, há um preço pela oportunidade de continuar a se desenvolver. Se você não possui firmeza de pedra, mas sim se permite mudar, você vai de ponta a ponta, da vida à morte, não há outra opção. Em outras palavras, o nosso desenvolvimento acontece à custa da imortalidade.


Para uma pedra sem vida, a vida e a morte são iguais. Para uma planta, a vida e a morte são diferentes já que as plantas podem sentir a vida. Esta é a raiz de qualquer sensação, prazer e aflição, um contra o outro.

Os animais estão muito mais longe da natureza inanimada; eles passam por mudanças dramáticas e experimentam um enorme crescimento. Eles adquirem um intelecto superior que acompanha seus desejos; por isso, durante o processo de desenvolvimento, os animais adquirem formas diversas. Naturalmente, os animais são sujeitos a uma série de influências externas e internas. Em comparação com o nível inanimado e até mesmo o nível vegetal, os animais têm uma organização muito mais complexa. É claro, os animais sentem sua mortalidade muito fortemente como a diferença entre a vida e a morte.


A capacidade adicional de usar o intelecto para a análise constitui uma distinção entre os seres humanos e animais. Em oposição a um animal, a pessoa desenvolveu-se na medida em que reconhece o “tempo” em seu cérebro: passado, presente e futuro. As pessoas podem aproximar o tempo, incluindo-o no desejo. De repente, nós começamos a invejar alguém que viveu há mil anos atrás ou alguém que vai nascer daqui a 200 anos.

Nós observamos que no nível humano, o intelecto aumenta o desejo. O trabalho do intelecto sobre o desejo está diretamente relacionado à Luz; na verdade, é o único trabalho que nós fazemos. Quanto mais trabalhamos no esclarecimento e expansão dos nossos desejos, mais avançados nos consideramos em relação ao nosso passado, os estados subdesenvolvidos: os subníveis inanimado, vegetal, animal e falante dentro do nível humano.

Naturalmente, os seres humanos sentem a vida e a morte, a Luz e as trevas, ainda mais fortemente. Nós nos tornamos mais dependentes, delicados, sensíveis e restritos. Mas este é o pagamento pelo nosso desenvolvimento.

No momento em que o nosso desenvolvimento nos níveis simples (inanimado, vegetativo, animal e falante) está completo, nós nos aproximamos do nível do Criador, onde ganhamos novos sentidos, um tipo diferente de inteligência e uma força alternativa de desenvolvimento, todos os três componentes juntos, os quais não tínhamos antes.







1. Da Lição Diária de Cabalá 06/01/12, O Zohar
2. Da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, Escritos do Rabash

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O EFEITO CONSUMIDOR


A globalização da econômia significa que qualquer mercado local está ligado à econômia global. A progressiva queda do dólar, ultimamente estimulada pelas mudanças no Mercado da china claramente demonstra como os mercados do mundo tornaram-se interdependentes.

Temos que descobrir a maneira certa de agir dentro de um sistema interconectado – e que melhor exemplo a estudar do que a natureza, a mãe dos sistemas integrais e perfeitos?

Eles quase Acertaram em Cheio

Myron Scholes e Robert Merton tinham tudo que os cientistas poderiam desejar: Um prêmio Nobel em economia, títulos de professorado nas universidades mais prestigiadas e famosas... Mas tudo isso esvaneceu quando uma oportunidade surgiu nos anos 90. Um corretor veterano e bem conhecido ousou a dupla - colocar sua genialidade em prática e fazer muito dinheiro.

Scholes e Merton estavam certos que jogar com o mercado era como jogar dados: você pode facilmente medir a propabilidade cada e toda ocorrência. Seu plano a prova de erros era primorosamente predizer o mercado através de estudos estatísticos.

Os dois cientistas formaram um grupo de distintos professores matemáticos e econômistas. Então, junto com seu ambicioso corretor, estabeleceram um fundo privado de proteção (um fundo de investimento que objetiva lucro sobre as condições do mercado). Acabaram chamando-o de Gerenciamento de Capital a longo termo ou “LTCM” (acrônimo em inglês para Long Term Capital Management). O fundo desenvolveu uma política de investimento baseada em modelos matemáticos, seu quartel general foi estabelecido em um suburbio luxuoso próximo à Wall Street, e os negócios começaram a girar.

Em poucos quatro anos, o fundo tornou-se a inveja de cada bancário e comerciante da Wall Street. Tubarões do mercado de trocas não acreditavam nos seus olhos enquanto o fundo rendia um retorno chocante de 40% por ano, sem perdas ou flutuações. Parece que os cientistas haviam descoberto uma fórmula mágica, indentificando padrões num mundo imprevisível. Em outras palavras, eles encontraram uma forma de fazer muito dinheiro.

Mesmo os investidores bancários mais céticos estavam impressionados pelo grupo. De fato, eles estavam tão enfatizados que ofereceram-se a alavancar o fundo com um crédito de $100 bilhões sem mesmo perguntar pelas garantias comuns. O fundo foi financeiramente ligado a cada banco de Wall Street e montou uma corrente embaraçada de conexões onde cada ligação afetava a corrente.

LTCM parecia invencível até que numa noite fatal, em setembro de 1998, quando a bolha, de repente, explodiu. O desastre começou quando um evento que parecia ser inocente: a desvalorização da “Thai baht” (moeda tailandesa). Ele despertou uma venda de estoque sobre os mercados Europeus e Asianos, e a bola de neve continou rolando até, eventualmente, alcançar a LTCM. O fundo sofreu um colapso total, causando desgaste sem precendenes para vários sistemas economicos do mundo.

Parecia que o Mercado estava rapidamente conduzindo-se a um ponto sem fim! Num passo dramático, Alan GreenSpan, o legendário presidente da Reserva Federal dos EUA, reuniu as cabeças de cada grande banco de Wall Street e Europa para um encontro de emergência, de portas  fechadas. Finalmente, somente as rezas dos economistas e uma decisão cara para resgarar a LTCM conseguiu salvar o mundo de uma crise econômica profunda.

O Colapso é Contagioso

O atual declínio do dólar é reminiscente da situação que levou ao colapso do LTCM. Embora o dólar tenha estado numa queda espiral por algum tempo, a queda mais dramática no seu valor foi estimulado por uma mudança na política da China. China, pragmaticamente preocupada com a sua própria economia, começou a desviar-se do dólar e diversificou os seus investimentos. Enquanto os ecos desta decisão reverberaram através do mundo, países como a Arábia Saudita, Coréia do Sul, Venezuela, Sudão, Irã e Rússia começaram a considerar um desvio do dólar para poder proteger os seus bens.

Uma tendência similar desdobrou-se durante a recente sub-crise de financiamento de hipotecas (financiamento dado para mutuários instáveis) que começou nos EUA e espalhou-se pelo mundo. Os efeitos desse fiasco estão longe de acabar. A fusão afetou o mercado de valores, bancos, fundos de proteção e companhias pelo mundo inteiro. As maiores ondas de choque foram sentidas na Europa, Ásia, Canadá e Austrália. A crise também afetou muitas corporações, manufaturas, companhias de marketing e mesmo empresas de alta tecnologia.

Várias vezes, a sensação de uma crise econômica global ressurge. Todas as tentativas para predizer as tendências econômicas provaram ser fúteis. Hoje, a questão que vale um milhão de dólares é: Como estabelecer um sistema econômico realmente viável e estável?

Os Sistemas entre Nós

A resposta, diz a sabedoria da Cabala, é, na verdade, bem simples. Melhor de tudo, você não tem que ser um brilhante economista para descobri-la. No entanto, você tem que entender que nós e tudo que fazemos, incluindo a economia, tem que seguir as leis do sistema universal que chamamos de Natureza.

Cabalistas explicam que o plano da natureza é trazer todas as suas partes, incluindo nós, à perfeita unidade. No sistema da sociedade humana, essa unidade significa que o trabalho de cada indivíduo beneficia o todo.
O melhor exemplo de tal comportamento é o das células de um corpo vivo – elas estão interligadas e concedem uma à outra para poder beneficiar o corpo como um todo. Nesse perfeito sistema, o corpo fornece a célula tudo que necessita e a célula está totalmente dedicada ao bem estar dele. No seu artigo, “Construindo a sociedade futura,” O cabalista Baal HaSulam escreveu que “...cada membro é obrigado pela natureza a receber seus ou suas necessidades da sociedade, e também beneficiá-la pelo seu trabalho ou dela.”

Os sistemas artificiais que estabelecemos na sociedade humana estão em completo contraste ao plano da Natureza. No centro do comportamento humano está o Ego, que coloca esses sistemas em movimento. Nossos egos preferem o interesse pessoal, que constringe, ao invés do benefício do todo e advoca a busca pela riqueza, honra e controle, mesmo (ou especificamente) à custa de pessoas.
Tudo isso produz uma relação direta com a economia. No nosso sistema econômico baseado no ego, interesse próprio de capitais e acionistas são as prioridades das companhias. Mesmo quando elas contribuem à comunidade, uma pessoa não consegue entender se tal ato não é, de fato, um desejo básico de glorificar seu nome na mídia por mais publicidade e uma reputação polida.

Globalização + Ego = Sem Saída

Após milhares de anos de desenvolvimento egoísta, finalmente nos encontramos num canto sem saída – o quanto mais tentamos nos beneficiar de cada ser, mais descobrimos a nossa conexão para com o próximo, como se fosse células num corpo vivo, descrito acima.

O colapso da LTCM há uma década, na recente crise de crédito, e o atual declínio do dólar demonstra como interconectados nossos sistemas são.A mínima flutuação num mercado local pode colocar todo o mercado global em turbulência.

Mas é que cada ação que realizamos como consumidores afeta uma grande escala de outros sistemas. Assim como o “Efeito Borboleta”, metáfora para o caos matemático, “O efeito consumidor” funciona da mesma forma.

Quando Rebecca da Filadélfia realiza compras no shopping da vizinhança, ela, de forma significante, afeta
as vidas de muitas pessoas pelo mundo. Os produtos que ela compra podem determinar se uma fabrica vai continuar a operar, se uma família vai ter de se deslocar e se uma criança será salva da fome. Quando Dan, de Charlottesville, muda os canais da sua televisão, em casa, ele afeta o Mercado de propaganda. Um botão do controle remoto pode afetar os empregos e vidas de milhares de pessoas.

A globalização deixou nosso mundo tão frágil que uma mínima rachadura pode causar uma quebra total. Eventos locais como a crise hipotecas nos EUA, um desastre natural, um ataque terrorista e tensão militar no Golfo Pérsico diretamente afeta preços das mercadorias internacionais e ameaçam a estabilidade econômica.


A   Solução

“E o assombro sobre isso é que a Natureza, como um juiz proficiente, nos pune de acordo com o nosso desenvolvimento, já que os nossos olhos podem ver, que o quanto mais a humanidade se desenvolve, maior é a dor e o sofrimento de conseguir manter nosso sustento e economia.

Baal HaSulam,
"A Paz"

A sabedoria da cabala nos fornece uma perspectiva muito ampla acerca da nossa situação. Ela explica que somos como crianças numa caixinha de areia chamada terra. E a natureza está nos desenvolvendo gradualmente, muito similar aos pais que ensinam os seus filhos – o quanto mais crescem, mais devem ser completos.

Cabala explica que a humanidade está vivenciando dois processos paralelos. Por um lado, a natureza está nos forçando a unos unir e trabalhar como um corpo. Por outro, o egoísmo da humanidade está crescendo constantemente, e o fato desses dois processos estarem acontecendo ao mesmo tempo não é uma coincidência.

De uma forma ou de outra, a humanidade terá que inverter seu egoísmo e trabalhar como um corpo. Mas, ao invés da natureza nos forçar a essa mudança, cabalistas sugerem que nós mesmos devemos ter controle sobre o processo e dominá-lo.

Cabalistas explicam que através dos sistemas de educação podemos elevar a consciência das pessoas que a humanidade é como um corpo multicelular, e que nós todos estamos unidos. Ao aprend”er o sistema total da natureza e seus princípios, pessoas entenderão quais mudanças devem programar nos nossos sistemas sociais para poder equilibrá-los com a natureza.

Ao agir de acordo com a natureza, nós vamos prosperar em cada área das nossas vidas, incluindo a economia. Felizmente, já temos a ciência que explica o plano base da natureza. É chamado de “A sabedoria da Cabala".

Fonte - Jornal Kabbalah Today:

Imagens:
http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2011/07/uma-historiazita-sobre-premios-nobel.html
http://www.nicoledextras.com/files/gimgs/11_3-ego.jpg
http://rscoelho.blogspot.com/2011/10/ocupar-wall-street-michael-moore.html
http://www.programanegocios.com.br/?p=noticias&id=22

http://www.globalsherpa.org/globalization-globalisation

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As Almas Gêmeas Existem? - 20 Ideias com Dr. Michael Laitman -- Kabbalah Channel


 tv.kabbalah.info - Pessoas solteiras estão com frequência preocupadas com a ideia de encontrarem aquele alguém especial que as satisfaça a toda a hora.

*recomenda-se que tu assista ao vídeo no youtube, pois assim facilita a leitura das legendas.**Isto é impossível e espectativas irreais deste tipo levam a conflitos e divórcios. As pessoas, especialmente mulheres, não sabem como encontrar um bom partido hoje. Enquanto desejando felicidade elas não sabem como a alcançar, confundido a realidade com contos de fadas. Dentro de cada pessoa está um mar de ódios egoístas e mal entendidos que devem ser rivalizados antes que a felicidade possa ser assegurada. A primeira ordem de negócios é anular o caos interno ao se elevar acima do seu ego. A segunda ordem de negócios é procurar conexão neste terreno mais elevado transcendendo ambas as fantasias e concessões.

http://www.youtube.com/user/induzindoconsciencia?feature=watch

domingo, 20 de novembro de 2011

ETAPAS DE SUPERAÇÃO


Nosso trabalho em Cabala é dividido em várias etapas. Na primeira fase, a pessoa é totalmente desconectada do trabalho. Este período tem a duração de anos, ao longo da história humana. Então uma pessoa é despertada pelo Alto, e começa a sentir um desejo inicial de descobrir o propósito da criação, o Criador, o significado de sua vida, começa a crescer dentro dela. 


Ela começa a trabalhar nisso e vem para um grupo e começa a estudar. Nesse meio tempo, ela não entende o que faz. Assim como um bebê recém-nascido, ela não entende onde está, quem ela é, nem quem são as pessoas ao seu redor.

Gradualmente, ela avança para os estados mais claros e melhora sua compreensão, embora apenas como uma criança, ela faz muitas coisas bobas sem saber e sem sentir. Ela segue o conselho dos “mais velhos”, os Cabalistas, e repete o que todos os outros fazem, até que gradualmente, começa a entender essas ações.

Claramente, ela não aprende ao executar essas ações. Em vez disso, como resultado destes exercícios, mesmo que ela não saiba o que está fazendo, ela atrai a Luz sobre si mesma. Assim, a pessoa avança como um bebê que não precisa saber o que faz para crescer. Ela se desenvolve de acordo com o plano da natureza.

Mas, aos poucos, ela começa a entender como deve avançar e em que os seus esforços devem ser focados. Ela começa a entender que o avanço é contra a nossa natureza e que devemos colocar os nossos desejos de lado, não esperando o corpo concordar com o avanço espiritual. Afinal, os interesses do corpo são absolutamente contrários a ele.

Então, temos que nos aconselhar em como realizar ações que o nosso desejo não suporta e que não trazem prazer ao seu espírito. Isso é intencional, e uma pessoa enfrenta tremenda esistência interna e ela não entende o porquê. Ela não entende como é possível avançar se repele tanto o desejo. Por que deveria funcionar se ela não preenche o seu desejo de forma como tem sido até agora?

Mesmo que eu deseje avançar contra o meu desejo, eu ainda tenho a imagem abstrata de alguma recompensa, pelo menos alguma coisa. Agimos muitas vezes contra a nossa vontade no trabalho, nos esportes, na realização dos nossos deveres familiares, e assim por diante. Aqui, pelo menos, é claro para nós o que a recompensa é e por que devemos agir.

Você não vai mesmo ser capaz de levantar um dedo se você não sentir que é gratificante. Seu corpo simplesmente não teria combustível para executar a ação. Onde você poderá obter esse “combustível”?

A busca por combustíveis, o pedido para essa fonte de alimentação externa, é chamado de “a busca pelo poder da fé”. Uma pessoa não quer trabalhar com seu próprio combustível, pois será, sem dúvida, egoísta, e ela realmente precisa de alguma energia externa e motivação.

Esta busca com o apoio do grupo traz a revelação da Luz que lhe dá o poder para avançar acima de seus desejos corporais. Agora, ela avança para não encher o seu egoísmo, mas na Luz da fé que lhe permite trabalhar acima de sua vontade egoísta.

Aqui, é preciso superar constantemente seu desejo. Estes passos são chamados de “quarenta anos de peregrinação no deserto”, em que uma pessoa recebe o poder de trabalhar sem qualquer remuneração para seus desejos. Suas ações estão acima dos seus desejos e contra eles, e o resultado não vai junto com seus desejos ou porque ela não vê qualquer benefício pessoal no mesmo.

No entanto, ela pode realizá-los! Seus desejos a apóiam, apesar da resistência, que é chamada de “fé acima da razão.” Quando uma pessoa pode trabalhar dessa maneira, ela se move para trabalhar com os desejos reais, e ainda pode usá-los no poder da fé, sem qualquer benefício egoísta, mas só por causa do Criador.

Ou seja, o caminho é dividido em duas partes. Primeiro, vamos subir acima de nosso desejo de receber o chamado “deserto.” Então, começamos a trabalhar com ele e entrar na “terra de Israel”.






Lição Diária de Cabalá 15/11/2011, Escritos do Rabash
Publicado no Blog do Rav Laitman em 20/11/2011

domingo, 13 de novembro de 2011

TEORIA OU PRÁTICA?


Qual é a melhor maneira de se conectar ao estudo técnico da Cabalá? O que é mais importante, a intenção ou o esforço em entender?
O estudo técnico da Cabalá sem a sua aplicação prática não faz nada. Você nunca será capaz de memorizar nada. Mesmo que você memorize alguns detalhes, isso não o ajudará, não o preencherá, nem o elevará. Só o trabalho espiritual pode elevar a pessoa.

Nós estudamos todo o sistema do Universo apenas para que possamos tentar compreendê-lo de alguma forma e determinar o que é importante para nós. Para nós é importante atrair a Luz superior, para sermos preenchidos com a Luz de Hassadim(Misericórdia) e ascendermos dos mundos de BYA para o mundo de Atzilut. Isto pode ser feito se nos unirmos. Ao nos unirmos, nós ascendemos a ZON do mundo de Atzilut, onde nos encontramos sob a influência da Luz que corrige.
Nós precisamos deste sistema apenas com o propósito de nos convencer a fazer as ações necessárias em conjunto. Então, a correção será realizada, e como resultado, cada um verá e sentirá a si mesmo dentro deste sistema integral. Ele o verá de verdade e será capaz de navegar livremente dentro dele. Este sistema é a conexão entre nós. No entanto, se não tentarmos nos conectar, nós não o revelaremos, porque os mundos existem entre nós.
Em outras palavras, quando nós desejamos um ao outro em equivalência de qualidades, na garantia mútua, nós revelamos os mundos e a Luz dentro dos mundos. A Luz geral que se revela é o Criador.

NÓS PRECISAMOS DE UM COMBUSTÍVEL NOVO


Nós precisamos receber de Cima o poder da fé chamada “arte”.Naturalmente, nós mesmos não a temos. E nesse caminho a pessoa vê o quão fraca ela é. Está escrito que o trabalho interior “enfraquece a pessoa” porque ela começa a sentir que não tem nada, exceto o desejo egoísta.
E se ela supostamente consegue superar seu egoísmo, isso simplesmente significa que um desejo egoísta maior derrotou um menor. Desta forma, em vez de avançar na direção da espiritualidade, ela está se movendo na direção oposta, usando um egoísmo ainda maior.
Às vezes as pessoas são muito bem sucedidas em seus estudos, elas trabalham e estudam muito, e você pensaria que uma grande força de doação as está conduzindo. Mas este não é o caso. Isto simplesmente é a grande força do egoísmo, porque elas percebem um benefício maior diante delas.
Nós sempre avançamos de “Lo Lishma” (para si mesmo) para “Lishma” (em prol da doação) e, naturalmente, agimos com a ajuda do nosso ego. Mas, ainda assim, a nossa responsabilidade é avaliar nossa verdadeira posição e as intenções que nos movem.
Gradualmente, conforme a pessoa exerce um esforço no estudo, na disseminação, e principalmente no trabalho no grupo, ela revela quão incapaz de qualquer coisa ela é. O homem percebe seu verdadeiro estado quando vê que não importa o quanto ele tenta superar o seu ego, colocando todos os seus esforços nisso, ainda é incapaz de fazer qualquer coisa com ele mesmo.
A pessoa passou todo o seu tempo trabalhando pela importância do objetivo, mas no final, ela perdeu sua força e percebeu seu mal. Ela entendeu que não tem nada, exceto o ego e que cada movimento seu é movido por um propósito egoísta. Como resultado, ela chega a um profundo estado de desespero, descrito da seguinte maneira: “Não há momento mais feliz na vida de uma pessoa do que quando ela se torna completamente decepcionada com seus poderes e sente total desamparo, e está pronta para uma oração completa”.
Uma oração completa é um pedido para adquirir o poder da fé. Então, o poder da grandeza da fé, a grandeza do Criador se veste nela, e, a pessoa continua trabalhando, mas com outro tipo de “combustível”.






Publicado em 
Lição Diária de Cabalá do Dr Laitman , Escritos do Rabash

domingo, 23 de outubro de 2011

ÁGUAS DO AMOR


Um homem sábio uma vez disse que nossos corações são como pedras, e que os nossos bons atos em relação a cada um são como águas que caem bem no centro dessas pedras. Pouco a pouco, as águas cavam uma cratera no coração do individuo, onde a abundância do amor pode ser despejada.


Como nós sabemos, o desejo de doar é a fonte de todo prazer na vida, e o desejo de receber é o que dá forma a esse prazer. Através do bem que fazemos às pessoas, criamos nelas um desejo de receber mais prazer em ser amadas.

É claro, todos nós queremos ser amados, mas muito pouco de nós acreditamos que isso irá acontecer um dia. Mas se decidirmos coletivamente dar amor uns aos outros, mesmo se na verdade não o sentimos nós reacenderemos em nossos próximos, homens e mulheres, a convicção de que o amor é possível. E eles serão realmente recíprocos, porque é o que sentem em seus novos e amaciados corações.

Tudo isso pode parecer não cientifico e irracional, porém funciona porque está em harmonia com as forças mais fundamentais da vida – o desejo de doar e o desejo de receber. E uma vez que usarmos alguma força extra quando explorarmos um território que não nos é familiar, existem varias técnicas que podem aumentar as nossas chances de sucesso. Os nossos estudos fornecem uma visão de que a vida será num mundo equilibrado.



O Criador criou a criação para doar total bondade a ela, o que significa que nos da oportunidade de doar e amar. Quando nós fizermos isso, significará que Ele nos preenche com todos os prazeres.

Deleitar a criação não significa satisfazer os nossos desejos egoístas de todas as formas. Ao contrário, quando os meus desejos mudam de egoístas para altruístas, isso abre a possibilidade de doação para mim, que se torna prazer. Isso se chama ser preenchido pelos prazeres do Criador, pela Luz que preenche todo o universo.

Nossa atitude para com esta nova criação, em cujo limiar nos encontramos, é semelhante a entrar em certo clube privilegiado, onde as únicas pessoas autorizadas a entrar são aquelas que têm qualidades especiais e somente por meio de um convite especial. Antes de entrar ali, você tem que receber permissão, um passe de entrada, e para isso você deve primeiro estudar o sistema de relações que existe entre todos os seus membros.

Neste “clube” alguns participantes são muito importantes e outros menos, e eles têm todos os tipos de relacionamentos entre si: familiar, empresarial, amigável e outros, ou seja, eles estão conectados através de todas as formas de conexões. Se você estabelecer contato com cada pessoa e tornar-se incluído nesta conexão com todos, combinando-se corretamente com todo este sistema e sabendo como ativá-lo, então você será capaz de usá-lo para beneficiar.

É assim que o sistema de mundos opera a rede espiritual que nós estamos entrando. Eu tenho que saber que relações existem entre todos os seus elementos. Isso significa que eu tenho que estudar a sua estrutura constante, chamada de VAK (pequeno estado).
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Nós temos que aprender com a ciência da Cabalá antes do tempo, antes de entrar no sistema superior. O estudo cria qualidades especiais dentro de nós e nos aproxima da entrada no sistema superior. Pela força do nosso desejo de atingir este sistema, eu desperto a influência dele sobre mim, e algum tipo de fluido ou fluxo de energia chega até mim de lá, aproximando-me dele.

Afinal, eu quero chegar lá! Está escrito: “Eu estou para o meu amado e Ele está para mim”. Isto é chamado de a preparação para a ascensão no sistema superior. E quando eu finalmente entro lá, isso se chama um novo começo.










Publicado em 4 de outubro de 2011 no Blog  laitman.com.br
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CRISE: CHOROS NÃO VÃO AJUDAR


Nosso problema é que clamamos da dor que o nosso egoísmo nos causou. Mas o Criador é surdo e não receptivo a este tipo de choro. Podemos chorar o quanto nós quisermos. Temos assistido a um terrível sofrimento ao longo da história, mas a força superior não parece dar atenção a ele.


Isso ocorre porque o propósito da criação, o Pensamento da Criação, todo o seu sistema é construído de modo a trazer o desejo egoísta a correção, para a intenção de doar. Se não choramos a fim de adquirir o atributo de doação, mas, pelo contrário, exigimos fazer o bem ao nosso egoísmo, nós temos o resultado oposto e só fazemos a nossa situação pior. Nós convidamos um efeito muito mais forte negativo, a partir do qual vamos aprender a gritar corretamente.

Este é o problema da humanidade, que não entende a governança Superior. Todo o peso que sentimos, todas as dificuldades e nossa discordância com o Criador vem do fato de que nós não entendemos o Seu plano e esperamos que Ele mude e faça algo por nós. Mas Ele não vai fazer nada! Existe um plano para a correção da ruptura, e eu preciso usá-lo. Isso é tudo.

Se eu não fizer isso, posso chorar, assim como toda a gente tem feito por anos, e quem ajudou? Pelos nossos choros, implorando, e as tentativas para preencher o nosso ego, que só aumentam o nosso desejo de receber e recebemos golpes mais duros, até chegarmos ao desespero total, que estamos começando a sentir agora. Isto é assim e vamos finalmente entender que a salvação só virá a partir da nossa correção e não de demandas egoístas. Não há ninguém para pedir!

Só é possível se voltarmos para um sistema de correção, que é um nível acima de mim e que eu percebo como escuridão total, pois é um sistema de doação. Se eu quiser me adaptar a ele e ser como, eu posso pedir isso. Isto é o que vou receber, se eu realmente pedi-lo.

Meu pedido será realizado se eu pedir para doar por ser aquele que dá, e não para me sentir melhor.

ORAR PELO PODER DE DOAÇÃO INTERNA

O que significa pedir ao Criador? Tenho que adquirir Seus atributos para que? 


Pedir é a busca, demanda e até mesmo pedir pela minha própria transformação. Afinal de contas, tenho que expressar o meu próprio desejo por ela. Eu me sentencio (este é o significado de “orar” ou” Lehitpalel” em hebraico), eu investigo quais os atributos que me faltam e como eu posso alcançar a força de doação.

Esta força existe dentro da sociedade. Portanto, se eu entrar na sociedade, desenvolver um desejo de “vestir” em meus amigos com todo meu coração e alma, e me conectar com eles internamente, de modo a dissolver totalmente a este respeito, então eu vou encontrar o poder de doação lá. É exatamente isso o que eu peço.

Oro para chegar a tal estado em que eu vou ver que todo mundo é perfeito e conectado. Esta situação é chamada Shechiná (Divindade), a reunião geral de almas (Knesset Israel). Eu quero estar lá, e eu rezo para a conexão que reúne todas as almas que anseiam para”Yashar-El” (direto para o Criador) a ser realizada em mim.

Eu não recorro a algum poder externo ou desejo que existe de forma independente, ou com alguma figura imaginária. Todas as orações são destinadas a Malchut (do mundo de Atzilut ou o mundo do Infinito), para a conexão entre nós, em que descobrimos doação mútua. Eu quero que este estado seja revelado a mim, e é isso que é pedir.

Este é um ponto muito delicado, e nós temos que ter cuidado para não começar a imaginar alguma estátua ou figura, mas apenas o estado em que estamos conectados e incorporando em cada um, unidos em completa doação.. Mais corretamente, ela deve ser chamada um atributo e não uma força, porque uma força pode parecer como algo distante, enquanto que um atributo é o que eu pretendo adquirir em mim. Estas são diferenças muito pequenas, mas determinam a limpeza da minha atitude, e por isso, elas são tão cruciais.

É dito: “Não há nenhum outro além Dele”, no entanto, temos que imaginar isso como nosso estado em um sistema perfeito. Então podemos estar certos de que não seremos enganados.








Da parte 1 da aula Diária de Kabbalah por Rav laitman de 22/09/2011 www.kab.tv/
Publicado em 25 de setembro de 2011 blog laitman.com/


domingo, 18 de setembro de 2011

FIM DO PRIMEIRO EPISÓDIO. E AGORA?


Nós chegamos a um ponto onde terminamos a construção do sistema egoísta global e integral de conexões. Nós amarramos tudo o máximo possível, todos os bancos e comércio; fechamos um círculo. É evidente que estas ações foram impulsionadas por motivações egoístas e pela pressão do sofrimento: o desejo por dinheiro, honra e poder.

Assim que terminamos este sistema egoísta global e integral, ele começou a ter avarias. Estas avarias evocam um sentimento de crise dentro de nós. Agora, nossas ações devem corresponder ao método da Cabalá, e nós devemos tentar corrigir as relações entre nós, bem como a forma como nos relacionamos com o mundo.
Na conta destes ensaios nós elevamos MAN (oração), e a Luz que corrige surge. Ela cria transformações dentro do egoísmo de cada pessoa e muda a forma como esta se relaciona com os outros. A Luz nos leva à correspondência com as condições que estão sendo reveladas a nós nesta rede global, para que nos tornemos mais adequados a ela.
Cada vez esta rede se revelará como mais integral e global no contexto da doação mútua, e cada vez teremos que trabalhar mais para influenciar a força do Alto, que nos corrige de acordo com a rede global.
A força de doação se revelará constantemente entre nós, e cada um deverá ter certeza de estar em conformidade com ela. Primeiro, o Criador revela a força de doação em Seu final, e cabe a nós mudar a nós mesmos em conformidade.
No entanto, se a revelação desta rede não é acompanhada por nosso avanço independente, nós sentimos isso como uma crise. A situação só vai piorar, até o ponto em que não seremos capazes de negociar e lucrar com um ou outro, o que é algo do qual dependemos. Pode-se chegar ao ponto em que não seremos capazes de sustentar a nós mesmos e seremos forçados a buscar uma solução.
Tudo isso precisa ser explicado do ponto de vista Cabalístico, porque as pessoas não serão capazes de resolver isso por conta própria. Neste tipo de situação a única solução é a guerra. A fim de saber alguma coisa e começar a agir corretamente, nós precisamos fazer pelo menos uma quantidade mínima de mudanças internas positivas que estarão em harmonia com a rede global.
É por isso que os Cabalistas, que vêem esta situação de Cima, devem nos aconselhar sobre nossas ações. Foi sempre assim, mesmo com os profetas e Cabalistas de todos os tempos e de todos os níveis.


CUIDAR UM DO OUTRO

Como descrever brevemente o conceito da garantia mútua?
A garantia mútua é quando cada pessoa compreende que o seu bem depende do bem do outro. Não pode ser bom para mim, se não for bom para ele. Eu não posso me alimentar, mas sim, eu alimento você e você me alimenta. Esta é a única maneira de viver. Caso contrário, vamos morrer. Escolha, não há outras opções.
Nessa medida, nós devemos sentir a nossa interdependência. A comida é a coisa mais importante para o homem, mas ninguém pode prover sua subsistência com as coisas necessárias, sem perceber esta condição da união mútua. Todo mundo proverá aos outros e não a si mesmo. A natureza nos obrigará a nos unir desta maneira, e nenhuma outra.
Todo o resto decorre deste sentimento. Como numa família muito unida, juntos, cuidamos de nossas crianças e apoiamos os nossos pais. Nós conseguiríamos deixar um avô doente em apuros? Claro que não. A condição da garantia mútua nos obriga a fazer isso, e não há necessidade de introduzir leis especiais. A principal coisa é uma atmosfera apropriada na sociedade, criada pela mídia e o ambiente, que condene ou respeite certas relações entre as pessoas.
No entanto, hoje, enquanto a sociedade israelense não adotou o princípio da garantia mútua, nós devemos em primeiro lugar ajudar todos aqueles que não conseguem sobreviver por conta própria. Vamos discutir em conjunto a forma de elevar as pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. Esta é a nossa primeira preocupação, porque ninguém na família deve cair abaixo do nível mais inferior.
Vamos “apagar o incêndio” e, ao mesmo tempo, trabalhar na educação pública, de modo que a nação se mova na direção da garantia mútua, que a própria natureza exige de nós hoje. O mundo superior desce sobre nós e se expressa na forma da garantia mútua.
Vai demorar seis meses ou um ano, antes que as pessoas comecem a perceber e interiorizar o que está acontecendo. No entanto, hoje, o consentimento mútuo já é exigido para ajudar os necessitados que não têm dinheiro para se alimentar até o próximo pagamento. Vamos fornecer o que é necessário para eles agora, e depois discutiremos o resto.

1º texto: Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11 www.kab.tv/ ,  Escritos do Rabash - Publicado em 16 de setembro de 2011  - Blog  laitman.com.br/
 2º texto: Lição Diária de Cabalá 22/08/11, “Arvut“ Publicado em   no Blog:  laitman.com.br/