Eventos recentes indicam
que o ódio e descontentamento das pessoas podem irromper a qualquer momento e
em qualquer lugar do mundo. É bom saber que há alternativas para conflitos
violentos
Um cenário incomum se desdobrou em Chicago, no mês de dezembro, onde mais de duzentos trabalhadores irados “pacificamente tomaram conta” de uma fabrica da republica após terem sido abruptamente demitidos sem direito a salário ou quaisquer benefícios. Com o apoio de centenas de membros da união, oficiais e mesmo o Presidente eleito, Barack Obama, no sexto dia, a ocupação terminou com a vitória dos trabalhadores.
Seria mesmo imaginável, há meros quatro meses atrás, que cidadãos americanos teriam que recorrer a uma ação drástica como “tomar conta de uma construção” para simplesmente receber o que é de seu direito? E o que teria acontecido se o incidente tivesse se desdobrado sobre circunstâncias diferentes?
Não precisamos procurar muito para encontrar a resposta. Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que ocorreu esse evento em Chicago, um protesto muito mais dramático se desdobrou em Atenas, Grécia, onde um adolescente foi acertado por tiros disparados pela arma de um policial. É estimado que multidões irritadas (protestos) já causaram mais de um bilhão de dólares em estragos.
O que iniciou rapidamente em Atenas espalhou-se por todo o país e, então, também para outras partes da Europa, incluindo Espanha, Dinamarca, França, Itália e Alemanha. A mídia retratou os protestos violentos como um escape para o profundo descontentamento das pessoas, intensificado pela pressão da crise financeira, massivas demissões que vieram como resultado, e o medo das próximas que podem vir.


