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Vídeos sobre a Cabala

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domingo, 25 de dezembro de 2011

TRAVESSIA PARA O MUNDO ESPIRITUAL


Sabemos da sabedoria da Cabala que todas as melhores coisas na nossa vida pessoal, seja ela nosso egoísmo atual ou algo maior que nós nos esforçamos para, toda a bondade no desejo de desfrutar ou o desejo de agradar, seja neste mundo ou no Mundo Superior – só é obtido através da unidade.


Hoje descobrimos isso tudo em formas bastante difíceis e desagradáveis. Encontramos problemas e ficamos submersos na crise. Tudo isso é projetado para nos mostrar que devemos nos unir, já que simplesmente não há outra escolha. A natureza está nos pressionando sem nos deixar um espaço livre para manobra.

A sabedoria da Cabala está nos oferecendo sua ajuda nestas condições. Ela diz: “Eu vou ajudá-lo a alcançar a unidade”. Você verá que não há outras opções. Esta é a única maneira de corrigir suas vidas.

“Suponha que nós não queremos isso, mas de que outra forma podemos adquirir a felicidade”? Somos atraídos pela eternidade, a perfeita realização, tanto no presente e no mundo futuro, queremos nos elevar acima da vida e da morte. Se fôssemos fazer uma lista de como nós encaramos o bem-estar consumado, não seria maior que dez pontos, no máximo. No geral, remeto ao prazer, independentemente de saber se é no coração ou na mente. E a única maneira de consegui-lo é através da união.

Então, hoje, quando estamos descobrindo isso por desespero, a Cabala vem ao resgate. Não está propondo, de alguma forma, vencer essa condição fixa, ela não promete proteção, mas não nos leva ao mundo espiritual através da porta dos fundos. Isto simplesmente é impossível, porque isso se refere a uma lei da Natureza.

No entanto, Cabalá ajuda a perceber o bom caminho. Sim, esta condição é desagradável, desconfortável, de gosto amargo, mas a amargura pode ser transformada em doçura, e o desconforto pode ser superado através de esforços mútuos, música, um fluxo comum de sentimentos alegres, cerimônias festivas, e programas de entretenimento.

Não é um trabalho difícil diante de nós, temos que passar por uma transformação interior. É semelhante à maneira como uma pessoa doente se compromete a cirurgia sabendo que ela vai ter uma vida melhor depois.

E a sabedoria da Cabalá nos ajuda a passar por esta cirurgia, que irá nos mudar cardinalmente. Nosso modo de pensamento, nossa percepção e compreensão do mundo, nossa percepção da realidade, todas as nossas ações, todos os nossos objetivos, a mente e os mecanismos de sentido – todas estas coisas devem transformar. Devemos desinstalar o programa antigo e instalar um novo.

Cabalá explica que suas qualidades básicas não mudam. Suas qualidades inerentes e competências adquiridas permanecerão como elas eram. Você só altera o programa, segundo o qual alcançamos objetivos diferentes na vida. E então, de repente, você vê que todos eles podem ser realizados.

Hoje você está decepcionado e impotente por causa do programa errado. Você precisa atualizá-lo, e você vai conseguir todas as melhores coisas que você quer agora.

E, aos poucos, o homem tomará medidas ao longo deste caminho. Além disso, as alterações não são causadas pela pressão natural do sofrimento do Alto através do qual a Natureza sempre revela problemas e falhas para nós, forçando-nos a correr. Quando nos sentimos como se estivéssemos sem saída, naturalmente nos dirigimos para o próximo estado.

Como Baal HaSulam disse, somos incapazes de permanecer no estado atual, quando se torna insuportável e depois cruzamos para o próximo estado, já que não temos escolha. Este novo estado não parece bom para nós, caso contrário, teríamos o escolhido desde o começo. De acordo com a nossa natureza, “pairamos no ar só até onde conseguimos”, e só concordamos com a mudança quando chegamos ao nosso limite de resistência.

E mesmo assim a situação não é das mais agradáveis, é como se precisássemos mudar para algum lugar e deixar a nossa casa com todas as nossas posses, chegar ao lugar novo, e acostumar-se lá. Estas mudanças representam um grande desconforto. Mas o sofrimento aumenta tanto que nos obriga a fazer este “movimento”.

É assim que avançamos através dos estágios do desenvolvimento humano. Por outro lado, a Cabalá abre novos horizontes, nos mostra o quão boa a nossa vida estará lá, à frente. Afinal, o objetivo da natureza não é nos forçar com golpes, mas criar condições para nos desenvolvermos por conta própria para o bem.

E então em vez da “pressão por trás”, nos sentimos atraídos para frente. Isso realmente ajuda: Antes o nosso trem era afetado pelos empurrões do motor ligado nas costas, mas, agora, outros motores o puxam pela frente.

Cabalá diz que, no século 21, nosso desenvolvimento é realizado através da unidade. Isso nunca aconteceu antes – antes todos se desenvolviam individualmente, mas agora chegou a hora de nos unir, para ficarmos incluídos um no outro, para que todos possam adquirir um vaso comum por dentro. “Então todo mundo vai crescer no mesmo nível que qualquer outra pessoa, como está escrito:”. O privado e o todo são iguais” Todo mundo vai se sentir semelhante ao Infinito, a força superior, percebendo e abraçando toda a realidade em si mesmo.

O homem deve adquirir uma segunda força para perceber isso, a inclusão da força de doação, a unidade e o respeito mútuo com os outros. E é por isso que ele é levado a um grupo, um estado de sua primeira união, mesmo que essa união seja externa, é uma união com pessoas como ele que aspiram para o mesmo objetivo.

Ao lermos O Zohar, nós aspiramos a essa força, que nos atrai, e que fazemos esforços para uni-la entre nós. Nós ajudamos essa força, nós participamos no avanço e processo para o objetivo em vez de mover em direção a ela, sob pressão da força inicial de sofrimento. Voltamo-nos para o caminho da Luz a partir do caminho do sofrimento.

O Zohar descreve as coisas que a Luz faz para nós, e é por isso que quando nós pensamos sobre a unidade e aspiramos a Luz, a leitura se transforma em um esforço interior, espiritual. É exatamente como uma criança que se esforça durante um jogo, e um adulto faz tudo para alcançar o sucesso. Aqui estamos tentando implementar uma determinada ação, mas essa ação não é física, ela é interna. E uma vez que percebemos, sentimos o resultado, e o resultado também é interno.







www.kab.tv/  Lição Diária de Cabala 30/11/2011, O Zohar * Publicado em 24 /12/ 2011  no Blog laitman.com


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As Almas Gêmeas Existem? - 20 Ideias com Dr. Michael Laitman -- Kabbalah Channel


 tv.kabbalah.info - Pessoas solteiras estão com frequência preocupadas com a ideia de encontrarem aquele alguém especial que as satisfaça a toda a hora.

*recomenda-se que tu assista ao vídeo no youtube, pois assim facilita a leitura das legendas.**Isto é impossível e espectativas irreais deste tipo levam a conflitos e divórcios. As pessoas, especialmente mulheres, não sabem como encontrar um bom partido hoje. Enquanto desejando felicidade elas não sabem como a alcançar, confundido a realidade com contos de fadas. Dentro de cada pessoa está um mar de ódios egoístas e mal entendidos que devem ser rivalizados antes que a felicidade possa ser assegurada. A primeira ordem de negócios é anular o caos interno ao se elevar acima do seu ego. A segunda ordem de negócios é procurar conexão neste terreno mais elevado transcendendo ambas as fantasias e concessões.

http://www.youtube.com/user/induzindoconsciencia?feature=watch

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Curso Gratuito De Cabalá Autêntica – Verão 2012

CURSO GRATUITO DE CABALÁ AUTÊNTICA

Uma experiência com conseqüências para toda a vida fornecida pela PRÓPRIA NATUREZA

Começa quarta-feira, 4 de janeiro de 2012.

AGORA É O MOMENTO MAIS IMPORTANTE DA SUA VIDA… SE VOCÊ PERMITIR

Agora é o Momento Mais Importante da Sua Vida… Se Você Permitir. Neste curso, você vai descobrir uma compreensão mais profunda da natureza, do mundo, e quem você realmente é, vai receber ferramentas para desenvolver uma nova abordagem para a vida, e experimentar uma perspectiva única que o ajudará a dar sentido aos eventos no mundo de hoje. Ao contrário de uma série de equívocos sobre a Cabalá que você normalmente ouve, isso está aberto para qualquer pessoa independentemente de quaisquer diferenças que aparentemente existam entre as pessoas (raça, idade, sexo, cultura, etc.) e você está livre para avançar no seu próprio ritmo, sem pressões ou obrigações.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES AQUI


O Que Você Receberá Deste Curso?

  • Uma base sólida da metodologia da Cabalá Autêntica
  • Uma compreensão profunda da natureza, do mundo e quem você realmente é
  • Ferramentas práticas para o desenvolvimento de uma nova perspectiva sobre o mundo a sua volta
  • Uma consciência da fonte de problemas em nossas vidas pessoais e na sociedade

Três Princípios Cabalísticos Em Relação ao Curso:

  1. Você avança no seu próprio ritmo.
  2. Seu próprio desejo irá guiá-lo para as respostas que você procura.
  3. Este estudo está aberto a todos…

O Que Há No Curso Gratuito

  • Doze semanas de estudos fundamentais (24 aulas, 2 aulas por semana)
  • Trinta e seis semanas de aulas no total (nível fundamental = 12 semanas, nível intermediário = 12 semanas, nível avançado = 12 semanas)
  • Capacidade de fazer perguntas via fórum
  • Acesso livre e opcional a uma comunidade da internet para perguntar entre as aulas
  • A base necessária para o estudo do Livro do Zohar, o livro mais importante da Cabala, para aqueles que buscam alcançar estados mais elevados de percepção e sensação
  • Versões gratuitas em PDF de todos os materiais do curso
  • As aulas estão disponíveis para download gratuito e visualização, para você assisti-las quando desejar

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES AQUI

 
 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Educação Espiritual

O estado do mundo, como todos nós sabemos, está mudando. Mas não perca as suas esperanças – no método cabalístico, os pais  ensinam suas crianças a dar amor, e, no processo, lembrar o que esqueceram há tempos.

 

A Educação espiritual (cabalística) tem sido o coração da nossa nação desde o seu início. É por isso que os judeus são chamados de Am HaSefer (“A nação do livro”).  A formação espiritual tem sido o meio essencial para a existência da nossa sociedade; ela a construiu e foi um elemento vital dentro dela.

De fato, desde a recepção da Torá até a ruína do Segundo templo, velhos e novos, igualmente, tinham vivido em unidade e com clara percepção da força superior. Moisés estabeleceu a educação espiritual na nação, e crianças aprenderam desde cedo a conhecer a realidade baseada nas suas raízes no mundo superior. Foi dito que desde Beer Sheba no sul até a Represa no Norte, nenhuma criança era ignorante em relação à assuntos sobre pureza e impureza.

Pureza e impureza não se referem à assuntos espirituais, mas à força egoísta impura em nós, e a pura força de doação. Em outras palavras, mesmo o mais novo entre a nação sentiu altos níveis espirituais.

Uma Crise Agravante

Ainda, após a ruína do Segundo templo, a nação perdeu a sua tangível sensação da espiritualidade, embora a importância da espiritualidade tivesse permanecido bem enraizada nos corações das pessoas. 

Mesmo estando em exílio, cada criança judia sabia como ler, escrever e calcular, e foi ensinada através dos antigos escritos. A educação para unidade, estabelecida pelos cabalistas, manteve as comunidades judaicas unidas durante a diáspora.

Apesar do fato que a educação produziu grande prosperidade, hoje, a importância da educação está declinando rapidamente. Jornais estão repletos com notícias e pesquisas descrevendo a violência escolar, abuso de drogas, depressão e desorientação entre os jovens. Pessoas jovens estão indiferentes em relação a valores e parecem querer mais do que este mundo pode oferecer.

Além do mais, a crise na educação e parte de uma crise muito mais ampla – uma de proporções globais. Cabalistas explicam que esse é um processo pelo qual o ego humano está ampliado para um ponto onde a pessoa não consegue mais saciá-lo.

Outro exemplo da arrogância do ego é a “crescente diferença de geração”, que começou a acelerar no século passado. O jovem atual não consegue relacionar-se com a geração dos seus pais, e vê os adultos como fora de moda, desatualizados. Então, por um lado, nós não sabemos como educar as nossas crianças e satisfazer suas necessidades que mudam e aumentam.

Por outro lado, os jovens não possuem o meio de como comunicar-se com a geração prévia. Mais do que nunca, precisamos de um método que sirva como apoio para uma sociedade uniforme e feliz, na qual todas as partes encontram seu lugar e trabalho frente a um objetivo comum.


Leis de Doação e Amor

A sabedoria da cabala lida com a educação e a construção da sociedade como meio de atingir a força superior. Nos seus escritos, cabalistas revelam a evolução pela qual cada pessoa deve passar numa sociedade fundada na espiritualidade. Assim como cada alma recebe o que precisa do seu ambiente nos mundos espirituais, uma pessoa deve receber a educação correta em cada fase da vida dele(a).


Numa sociedade fundada nos princípios da sabedoria da cabala, nós podemos aprender, desde a infância, a apreciar a vida num nível profundo. Vamos entender que este mundo é muito mais rico do que os nossos cinco sentidos conseguem perceber. Desde cedo, nós vamos aprender através de jogos e exemplos a identificar as causas e latentes forças que controlam a realidade. Então, nós vamos conhecer as leis espirituais de amor e doação, aprender a usá-las corretamente, e poder viver em harmonia e equilíbrio com a natureza.


O Melhor Futuro

As crianças só podem implementar o que elas aprenderam após observar os exemplos feitos pelos adultos. A educação correta origina-se somente do exemplo pessoal. Um dos exemplos atuais na educação mundial é que nos comportamos de forma contraria à que ensinamos. Por exemplo, enquanto ensinamos valores altruístas como doação e colaboração, agimos de forma contrária a isso.

Tais contradições evocam confusão e desrespeito das crianças em direção aos seus pais. No entanto, num sistema de educação baseado na sabedoria da Cabala, os exemplos pessoais dos pais, de valores altruístas, estarão em harmonia com o que ensinam. A educação vai resultar da responsabilidade mutua; vai unir as gerações.

 Os pais entenderão que tal consistência vai criar o melhor futuro para as suas crianças, e cometerão a adequada conduta por causa do seu amor pela sua prole. Similarmente, as crianças estarão expostas aos valores e exemplos pessoais de doação dos seus pais e aspirarão a unir-se a eles como membros ativos da sociedade. Elas obterão seu lugar do lado dos adultos e trabalharão juntos por uma sociedade próspera.
No final das contas, uma educação espiritual vai promover a sociedade como um todo. 

Além do mais, tal tipo de criação vai mudar a vida de forma considerável. A geração jovem vai ser ajudada pela experiência adquirida pelos adultos, e usarão seus exemplos para aprender como vencer seu próprio ego quando ele estalar. Ao fazer isso, os jovens apreciarão a geração antiga e criarão uma ligação forte de amor e respeito entre eles.


A sociedade futura que os cabalistas sempre ansiaram pode ser construída através da educação espiritual, e pode ser feita hoje. É suficiente educar uma geração para “dar um chute inicial” no processo.

Isso, por sua vez, criará uma sociedade uniforme, não contaminada pela diferença de época. Ambas as gerações passada e atual vão apoiar uma a outra para que uma seja a garantia do sucesso da outra. Os velhos servirão como exemplo, e a necessidade para educar os jovens, via valores espirituais vai compelir os antigos a demonstrarem o certo exemplo. Então, eles vão complementar um ao outro e marcharão juntos frente à completa realização da realidade superior.

 Fonte das imagens:
http://www.kabtoday.com/epaper_eng/content/view/epaper/3490
http://judeusbrasil.blogspot.com/2011/03/diaspora-judaica.html
http://cabala-sintoniadiaria.blogspot.com/2010_11_01_archive.html
http://lancamentos.moderna.com.br/educacao-infantil/buriti-mirim/blog/seu-filho-ja-esta-pronto-para-usar-o-computador/
http://www.mightymemory.com/memoryarticle.html

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Congresso Internacional de ARVUT (Garantia Mútua)




Congresso Internacional de ARVUT (Garantia Mútua)


Em Dezembro próximo todos hão de se conectar
Congresso Mundial de Arvut (Garantia Mútua)


6 a 8/12/2011
Centro de Expocições - Ganei ha Taharujá, Tel Aviv
A União modifica o mundo"





O Congresso


Dia de União e Fraternidade, tempo de perguntas e dúvidas, de uma virada mundial.
Dezembro próximo será quente, muito quente.
Alunos, companheiros, homens, mulheres e crianças, de todas as partes do mundo, uma vez por ano vão a algum lugar – com o propósito de unir-se, preparar-se, ascender à próxima escala de conexão entre todos – garantia mútua.


A garantia originada na conexão conjunta em um só lugar. A conexão espiritual, que nos dá a todos a força e o poder de seguir adiante. Em pról do mundo inteiro.
Convidamos a você também.
O que haverá no Congresso?
Basicamente, estaremos ali 3 días consecutivos, entre as 9:00 AM e 22:00 horas. Nesses 3 dias, vamos dançar, estudar, cantar, fazer preguntas, conhecermos mutuamente, comeremos, conversaremos e em especial, iremos nos conectar.

O Congresso irá incluir conferências com o Rav. Dr. Michael Laitman e outros conferencistas; apresentações culturais, workshops, pausas para conexão, oficinas, mesas redondas, almoços, jantares e aperitivos durante todo o dia.
Onde?
Ganei ha Taharujá – Tel Aviv




domingo, 27 de novembro de 2011

NO CAMINHO DA CORREÇÃO


O povo de Israel recebeu a Torá, quando este grupo concordou em ser como um homem com um coração, em garantia mútua. Por causa de sua conexão, eles receberam pela primeira vez os dez mandamentos fundamentais, os “Dez Mandamentos”, o plano da nossa correção completa contra as dez Sefirot completas.

Isso significa que eu tenho que ser corrigido de acordo com estas dez leis: respeite isso, não faça aquilo, e assim por diante, ou seja, cumprir as dez condições. Então, eu começo a me adaptar a outras leis que são reveladas a mim.
Eu descubro que é como se eu construísse o “bezerro de ouro”, depois as “águas da disputa” se manifestam a mim, o “pecado dos espiões”, ou eu pudesse perder a cebola e o alho que comi no Egito. Isto significa que a pessoa descobre diferentes estados, que ela tenta corrigir. Ela deve estar imersa na quebra e sentir todos esses atributos. É por isso que a Torá descreve tantos pecados.

Assim, em vez dos detalhes das dez principais leis, nós recebemos um livro inteiro que nos dá conselhos sobre como atravesar gradualmente corrupções sempre novas e correções dentro de nós mesmos. Se você agir corretamente, a Luz que Corrige brilha sobre você, despertando-lhe, mostrando e esclarecendo vários buracos negros.
Então, você começa a entender quem você é, e você grita, tentando se conectar com os outros como um homem com um coração a cada vez. E as formas de conexão que você precisa para isso são reveladas a você.
Finalmente, você completa todas as correções, e isso significa que você cumpriu todos os “dez mandamentos” que foram esclarecidos a você através deste processo, composto de 620 correções ou “mandamentos”.
Se você concordou em se conectar como um homem com um coração, você tem que seguir em frente agora, manter essa linha, e em cada passo estar conectado como “um homem”. Assim, você vai começar a descobrir uma queda atrás da outra: o bezerro de ouro, as águas da disputa, o pecado dos espiões, e assim por diante. Cada vez você vai descobrir um problema e corrigi-lo.
Isso se chama “o caminho da Torá” ou o “caminho da Halachá” (a palavra “Halachá” vem da palavra hebraica “Alicha” ou caminhada), que é um conjunto de leis que a pessoa deve seguir. Quando você se depara com um problema e não sabe o que fazer, a Torá lhe diz como fazer a correção. Assim, você junta todo o vaso da alma coletiva.
O livro da Torá nos fala sobre o processo interno que você tem que passar, sobre esclarecimentos e correções. Se você lê este livro e sente o que ele diz, você vê o caminho.
O caminho é longo, e você ainda nem começou a avançar, mas você pode ler sobre ele, esperando que alguma correção das futuras correções brilhe sobre você. A partir daí, você receberá a iluminação chamada Luz Circundante ou a Luz que Corrige.
Isso acontecerá se você desejar todas estas correções e se você compreender o que está lendo. Talvez você esteja lendo isso como um romance histórico ou algum livro da lei. Tudo depende da sua atitude.

O mesmo ocorre quando se trata do Livro do Zohar e O Estudo das Dez Sefirot. Todos os livros dizem a mesma coisa: como revelar o mal dentro de si mesmo e como corrigi-lo. Isso é chamado de “Torá”, já que tanto a revelação do mal e sua correção acontecem graças à Luz da correção. Se a pessoa trabalha nessas correções, isso significa que ela estuda a Torá. Sem isso, ela simplesmente estuda, a fim de adquirir conhecimento árido.

Publicado em  Da Lição Diária de Cabalá 02/11/11, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados

domingo, 20 de novembro de 2011

ETAPAS DE SUPERAÇÃO


Nosso trabalho em Cabala é dividido em várias etapas. Na primeira fase, a pessoa é totalmente desconectada do trabalho. Este período tem a duração de anos, ao longo da história humana. Então uma pessoa é despertada pelo Alto, e começa a sentir um desejo inicial de descobrir o propósito da criação, o Criador, o significado de sua vida, começa a crescer dentro dela. 


Ela começa a trabalhar nisso e vem para um grupo e começa a estudar. Nesse meio tempo, ela não entende o que faz. Assim como um bebê recém-nascido, ela não entende onde está, quem ela é, nem quem são as pessoas ao seu redor.

Gradualmente, ela avança para os estados mais claros e melhora sua compreensão, embora apenas como uma criança, ela faz muitas coisas bobas sem saber e sem sentir. Ela segue o conselho dos “mais velhos”, os Cabalistas, e repete o que todos os outros fazem, até que gradualmente, começa a entender essas ações.

Claramente, ela não aprende ao executar essas ações. Em vez disso, como resultado destes exercícios, mesmo que ela não saiba o que está fazendo, ela atrai a Luz sobre si mesma. Assim, a pessoa avança como um bebê que não precisa saber o que faz para crescer. Ela se desenvolve de acordo com o plano da natureza.

Mas, aos poucos, ela começa a entender como deve avançar e em que os seus esforços devem ser focados. Ela começa a entender que o avanço é contra a nossa natureza e que devemos colocar os nossos desejos de lado, não esperando o corpo concordar com o avanço espiritual. Afinal, os interesses do corpo são absolutamente contrários a ele.

Então, temos que nos aconselhar em como realizar ações que o nosso desejo não suporta e que não trazem prazer ao seu espírito. Isso é intencional, e uma pessoa enfrenta tremenda esistência interna e ela não entende o porquê. Ela não entende como é possível avançar se repele tanto o desejo. Por que deveria funcionar se ela não preenche o seu desejo de forma como tem sido até agora?

Mesmo que eu deseje avançar contra o meu desejo, eu ainda tenho a imagem abstrata de alguma recompensa, pelo menos alguma coisa. Agimos muitas vezes contra a nossa vontade no trabalho, nos esportes, na realização dos nossos deveres familiares, e assim por diante. Aqui, pelo menos, é claro para nós o que a recompensa é e por que devemos agir.

Você não vai mesmo ser capaz de levantar um dedo se você não sentir que é gratificante. Seu corpo simplesmente não teria combustível para executar a ação. Onde você poderá obter esse “combustível”?

A busca por combustíveis, o pedido para essa fonte de alimentação externa, é chamado de “a busca pelo poder da fé”. Uma pessoa não quer trabalhar com seu próprio combustível, pois será, sem dúvida, egoísta, e ela realmente precisa de alguma energia externa e motivação.

Esta busca com o apoio do grupo traz a revelação da Luz que lhe dá o poder para avançar acima de seus desejos corporais. Agora, ela avança para não encher o seu egoísmo, mas na Luz da fé que lhe permite trabalhar acima de sua vontade egoísta.

Aqui, é preciso superar constantemente seu desejo. Estes passos são chamados de “quarenta anos de peregrinação no deserto”, em que uma pessoa recebe o poder de trabalhar sem qualquer remuneração para seus desejos. Suas ações estão acima dos seus desejos e contra eles, e o resultado não vai junto com seus desejos ou porque ela não vê qualquer benefício pessoal no mesmo.

No entanto, ela pode realizá-los! Seus desejos a apóiam, apesar da resistência, que é chamada de “fé acima da razão.” Quando uma pessoa pode trabalhar dessa maneira, ela se move para trabalhar com os desejos reais, e ainda pode usá-los no poder da fé, sem qualquer benefício egoísta, mas só por causa do Criador.

Ou seja, o caminho é dividido em duas partes. Primeiro, vamos subir acima de nosso desejo de receber o chamado “deserto.” Então, começamos a trabalhar com ele e entrar na “terra de Israel”.






Lição Diária de Cabalá 15/11/2011, Escritos do Rabash
Publicado no Blog do Rav Laitman em 20/11/2011

domingo, 13 de novembro de 2011

TEORIA OU PRÁTICA?


Qual é a melhor maneira de se conectar ao estudo técnico da Cabalá? O que é mais importante, a intenção ou o esforço em entender?
O estudo técnico da Cabalá sem a sua aplicação prática não faz nada. Você nunca será capaz de memorizar nada. Mesmo que você memorize alguns detalhes, isso não o ajudará, não o preencherá, nem o elevará. Só o trabalho espiritual pode elevar a pessoa.

Nós estudamos todo o sistema do Universo apenas para que possamos tentar compreendê-lo de alguma forma e determinar o que é importante para nós. Para nós é importante atrair a Luz superior, para sermos preenchidos com a Luz de Hassadim(Misericórdia) e ascendermos dos mundos de BYA para o mundo de Atzilut. Isto pode ser feito se nos unirmos. Ao nos unirmos, nós ascendemos a ZON do mundo de Atzilut, onde nos encontramos sob a influência da Luz que corrige.
Nós precisamos deste sistema apenas com o propósito de nos convencer a fazer as ações necessárias em conjunto. Então, a correção será realizada, e como resultado, cada um verá e sentirá a si mesmo dentro deste sistema integral. Ele o verá de verdade e será capaz de navegar livremente dentro dele. Este sistema é a conexão entre nós. No entanto, se não tentarmos nos conectar, nós não o revelaremos, porque os mundos existem entre nós.
Em outras palavras, quando nós desejamos um ao outro em equivalência de qualidades, na garantia mútua, nós revelamos os mundos e a Luz dentro dos mundos. A Luz geral que se revela é o Criador.

NÓS PRECISAMOS DE UM COMBUSTÍVEL NOVO


Nós precisamos receber de Cima o poder da fé chamada “arte”.Naturalmente, nós mesmos não a temos. E nesse caminho a pessoa vê o quão fraca ela é. Está escrito que o trabalho interior “enfraquece a pessoa” porque ela começa a sentir que não tem nada, exceto o desejo egoísta.
E se ela supostamente consegue superar seu egoísmo, isso simplesmente significa que um desejo egoísta maior derrotou um menor. Desta forma, em vez de avançar na direção da espiritualidade, ela está se movendo na direção oposta, usando um egoísmo ainda maior.
Às vezes as pessoas são muito bem sucedidas em seus estudos, elas trabalham e estudam muito, e você pensaria que uma grande força de doação as está conduzindo. Mas este não é o caso. Isto simplesmente é a grande força do egoísmo, porque elas percebem um benefício maior diante delas.
Nós sempre avançamos de “Lo Lishma” (para si mesmo) para “Lishma” (em prol da doação) e, naturalmente, agimos com a ajuda do nosso ego. Mas, ainda assim, a nossa responsabilidade é avaliar nossa verdadeira posição e as intenções que nos movem.
Gradualmente, conforme a pessoa exerce um esforço no estudo, na disseminação, e principalmente no trabalho no grupo, ela revela quão incapaz de qualquer coisa ela é. O homem percebe seu verdadeiro estado quando vê que não importa o quanto ele tenta superar o seu ego, colocando todos os seus esforços nisso, ainda é incapaz de fazer qualquer coisa com ele mesmo.
A pessoa passou todo o seu tempo trabalhando pela importância do objetivo, mas no final, ela perdeu sua força e percebeu seu mal. Ela entendeu que não tem nada, exceto o ego e que cada movimento seu é movido por um propósito egoísta. Como resultado, ela chega a um profundo estado de desespero, descrito da seguinte maneira: “Não há momento mais feliz na vida de uma pessoa do que quando ela se torna completamente decepcionada com seus poderes e sente total desamparo, e está pronta para uma oração completa”.
Uma oração completa é um pedido para adquirir o poder da fé. Então, o poder da grandeza da fé, a grandeza do Criador se veste nela, e, a pessoa continua trabalhando, mas com outro tipo de “combustível”.






Publicado em 
Lição Diária de Cabalá do Dr Laitman , Escritos do Rabash

domingo, 6 de novembro de 2011

O AMOR PELO CRIADOR E O AMOR PELAS CRIATURAS



O princípio do ama ao próximo como a ti mesmo é conhecido de todos, mas ainda há muita confusão em torno dele. Todos concordam que devem se amar, embora alguns desejem exterminar grande parte da humanidade fora do seu amor, pensando: “Essas pessoas infelizes! Por que elas deveriam sofrer?”. E é ainda mais surpreendente quão vagamente este princípio se reflete em diferentes religiões.


Como resultado, nós somos esfriados, e não estamos preocupados por não amar nosso próximo. Nossa educação e ambiente têm negligenciado completamente essa questão. Portanto, é hora de parar e pensar: Será que isso é realmente importante? Talvez seja suficiente dar ensinamentos morais às crianças e mostrar respeito elementar entre os adultos. Ou deveria o amor ao próximo ser a meta da vida a cada instante, para cada pessoa e para todos juntos? Nós deveríamos viver apenas para atingir esta qualidade o mais rápido possível?

Esta questão que enfrentamos é extremamente importante. Se nós estamos falando do significado da vida, da realização da meta para a qual viemos a este mundo, então por que nós negligenciamos tanto este princípio? Em essência, nós estamos muito longe de compreender o fato de que este princípio é a lei geral do universo e da natureza. Todas as outras leis que conhecemos, e especialmente aquelas que não conhecemos, giram em torno deste eixo.

Se nós quisermos entender a nós mesmos e o mundo em que vivemos, teremos que alcançar a lei geral da criação. Sem alcançar o amor ao próximo, não seremos capazes de descobrir quem somos e onde estamos. Esta é a chave que nos permite ver toda a imagem corretamente, para compreendê-la, senti-la, nos incluir nela e usá-la para a total auto realização.

Através da aquisição do amor ao próximo na prática, alcançamos a qualidade do Criador. Todas as outras leis são apenas facetas, expressões parciais desta lei fundamental da realidade. É semelhante à forma como a lei da gravidade pode ser expressa de diferentes maneiras, mas, como um todo, ela sempre determina como um objeto é atraído a outro.
Há um fenômeno geral e há casos particulares disso. Existe uma lei universal de doação, e para nós ela é antes de tudo expressa como princípio social, “ama teu próximo como a ti mesmo”. Ao realizar este princípio na sociedade, nós realizamos a lei universal. Ela nos controla, e se quisermos organizar bem nossas vidas, devemos aspirar realizá-la. 


Baal HaSulam, em “Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados” diz que qualquer um que compre um escravo hebreu, é como se comprasse um mestre para si próprio. Isto quer dizer que se acontecer que uma pessoa tenha apenas uma almofada, ela deve dá-la ao seu servo.
“Ame o próximo como a si mesmo” é a segunda regra que enfrentamos depois de termos aprendido a não fazer aos outros o que odiamos. Esta condição em particular tem altos requisitos.

No estado de “amar o seu amigo como a si mesmo”, não é basta evitar a crítica ou considerar o seu amigo mais baixo que a si próprio. Você deve elevar o seu amigo acima de si mesmo de forma que ele se torne para si a coisa mais importante no mundo. De agora em diante, devo preocupar-me primeiro com ele, como uma mãe que se entrega naturalmente ao seu filho e renuncia a si própria de forma a fornecer-lhe tudo o que for necessário. Devemos relacionar-nos com toda a gente desta forma. Claro, não somos sequer capazes de pensar nisso. Esta condição é-nos tão detestável e repulsiva que não conseguimos sequer imaginar para nós próprios como poderíamos concretizá-la.


Contudo, a Luz que Corrige existe no mundo. Ela age no seu próprio ritmo, de acordo com o plano da criação, e aproxima-nos de forma a que aceitemos esta condição. Quer queiramos quer não, no fim, iremos precisar de satisfazê-la quer por vontade própria quer por pressão através do sofrimento. De uma forma ou de outra, estamos a falar sobre a lei da natureza que hoje está a trazer a toda a gente para o primeiro estado do caminho espiritual, para o princípio de “faça aos outros o que quiser que lhe façam a si”.

Todos nós precisamos sentir que estamos juntos no mesmo sistema, que estamos mutuamente ligados entre nós, que nos entendemos uns aos outros, e estamos dependentes uns dos outros. O sistema integral une-nos em todas as intenções e significados. Nós ainda descobriremos que cada desejo e pensamento de uma pessoa está ligado ao resto das almas.

Claro, não somos capaz de satisfazer esta condição, e nós certamente não a queremos satisfazer. Instintivamente, rejeita-mos e ignoramo-la. Não concordo com esta condição de tal forma que me esqueço imediatamente dela. Portanto, o que devo fazer?

A pessoa precisa realizar exercícios num grupo onde ela ainda assim queira fazê-lo. Ninguém me diz que preciso de perceber a condição em que eu me proíbo de fazer aos outros aquilo que eu detesto para mim próprio. Não consigo concretizá-lo contra o meu desejo, e muito menos amar os outros como a mim mesmo. Não é impossível forçar-me uma vez que não tenho controlo no meu coração. Contudo, sou capaz de realizar ações que irão mudar o meu coração.
Questões surgem aqui: Como posso eu querer algo assim? O que preciso fazer para isso? É aqui que reside um ponto de escolha: eu posso atrair a Luz que Coriige quer para o bem ou para o mal, um dos dois. No fim, eu quererei que ela venha, mas o que é que fará com que eu a queira?

Por um lado, podemos construir um ambiente que me impressionará com a grandeza e importância da meta e que irá direccionar-me para a doação e o amor mútuo. Sob a doação dos amigos, eu ainda desejarei mesmo o que não é importante para mim agora. Então, a Luz virá.

Assim, podemos sentir a falta dos nossos esforços como sofrimento, mesmo uma guerra mundial, até que no fim, precisaremos pedir a Luz que Corrige de qualquer jeito, pedir correção, e pedir bons relacionamentos entre os nossos semelhantes. Por exemplo, hoje, a existência de Israel está sob ameaça, e esta situação negativa deve acordar-nos para a correção. Você quer livrar-se das ameaças? Atraia a Luz que Corrige, e ela fará tudo por si. Nada ajudará além disso. Afinal de contas, um herói não ganha pela força.

Precisamos apenas de nos unir. A nossa unidade irá atrair a Luz ao nosso mundo, e corrigirá tudo. Fará isso gradualmente, de acordo com o seu programa que nós não sabemos. Mas em qualquer caso, a manifestação da Luz no mundo levar-nos-á para o bem.



Da aula diária de Cabalá de 27/10/11, e 30/10/11 www.kab.tv/  “O Amor Pelo Criador E O Amor Pelas Criaturas” Publicado em 27/10 e 02/11 respectivamente  no Blog do Rav:  laitman.com.br


domingo, 30 de outubro de 2011

Destruição na Babilônia Moderna

Destruição na Babilônia Moderna

A idéia de união entre todos os seres humanos, para nós, não é nada além de uma história imaginária de criança. De volta à babilônia, alguém teve uma idéia para unir a humanidade. Hoje, as necessidades do nosso mundo precisam de união mais do que nunca.

 

“… somos como uma pilha de nozes unidas dentro de um saco. Tal nível de unidade não as torna em um corpo integrado. Cada mínimo movimento do saco as sacode e as separam. Elas, por sua vez, parcialmente se unem novamente. Tudo que falta para elas é a unificação que vem de dentro. Qualquer força de unificação é devida a um incidente externo. Isso é lamentável.”
Rabbi Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),
HaUma (A Nação)

 
Unidade. É o que sentimos de vez em quando em momentos que nos aproximam como pessoas. Celebramos os feriados Judaicos, cada um de sua forma pessoal, e compartilhamos muitas experiências coletivas enraizadas na nossa cultura.
Mas tais experiências não são suficientes para nos garantir uma sensação verdadeira de pessoas unidas. Como BaalHaSulam colocou de forma alegórica, para o espectador, parecemos ser as nozes dentro de um saco, unidos somente pela “roupa” que nos mantém juntos. Qualquer batida que vir de fora balançará o conteúdo para e, a partir de, quando pressionadas, se unirão. Quando nada as forçar (força do lado externo), elas permanecerão desunidas.
Obviamente, esse tipo de unidade não faz nos sentirmos como um.

O que torna as pessoas em “uma”?

231 anos atrás, os Estados Unidos declararam sua independência. Seus residentes vieram de toda parte da Europa, África e Ásia. Havia Cristãos, Judeus e outros de muitas religiões e nacionalidades - que deixaram sua terra natal para ir à “terra das oportunidades ilimitadas”. Essas pessoas, separadas pela linguagem, fé e cultura, tinham algo em comum – um desejo forte por um futuro novo e melhor. Então, elas cruzaram suas diferenças e seguiram adiante para estabelecer um vasto sistema de trocas.
Diferente dos Estados Unidos, onde pessoas de diversas nações se uniram amplamente para estabelecer um país baseado no lucro e benefício - países Europeus foram fundados em um passado étnico comum. Inglaterra, França, Rússia, Alemanha e outros países, foram englobados de tribos da mesma raça. Para essa províncias, uma origem comum era a força de união. É fácil pensar que os Judeus, também, compartilharam uma mesma origem. No entanto, geneticamente falando, “não existe gene judeu”.

Um Tipo Diferente de Unidade

Para entender sobre em o que “O povo judeu” foi fundado, precisamos realizar uma pequena viagem à Babilônia, 5.000 anos atrás.  Mesopotâmia, e, especialmente, sua capital, a Babilônia, foi um local de fusão, como a Nova Iorque atual. De fato, de várias formas, Mesopotâmia é o berço da civilização. De volta então, a humanidade foi formada como uma agregação de clãs. Uma proximidade instintiva, como a animal, fazia as pessoas se sentirem próximas uma das outras, como uma família.

Mas enquanto o tempo passou, o egoísmo humano se intensificou e começou a afastar as pessoas umas das outras e a aliená-las. Elas foram ficando interessadas pelo auto interesse, ignorando as necessidades dos outros. Após muito tempo, exploração e ódio surgiram.
Um dos Babilônios pôde ver como a humanidade, antes, uma família entusiasmada, foi se tornando em uma caverna de leões. Mas isso não foi tudo que ele viu. Abraão entendeu que por trás dessa face egoísta, a humanidade era, de fato, uma única, coletiva entidade como células num corpo.
Abraão entendeu um ponto crucial: uma vez que a humanidade transcender o egoísmo e se reunir como uma única entidade, vai se adaptar à inclusiva força do amor que une todas as partes da criação – o criador.

Armado com essa nova percepção, Abraão começou a desenvolver um método capaz de permitir que todas as pessoas transcendam seus egos e conectem-se ao criador.  No entanto, poucos dos contemporâneos de Abraão expressaram qualquer zelo para corrigir os seus egos. A minoria que seguiu seu método se tornaria o primeiro grupo de cabalistas na história. No final das contas, esse grupo cresceu e é o que conhecemos agora como “as pessoas de Israel”.
Porque foram chamadas de “Israel”? Ysrael (Israel) é uma combinação de duas palavras: Yashar (direto) e El (Deus). Então, Israel significa “Direto para Deus”. O nome implica a essência da unidade entre as pessoas de Israel. Uma profunda, eterna ligação que as conecta à natureza por si mesma, além da raça, nacionalidade ou considerações pessoais.

Distante do olhar público

Desde que o egoísmo humano continuou a crescer a novos altos (ou baixos), o pessoal de Israel gradualmente perdeu sua unidade, bem como união com a natureza inclusiva do Criador. Isso aconteceu em dois estágios chamados “a ruína do primeiro e segundo templo”.
Eventualmente, somente alguns poucos escolhidos foram deixados, que sentiam a imensidade da natureza. E por aproximadamente dois milênios, longe do olhar público, essas pessoas, que chamamos de “cabalistas” continuaram a desenvolver método de correção do Abraão e adaptá-lo ao (ainda) crescente ego da humanidade.

Conseqüentemente, durante anos, a cabala autêntica ficou escondida no mistério, imersa em conceitos errados, e, logo depois, manchada pelo comércio.

Cabalistas estiveram preparando o método por um longo tempo quando a humanidade alcançaria o máximo do egoísmo. Nesse ponto, o método estaria pronto e seria motivador usar a cabala como um método de correção, como nada mais. Agora, o tempo chegou.


Vivendo na Babilônia Atual

Hoje, nossas vidas não são muito diferentes dos que viveram na antiga babilônia. Reconhecidamente, nós temos uma variedade de comidas, roupas, comunicação de alta tecnologia, transporte de alta velocidade e sabe-se lá o que mais. E ainda, nosso mundo é inundado por corrupção, ódio, segregação, terrorismo e outras formas de ameaça. Ficamos tão “habituados” com o ódio e dor, e tão cínicos, que idéias como “amor pelo homem” parecem absurdas, se não, inconcebíveis.

O quanto mais a crise global evoluir, mais dedos acusatórios estarão apontando para os judeus.  Razão é simples: a natureza puxa todas as suas partes em unificação, como um magneto no centro do seu campo. Mas para ser atraído para o meio, precisamos programar a correção ou método de - desenvolvido e guardado por Israel. Enquanto nós não estivermos usando o nosso método de correção, toda a humanidade vai permanecer encalhada, além da tensão entre onde devemos estar e se vamos continuar a crescer. Como resultado, conscientemente ou não, outras nações são motivadas a fazer com que Israel avance.

Nós, judeus, devemos reconhecer o mérito da sabedoria que possuímos e devemos colocá-la em prática. A autêntica sabedoria da Cabala não tem nada a ver com qualquer tipo de misticismo ou crença. É, na verdade, um método sistemático, impresso na própria natureza, mirado em elevar a humanidade a sua próxima fase evolucionaria.
Quando encontrarmos dentro de nós o desejo para reviver nossa unidade interna, vamos descobrir a lei natural do amor que espera todos os seres humanos, o tipo de amor que estamos intencionados a espalhar através do mundo. Nas palavras do profeta Isaias, nós seremos “a luz para as nações”.