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domingo, 3 de novembro de 2013

PORQUE NECESSITAMOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL HOJE?

Em todo o mundo, observam-se ondas de crise que “resumem” o giro do desenvolvimento atual. O que exatamente isso nos trouxe? Por um lado, as vidas de inúmeras pessoas tornaram-se muito melhor. Elas já não são tão pobres como aqueles que costumavam não ter nada, exceto suas vidas.

Por muito tempo as pessoas acreditaram no capitalismo. Em outras palavras, elas confiavam que sua motivação egoísta iria deixá-las alcançar o sucesso. Realmente, por que não deveriam melhorar a sua vida? Claro que, em seu caminho para o sucesso, elas precisavam ficar dentro de quadros rígidos da lei, dentro de limites legais concretos, ao invés de fazer um clima de permissividade total e derramamento de sangue. Cada um tem a liberdade de fazer o que quiser! Você quer entrar na produção industrial, comércio, bancos, tecnologias, etc.? Lute por isso e alcance. Como resultado desta atitude, as pessoas começaram a perseguir o sucesso e aplicaram tremendos esforços neste caminho.

Por outro lado, elas obtiveram a liberdade financeira, tornaram-se mais educadas, acumularam propriedades pessoais, começaram a viajar por todo o mundo, e se acostumaram com a abundância total. Neste ponto, elas se tornaram muito vulneráveis aos golpes do destino, ao contrário de quando costumavam ser pobres. Isso explica por que “sete anos de fome” só acontecem depois de “sete anos de abundância”. Em algum ponto no tempo, os judeus tiveram uma ótima vida sob o governo de um rei egípcio generoso que lhes forneceu as melhores condições possíveis de vida. O Faraó costumava ser um “presidente”, enquanto Yosef (José) costumava ser o seu “primeiro-ministro” que desfrutava poderes ilimitados. Nem uma palavra ruim poderia ser dita sobre qualquer um deles. Isto é como o Criador “exaltou” todo o povo de modo que ele “ganhou peso” e se tornou “obeso”. Então, o Criador começou a retirar a “gordura da abundância” do povo judeu, para que eles pudessem experimentar novas tendências na própria “pele”.


A redução da renda e a perda de capital são duas coisas diferentes. É uma sensação diferente quando deixamos de ganhar um adicional de mil dólares, do que quando perdermos apenas cem dólares que já estavam em nosso bolso. Estes infelizes cem dólares nos deixam ainda mais triste do que se deixássemos de ganhar um extra de mil, uma vez que já era nosso. Durante um mês inteiro nos lembramos da perda daqueles cem dólares, ao passo que a perda dos mil potenciais não deixa um gosto tão amargo em nós.



É por isso que hoje em dia a humanidade é elevada a um nível material muito alto. Neste momento, o “depósito de gordura” está sendo tirado de nós, camada por camada, até que a “carne” seja revelada, ou seja, até que todo o tecido corporal seja “tirado” do osso. Isso é chamado de “sete anos de fome”, que vai acabar nas “dez pragas do Egito”, durante as quais “os egípcios” vão continuar “odiando e desprezando os judeus”. Em outras palavras, a nossa oposição ao nosso próprio egoísmo torna-se insuportável para nós, e não sabemos o que fazer com isso por mais tempo. Ao mesmo tempo, sabemos que é o nosso ego que não nos permite respirar.

Hoje, nós temos tudo: estruturas bancárias, uma indústria desenvolvida, sistemas de saúde e boa educação… qualquer coisa que queiramos! No entanto, esses mecanismos agem contra nós. Os médicos e farmacêuticos estão interessados em manter as pessoas doentes para que eles possam nos alimentar com medicamentos questionáveis ou, na maioria das vezes, inúteis. A indústria e o comércio se transformaram em “instrumentos enganosos e sugadores de dinheiro”. Para encurtar a história, todos os sistemas artificiais com os quais costumamos contar acabaram por apodrecer.

Isso aconteceu apenas alguns 60-70 anos atrás. Nós pensávamos que estávamos nos aproximando do “futuro brilhante”, em que todo mundo ia ter uma casa, um trabalho, gozar de boa saúde, sair de férias e ter um plano de previdência decente. Em vez disso, quando chegamos a certo nível, os nossos desejos egoístas começaram a descer e a enterrar nossas esperanças. A classe média está desaparecendo gradualmente, e tudo está voltando aos círculos anteriores: elites no topo e bilhões de pessoas famintas na parte inferior. Isto é o que sete anos de fome parecem.

Como pode ser? Onde está a lógica? As elites devem ter medo que este cenário cause grande tumulto e distúrbios. Os pobres vão fazer perguntas e será impossível detê-los. Além disso, a classe alta não será capaz de parar de sugar tudo do seu povo, não vai deixar nada para eles, e isso vai levá-los à completa pobreza. O egoísmo não vai permitir que a classe superior mude o seu comportamento porque este é o programa que está enraizado nela.

Em seu próprio caminho para a riqueza, bem como durante sua queda na pobreza, a pessoa mede e avalia suas perdas. Pessoas que estavam no topo e depois caíram, irão pensar muito sobre o que realmente aconteceu com elas. Enquanto elas pensam sobre suas vidas, de repente, vão ver: “O nosso egoísmo nos devorou. Nossa própria natureza é o nosso inimigo. Ele não nos permite viver bem. Se não corrigirmos nossa natureza, estaremos totalmente perdidos”.



Mesmo a elite que vai sobreviver e vencer as batalhas do capital vai se sentir dessa maneira. Digamos que apenas uma centena de vencedores vai sair do inferno das lutas pela sobrevivência. Eles vão “dobrar” os outros. Não haverá quaisquer elos de transição alimentando as camadas intermediárias da sociedade. Futuros mecanismos de governo farão a transição para um espaço virtual. No final, cada um vai fazer uma pergunta importante: “O que eu faço agora?” Eles vão ver que seu egoísmo destrói fronteiras, enlouquece, e faz o que quer. Nossa natureza nunca nos permitirá obter o equilíbrio.

É tão óbvio! Não basta distribuir parte de nossos rendimentos aos pobres e apoiar a sua subsistência? No entanto, mesmo a maior assistência caritativa desaparece sem qualquer traço, como na África. Não importa o quanto nós dispensemos aos necessitados; nunca sobra nada e nunca é o suficiente. Suas necessidades apenas continuam a crescer. Este é o ponto em que as pessoas vão começar a gritar sobre o mal que será revelado nelas, quando entenderem que não podem lidar com o seu egoísmo. É como se uma cobra rastejasse dentro de cada um de nós e agora nos come por dentro, como um tumor canceroso que não pode ser tratado.

Este é o cenário de como o mundo externo irá se desenvolver. Não temos o direito de sentar e esperar que isso aconteça. Nós temos que finalmente notificar as pessoas sobre a metodologia de correção, e isso deve feito imediatamente. Nós estamos nos esforçando para fazê-lo. Nós aceleramos o tempo e nos desenvolvemos em conjunto com o Criador, com o grupo, com o exemplo do que temos que finalmente alcançar. Nós sabemos de antemão o que o nosso desenvolvimento vai nos trazer: unidade, a aspiração de ajudar uns aos outros a aprender a amar o nosso próximo como a nós mesmos, a distribuição igual que se baseia na educação integral. Nós montamos este ideal e constantemente aspiramos a isso.

Assim, além dos problemas que nos empurram por trás, nós temos mais uma força que nos puxa para frente. Mesmo que os golpes no futuro sejam muito fortes, nós temos um transporte de energia adicional que nos atrai para frente. Nós temos conhecimento, aspiramos a nossa missão e buscamos o nosso objetivo. Nós estudamos a imagem que está na nossa frente e ela começa literalmente a florescer e acelerar o tempo.

De uma forma ou de outra, todo mundo vai, no final, perceber que o egoísmo é mal e vai nos matar. Isso vai se tornar tão óbvio que tudo o que vamos ter que fazer é cavar nossos próprios túmulos. Afinal de contas, não podemos ir contra a natureza, a menos que utilizemos a metodologia da correção que é criada especialmente para isso.





 Da 4a. Parte da Lição Diária do Dr M.Laitman - Escritos do Rabasch - ,


sábado, 24 de agosto de 2013

DA OBSCURIDADE – PARA O MUNDO DA VERDADE

NÃO HÁ FELICIDADE NA VIDA DO FACEBOOK

Nas Notícias (da Universidade de Michigan): “O uso do Facebook prevê um declínio no bem estar subjetivo, em vez de reforçá-lo, mostra um estudo da Universidade de Michigan”…

“‘Superficialmente, o Facebook fornece um recurso inestimável para preencher a necessidade humana básica de conexão social’, diz o psicólogo social da UM Ethan Kross, autor principal do artigo e professor no Instituto de Pesquisa Social da UM (ISR). ‘Mas ao invés de melhorar o bem estar, nós descobrimos que o uso do Facebook prevê o resultado oposto: ele o prejudica’”…

“O estudo descobriu que quanto mais as pessoas usaram o Facebook durante um período de tempo, pior se sentiram posteriormente. Os autores também pediram às pessoas para avaliar o seu nível de satisfação com a vida no início e no final do estudo. Eles descobriram que quanto mais os participantes usaram o Facebook durante o período de estudo de duas semanas, mais os seus níveis de satisfação com a vida diminuíram ao longo do tempo.

“O mais importante: os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência de que interagir diretamente com outras pessoas via telefone ou face-a-face influenciou negativamente o bem estar. Em vez disso, eles descobriram que as interações diretas com outras pessoas levou as pessoas a se sentir melhor ao longo do tempo”.

Todo o processo do nosso desenvolvimento visa nos levar à desilusão completa e a uma compreensão da necessidade de unidade: é impossível se comunicar no velho e no novo modo, para que possamos nos dirigir ao novo tipo de conexão e interação – espiritual (doação e amor).


DA OBSCURIDADE – PARA O MUNDO DA VERDADE

Isso parece paradoxal, mas se olharmos para este mundo a partir do mundo espiritual, não há nada mais natural do que a conexão de tudo num todo e com o Criador. Este é um sistema único e estável que se encontra em harmonia, em equilíbrio permanente, num estado ideal, onde tudo se encontra em interação, preenchendo os outros e sendo preenchido pelos outros. Este sistema torna-se um corpo totalmente saudável, física e mentalmente.

Informação, matéria, energia, percepção, consciência, tudo isso existe em harmonia absoluta. Portanto, este sistema é eterno: não existe o conceito de tempo, não há mudanças. Em outras palavras, existe a vida eterna e os eventos acontecem com regularidade especificamente para revelar a profundidade infinita dessa conexão.

A própria conexão é permanente, o sistema é permanente, e a Luz é encontrada em repouso absoluto e preenche toda a criação. Nós nos encontramos nela em constante movimento, do menor ao maior preenchimento. E o êxtase mais importante é a percepção da harmonia e plenitude do sistema, e é isso que é chamado de percepção do Criador.

Portanto, o nosso mundo é compreendido desde lá como um pequeno mundo feio, que existe sem escolha, porque o Criador obriga-o a existir, embora a criatura pareça tão desprezível que não tem o direito de existir. Esta criatura existe especificamente para isso, que ao negar a sua perversão, ela vai subir e alcançar a eternidade e plenitude. No entanto, é difícil fazer isso, porque nós não vemos nada contra esta perversão.

Mas, se nós víssemos isso, perderíamos a liberdade de escolha, e com toda a nossa força correríamos somente para lá, sem nos importar com nada. Nós bateríamos todo o nosso corpo no muro, na barreira que nos separa, só para chegar lá ou desaparecer.

Para isso nos foi dada a ocultação, de modo que construíssemos a partir de nós mesmos o modelo do mundo ao qual aspiramos, com uma ligação entre nós, com a nossa relação com o outro, com nós mesmos, na relação do nosso grupo geral com toda a humanidade, com a natureza inanimada, vegetal e animado.

Nós rogamos por isso neste mundo, imaginando-o como um reino, como num jogo de crianças, e tentamos criá-lo entre nós, apesar de todas as coisas que nos são dadas aqui. Nós queremos entrar neste estado imaginário e aparentemente anormal; se entendermos o quão longe isso está da nossa existência atual, vemos que isso é contrário a toda a lógica, à nossa natureza, ou seja, à nossa inteligência. Isso precisa ser algo totalmente diferente.

Continuamente a humanidade tenta entender como, apesar de tudo isso, é possível fazer alguma coisa, mas no final, resulta em algo pior. O ego ainda nos esmaga e nos mostra que talvez tenhamos conseguido o que queríamos, até que descobrimos o significado de tudo o que está acontecendo: Para que serve essa existência?

Você vê, se olhamos de fora, nossa existência parece pervertida e absolutamente carente de significado e propósito. Conclui-se que existem pessoas sem escolha, cativas, que sofrem e fogem deste sofrimento o tempo todo, que encontram mais sofrimentos e mais uma vez fogem. E tudo isso é só para começar a imaginar outra existência, algo que realmente vale a pena, pelo qual vale a pena viver, e não lamentar o fato de que você está vivo.

Quando imaginamos neste estado, aos poucos começamos a sentir que, aparentemente, ele realmente existe; caso contrário, como nós poderíamos imaginá-lo? E esse estado aparentemente não existe apenas hipoteticamente, mas verdadeiramente. No entanto, ele quer que a gente realmente aspire a ele. Eu devo aspirar a este estado de forma que eu vou me sentir interna e emocionalmente dentro dele. Então eu começo a sentir algum tipo de ajuda, inspiração e iluminação. Eu começo a ver que há um propósito para tudo isso.




Exatamente assim, Adão descobriu este sistema 5773 anos atrás. A partir desse dia, nós corremos o nosso calendário Cabalístico, a partir daquele momento em que Adam HaRishon (primeiro homem) descobriu o Criador em nosso mundo. Depois disso começou a transferência de conhecimentos de geração em geração; mais pessoas começaram a ser incluídas nisso, que também sentiram uma falta de sentido em sua existência.

Mas esse mesmo problema sempre se manteve: como eu posso desenvolver um outro mundo, um mundo correto e verdadeiro dentro do meu pequeno e ameaçador mundo? As pessoas se deparavam com esse problema o tempo todo. É necessário criar uma imagem, jogar com este sistema, jogar no mundo real.

Nós sempre esquecemos isso, e isso vai continuar até criarmos um estado como esse, um elo como este, um sistema de relações como este que será praticamente idêntico ao mundo superior e que será obrigado somente a realizá-lo de forma clara, e isso vai ser feito através de um golpe da Luz Superior. Mas até que façamos tudo o que pudermos, a fim de estar em um estado como esse, nós não vamos alcançá-lo. No momento em que fazemos para criar este outro mundo dentro da nossa obscuridade, ele aparecerá imediatamente. A Luz vai torná-lo realidade e vamos descobrir a nós mesmos dentro dele.

Nós entendemos que não há escolha, exceto alcançar a unidade verdadeira e clara, e criar as condições, o contato, relações mútuas como estas, que serão praticamente iguais ao sistema superior, cheios de amor e doação, inclusão mútua, compreensão, apoio e responsabilidade. E a ligação deve ser de tal forma que a pessoa, como uma entidade separada, desaparece. Ela não existe e não pode existir.








Do Blog laitman.com.br  Publicado em  

terça-feira, 22 de maio de 2012

Educação Global para um Mundo Global

 
Global Education for a Global WorldO mundo hoje é integral e global. Assim, conexões entre nós devem tornar-se integrais e globais também. Tal uma mudança é possível apenas ao educar para a globalidade. Cada pessoa no mundo deve perceber que no novo mundo, estamos todos interconectados, e logo devemos ser mutuamente considerados.


Uma instituição educacional-académica deve ser estabelecida no espírito de entendimento mútuo e colaboração como promovido pela UNESCO, para qualificar jovens a servir como “Educadores Globais.” Para estabelecer a instituição, as melhores mentes humanas que se preocupam com a educação devem ser reunidas, procurando construir o currículo requisitado.

Filantropos devem ser abordados com pedidos de apoio em:
  1. Estabelecer uma plataforma online;
  2. Montar uma infrastrutura de Internet nos países em desenvolvimento, para que os jovens possam ser capazes de se conectar ao sistema educativo complementar.
Sob conclusão da construção da instituição, um lançamento mundial do programa “Educadores Globais” deve ser feito. Formados do programa serão incorporados em programas existentes nos seus países, levando a uma revolução na educação.

Integrando Jovens na Criação de uma Sociedade Equilibrada, Considerada, Iniciada e Integral
Reconhecimento do papel imperativo dos jovens em moldar o mundo na era global levou a ONU a declarar este ano (12 de Agosto, 2010 – 12 de Agosto, 2011), o “Ano Internacional da Juventude.”Num documento escrito para a conferência, “Participação de Jovens em Transformações Sociais: Iniciativas e Participação,” a decorrer em 2-3 de Março em Moscou, organizada pelo Secretariado da UNESCO em Moscou e a Federação para a Paz e Conciliação, nos esforçaremos para oferecer uma nova perspectiva sobre a contribuição dos jovens à vida na era global, assim como esboçar uma proposta concreta para lidar com os desafios que os jovens presentemente enfrentam pelo mundo fora.

As Leis do Novo Mundo
Para ajudar os jovens a encontrarem o seu caminho na era global, devemos primeiro compreender as novas leis da vida em tal mundo, e as transformações que levaram a elas:
  1. O nosso desejo crescente de lucrar às custas dos outros evoluiu ao longo da história, fazendo-nos tornar entrelaçados uns aos outros em cada aspecto da vida: monetário, comunicação, política, cultura e assim por diante.
  2. Esse desejo levou-nos a um ciclo vicioso: Por um lado, estamos acustumados a um modus operandi egocentrico. Por outro lado, não conseguimos levar mais vidas imprudentese nos preocupar apenas com os nossos próprios interesses. Estes foram valores “do passado”, parte do mundo “eu”, ao passo que estamos a viver num mundo “nós”, global e integral.
  3. Pelas leis do novo mundo, somos todos interdependentes. Logo, devemos todos ter consideração uns pelos outros. Enquanto agirmos ao contrário, continuaremos a sofrer de crises em todo o reino da vida.
  4. Para quebrar o ciclo vicioso, cada pessoa deve reconhecer a natureza do mundo em que vivemos e compreender que no século 21, “A minha vida depende da minha atitude para os outros.”
De tudo o mencionado, é evidente que o mundo no século 21 não necessita apenas de soluções materiais, econômicas ou políticas. Ao invés, primeiro e antes de mais nada, o mundo de hoje necessita de uma solução educacional. E jovens, que sentem a falha entre o velho e novo mundo mais intensamente que qualquer um, devem estar na linha da frente desta educação.

Fonte:
http://social.un.org/youthyear/docs/background.pdf
http://ariresearch.org/pt/

imagem: http://claralauramaria.blogspot.com.br/2010/05/documentario-o-mundo-global-visto-do.html
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O EFEITO CONSUMIDOR


A globalização da econômia significa que qualquer mercado local está ligado à econômia global. A progressiva queda do dólar, ultimamente estimulada pelas mudanças no Mercado da china claramente demonstra como os mercados do mundo tornaram-se interdependentes.

Temos que descobrir a maneira certa de agir dentro de um sistema interconectado – e que melhor exemplo a estudar do que a natureza, a mãe dos sistemas integrais e perfeitos?

Eles quase Acertaram em Cheio

Myron Scholes e Robert Merton tinham tudo que os cientistas poderiam desejar: Um prêmio Nobel em economia, títulos de professorado nas universidades mais prestigiadas e famosas... Mas tudo isso esvaneceu quando uma oportunidade surgiu nos anos 90. Um corretor veterano e bem conhecido ousou a dupla - colocar sua genialidade em prática e fazer muito dinheiro.

Scholes e Merton estavam certos que jogar com o mercado era como jogar dados: você pode facilmente medir a propabilidade cada e toda ocorrência. Seu plano a prova de erros era primorosamente predizer o mercado através de estudos estatísticos.

Os dois cientistas formaram um grupo de distintos professores matemáticos e econômistas. Então, junto com seu ambicioso corretor, estabeleceram um fundo privado de proteção (um fundo de investimento que objetiva lucro sobre as condições do mercado). Acabaram chamando-o de Gerenciamento de Capital a longo termo ou “LTCM” (acrônimo em inglês para Long Term Capital Management). O fundo desenvolveu uma política de investimento baseada em modelos matemáticos, seu quartel general foi estabelecido em um suburbio luxuoso próximo à Wall Street, e os negócios começaram a girar.

Em poucos quatro anos, o fundo tornou-se a inveja de cada bancário e comerciante da Wall Street. Tubarões do mercado de trocas não acreditavam nos seus olhos enquanto o fundo rendia um retorno chocante de 40% por ano, sem perdas ou flutuações. Parece que os cientistas haviam descoberto uma fórmula mágica, indentificando padrões num mundo imprevisível. Em outras palavras, eles encontraram uma forma de fazer muito dinheiro.

Mesmo os investidores bancários mais céticos estavam impressionados pelo grupo. De fato, eles estavam tão enfatizados que ofereceram-se a alavancar o fundo com um crédito de $100 bilhões sem mesmo perguntar pelas garantias comuns. O fundo foi financeiramente ligado a cada banco de Wall Street e montou uma corrente embaraçada de conexões onde cada ligação afetava a corrente.

LTCM parecia invencível até que numa noite fatal, em setembro de 1998, quando a bolha, de repente, explodiu. O desastre começou quando um evento que parecia ser inocente: a desvalorização da “Thai baht” (moeda tailandesa). Ele despertou uma venda de estoque sobre os mercados Europeus e Asianos, e a bola de neve continou rolando até, eventualmente, alcançar a LTCM. O fundo sofreu um colapso total, causando desgaste sem precendenes para vários sistemas economicos do mundo.

Parecia que o Mercado estava rapidamente conduzindo-se a um ponto sem fim! Num passo dramático, Alan GreenSpan, o legendário presidente da Reserva Federal dos EUA, reuniu as cabeças de cada grande banco de Wall Street e Europa para um encontro de emergência, de portas  fechadas. Finalmente, somente as rezas dos economistas e uma decisão cara para resgarar a LTCM conseguiu salvar o mundo de uma crise econômica profunda.

O Colapso é Contagioso

O atual declínio do dólar é reminiscente da situação que levou ao colapso do LTCM. Embora o dólar tenha estado numa queda espiral por algum tempo, a queda mais dramática no seu valor foi estimulado por uma mudança na política da China. China, pragmaticamente preocupada com a sua própria economia, começou a desviar-se do dólar e diversificou os seus investimentos. Enquanto os ecos desta decisão reverberaram através do mundo, países como a Arábia Saudita, Coréia do Sul, Venezuela, Sudão, Irã e Rússia começaram a considerar um desvio do dólar para poder proteger os seus bens.

Uma tendência similar desdobrou-se durante a recente sub-crise de financiamento de hipotecas (financiamento dado para mutuários instáveis) que começou nos EUA e espalhou-se pelo mundo. Os efeitos desse fiasco estão longe de acabar. A fusão afetou o mercado de valores, bancos, fundos de proteção e companhias pelo mundo inteiro. As maiores ondas de choque foram sentidas na Europa, Ásia, Canadá e Austrália. A crise também afetou muitas corporações, manufaturas, companhias de marketing e mesmo empresas de alta tecnologia.

Várias vezes, a sensação de uma crise econômica global ressurge. Todas as tentativas para predizer as tendências econômicas provaram ser fúteis. Hoje, a questão que vale um milhão de dólares é: Como estabelecer um sistema econômico realmente viável e estável?

Os Sistemas entre Nós

A resposta, diz a sabedoria da Cabala, é, na verdade, bem simples. Melhor de tudo, você não tem que ser um brilhante economista para descobri-la. No entanto, você tem que entender que nós e tudo que fazemos, incluindo a economia, tem que seguir as leis do sistema universal que chamamos de Natureza.

Cabalistas explicam que o plano da natureza é trazer todas as suas partes, incluindo nós, à perfeita unidade. No sistema da sociedade humana, essa unidade significa que o trabalho de cada indivíduo beneficia o todo.
O melhor exemplo de tal comportamento é o das células de um corpo vivo – elas estão interligadas e concedem uma à outra para poder beneficiar o corpo como um todo. Nesse perfeito sistema, o corpo fornece a célula tudo que necessita e a célula está totalmente dedicada ao bem estar dele. No seu artigo, “Construindo a sociedade futura,” O cabalista Baal HaSulam escreveu que “...cada membro é obrigado pela natureza a receber seus ou suas necessidades da sociedade, e também beneficiá-la pelo seu trabalho ou dela.”

Os sistemas artificiais que estabelecemos na sociedade humana estão em completo contraste ao plano da Natureza. No centro do comportamento humano está o Ego, que coloca esses sistemas em movimento. Nossos egos preferem o interesse pessoal, que constringe, ao invés do benefício do todo e advoca a busca pela riqueza, honra e controle, mesmo (ou especificamente) à custa de pessoas.
Tudo isso produz uma relação direta com a economia. No nosso sistema econômico baseado no ego, interesse próprio de capitais e acionistas são as prioridades das companhias. Mesmo quando elas contribuem à comunidade, uma pessoa não consegue entender se tal ato não é, de fato, um desejo básico de glorificar seu nome na mídia por mais publicidade e uma reputação polida.

Globalização + Ego = Sem Saída

Após milhares de anos de desenvolvimento egoísta, finalmente nos encontramos num canto sem saída – o quanto mais tentamos nos beneficiar de cada ser, mais descobrimos a nossa conexão para com o próximo, como se fosse células num corpo vivo, descrito acima.

O colapso da LTCM há uma década, na recente crise de crédito, e o atual declínio do dólar demonstra como interconectados nossos sistemas são.A mínima flutuação num mercado local pode colocar todo o mercado global em turbulência.

Mas é que cada ação que realizamos como consumidores afeta uma grande escala de outros sistemas. Assim como o “Efeito Borboleta”, metáfora para o caos matemático, “O efeito consumidor” funciona da mesma forma.

Quando Rebecca da Filadélfia realiza compras no shopping da vizinhança, ela, de forma significante, afeta
as vidas de muitas pessoas pelo mundo. Os produtos que ela compra podem determinar se uma fabrica vai continuar a operar, se uma família vai ter de se deslocar e se uma criança será salva da fome. Quando Dan, de Charlottesville, muda os canais da sua televisão, em casa, ele afeta o Mercado de propaganda. Um botão do controle remoto pode afetar os empregos e vidas de milhares de pessoas.

A globalização deixou nosso mundo tão frágil que uma mínima rachadura pode causar uma quebra total. Eventos locais como a crise hipotecas nos EUA, um desastre natural, um ataque terrorista e tensão militar no Golfo Pérsico diretamente afeta preços das mercadorias internacionais e ameaçam a estabilidade econômica.


A   Solução

“E o assombro sobre isso é que a Natureza, como um juiz proficiente, nos pune de acordo com o nosso desenvolvimento, já que os nossos olhos podem ver, que o quanto mais a humanidade se desenvolve, maior é a dor e o sofrimento de conseguir manter nosso sustento e economia.

Baal HaSulam,
"A Paz"

A sabedoria da cabala nos fornece uma perspectiva muito ampla acerca da nossa situação. Ela explica que somos como crianças numa caixinha de areia chamada terra. E a natureza está nos desenvolvendo gradualmente, muito similar aos pais que ensinam os seus filhos – o quanto mais crescem, mais devem ser completos.

Cabala explica que a humanidade está vivenciando dois processos paralelos. Por um lado, a natureza está nos forçando a unos unir e trabalhar como um corpo. Por outro, o egoísmo da humanidade está crescendo constantemente, e o fato desses dois processos estarem acontecendo ao mesmo tempo não é uma coincidência.

De uma forma ou de outra, a humanidade terá que inverter seu egoísmo e trabalhar como um corpo. Mas, ao invés da natureza nos forçar a essa mudança, cabalistas sugerem que nós mesmos devemos ter controle sobre o processo e dominá-lo.

Cabalistas explicam que através dos sistemas de educação podemos elevar a consciência das pessoas que a humanidade é como um corpo multicelular, e que nós todos estamos unidos. Ao aprend”er o sistema total da natureza e seus princípios, pessoas entenderão quais mudanças devem programar nos nossos sistemas sociais para poder equilibrá-los com a natureza.

Ao agir de acordo com a natureza, nós vamos prosperar em cada área das nossas vidas, incluindo a economia. Felizmente, já temos a ciência que explica o plano base da natureza. É chamado de “A sabedoria da Cabala".

Fonte - Jornal Kabbalah Today:

Imagens:
http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2011/07/uma-historiazita-sobre-premios-nobel.html
http://www.nicoledextras.com/files/gimgs/11_3-ego.jpg
http://rscoelho.blogspot.com/2011/10/ocupar-wall-street-michael-moore.html
http://www.programanegocios.com.br/?p=noticias&id=22

http://www.globalsherpa.org/globalization-globalisation

domingo, 4 de dezembro de 2011

Educação Espiritual

O estado do mundo, como todos nós sabemos, está mudando. Mas não perca as suas esperanças – no método cabalístico, os pais  ensinam suas crianças a dar amor, e, no processo, lembrar o que esqueceram há tempos.

 

A Educação espiritual (cabalística) tem sido o coração da nossa nação desde o seu início. É por isso que os judeus são chamados de Am HaSefer (“A nação do livro”).  A formação espiritual tem sido o meio essencial para a existência da nossa sociedade; ela a construiu e foi um elemento vital dentro dela.

De fato, desde a recepção da Torá até a ruína do Segundo templo, velhos e novos, igualmente, tinham vivido em unidade e com clara percepção da força superior. Moisés estabeleceu a educação espiritual na nação, e crianças aprenderam desde cedo a conhecer a realidade baseada nas suas raízes no mundo superior. Foi dito que desde Beer Sheba no sul até a Represa no Norte, nenhuma criança era ignorante em relação à assuntos sobre pureza e impureza.

Pureza e impureza não se referem à assuntos espirituais, mas à força egoísta impura em nós, e a pura força de doação. Em outras palavras, mesmo o mais novo entre a nação sentiu altos níveis espirituais.

Uma Crise Agravante

Ainda, após a ruína do Segundo templo, a nação perdeu a sua tangível sensação da espiritualidade, embora a importância da espiritualidade tivesse permanecido bem enraizada nos corações das pessoas. 

Mesmo estando em exílio, cada criança judia sabia como ler, escrever e calcular, e foi ensinada através dos antigos escritos. A educação para unidade, estabelecida pelos cabalistas, manteve as comunidades judaicas unidas durante a diáspora.

Apesar do fato que a educação produziu grande prosperidade, hoje, a importância da educação está declinando rapidamente. Jornais estão repletos com notícias e pesquisas descrevendo a violência escolar, abuso de drogas, depressão e desorientação entre os jovens. Pessoas jovens estão indiferentes em relação a valores e parecem querer mais do que este mundo pode oferecer.

Além do mais, a crise na educação e parte de uma crise muito mais ampla – uma de proporções globais. Cabalistas explicam que esse é um processo pelo qual o ego humano está ampliado para um ponto onde a pessoa não consegue mais saciá-lo.

Outro exemplo da arrogância do ego é a “crescente diferença de geração”, que começou a acelerar no século passado. O jovem atual não consegue relacionar-se com a geração dos seus pais, e vê os adultos como fora de moda, desatualizados. Então, por um lado, nós não sabemos como educar as nossas crianças e satisfazer suas necessidades que mudam e aumentam.

Por outro lado, os jovens não possuem o meio de como comunicar-se com a geração prévia. Mais do que nunca, precisamos de um método que sirva como apoio para uma sociedade uniforme e feliz, na qual todas as partes encontram seu lugar e trabalho frente a um objetivo comum.


Leis de Doação e Amor

A sabedoria da cabala lida com a educação e a construção da sociedade como meio de atingir a força superior. Nos seus escritos, cabalistas revelam a evolução pela qual cada pessoa deve passar numa sociedade fundada na espiritualidade. Assim como cada alma recebe o que precisa do seu ambiente nos mundos espirituais, uma pessoa deve receber a educação correta em cada fase da vida dele(a).


Numa sociedade fundada nos princípios da sabedoria da cabala, nós podemos aprender, desde a infância, a apreciar a vida num nível profundo. Vamos entender que este mundo é muito mais rico do que os nossos cinco sentidos conseguem perceber. Desde cedo, nós vamos aprender através de jogos e exemplos a identificar as causas e latentes forças que controlam a realidade. Então, nós vamos conhecer as leis espirituais de amor e doação, aprender a usá-las corretamente, e poder viver em harmonia e equilíbrio com a natureza.


O Melhor Futuro

As crianças só podem implementar o que elas aprenderam após observar os exemplos feitos pelos adultos. A educação correta origina-se somente do exemplo pessoal. Um dos exemplos atuais na educação mundial é que nos comportamos de forma contraria à que ensinamos. Por exemplo, enquanto ensinamos valores altruístas como doação e colaboração, agimos de forma contrária a isso.

Tais contradições evocam confusão e desrespeito das crianças em direção aos seus pais. No entanto, num sistema de educação baseado na sabedoria da Cabala, os exemplos pessoais dos pais, de valores altruístas, estarão em harmonia com o que ensinam. A educação vai resultar da responsabilidade mutua; vai unir as gerações.

 Os pais entenderão que tal consistência vai criar o melhor futuro para as suas crianças, e cometerão a adequada conduta por causa do seu amor pela sua prole. Similarmente, as crianças estarão expostas aos valores e exemplos pessoais de doação dos seus pais e aspirarão a unir-se a eles como membros ativos da sociedade. Elas obterão seu lugar do lado dos adultos e trabalharão juntos por uma sociedade próspera.
No final das contas, uma educação espiritual vai promover a sociedade como um todo. 

Além do mais, tal tipo de criação vai mudar a vida de forma considerável. A geração jovem vai ser ajudada pela experiência adquirida pelos adultos, e usarão seus exemplos para aprender como vencer seu próprio ego quando ele estalar. Ao fazer isso, os jovens apreciarão a geração antiga e criarão uma ligação forte de amor e respeito entre eles.


A sociedade futura que os cabalistas sempre ansiaram pode ser construída através da educação espiritual, e pode ser feita hoje. É suficiente educar uma geração para “dar um chute inicial” no processo.

Isso, por sua vez, criará uma sociedade uniforme, não contaminada pela diferença de época. Ambas as gerações passada e atual vão apoiar uma a outra para que uma seja a garantia do sucesso da outra. Os velhos servirão como exemplo, e a necessidade para educar os jovens, via valores espirituais vai compelir os antigos a demonstrarem o certo exemplo. Então, eles vão complementar um ao outro e marcharão juntos frente à completa realização da realidade superior.

 Fonte das imagens:
http://www.kabtoday.com/epaper_eng/content/view/epaper/3490
http://judeusbrasil.blogspot.com/2011/03/diaspora-judaica.html
http://cabala-sintoniadiaria.blogspot.com/2010_11_01_archive.html
http://lancamentos.moderna.com.br/educacao-infantil/buriti-mirim/blog/seu-filho-ja-esta-pronto-para-usar-o-computador/
http://www.mightymemory.com/memoryarticle.html

domingo, 30 de outubro de 2011

Destruição na Babilônia Moderna

Destruição na Babilônia Moderna

A idéia de união entre todos os seres humanos, para nós, não é nada além de uma história imaginária de criança. De volta à babilônia, alguém teve uma idéia para unir a humanidade. Hoje, as necessidades do nosso mundo precisam de união mais do que nunca.

 

“… somos como uma pilha de nozes unidas dentro de um saco. Tal nível de unidade não as torna em um corpo integrado. Cada mínimo movimento do saco as sacode e as separam. Elas, por sua vez, parcialmente se unem novamente. Tudo que falta para elas é a unificação que vem de dentro. Qualquer força de unificação é devida a um incidente externo. Isso é lamentável.”
Rabbi Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),
HaUma (A Nação)

 
Unidade. É o que sentimos de vez em quando em momentos que nos aproximam como pessoas. Celebramos os feriados Judaicos, cada um de sua forma pessoal, e compartilhamos muitas experiências coletivas enraizadas na nossa cultura.
Mas tais experiências não são suficientes para nos garantir uma sensação verdadeira de pessoas unidas. Como BaalHaSulam colocou de forma alegórica, para o espectador, parecemos ser as nozes dentro de um saco, unidos somente pela “roupa” que nos mantém juntos. Qualquer batida que vir de fora balançará o conteúdo para e, a partir de, quando pressionadas, se unirão. Quando nada as forçar (força do lado externo), elas permanecerão desunidas.
Obviamente, esse tipo de unidade não faz nos sentirmos como um.

O que torna as pessoas em “uma”?

231 anos atrás, os Estados Unidos declararam sua independência. Seus residentes vieram de toda parte da Europa, África e Ásia. Havia Cristãos, Judeus e outros de muitas religiões e nacionalidades - que deixaram sua terra natal para ir à “terra das oportunidades ilimitadas”. Essas pessoas, separadas pela linguagem, fé e cultura, tinham algo em comum – um desejo forte por um futuro novo e melhor. Então, elas cruzaram suas diferenças e seguiram adiante para estabelecer um vasto sistema de trocas.
Diferente dos Estados Unidos, onde pessoas de diversas nações se uniram amplamente para estabelecer um país baseado no lucro e benefício - países Europeus foram fundados em um passado étnico comum. Inglaterra, França, Rússia, Alemanha e outros países, foram englobados de tribos da mesma raça. Para essa províncias, uma origem comum era a força de união. É fácil pensar que os Judeus, também, compartilharam uma mesma origem. No entanto, geneticamente falando, “não existe gene judeu”.

Um Tipo Diferente de Unidade

Para entender sobre em o que “O povo judeu” foi fundado, precisamos realizar uma pequena viagem à Babilônia, 5.000 anos atrás.  Mesopotâmia, e, especialmente, sua capital, a Babilônia, foi um local de fusão, como a Nova Iorque atual. De fato, de várias formas, Mesopotâmia é o berço da civilização. De volta então, a humanidade foi formada como uma agregação de clãs. Uma proximidade instintiva, como a animal, fazia as pessoas se sentirem próximas uma das outras, como uma família.

Mas enquanto o tempo passou, o egoísmo humano se intensificou e começou a afastar as pessoas umas das outras e a aliená-las. Elas foram ficando interessadas pelo auto interesse, ignorando as necessidades dos outros. Após muito tempo, exploração e ódio surgiram.
Um dos Babilônios pôde ver como a humanidade, antes, uma família entusiasmada, foi se tornando em uma caverna de leões. Mas isso não foi tudo que ele viu. Abraão entendeu que por trás dessa face egoísta, a humanidade era, de fato, uma única, coletiva entidade como células num corpo.
Abraão entendeu um ponto crucial: uma vez que a humanidade transcender o egoísmo e se reunir como uma única entidade, vai se adaptar à inclusiva força do amor que une todas as partes da criação – o criador.

Armado com essa nova percepção, Abraão começou a desenvolver um método capaz de permitir que todas as pessoas transcendam seus egos e conectem-se ao criador.  No entanto, poucos dos contemporâneos de Abraão expressaram qualquer zelo para corrigir os seus egos. A minoria que seguiu seu método se tornaria o primeiro grupo de cabalistas na história. No final das contas, esse grupo cresceu e é o que conhecemos agora como “as pessoas de Israel”.
Porque foram chamadas de “Israel”? Ysrael (Israel) é uma combinação de duas palavras: Yashar (direto) e El (Deus). Então, Israel significa “Direto para Deus”. O nome implica a essência da unidade entre as pessoas de Israel. Uma profunda, eterna ligação que as conecta à natureza por si mesma, além da raça, nacionalidade ou considerações pessoais.

Distante do olhar público

Desde que o egoísmo humano continuou a crescer a novos altos (ou baixos), o pessoal de Israel gradualmente perdeu sua unidade, bem como união com a natureza inclusiva do Criador. Isso aconteceu em dois estágios chamados “a ruína do primeiro e segundo templo”.
Eventualmente, somente alguns poucos escolhidos foram deixados, que sentiam a imensidade da natureza. E por aproximadamente dois milênios, longe do olhar público, essas pessoas, que chamamos de “cabalistas” continuaram a desenvolver método de correção do Abraão e adaptá-lo ao (ainda) crescente ego da humanidade.

Conseqüentemente, durante anos, a cabala autêntica ficou escondida no mistério, imersa em conceitos errados, e, logo depois, manchada pelo comércio.

Cabalistas estiveram preparando o método por um longo tempo quando a humanidade alcançaria o máximo do egoísmo. Nesse ponto, o método estaria pronto e seria motivador usar a cabala como um método de correção, como nada mais. Agora, o tempo chegou.


Vivendo na Babilônia Atual

Hoje, nossas vidas não são muito diferentes dos que viveram na antiga babilônia. Reconhecidamente, nós temos uma variedade de comidas, roupas, comunicação de alta tecnologia, transporte de alta velocidade e sabe-se lá o que mais. E ainda, nosso mundo é inundado por corrupção, ódio, segregação, terrorismo e outras formas de ameaça. Ficamos tão “habituados” com o ódio e dor, e tão cínicos, que idéias como “amor pelo homem” parecem absurdas, se não, inconcebíveis.

O quanto mais a crise global evoluir, mais dedos acusatórios estarão apontando para os judeus.  Razão é simples: a natureza puxa todas as suas partes em unificação, como um magneto no centro do seu campo. Mas para ser atraído para o meio, precisamos programar a correção ou método de - desenvolvido e guardado por Israel. Enquanto nós não estivermos usando o nosso método de correção, toda a humanidade vai permanecer encalhada, além da tensão entre onde devemos estar e se vamos continuar a crescer. Como resultado, conscientemente ou não, outras nações são motivadas a fazer com que Israel avance.

Nós, judeus, devemos reconhecer o mérito da sabedoria que possuímos e devemos colocá-la em prática. A autêntica sabedoria da Cabala não tem nada a ver com qualquer tipo de misticismo ou crença. É, na verdade, um método sistemático, impresso na própria natureza, mirado em elevar a humanidade a sua próxima fase evolucionaria.
Quando encontrarmos dentro de nós o desejo para reviver nossa unidade interna, vamos descobrir a lei natural do amor que espera todos os seres humanos, o tipo de amor que estamos intencionados a espalhar através do mundo. Nas palavras do profeta Isaias, nós seremos “a luz para as nações”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CIRCULAÇÃO DA CABALÁ: SIMPLES E NO PONTO CERTO – GARANTIA MUTUA


Como podemos garantir que a circulação de informação da Cabalá não seja vista com antagonismo?
Dr Laitman: A abordagem é simples. Primeiro de tudo, nós circulamos o conhecimento em relação à crise, sem assustar as pessoas, mas mostrando-lhes a situação real. E a situação é que estamos em frente à natureza global, integral. Sabemos de biologia, zoologia, cibernética, física, astrofísica e outras disciplinas que a natureza é global e todas as suas partes são interligadas, todas elas estão em homeostase, harmonia e equilíbrio. Todas, exceto o homem.

O homem foi intencionalmente direcionado para o caminho egoísta de desenvolvimento que durou até o nosso tempo. E agora nos encontramos em crise no que diz respeito à natureza. Em seu desenvolvimento, a sociedade humana tornou-se um sistema global e entrou em um conflito direto com a natureza.



Existimos dentro da natureza, estamos em frente a ela. Este é o núcleo da crise: Nós não correspondemos à natureza. E até chegarmos a concordância com ela, nós vamos nos sentir mal. Isto é o que acontece durante uma mudança de parâmetros, seja temperatura, pressão ou qualquer outra coisa.

Assim, por não nos adaptarmos ao ambiente, temos experiência de crise. Isto mostra o que pode ser feito como a sociedade humana pode corresponder à natureza. Esta correspondência significa que temos que harmoniosamente ligar-nos entre nós e com a natureza. Demandar harmonia de receber e dar de uma forma equilibrada. Afinal de contas, apenas duas forças atuam na natureza:. Recepção e doação.

Se implementar essa abordagem, tanto na sociedade humana, e também em relação ao mundo exterior, nossa vida vai ser boa. Milhares de artigos científicos atestam isso. Nós só precisamos mostrar, explicar para as pessoas. Nós não dizemos nada de nós mesmos, nós simplesmente organizamos os materiais e o apresentamos: Olha, isso é o que constitui o nosso problema. Economistas, cientistas, sociólogos falam sobre isso. Por isso, vamos encontrar uma solução de acordo com seu diagnóstico. Vamos nos curar. “Nós não empregamos a sabedoria da Cabala ou a religião nas nossas explicações”. Nós apenas apresentamos os dados científicos disponíveis corretamente e levamos às pessoas.

Isso levanta uma questão. Como corrigir nossas relações? Como corrigir o homem? Em resposta, explicamos o que está descrito no artigo de Baal HaSulam “A Liberdade” e outros materiais: O homem é um resultado do ambiente e, portanto, precisamos mudar o ambiente para que ele afete a todos de uma maneira diferente. Temos que artificialmente, usando jogos, criar entre nós o ambiente correto.

A influência do ambiente que eu construo me transforma. Sim, eu jogo, eu finjo, na realidade, eu não tenho nenhum desejo de ser agradável e receptivo. No entanto, eu criei um ambiente grande que me influencia de diferentes maneiras, e graças a isso eu mudo.

Isto é o que temos que fazer, semelhante à forma como as crianças crescem. Ao construir o ambiente e sentir mudanças em mim mesmo, eu conheço minha natureza e a Natureza em geral. Eu torno-me sábio, como o Criador, e me elevo ao Seu grau. Este é o nosso objetivo: Não para resolver a crise e ter uma boa vida no nosso mundo, mas para nos elevar ao grau seguinte, corrigindo a crise.

SOMENTE FATOS

Tudo depende da explicação correta; em outras palavras, da educação. Este é todo o trabalho hoje dentro da Cabala. Independentemente dos pontos de vista da pessoa, eu só quero mostrar a todos que a minha mensagem não vem de mim; ela não é a minha opinião pessoal nem a minha religião. Esta é a natureza das coisas; verifique e certifique-se por si mesmo. Claro, eu deveria preparar e adaptar o material para tornar a minha apresentação adequada ao público. Mas, no geral, a minha tarefa é apresentar os fatos. Imagine que uma pessoa está saltando do 100º andar porque ao nível do 99º andar um tecido verde é esticado, que lhe parece ser um gramado. Então, eu preciso afastar esta “grama” ilusória antes da hora e mostrar-lhe a real distância do chão.

PASSAR CONHECIMENTO NÃO ORDENS

Hoje nós devemos explicar a todos o que acontecerá se cumprirmos a fórmula da garantia mútua — conforme ela está sendo revelada. Na realidade, nós estamos falando de Malchut do mundo do Infinito corrigida e equilibrada, mas nós somos guiados pelo momento atual. Ao ignorar a fórmula da garantia mútua, nós sofreremos uma perda; nós simplesmente devemos aprender a obedecer a seus parâmetros.

Portanto, nossa abordagem é informativa. É assim que os alunos são ensinados numa universidade, de modo que depois eles possam aplicar o conhecimento recebido na vida. A pessoa precisa aprender a reciprocidade nas suas inter-relações com os outros, e tem que aprender isto sozinha, sem receber panfletos de nós.

Hoje, praticamente não há profissões que não exijam inteligência da pessoa. Afinal de contas, ela não é um animal. Deixe-a cavar um buraco, mas até mesmo aqui, além da força física, ela precisa da cabeça. Assim, ao treinar pessoas para interagir corretamente, nós apresentamos a elas um campo de ação para a mente e os sentimentos. Nós não as deixamos no nível animal, uma vez que a garantia mútua tem relação com o nível humano: isto é, o humano dentro de mim pondera como co-existir com os outros. Nós estamos falando de um desenvolvimento interior, sensitivo.

Não é por acaso que as pessoas hoje estão à procura de interconexão, vão a manifestações e exigem justiça social e unificação universal. Isso é o que lhes falta e nós explicamos que estes são os ditames da Natureza. De acordo com isto, nós mesmos temos que estabelecer uma conexão entre nós. A comunicação mútua, a garantia mútua, é a lei do sistema integral que nós representamos.






Palestra de Nova York #1, 11/9/11 Publicado em 17 de setembro de 2011  no laitman.com.br

Visite: www.garantiamutua.com.br

sábado, 8 de outubro de 2011

O Que Vem em Frente: Conflito ou uma Transição Pacífica?

Eventos recentes indicam que o ódio e descontentamento das pessoas podem irromper a qualquer momento e em qualquer lugar do mundo. É bom saber que há alternativas para conflitos violentos

 

Um cenário incomum se desdobrou em Chicago, no mês de dezembro, onde mais de duzentos trabalhadores irados “pacificamente tomaram conta” de uma fabrica da republica após terem sido abruptamente demitidos sem direito a salário ou quaisquer benefícios. Com o apoio de centenas de membros da união, oficiais e mesmo o Presidente eleito, Barack Obama, no sexto dia, a ocupação terminou com a vitória dos trabalhadores.


Seria mesmo imaginável, há meros quatro meses atrás, que cidadãos americanos teriam que recorrer a uma ação drástica como “tomar conta de uma construção” para simplesmente receber o que é de seu direito? E o que teria acontecido se o incidente tivesse se desdobrado sobre circunstâncias diferentes?


Não precisamos procurar muito para encontrar a resposta. Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que ocorreu esse evento em Chicago, um protesto muito mais dramático se desdobrou em Atenas, Grécia, onde um adolescente foi acertado por tiros disparados pela arma de um policial. É estimado que multidões irritadas (protestos) já causaram mais de um bilhão de dólares em estragos. 


O que iniciou rapidamente em Atenas espalhou-se por todo o país e, então, também para outras partes da Europa, incluindo Espanha, Dinamarca, França, Itália e Alemanha. A mídia retratou os protestos violentos como um escape para o profundo descontentamento das pessoas, intensificado pela pressão da crise financeira, massivas demissões que vieram como resultado, e o medo das próximas que podem vir.


As Coisas Podem Ficar Piores?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ENCONTRANDO EQUILÍBRIO EM CANÇÕES E MELODIAS


“O novo som-esfera é global. Ele ondula em grande velocidade através de línguas, ideologias, fronteiras e raças.  A economia desse esperanto  musical é estarrecedora. A música popular trouxe consigo  sociologias de forma particular e pública da solidariedade de grupo.”
--George Steiner

Música é um das formas mais populares de arte; ela pode ser uma poderosa promotora de novos conceitos. Hoje, mais do que nunca, gêneros tais como rock e hip-hop são meios poderosos de expressão dos conceitos sociais. Desde que os Beatles introduziram música hindu na década de 1960, a música étnica tem sido um  meio popular para a promoção e reconhecimento  da  integração cultural. Na verdade, a globalização é um acréscimo positivo para a música, e hoje a maioria dos músicos toca vários tipos de música, algumas das quais são provenientes de culturas estrangeiras.  Portanto, a música merece um capítulo a parte.

Como todas as formas de arte a música é uma língua especial que expressa o mundo interior do músico. Cada tipo de música representa um tipo diferente de desejo de receber e pode, portanto expressar um tipo diferente de equilíbrio com o desejo de doar. Para manter a proposta simples, vamos dividir a música em dois grupos: vocal e instrumental.



CANÇÕES DE AMOR INTERMINAVEL

Com música vocal (canções), é um pouco mais fácil definir as alterações necessárias para que se adaptem à nova direção. Como no cinema, os temas podem ficar bastante parecidos. E como no cinema, por detrás de cada música deveria haver um texto subliminar que traga uma mensagem de unidade e expresse ambos nossos reais desejos - o de dar  e receber.

Música é uma expressão de si mesmo, das mais profundas emoções do artista. Portanto, se a música tem que transmitir uma mensagem de unidade e equilíbrio entre dar e receber, é muito importante que o artista que a toque esteja bem consciente da forma que essas forças interagem. Porque nós não podemos fingir como expressamos o nosso mundo interior, os artistas têm que vivenciar a unidade e a interação e conexão entre as duas forças, se realmente  querem transmiti-las artisticamente.

Como resultado, cada música deve transmitir um novo sentido de frescor e vitalidade. Não há necessidade de criar novos gêneros. Já temos uma variedade maravilhosa: pop, hip hop,  rock n’ roll, jazz, música clássica, e música étnica de todo os tipos. Todas são verdadeiras manifestações de nosso ser interior, e não há necessidade de mudá-las. Tudo o que precisamos mudar é a mensagem subjacente: em vez de enfocar sobre o relacionamento problemático de um casal, as palavras podem valorizar os seus esforços para descobrir a unidade na natureza. Na medida em que aprendemos sobre o desejo de doar da natureza, seremos  também capazes  de criar  novos textos para músicas. Esses textos podem exprimir  diálogos entre o desejo de doar e o desejo de receber como eles acontecem entre as pessoas ou na natureza.

Se pensarmos sobre isso, a busca constante do desejo de doar de encontrar meios de se expressar através do desejo de receber é muito semelhante à forma como um homem procura novos caminhos para expressar o seu amor pela sua mulher (ou vice versa). O que poderia ser mais inspirador do que o expressar essa dor de amor em versos e decorá-la com uma melodia?



MELODIAS DE HARMONIA

A música instrumental é completamente diferente. O enfoque na harmonia da música ocidental a torna um meio natural para transmitir unidade e equilíbrio. Muitos compositores famosos - mais precisamente, Bach e  Mozart – foram atentos em  manter sua música equilibrada e harmoniosa . de fato, a música clássica, particularmente a de Mozart, é tão bem equilibrada e completa que a universidade de Leicester, na Inglaterra, constatou que ela aumenta a produção de leite em fábricas de lacticínios! Embora os compositores, provavelmente, não tiveram consciência do alcance profundo desse equilíbrio, ou que a música deles um dia seria usada para esse objetivo, é essa qualidade que assegura a popularidade deles até nossos dias.

Mas o equilíbrio não existe só na música ocidental; ele é essencial para quase todos os tipos de música, especialmente música indígena. Hoje, porem, o equilíbrio deve ser mantido não apenas porque gostamos do seu som, mas porque ele pode nos ajudar a expressar todo um novo lado da realidade. O resultado pode ser extremamente apaixonante, extremamente delicado, extremamente rápido, ou bem temperado.  Mas seja qual for o tipo, o impacto de ta música sobre o ouvinte vai ser único, justamente porque ela expressa o vigor da vida!

Hoje, as músicas de Bach, Mozart, Beethoven, e Verdi, nos parecem ricas e coloridas. Mas em comparação à música que expressa a percepção de ambos os desejos, serão como a diferença entre ver o mundo em apenas duas dimensões, ou em três.




Como Você Pode Sair Forte da Crise Mundial , Dr. LAITMAN ,Cap.11 pag. 67 a 71
http://www.kabbalah.info/brazilkab/bibliotecaFrameset.htm