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domingo, 3 de novembro de 2013

PORQUE NECESSITAMOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL HOJE?

Em todo o mundo, observam-se ondas de crise que “resumem” o giro do desenvolvimento atual. O que exatamente isso nos trouxe? Por um lado, as vidas de inúmeras pessoas tornaram-se muito melhor. Elas já não são tão pobres como aqueles que costumavam não ter nada, exceto suas vidas.

Por muito tempo as pessoas acreditaram no capitalismo. Em outras palavras, elas confiavam que sua motivação egoísta iria deixá-las alcançar o sucesso. Realmente, por que não deveriam melhorar a sua vida? Claro que, em seu caminho para o sucesso, elas precisavam ficar dentro de quadros rígidos da lei, dentro de limites legais concretos, ao invés de fazer um clima de permissividade total e derramamento de sangue. Cada um tem a liberdade de fazer o que quiser! Você quer entrar na produção industrial, comércio, bancos, tecnologias, etc.? Lute por isso e alcance. Como resultado desta atitude, as pessoas começaram a perseguir o sucesso e aplicaram tremendos esforços neste caminho.

Por outro lado, elas obtiveram a liberdade financeira, tornaram-se mais educadas, acumularam propriedades pessoais, começaram a viajar por todo o mundo, e se acostumaram com a abundância total. Neste ponto, elas se tornaram muito vulneráveis aos golpes do destino, ao contrário de quando costumavam ser pobres. Isso explica por que “sete anos de fome” só acontecem depois de “sete anos de abundância”. Em algum ponto no tempo, os judeus tiveram uma ótima vida sob o governo de um rei egípcio generoso que lhes forneceu as melhores condições possíveis de vida. O Faraó costumava ser um “presidente”, enquanto Yosef (José) costumava ser o seu “primeiro-ministro” que desfrutava poderes ilimitados. Nem uma palavra ruim poderia ser dita sobre qualquer um deles. Isto é como o Criador “exaltou” todo o povo de modo que ele “ganhou peso” e se tornou “obeso”. Então, o Criador começou a retirar a “gordura da abundância” do povo judeu, para que eles pudessem experimentar novas tendências na própria “pele”.


A redução da renda e a perda de capital são duas coisas diferentes. É uma sensação diferente quando deixamos de ganhar um adicional de mil dólares, do que quando perdermos apenas cem dólares que já estavam em nosso bolso. Estes infelizes cem dólares nos deixam ainda mais triste do que se deixássemos de ganhar um extra de mil, uma vez que já era nosso. Durante um mês inteiro nos lembramos da perda daqueles cem dólares, ao passo que a perda dos mil potenciais não deixa um gosto tão amargo em nós.



É por isso que hoje em dia a humanidade é elevada a um nível material muito alto. Neste momento, o “depósito de gordura” está sendo tirado de nós, camada por camada, até que a “carne” seja revelada, ou seja, até que todo o tecido corporal seja “tirado” do osso. Isso é chamado de “sete anos de fome”, que vai acabar nas “dez pragas do Egito”, durante as quais “os egípcios” vão continuar “odiando e desprezando os judeus”. Em outras palavras, a nossa oposição ao nosso próprio egoísmo torna-se insuportável para nós, e não sabemos o que fazer com isso por mais tempo. Ao mesmo tempo, sabemos que é o nosso ego que não nos permite respirar.

Hoje, nós temos tudo: estruturas bancárias, uma indústria desenvolvida, sistemas de saúde e boa educação… qualquer coisa que queiramos! No entanto, esses mecanismos agem contra nós. Os médicos e farmacêuticos estão interessados em manter as pessoas doentes para que eles possam nos alimentar com medicamentos questionáveis ou, na maioria das vezes, inúteis. A indústria e o comércio se transformaram em “instrumentos enganosos e sugadores de dinheiro”. Para encurtar a história, todos os sistemas artificiais com os quais costumamos contar acabaram por apodrecer.

Isso aconteceu apenas alguns 60-70 anos atrás. Nós pensávamos que estávamos nos aproximando do “futuro brilhante”, em que todo mundo ia ter uma casa, um trabalho, gozar de boa saúde, sair de férias e ter um plano de previdência decente. Em vez disso, quando chegamos a certo nível, os nossos desejos egoístas começaram a descer e a enterrar nossas esperanças. A classe média está desaparecendo gradualmente, e tudo está voltando aos círculos anteriores: elites no topo e bilhões de pessoas famintas na parte inferior. Isto é o que sete anos de fome parecem.

Como pode ser? Onde está a lógica? As elites devem ter medo que este cenário cause grande tumulto e distúrbios. Os pobres vão fazer perguntas e será impossível detê-los. Além disso, a classe alta não será capaz de parar de sugar tudo do seu povo, não vai deixar nada para eles, e isso vai levá-los à completa pobreza. O egoísmo não vai permitir que a classe superior mude o seu comportamento porque este é o programa que está enraizado nela.

Em seu próprio caminho para a riqueza, bem como durante sua queda na pobreza, a pessoa mede e avalia suas perdas. Pessoas que estavam no topo e depois caíram, irão pensar muito sobre o que realmente aconteceu com elas. Enquanto elas pensam sobre suas vidas, de repente, vão ver: “O nosso egoísmo nos devorou. Nossa própria natureza é o nosso inimigo. Ele não nos permite viver bem. Se não corrigirmos nossa natureza, estaremos totalmente perdidos”.



Mesmo a elite que vai sobreviver e vencer as batalhas do capital vai se sentir dessa maneira. Digamos que apenas uma centena de vencedores vai sair do inferno das lutas pela sobrevivência. Eles vão “dobrar” os outros. Não haverá quaisquer elos de transição alimentando as camadas intermediárias da sociedade. Futuros mecanismos de governo farão a transição para um espaço virtual. No final, cada um vai fazer uma pergunta importante: “O que eu faço agora?” Eles vão ver que seu egoísmo destrói fronteiras, enlouquece, e faz o que quer. Nossa natureza nunca nos permitirá obter o equilíbrio.

É tão óbvio! Não basta distribuir parte de nossos rendimentos aos pobres e apoiar a sua subsistência? No entanto, mesmo a maior assistência caritativa desaparece sem qualquer traço, como na África. Não importa o quanto nós dispensemos aos necessitados; nunca sobra nada e nunca é o suficiente. Suas necessidades apenas continuam a crescer. Este é o ponto em que as pessoas vão começar a gritar sobre o mal que será revelado nelas, quando entenderem que não podem lidar com o seu egoísmo. É como se uma cobra rastejasse dentro de cada um de nós e agora nos come por dentro, como um tumor canceroso que não pode ser tratado.

Este é o cenário de como o mundo externo irá se desenvolver. Não temos o direito de sentar e esperar que isso aconteça. Nós temos que finalmente notificar as pessoas sobre a metodologia de correção, e isso deve feito imediatamente. Nós estamos nos esforçando para fazê-lo. Nós aceleramos o tempo e nos desenvolvemos em conjunto com o Criador, com o grupo, com o exemplo do que temos que finalmente alcançar. Nós sabemos de antemão o que o nosso desenvolvimento vai nos trazer: unidade, a aspiração de ajudar uns aos outros a aprender a amar o nosso próximo como a nós mesmos, a distribuição igual que se baseia na educação integral. Nós montamos este ideal e constantemente aspiramos a isso.

Assim, além dos problemas que nos empurram por trás, nós temos mais uma força que nos puxa para frente. Mesmo que os golpes no futuro sejam muito fortes, nós temos um transporte de energia adicional que nos atrai para frente. Nós temos conhecimento, aspiramos a nossa missão e buscamos o nosso objetivo. Nós estudamos a imagem que está na nossa frente e ela começa literalmente a florescer e acelerar o tempo.

De uma forma ou de outra, todo mundo vai, no final, perceber que o egoísmo é mal e vai nos matar. Isso vai se tornar tão óbvio que tudo o que vamos ter que fazer é cavar nossos próprios túmulos. Afinal de contas, não podemos ir contra a natureza, a menos que utilizemos a metodologia da correção que é criada especialmente para isso.





 Da 4a. Parte da Lição Diária do Dr M.Laitman - Escritos do Rabasch - ,


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

“Eu vi um mundo Invertido”

(Talmud Babilônico, trecho do Pesachim) 

O que é a realidade? Como a percebemos? Ela existe sem nós ou é uma imagem criada dentro de nós, dependendo das nossas qualidades internas?
Parece óbvio – a realidade é tudo que vemos a nossa volta: casas, pessoas, todo o universo… Realidade é o que podemos ver, tocar, escutar, provar e cheirar. Isso é a realidade. É mesmo?

É manhã. Você abre os seus olhos e se espreguiça. É um novo dia, o sol está brilhando, e os pássaros estão cantando. Mas profundamente, internamente, você sente que algo não está certo. Você acorda do lado errado da cama e a ultima coisa que você quer fazer é levantar-se. Mas você lembra que ontem foi um dia perfeito; você sabia que seria um grande dia desde que você acordou, e brilhou assim o dia inteiro. E hoje, você nem mesmo quer sair da cama.

Então, o que mudou, na verdade? A realidade ou você?

De acordo com a cabala, a imagem do mundo que conhecemos, de fato, não existe. “O mundo” é um fenômeno sentido por seres humanos. Reflete o nível para o qual as qualidades da pessoa combinam com a qualidade da força abstrata fora dela, a força da natureza.

Então o que é essa força da natureza que nos cerca?
Cabalistas a descrevem como a qualidade de amor absoluto e doação. Além disso, explicam que o nível de equivalência entre as qualidades do homem e a qualidade da natureza é o que o homem percebe como o “mundo”.

O que isso significa? Vamos usar um receptor de rádio para demonstrar. As estações de rádio estão continuamente transmitindo, mas só escutamos alguma estação em especial quando a sintonizamos no radio, numa certa frequência. Como o receptor de radio “pega” a onda? Ele gera uma frequência interna que é idêntica ao som de uma das ondas no ar externo. Então, o receptor de rádio “pegou” a onda somente após ter mudado sua frequência interna, mas as ondas de som sempre existiram.

Cabalistas explicam que percebemos a realidade externa na mesma exata maneira – de acordo com a “frequência” que geramos internamente em nós. Em outras palavras, a realidade que nos cerca é completamente dependente das nossas qualidades internas. Então, somente nós podemos mudá-la.

Ainda está confuso?

A vida de alguém está dentro de si

Para poder entender a maneira que percebemos a realidade, vamos imaginar o homem como uma caixa fechada com cinco “aberturas”: olhos, ouvidos, nariz, boca e as mãos.
Tais órgãos representam nossos cinco sentidos – olhar, escutar, cheirar, provar e tocar. Percebemos a realidade através desses cinco sentidos. O alcance de tons que podemos escutar, aspectos que conseguimos ver, sentir.. e, então, estão completamente dependentes da percepção dos nossos sentidos.


Por exemplo, vamos ver como o nosso mecanismo de escuta funciona – Primeiro, as ondas de som reunem-se, próximas do tímpano e causam uma vibração nele. As vibrações do tímpano movem os ossos no ouvido médio, e como resultado os sinais são enviados ao cérebro. O cérebro , então, traduz as ondas em sons ou vozes. É assim que escutamos. Em outras palavras, todo o processo de escuta acontece dentro de nós. Todos os outros sentidos funcionam da mesma forma.

Os sinais que chegam através de todos os nossos sentidos vão ao centro de controle do cérebro. Lá, a nova informação recebida é comparada com a já existente na nossa memória. Baseado nessa comparação, nosso cérebro, então, retrata uma imagem de um mundo que parece “existir” na nossa “frente”. Este processo cria o sentimento que vivemos num “lugar específico”, embora esse, está, realmente, dentro de nós.



Então, o que nós realmente percebemos?

Somente nossa reação interna ao estímulo externo – não o que realmente está fora. Nós estamos “fechados dentro da nossa caixa”, então, não podemos dizer o que realmente existe lá fora. Nossas imagens da realidade, então, resultam da estrutura dos nossos sentidos e a informação existente no nosso cérebro. Anos atrás, a ciência descobriu que estimular eletricamente o cérebro humano, pode fazer com que uma pessoa sinta como se estivesse num certo lugar e situação.
De fato, cientistas já sabem que diferentes criaturas percebem o mundo de forma diversa.
A habilidade de poder enxergar no escuro, do gato, é seis vezes maior que a nossa. A capacidade de escuta do cachorro é muito mais afiada e sensível que a nossa – cachorros podem escutar sons comuns antes que as pessoas os escutem. O olho humano está sintonizado a um comprimento de onda que estende-se entre violeta e vermelho.
É por isso que não conseguimos ver uma extensão de onda menor que violeta, como a ultravioleta. No entanto, abelhas podem perceber tal radiação ultravioleta e usá-la para localizar diferentes tipos de flores. Tais exemplos facilmente demonstram que se os humanos tivessem outros sentidos, perceberiam uma imagem da realidade completamente diferente.


Era tudo um Sonho
Cabalistas explicam que o homem pode perceber a realidade em dois níveis, e ambos são completamente influenciados pelas suas qualidades internas:

No primeiro nível, a qualidade interna do ser humano é “egoísmo”, que é oposta a da natureza. Tal qualidade, que atualmente possuímos, nos faz sentir separados dos outros e mesmo encoraja-nos a ter vantagens sobre eles. Egoísmo é também a razão que a nossa imagem do mundo é de um de guerra, esforço, pobreza e corrupção.

No entanto, gradualmente nossa experiência de vida nos faz entender que a percepção egoísta não nos traz satisfação verdadeira, já que nunca pode prover um prazer que dure.
 
No segundo nível, mais elevado, nossa qualidade interna é de absoluto amor e doação – assim como a qualidade da força da natureza. Os que pecebem o mundo dessa forma podem ver como todas as pessoas funcionam como parte de um sistema, trabalhando em reciprocidade e criando um circulo de prazer sem fim.

De acordo com a cabala, nossa existência no primeiro nível é simplesmente uma fase que vivenciamos, e  seu propósito e deixar-nos independentemente mudar a nossa percepção da realidade. Cabalistas, que aprenderam a mudar a sua percepção, definem nosso estado atual como “a vida imaginária” ou a “realidade imaginária”.
Em contraste, eles chamam a existência perfeita, toda e corrigida como “vida real” ou “verdadeira realidade”. Quando repararam nas nossas percepções egoístas prévias, eles as descreveram como um sonho, pelo dito “vivíamos como elas naquele sonho” (Salmos 126:1)
Isso significa que atualmente a verdadeira realidade está oculta de nós. Não a sentimos porque percebemos nós mesmos e o mundo de acordo com as nossas qualidades internas, que são atualmente egoístas. No momento, não sentimos que todas as pessoas estão conectadas como uma porque repelimos tal tipo de relacionamento. O desejo egoísta impresso dentro de nós não está interessado em tais conexões, e é por isso que não nos deixa ver a verdadeira imagem da realidade.

Se invertermos nosso egoísmo para a qualidade da Natureza – amor e doação – vamos sentir e perceber coisas completamente diferentes a nossa volta que não notávamos antes. Além do mais, tudo que vimos antes vai parecer completamente diferente – todo, eterno e resoluto. É isso que os Cabalistas quiseram transmitir no verso “Eu vi um mundo invertido” (Talmud Babilônico, trecho do Pesachim)


Prove e Veja
A sabedoria da cabala ensina-nos que o nosso propósito na vida é independentemente elevar-nos da nossa atual, limitada existência para verdadeira, eterna existência.

Como fazer isso? A única maneira para sair da percepção egoísta é fazer contato com a realidade que existe fora dela. Para fazer isso, precisamos de livros autênticos cabalísticos, porque foram escritos por pessoas que descobriram a verdadeira imagem da realidade. Nos seus livros, cabalistas nos contam sobre a realidade perfeita, que está, de fato, próxima a nós. Precisamos mudar as nossas frequências internas pra poder "pegar" a transmissão.
Enquanto alguém lê sobre a verdadeira realidade, a neblina é gradualmente limpa sobre os sentidos de alguém, e , essa, começa a sentir tal realidade. De fato, cabalistas explicam que não é por entender o texto que nós mudamos as nossas qualidades. Mesmo se uma pessoa não entende o que ela lê, seu desejo de entender direciona a sua percepção.


Embora elas não entendam o que estão aprendendo, através da ânsia e o grande desejo de entender o que aprendem, despertam sobre si as luzes que cercam suas almas... Então, quando alguém nao possui os vasos (kli), quando esse, engaja nessa sabedoria e menciona o nome das luzes e os vasos relacionados à sua alma, imediatamente elas brilham nela a um certo nível..”
Baal HaSulam, "Introdução ao Talmude das Dez Séfiras (Talmud Eser Sefirot)"

A diferença entre a nossa atual sensação de vida e uma que poderíamos sentir é enorme. Para poder descrevê-la, O Livro do Zohar compara a diferença entre uma pequena luz de uma vela e uma luz infinita, ou como um grão de areia comparado a todo o mundo. No entanto, se tu realmente quiser saber o que isso significa, cabalistas sugerem que você veja por si mesmo.

"Prove e veja que o Lorde é bom"
Salmos 34:8

domingo, 30 de outubro de 2011

Destruição na Babilônia Moderna

Destruição na Babilônia Moderna

A idéia de união entre todos os seres humanos, para nós, não é nada além de uma história imaginária de criança. De volta à babilônia, alguém teve uma idéia para unir a humanidade. Hoje, as necessidades do nosso mundo precisam de união mais do que nunca.

 

“… somos como uma pilha de nozes unidas dentro de um saco. Tal nível de unidade não as torna em um corpo integrado. Cada mínimo movimento do saco as sacode e as separam. Elas, por sua vez, parcialmente se unem novamente. Tudo que falta para elas é a unificação que vem de dentro. Qualquer força de unificação é devida a um incidente externo. Isso é lamentável.”
Rabbi Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),
HaUma (A Nação)

 
Unidade. É o que sentimos de vez em quando em momentos que nos aproximam como pessoas. Celebramos os feriados Judaicos, cada um de sua forma pessoal, e compartilhamos muitas experiências coletivas enraizadas na nossa cultura.
Mas tais experiências não são suficientes para nos garantir uma sensação verdadeira de pessoas unidas. Como BaalHaSulam colocou de forma alegórica, para o espectador, parecemos ser as nozes dentro de um saco, unidos somente pela “roupa” que nos mantém juntos. Qualquer batida que vir de fora balançará o conteúdo para e, a partir de, quando pressionadas, se unirão. Quando nada as forçar (força do lado externo), elas permanecerão desunidas.
Obviamente, esse tipo de unidade não faz nos sentirmos como um.

O que torna as pessoas em “uma”?

231 anos atrás, os Estados Unidos declararam sua independência. Seus residentes vieram de toda parte da Europa, África e Ásia. Havia Cristãos, Judeus e outros de muitas religiões e nacionalidades - que deixaram sua terra natal para ir à “terra das oportunidades ilimitadas”. Essas pessoas, separadas pela linguagem, fé e cultura, tinham algo em comum – um desejo forte por um futuro novo e melhor. Então, elas cruzaram suas diferenças e seguiram adiante para estabelecer um vasto sistema de trocas.
Diferente dos Estados Unidos, onde pessoas de diversas nações se uniram amplamente para estabelecer um país baseado no lucro e benefício - países Europeus foram fundados em um passado étnico comum. Inglaterra, França, Rússia, Alemanha e outros países, foram englobados de tribos da mesma raça. Para essa províncias, uma origem comum era a força de união. É fácil pensar que os Judeus, também, compartilharam uma mesma origem. No entanto, geneticamente falando, “não existe gene judeu”.

Um Tipo Diferente de Unidade

Para entender sobre em o que “O povo judeu” foi fundado, precisamos realizar uma pequena viagem à Babilônia, 5.000 anos atrás.  Mesopotâmia, e, especialmente, sua capital, a Babilônia, foi um local de fusão, como a Nova Iorque atual. De fato, de várias formas, Mesopotâmia é o berço da civilização. De volta então, a humanidade foi formada como uma agregação de clãs. Uma proximidade instintiva, como a animal, fazia as pessoas se sentirem próximas uma das outras, como uma família.

Mas enquanto o tempo passou, o egoísmo humano se intensificou e começou a afastar as pessoas umas das outras e a aliená-las. Elas foram ficando interessadas pelo auto interesse, ignorando as necessidades dos outros. Após muito tempo, exploração e ódio surgiram.
Um dos Babilônios pôde ver como a humanidade, antes, uma família entusiasmada, foi se tornando em uma caverna de leões. Mas isso não foi tudo que ele viu. Abraão entendeu que por trás dessa face egoísta, a humanidade era, de fato, uma única, coletiva entidade como células num corpo.
Abraão entendeu um ponto crucial: uma vez que a humanidade transcender o egoísmo e se reunir como uma única entidade, vai se adaptar à inclusiva força do amor que une todas as partes da criação – o criador.

Armado com essa nova percepção, Abraão começou a desenvolver um método capaz de permitir que todas as pessoas transcendam seus egos e conectem-se ao criador.  No entanto, poucos dos contemporâneos de Abraão expressaram qualquer zelo para corrigir os seus egos. A minoria que seguiu seu método se tornaria o primeiro grupo de cabalistas na história. No final das contas, esse grupo cresceu e é o que conhecemos agora como “as pessoas de Israel”.
Porque foram chamadas de “Israel”? Ysrael (Israel) é uma combinação de duas palavras: Yashar (direto) e El (Deus). Então, Israel significa “Direto para Deus”. O nome implica a essência da unidade entre as pessoas de Israel. Uma profunda, eterna ligação que as conecta à natureza por si mesma, além da raça, nacionalidade ou considerações pessoais.

Distante do olhar público

Desde que o egoísmo humano continuou a crescer a novos altos (ou baixos), o pessoal de Israel gradualmente perdeu sua unidade, bem como união com a natureza inclusiva do Criador. Isso aconteceu em dois estágios chamados “a ruína do primeiro e segundo templo”.
Eventualmente, somente alguns poucos escolhidos foram deixados, que sentiam a imensidade da natureza. E por aproximadamente dois milênios, longe do olhar público, essas pessoas, que chamamos de “cabalistas” continuaram a desenvolver método de correção do Abraão e adaptá-lo ao (ainda) crescente ego da humanidade.

Conseqüentemente, durante anos, a cabala autêntica ficou escondida no mistério, imersa em conceitos errados, e, logo depois, manchada pelo comércio.

Cabalistas estiveram preparando o método por um longo tempo quando a humanidade alcançaria o máximo do egoísmo. Nesse ponto, o método estaria pronto e seria motivador usar a cabala como um método de correção, como nada mais. Agora, o tempo chegou.


Vivendo na Babilônia Atual

Hoje, nossas vidas não são muito diferentes dos que viveram na antiga babilônia. Reconhecidamente, nós temos uma variedade de comidas, roupas, comunicação de alta tecnologia, transporte de alta velocidade e sabe-se lá o que mais. E ainda, nosso mundo é inundado por corrupção, ódio, segregação, terrorismo e outras formas de ameaça. Ficamos tão “habituados” com o ódio e dor, e tão cínicos, que idéias como “amor pelo homem” parecem absurdas, se não, inconcebíveis.

O quanto mais a crise global evoluir, mais dedos acusatórios estarão apontando para os judeus.  Razão é simples: a natureza puxa todas as suas partes em unificação, como um magneto no centro do seu campo. Mas para ser atraído para o meio, precisamos programar a correção ou método de - desenvolvido e guardado por Israel. Enquanto nós não estivermos usando o nosso método de correção, toda a humanidade vai permanecer encalhada, além da tensão entre onde devemos estar e se vamos continuar a crescer. Como resultado, conscientemente ou não, outras nações são motivadas a fazer com que Israel avance.

Nós, judeus, devemos reconhecer o mérito da sabedoria que possuímos e devemos colocá-la em prática. A autêntica sabedoria da Cabala não tem nada a ver com qualquer tipo de misticismo ou crença. É, na verdade, um método sistemático, impresso na própria natureza, mirado em elevar a humanidade a sua próxima fase evolucionaria.
Quando encontrarmos dentro de nós o desejo para reviver nossa unidade interna, vamos descobrir a lei natural do amor que espera todos os seres humanos, o tipo de amor que estamos intencionados a espalhar através do mundo. Nas palavras do profeta Isaias, nós seremos “a luz para as nações”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CIRCULAÇÃO DA CABALÁ: SIMPLES E NO PONTO CERTO – GARANTIA MUTUA


Como podemos garantir que a circulação de informação da Cabalá não seja vista com antagonismo?
Dr Laitman: A abordagem é simples. Primeiro de tudo, nós circulamos o conhecimento em relação à crise, sem assustar as pessoas, mas mostrando-lhes a situação real. E a situação é que estamos em frente à natureza global, integral. Sabemos de biologia, zoologia, cibernética, física, astrofísica e outras disciplinas que a natureza é global e todas as suas partes são interligadas, todas elas estão em homeostase, harmonia e equilíbrio. Todas, exceto o homem.

O homem foi intencionalmente direcionado para o caminho egoísta de desenvolvimento que durou até o nosso tempo. E agora nos encontramos em crise no que diz respeito à natureza. Em seu desenvolvimento, a sociedade humana tornou-se um sistema global e entrou em um conflito direto com a natureza.



Existimos dentro da natureza, estamos em frente a ela. Este é o núcleo da crise: Nós não correspondemos à natureza. E até chegarmos a concordância com ela, nós vamos nos sentir mal. Isto é o que acontece durante uma mudança de parâmetros, seja temperatura, pressão ou qualquer outra coisa.

Assim, por não nos adaptarmos ao ambiente, temos experiência de crise. Isto mostra o que pode ser feito como a sociedade humana pode corresponder à natureza. Esta correspondência significa que temos que harmoniosamente ligar-nos entre nós e com a natureza. Demandar harmonia de receber e dar de uma forma equilibrada. Afinal de contas, apenas duas forças atuam na natureza:. Recepção e doação.

Se implementar essa abordagem, tanto na sociedade humana, e também em relação ao mundo exterior, nossa vida vai ser boa. Milhares de artigos científicos atestam isso. Nós só precisamos mostrar, explicar para as pessoas. Nós não dizemos nada de nós mesmos, nós simplesmente organizamos os materiais e o apresentamos: Olha, isso é o que constitui o nosso problema. Economistas, cientistas, sociólogos falam sobre isso. Por isso, vamos encontrar uma solução de acordo com seu diagnóstico. Vamos nos curar. “Nós não empregamos a sabedoria da Cabala ou a religião nas nossas explicações”. Nós apenas apresentamos os dados científicos disponíveis corretamente e levamos às pessoas.

Isso levanta uma questão. Como corrigir nossas relações? Como corrigir o homem? Em resposta, explicamos o que está descrito no artigo de Baal HaSulam “A Liberdade” e outros materiais: O homem é um resultado do ambiente e, portanto, precisamos mudar o ambiente para que ele afete a todos de uma maneira diferente. Temos que artificialmente, usando jogos, criar entre nós o ambiente correto.

A influência do ambiente que eu construo me transforma. Sim, eu jogo, eu finjo, na realidade, eu não tenho nenhum desejo de ser agradável e receptivo. No entanto, eu criei um ambiente grande que me influencia de diferentes maneiras, e graças a isso eu mudo.

Isto é o que temos que fazer, semelhante à forma como as crianças crescem. Ao construir o ambiente e sentir mudanças em mim mesmo, eu conheço minha natureza e a Natureza em geral. Eu torno-me sábio, como o Criador, e me elevo ao Seu grau. Este é o nosso objetivo: Não para resolver a crise e ter uma boa vida no nosso mundo, mas para nos elevar ao grau seguinte, corrigindo a crise.

SOMENTE FATOS

Tudo depende da explicação correta; em outras palavras, da educação. Este é todo o trabalho hoje dentro da Cabala. Independentemente dos pontos de vista da pessoa, eu só quero mostrar a todos que a minha mensagem não vem de mim; ela não é a minha opinião pessoal nem a minha religião. Esta é a natureza das coisas; verifique e certifique-se por si mesmo. Claro, eu deveria preparar e adaptar o material para tornar a minha apresentação adequada ao público. Mas, no geral, a minha tarefa é apresentar os fatos. Imagine que uma pessoa está saltando do 100º andar porque ao nível do 99º andar um tecido verde é esticado, que lhe parece ser um gramado. Então, eu preciso afastar esta “grama” ilusória antes da hora e mostrar-lhe a real distância do chão.

PASSAR CONHECIMENTO NÃO ORDENS

Hoje nós devemos explicar a todos o que acontecerá se cumprirmos a fórmula da garantia mútua — conforme ela está sendo revelada. Na realidade, nós estamos falando de Malchut do mundo do Infinito corrigida e equilibrada, mas nós somos guiados pelo momento atual. Ao ignorar a fórmula da garantia mútua, nós sofreremos uma perda; nós simplesmente devemos aprender a obedecer a seus parâmetros.

Portanto, nossa abordagem é informativa. É assim que os alunos são ensinados numa universidade, de modo que depois eles possam aplicar o conhecimento recebido na vida. A pessoa precisa aprender a reciprocidade nas suas inter-relações com os outros, e tem que aprender isto sozinha, sem receber panfletos de nós.

Hoje, praticamente não há profissões que não exijam inteligência da pessoa. Afinal de contas, ela não é um animal. Deixe-a cavar um buraco, mas até mesmo aqui, além da força física, ela precisa da cabeça. Assim, ao treinar pessoas para interagir corretamente, nós apresentamos a elas um campo de ação para a mente e os sentimentos. Nós não as deixamos no nível animal, uma vez que a garantia mútua tem relação com o nível humano: isto é, o humano dentro de mim pondera como co-existir com os outros. Nós estamos falando de um desenvolvimento interior, sensitivo.

Não é por acaso que as pessoas hoje estão à procura de interconexão, vão a manifestações e exigem justiça social e unificação universal. Isso é o que lhes falta e nós explicamos que estes são os ditames da Natureza. De acordo com isto, nós mesmos temos que estabelecer uma conexão entre nós. A comunicação mútua, a garantia mútua, é a lei do sistema integral que nós representamos.






Palestra de Nova York #1, 11/9/11 Publicado em 17 de setembro de 2011  no laitman.com.br

Visite: www.garantiamutua.com.br

sábado, 8 de outubro de 2011

O Que Vem em Frente: Conflito ou uma Transição Pacífica?

Eventos recentes indicam que o ódio e descontentamento das pessoas podem irromper a qualquer momento e em qualquer lugar do mundo. É bom saber que há alternativas para conflitos violentos

 

Um cenário incomum se desdobrou em Chicago, no mês de dezembro, onde mais de duzentos trabalhadores irados “pacificamente tomaram conta” de uma fabrica da republica após terem sido abruptamente demitidos sem direito a salário ou quaisquer benefícios. Com o apoio de centenas de membros da união, oficiais e mesmo o Presidente eleito, Barack Obama, no sexto dia, a ocupação terminou com a vitória dos trabalhadores.


Seria mesmo imaginável, há meros quatro meses atrás, que cidadãos americanos teriam que recorrer a uma ação drástica como “tomar conta de uma construção” para simplesmente receber o que é de seu direito? E o que teria acontecido se o incidente tivesse se desdobrado sobre circunstâncias diferentes?


Não precisamos procurar muito para encontrar a resposta. Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que ocorreu esse evento em Chicago, um protesto muito mais dramático se desdobrou em Atenas, Grécia, onde um adolescente foi acertado por tiros disparados pela arma de um policial. É estimado que multidões irritadas (protestos) já causaram mais de um bilhão de dólares em estragos. 


O que iniciou rapidamente em Atenas espalhou-se por todo o país e, então, também para outras partes da Europa, incluindo Espanha, Dinamarca, França, Itália e Alemanha. A mídia retratou os protestos violentos como um escape para o profundo descontentamento das pessoas, intensificado pela pressão da crise financeira, massivas demissões que vieram como resultado, e o medo das próximas que podem vir.


As Coisas Podem Ficar Piores?

domingo, 4 de setembro de 2011

ECONOMIA GLOBAL: ALGUÉM ESTÁ NO CONTROLE?


Na opinião  de David  Dapice,  da Universidade de Harvard, e Professor Associado de Economia da Universidade de Tuffs:“Quando os líderes europeus interromperem suas férias de agosto, eles retornarão aos seus gabinetes e aprenderão como estão destituídos de idéias para lidar com a crise econômica que ameaça o mundo. De Washington à Bruxelas, passando por Tóquio, os líderes têm discutido e remexido, aparentemente alheios à ameaça global. A farsa no Capitulo conduzindo ao rebaixamento da dívida dos Estados Unidos pela Standard & Poors, a fraca resposta da União Européia à crise vertiginosa da dívida soberana e o saldo comercial do Japão levando à desvalorização do Iene apontam para uma falência perigosa na liderança.

“Nos Estados Unidos, a briga dos políticos levou o país à beira do default (não pagamento), e o seu acordo de última hora falhou em evitar o rebaixamento da dívida dos Estados Unidos.”

“Uma resposta relutante e irresponsável dos dirigentes europeus à crise, até agora reduziu a confiança ao invés de restaurá-la.”

“No Japão, a razão dívida-PIB é de surpreendentes 200%, ou seja, a quantidade da dívida é o equivalente a dois anos de riquezas criadas pelo país.

“A China conseguiu aumentar os empréstimos para investimentos questionáveis​…. Indonésia, Rússia e Brasil dependem da exportação de commodities num nível desconfortável, e muitos desses preços já começaram a cair: o petróleo caiu 15% em relação às altas recentes.”

“Talvez o elemento mais desconcertante nisso seja que poucos líderes ou mesmo intelectuais têm ideias para soluções aptas a serem consideradas.
“Apesar de falar frequentemente de um mundo interconectado, a liderança míope dos países líderes do mundo parece alheia ao fato de que todos estão no mesmo barco”.

Dr. Laitman: Os líderes só podem fingir que estão no controle, porque não é mais possível governar com os velhos métodos. A razão é que o mundo superior está se aproximando de nós, como que descendo sobre nós, mas as suas qualidades de completa interconexão, doação e amor são opostas às do nosso mundo. É por isso que sentimos a crise, sentimos nossa oposição ao mundo superior.

A situação não vai melhorar até que percebamos que temos que mudar em equivalência com o mundo superior, seu governo, tornando-nos semelhantes a ele em completa interconexão, doação e amor. Você diz que é inviável? Ao infligir sofrimento sobre nós, a Natureza vai nos obrigar a isso. Ou, desejaremos mudar a nós mesmos, e então precisaremos da sabedoria da Cabalá. Em algum ponto no futuro, nós iremos nos encontrar…

UMA TENTATIVA É COMO UMA TORTURA

Paul Krugman, Professor de Economia, Laureado com o Prêmio Nobel em Economia diz que “a turbulência do mercado faz você sentir medo? Bem, ela deve. Claramente, a crise econômica que começou em 2008 não acabou de forma alguma.”

“Mas, há outra emoção que você deve sentir: raiva. Porque o que estamos vendo agora é o que acontece quanto pessoas influentes exploram uma crise em vez de tentar resolvê-la.

“O fato é que agora a economia precisa desesperadamente de uma correção de curto prazo Quando milhões de trabalhadores dispostos e capazes estão desempregados e o potencial econômico está indo para o lixo ao custo de quase um trilhão por ano, você quer mentores políticos que trabalhem numa recuperação rápida, e não pessoas que dêem a você lição sobre a necessidade de uma sustentabilidade de longo prazo.
“Infelizmente, dar palestras sobre sustentabilidade fiscal de longo prazo é o passatempo da moda em Washington”…

“No que implicaria uma resposta real aos nossos problemas? Primeiro de tudo, ela implicaria mais, e não menos, gastos do governo nesse momento – com o desemprego em massa e os custos dos empréstimos incrivelmente baixos, devemos reconstruir nossas escolas, nossas estradas, nossos sistemas de água e muito mais. Isso envolveria medidas agressivas para reduzir a dívida das famílias através do perdão e refinanciamento de hipotecas. E isso implicaria num esforço total por parte do Banco Central Americano para conseguir manter a economia em movimento, com o objetivo deliberado de gerar uma inflação mais alta para ajudar a aliviar os problemas de endividamento”.

 O comentário do Dr Laitman: É claro que algo deve ser feito, mas nenhuma ação será bem sucedida a menos que seja destinada a nos unir em uma sociedade integral. Pelo contrário, isso vai expor ainda mais a nossa situação desesperada, para nos mostrar de forma mais clara e dolorosa para onde a sociedade deve ser conduzida, até que entendamos que essa direção deve ser somente em direção à equivalência com a natureza global unificada.





Publicado em 1 de setembro de 2011 no blog: laitman.com.br/


domingo, 21 de agosto de 2011

A GARANTIA MÚTUA É PARA O MUNDO INTEIRO


A Cabalá é uma técnica de correção do mundo, que funciona em todos os níveis sociais:
§         Há pessoas que estão interessadas em avançar espiritualmente.
§  Há pessoas que estão interessadas em avançar espiritualmente, porque é importante para elas viver em um mundo pacífico, seguro e sereno para elas e seus filhos.
§       Há pessoas que tem muito pouca preocupação com qualquer uma dessas coisas. Elas só estão interessadas em viver uma vida boa e normal, “eu me sinto confortável neste momento, e esta é minha tarefa: manter o conforto e, se possível, aumentá-lo”.


Dependendo dos desejos das pessoas, algumas estão envolvidas apenas em seus assuntos pessoais, enquanto outras estão engajadas na sociedade. Algumas pessoas são atraídas pelo poder, fama, conhecimento e riqueza, o que significa que elas têm maiores exigências em comparação com as de um homem comum. Cada pessoa tem determinadas propriedades e desejos de acordo com a essência que está presente nela desde o nascimento.
Portanto, sendo uma pessoa que estuda a natureza humana e a sociedade, eu não faço nenhuma reivindicação a quem quer que seja, porque eu entendo perfeitamente que as pessoas que estão envolvidas ou interessadas na Cabalá, de fato, chegam à Cabalá. Quanto às pessoas que não têm estas aspirações, não importa quanto tempo eu gaste falando-lhes de Cabalá, elas não chegarão a ela. No entanto, elas perceberão que a garantia mútua (ARVUT)é o instrumento que podemos usar para corrigir a crise hoje, mas na esfera interna e pessoal, dentro de nossas famílias, e no nível do país e do mundo.
Isso é o que eu quero que as pessoas saibam. De acordo com o questionamento interno ou a necessidade de cada pessoa, cada uma tomará seu lugar nesta hierarquia de corrigir a si e a humanidade. Portanto, não há nenhuma tentativa aqui de atrair as pessoas para aquilo que elas não responderão. Isso é impossível.
Este não é um movimento político usual, onde as pessoas podem ser seduzidas por algumas metas, dizendo-lhes: “Vamos e conquistemos, vamos tirar a abundancia de alguém e dividi-la entre nós”, e assim por diante. Pelo contrário, este é um movimento que se baseia apenas no acordo conjunto de todos os membros da sociedade, e, portanto, envolve a todos. Em outras palavras, ele está lá para que todos se encontrem sob a garantia mútua no mundo, conforme as propriedades inatas, predisposições e inclinações da pessoa em relação a isso.


FICAR SEGURO PELA ASSINATURA DO FIADOR

Primeiro de tudo, eu tenho que me comprometer na ligação com os outros a fim de revelar a propriedade de doação.  Mas é preciso muito tempo para chegar a essa necessidade, que é chamado de “o tempo de preparação”. Nesta fase, eu revelo o quanto sou incapaz de me conectar com outros, não desejo, e odeio isso.
Aqui é onde eu encontro o ódio. Na verdade, não é ódio por outra pessoa, mas para com a propriedade de doação em si. Rejeitando a outra pessoa estou rejeitando o Criador, Sua propriedade de doação. É por isso que eu tenho que providenciar o apoio do meu ambiente, do amigo com quem quero muito me conectar pedindo sua ajuda: “Eu te odeio, e eu preciso de tua ajuda”. Afinal, há uma força muito especial chamada a “garantia mútua”, como é dito: “Assim ajuda o homem seu próximo”.
É assim que eu consigo o apoio que é depositado na minha conta, já que eu o atraí de outra fonte. E conforme eu alcanço essa garantia mútua, onde eu o apoio e ele me apóia, nós tentamos nos aproximar um do outro e não conseguimos! Então, nós descobrimos que a garantia mútua também não ajuda, porque Aquele que a mantém está ausente. Nós precisamos do Criador como uma testemunha, um fiador que assina o contrato.
É como se nos faltasse o “chefe do banco” e, portanto nossa garantia é inválida. Ela deve ser apoiada pelo capital e o poder. Essa força que pode nos unir é a Luz! E a Luz se revela através da nossa reciprocidade. Isto é o que nos diferencia de todos os outros casos de garantia, tais como entre os criminosos que se uniram para roubar. Afinal, eles não se unem para implementar a doação mútua.
Este é um discernimento profundo que nos mostra porque é que somos capazes de nos perceber desta forma, embora a ligação não ajudasse todos os outros que perseguiram objetivos materiais e não atraíram a Luz que corrigem. Deve haver uma garantia mútua que contém a força do Criador, a força da Luz dentro dela.
Isso é descrito como: “Israel (dirigir-se diretamente ao Criador), a Torá (a Luz da correção), e o Criador são um”. Esta é a única maneira de se conectar: Quando nós (o Criador, o grupo, e eu) estamos juntos. Caso contrário, não vai funcionar. Não haverá uma força que possa engatar o motor, e então nós vamos simplesmente sair da pista. Nós não seremos capazes de examinar a nós mesmos, como se estivéssemos em um circuito de morto sem eletricidade nele.
Mas se trabalharmos de um modo onde um suporta o outro, com o poder do Criador sendo descoberto entre nós, esta é a única maneira de chegarmos ao sistema corrigido, onde o Criador é revelado. É assim que a qualidade de doação é revelada entre as criaturas. Nós criamos vasos espirituais fora de nós mesmos, e dentro deles a Luz (o Criador) é revelada.




PUBLICADO NO BLOG LAITMAN.COM.BR em 

domingo, 14 de agosto de 2011

Um Pequeno Passo Para Uma Pessoa...


Um Passo Gigante Para a Humanidade. 
A fim de atingir o equilíbrio com a integralidade da natureza, temos que começar a tratar uns aos outros de forma diferente em todas as áreas da nossa atividade. Mesmo que a mudança seja pequena, mesmo que seja 1%, mas se isso acontecer em todo o mundo, ela vai trazer mudanças enormes e radicais para melhor.


Em geral, subestimamos as coisas pequenas. Por exemplo, nos últimos 50 anos, a temperatura mundial aumentou 0,1%, e olhe que tipo de mudanças que isso causou: as geleiras no Alasca e outros locais estão derretendo, o nível do oceano subiu vários centímetros, e o clima está mudando . E tudo isso foi causado por uma simples mudança de 0,1%, porque isso está acontecendo em todo o mundo.

Da mesma forma, a pequena mudança em cada indivíduo será multiplicada por sete bilhões de almas que são absolutamente interconectadas umas com as outras, uma circunstância que não estava presente antes. Já existe proximidade universal entre nós em algum respeito, e, portanto, este pequeno movimento fará grandes mudanças, transformando o mundo de uma forma extraordinária.

Os processos atuais estão acontecendo em uma escala muito grande. Portanto, essa pequena alteração vai trazer muitas conseqüências em nossas vidas. Em condições de mútua influência, cada pessoa influencia todos, porque estamos todos conectados em uma rede única, com nossos pensamentos, desejos, planos, e assim por diante. Os cientistas já estão falando sobre isso também. Como resultado, nossos pensamentos e desejos estão se aproximando e tornando-se inter-incluídos em outros.

Esta é a criação de um território completamente diferente e uma plataforma para a existência da humanidade. Através disso, nós, pessoas, multiplicamos nossas mudanças devido à influência de cada pessoa em todos. Uma pequena mudança em cada pessoa é multiplicado por sete bilhões, enquanto sete bilhões de pessoas interconectadas influenciam cada indivíduo muito mais forte. A progressão especial é criada, como uma bola de neve que continua a ficar maior. É como se você ativasse um motor de rotação o que aumenta em virtude da multiplicação, em virtude de nossa interconexão.

As pessoas estão no mais alto nível da natureza. A força do pensamento e do desejo que é inerente a nós ultrapassa todos os outros fatores. A força mais escondida é sempre a maior. A força do nível humano está acima das forças dos níveis inanimado, vegetativo, e animado da natureza. Portanto, com as nossas mudanças, nós influenciamos tudo o que nos rodeia. E os resultados não se limitam à sociedade humana. Mudando, trazemos todas as forças no mundo em equilíbrio.

Então o tempo vai normalizar, todos os tipos de ocorrências naturais se acalmarão, e problemas como o déficit de energia e a escassez de recursos naturais serão resolvidos. Em todas as áreas onde experimentamos problemas hoje, vamos experimentar mudanças e vamos alcançar o sucesso porque, assim, criando um equilíbrio em todo o sistema natural, o que constitui um todo.

Portanto, nós não queremos apenas tornar nossas vidas um pouco mais fácil. Se você observar a lei da natureza em seu nível, então, sendo uma pessoa, uma criatura que se ergue acima de todos os outros níveis da natureza, você exerce uma influência sobre elas. Como Baal HaSulam escreveu, toda a natureza sobe e desce junto com o homem. Ela não tem a liberdade de escolha para avançar rumo ao equilíbrio. Somente o homem, que evoca o desequilíbrio, é capaz de trazê-la ao equilíbrio, à unidade. Toda a natureza se ajusta ao homem a partir de baixo, sendo um sistema que apenas acompanha o nosso sistema humano.







Extraído do Blog laitman.com.br - Publicado em 14 de agosto de 2011 


domingo, 10 de julho de 2011

ALCANÇANDO EQUILÍBRIO : SIM, NÓS PODEMOS (E DEVEMOS)


“O ser humano nunca verá o fim do tormento até... que amantes da sabedoria venham para manter o poder político, ou os mantenedores do poder... tornem–se amantes da sabedoria.
Platão, A República


 A mudança proposta não é superficial, mas sim, uma mudança fundamental que vai além de como nós construímos o sistema econômico. É uma  mudança no nosso entendimento da vida, e como obter um resultado, da sociedade que vivemos. Para que esta mudança dure, necessitamos nos conscientizar que em nosso estágio de desenvolvimento humano, nós como indivíduos não podemos prosperar a menos que todo o mundo prospere também.

No passado era suficiente ser bom para nossas famílias. Fazendo isso nós nos equilibrávamos com a força de doar da natureza no único nível de que tínhamos consciência – nossas famílias. Depois disso, como nossas comunidades cresceram, precisávamos tornar-nos conscientes de grupos maiores, e aprendemos que não era o suficiente ser bom apenas para a nossa própria família, mas também oferecer cuidados e bondade para as pessoas da nossa cidade. Isso nos colocou em equilíbrio com as forças de doação ao nível da comunidade.

Depois crescemos mais e necessitamos equilibrar-nos com a força da natureza de doação em nível nacional, além das nossas cidades e famílias. Hoje precisamos fazer o mesmo para todo o mundo. Nossa consciência, se estamos conscientes ou não disso, agora engloba toda a humanidade. Então para nos equilibrarmos com a força de doação da natureza, nós devemos ser positivos e contribuir com todos, em todas as partes.

A conseqüência de não fazer isso é a crise que vemos desdobrando-se diante dos nossos olhos. Isso não é Castigo de alguma força superior, mas um resultado natural da desobediência da lei da natureza, similar a uma dor sentida quando desobedecemos à lei da gravidade e pulamos do telhado sem uma própria preparação ou equipamento. Para nós humanos a nossa melhor defesa é a consciência.

E porque a consciência do desejo da natureza de doar é o nosso primeiro e mais importante instrumento, o que devemos fazer primeiro é ensinar aos nossos políticos sobre o papel e importância do mesmo. Nós devemos mostrar-lhes que nós não estávamos conscientes até agora, e que a falta disso nos nossos pensamentos é a causa desta crise de hoje. Desta forma os políticos, que são mais sensíveis ao que funciona e ao que não funciona, saberão como e o porquê da necessidade de mudar sua política para que sejam adaptadas a este novo requisito atual.

Mas já que políticos e pessoas do Estado vivem o dia a dia num sistema egoísta de políticas, eles rapidamente se tornarão conscientes das discrepâncias entre as imperfeições do sistema falho existente e o perfeito, ou equilibrado. De fato, este processo começou espontaneamente no minuto em que a crise econômica estourou.

O discurso de Barack Obama no dia 20 de janeiro de 2009, na igreja batista Ebenezer em Atlanta, Geórgia, é um belo exemplo de tal consciência: “unidade é a grande necessidade imediata – é  a grande necessidade desta hora. Não porque soa agradável ou
porque nos faz sentir melhor, mas porque e a única maneira pela qual poderemos superar a deficiência que existe em nosso país. Eu não estou falando do déficit do orçamento. Eu não estou falando do déficit das contas de comércio. Eu não estou falando do déficit de  boas idéias ou bons planos. Eu estou falando de uma deficiência moral. Eu estou falando da deficiência da empatia. Eu estou falando de uma incapacidade de nos reconhecer nos outros; entender que somos os guardadores do nosso irmão; que somos os guardadores de nossa irmã; que estamos todos amarrados uns aos outros em uma só peça de vestuário do destino”.

À luz disto, tudo o que nós precisamos fazer é adicionar o adesivo, a substância que irá fazer esta peça de vestuário mais forte, e ao mesmo tempo macia e suave. E esta substância é a consciência de que nos unindo,  estamos nos alinhando com a força de doação da natureza. Alcançar unidade entre os políticos não significa o fim dos debates e dos conflitos, mas com ambos desejos da natureza na mente, conflitos podem tornar-se um terreno fértil para mudanças.

Da mesma forma que a opinião pública muda através da mídia, como já se sabe os políticos não ficarão preocupados em perder seus votos porque eles perderam argumentos políticos. Ao contrario, se um político é capaz de mudar sua visão depois de realizar que é de interesse público tomar uma outra direção, os constituintes irão considerar esta flexibilidade um ato de força. Mais ainda, fazendo isso, os políticos se tornam mais responsáveis pelo sucesso da nova direção, tendo seriamente debatido os seus prós e contras antes de decidirem a seu favor.

Os políticos podem dizer aos eleitores, “veja eu ponderei todas as opções e conclui que a idéia do meu oponente trará maior benefício para o público que a minha, e por isso eu acho que vocês deveriam apoiá-la”. Esta é uma responsabilidade ainda maior do que aquela de “ganhar” o debate. Com esta abordagem, não só a unidade será realçada, mas as idéias serão ensinadas muito mais detalhadamente.

Políticas internacionais deverão tambem mudar da mesma forma. Na era global, cuidar do mundo é muito mais importante que cuidar apenas do nosso País. Naturalmente a moda deverá ser compartilhada por todas as nações para ter sucesso. Será necessário que todos nós saibamos sobre os dois desejos que sustentam as fundações do nosso mundo. Sem este conhecimento, isolamento e protecionismo irão prevalecer e guerras irão estourar. Com isso, finalmente teremos a oportunidade de alcançar a genuína paz mundial.






Garanta Sua Saída da Crise: Como Você Pode Sair Forte da Crise mundial -  Michael Laitman, PhD -  Cap.14, págs 87 a 92