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domingo, 27 de julho de 2008

Homem, Mulher, e a Serpente entre eles.

Durante séculos, a história de Adão e Eva povoa a imaginação tanto de crianças quanto de adultos. É hora de saber o verdadeiro significado da história, quem foi aquela pequena ardilosa serpente, e, é claro, como tudo isso se relaciona com o aumento crescente dos divórcios.

Eles são o casal mais falado dna história. Ela é sedutora, infiel e indiferente, que o atraiu para fazer o proibido. Ele é "o pai da humanidade," a vítima moral e o iluminado, que falhou em restringir sua insubordinada esposa, sendo atraído para o pecado.

Ou você pode preferir a versão moderna. Ela é graciosa, abstinente e pura, consumida pela agonia e arrependimento pelo que causou a Ele. Ele é rude, descuidado e vingativo porque naquele fatídico dia ele caiu em virtude dos encantos de uma mulher.

Não, não estamos falando de outro jovem casal de celebridades da moda à caminho de mais um divórcio. Senhoras e senhores, apresentamos Adão, Eva e a Serpente - o primeiro triângulo amoroso da história.

Jardim do Éden

Hoje em dia, as estatísticas sobre divórcio não são boas para os casamentos duradouros. A taxa está crescendo anualmente, deixando milhões de pessoas se perguntando o que fazer com a divisão em sua família, casa e finanças.

Entender a história de Adão e Eva pode jogar uma luz mais que necessária sobre a divisão entre os sexos. Mas, para isso, temos de penetrar profundamente no verdadeiro e oculto significado desta famosa história.

Em primeiro lugar, temos de estar conscientes de que, como todas as histórias bíblicas, esta também é escrita em uma especial e simbólica linguagem. Cada palavra faz alusão aos processos que ocorrem nos níveis de realidade mais elevados, o que é, naturalmente, oculto ao nosso alcance. Se pudéssemos aprender a decifrar essa linguagem, descobriríamos nossas raízes espirituais e os nossos verdadeiros papéis como homens e mulheres. - Então, vamos começar - com o início.

No início

A sabedoria da Kabbalah explica que há uma força infinita atuando na realidade, chamada de "o Criador". A qualidade desta força é de completo e incondicional amor e doação; conseqüentemente, o seu objetivo é um só - dar prazer.

Com a finalidade de dar vazão à Sua vontade, Ele criou uma criatura, ou uma alma, que iria receber toda a Sua abundância. Esta alma é chamada "Adam HaRishon" ("O Primeiro Homem"), ou simplesmente "Adam"- homem.

E isto é exatamente o que a história do Jardim do Éden descreve. Revela como Adão, a alma, a única criatura que existia, despreocupadamente se divertia no Jardim do Éden, até que o Criador decidiu fazer algo para acelerar o seu desenvolvimento:

"O Senhor disse," Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea" (Gênesis, 2:18).

Como já foi referido, Adam não era um homem físico, mas uma entidade espiritual, tal como o "Jardim do Éden" não era um local físico, mas um nível espiritual da realidade. Na verdade, foi o melhor estado possível de existência, mas por que o Criador interviu nesta perfeita e descuidada existência?

Porque a alma tinha apenas um pequeno, pouco desenvolvido desejo de receber, e o Criador não poderia inundá-lo com toda a abundância que Ele tinha para dar. Portanto, para que a alma pudesse crescer e amadurecer, o Criador colocou-a num "caminho de amadurecimento."

Duas partes de um todo

Para que a alma atingisse o estado em que pudesse ser preenchida com o infinito e eterno prazer, primeiro tinha que aprender o significado tanto de receber como o de doar. Por esta razão, o Criador dividiu-a em duas metades: "uma metade masculina"- o atributo da doação, e uma "metade feminina"- o atributo da recepção.

Somente ao encontrar a conexão apropriada entre sí, podem as duas partes da alma - Adão e Eva - criar um único e perfeito recipiente em que a abundância do Criador pode residir.

Árvore do Conhecimento

Então, o que "comer da árvore do conhecimento" têm a ver com tudo isto? A Kabbalah explica que "comer", significa receber o prazer do Criador. E a Árvore do Conhecimento é a completa satisfação que o Criador pretende dar; porém, a alma ainda era incapaz de receber, e, por isso, ela era chamada de "fruto proibido".

A alma, agora constituída por Adão e Eva, não tinha concluído o seu processo de desenvolvimento. Portanto, ao comer do "fruto proibido", (recebendo todos os prazeres do Criador), tornar-se-ia sobrecarregada pelo prazer perdendo sua ligação com o Criador - a qualidade da doação. Em outras palavras, a alma cairia para um nível que a separou completamente do Criador, tornando-se totalmente controlada pelo ego - o mundo físico.

No início, eles conseguiram ficar longe do "fruto proibido"- até que o Criador, mais uma vez, interveio. Isto por que a alma necessitava descer para o mundo físico, a fim de desenvolver-se plenamente, e quis o Criador "acelerar" o processo. Desta vez, Ele recrutou o mais traiçoeiro de todos para o trabalho - "a serpente".

A Serpente

Não se trata do familiar animal da família dos répteis. "Serpente" refere-se ao ego que existe em todos e cada um de nós. Na história do Jardim do Éden, a serpente (o ego) seduz Eva (a vontade de receber da alma) para incentivar Adam (a capacidade da alma de doar como o Criador) para saborear o fruto proibido (receber todo prazer do Criador), mesmo eles não estando preparados para isso ainda. Como resultado, ambos se desconectaram do Criador.

O prazer de saborear aquele fruto proibido era tão intenso que forçou a alma a esquecer tudo relacionado ao Criador e com o fato de que este prazer veio de Deus.

Como resultado, a relação de Adão e Eva com o Criador foi invertida. Eles foram "expulsos do Jardim do Éden" - perderam o seu nível espiritual e cairam para o nível físico, chamado de "nosso mundo".

Hoje, a História Continua

Adão e Eva representam as raízes espirituais de nossas almas. Embora no mundo espiritual estejamos unidos como uma única entidade, no mundo físico estamos desconectados, incapazes de compreender um ao outro.

O que podemos fazer a respeito? Em primeiro lugar, a Kabbalah diz que o casal deve perceber a existência da serpente entre eles. Eles têm de compreender que o ego é a única fonte de todos os problemas num relacionamento. Normalmente, a serpente nos controla de modo tão ardiloso que não vemos ser ela a raiz de toda separação entre nós.

Em segundo lugar, cônjuges devem perceber que o casamento é mais do que uma instituição inventada pelo homem. Faz parte de um abrangente e espiritual processo de reaproximar as duas partes da alma. Percebendo isso, será mais fácil para os cônjuges cooperar. Entretanto, não poderemos ter sucesso se tentarmos preencher nossas necessidades somente a partir das coisas deste mundo, focando apenas nossas metas mundanas.

Se quisermos que os nossos relacionamentos sobrevivam, temos que imbuír-lhes de seu verdadeiro e espiritual significado. E isso apenas pode ser feito quando ambos os cônjuges estão conscientes da sua mútua e espiritual meta.

Isto é o que os Kabbalistas entendem por "Homem, mulher e a Divina Presença entre eles." (Talmud da Babilônia) A unidade espiritual entre as duas partes distintas da alma é o que cria harmonia, e dentro dessa unidade, o Criador é revelado.

Texto original:Man, Woman, and the Snake Between Them

Citações



“Se o homem neste mundo deseja viver em harmonia com a lei geral do universo,
ele é obrigado a mudar e a se adaptar a isto.”

Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam)
“Amor pelo Criador e Amor pelas Criaturas”



“Toda a sabedoria da Cabala se resume a conhecer a orientação da Vontade Suprema,

por que Ele criou essas criaturas, o que Ele quer delas,
qual será o final de todos os ciclos do mundo...”
Rav Moshe Chaim Luzzato (Ramchal),
Daat Tvunot


“Tudo o que foi, é e será – o Universo inteiro foi construído
de acordo com o princípio da “causa e efeito”.

Não há começo nem fim. Há somente causa e efeito.”
Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),
“Prefácio à Sabedoria da Cabala”


“A parte principal do trabalho de uma pessoa
é somente conseguir sentir a existência do Criador.”
Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),
“Shamati”


“Se nós pudéssemos perceber que na realidade
nós constantemente doamos uns aos outros,
nós não teríamos problema em acrescentar
a intenção correta a esta ação.”

Cabalista Yehuda Ashlag(Baal HaSulam),
“Paz no Mundo”

“O que quer que o Criador faça
quando não estamos conectados,
não nos acrescenta nada.
Nós não podemos nos beneficiar de algo
que não está presente em nós, ou seja, o Criador.”

Cabalista Baruch Ashlag (Rabash),
“Acima da Razão no Serviço Divino”

A Fome Crescente da Humanidade


A atual crise de alimentos foi declarada como um “tsunami silencioso” pelas manchetes recentes dos jornais. A Kabbalah explica a raiz do problema, e nos mostra como evitar essa ameaça crescente.

Na verdade, a escassez de alimentos não é novidade – ela moldou civilizações desde os dias em que faraós reinavam no Egito. Só nos últimos 50 anos, a fome na África, Coréia do Norte, China e Camboja tem atingido milhões de vidas. Então, por que os líderes mundiais de hoje estão tão alarmados pela atual situação?

No tempo dos faraós, a fome no Egito não afetou tribos das planícies da América. Em contraste, a crise de hoje afeta o mundo todo. Os preços globais dos alimentos subiram 83% nos últimos três anos, fazendo com que seja quase impossível para as nações mais pobres do mundo alimentar seus habitantes. Mais de 70 países espalhados por todos os continentes estão enfrentando uma escassez crítica. Mesmo países desenvolvidos como os Estados Unidos estão enfrentando aumentos de preço nos alimentos que empobrecem a até então confortável classe média. Nos tempos de hoje, a fome é realmente global.

Criando a crise

Especialistas identificaram muitos fatores que contribuem para a crise, mas o fato é que a demanda por alimentos está crescendo mais rápido do que o suprimento disponível. Há uma população estimada de 6,5 bilhões de pessoas vivendo no planeta hoje. Isso significa que a população mais do que duplicou em menos de 50 anos. E isso é muita boca para ser alimentada!

Além disso, nossos padrões de consumo estão mudando, com os Estados Unidos liderando essa mudança. Os americanos comem, comem, e comem! Hoje, 64% dos americanos são obesos ou estão acima do peso. E o problema não é somente quanto comem, mas o que comem. As vacas que provêm hambúrgueres, bifes, leite e derivados, comem grãos. E muitos grãos. Isso significa que há menos grãos disponíveis para consumo humano, e a terra que poderia ser usada para cultivo agrícola é, ao invés disso, usado para pastagem.

Conforme países em desenvolvimento como a China se tornam mais ricos, eles estão seguindo os padrões de alimentação dos americanos, fazendo com que haja mais demanda nesse sistema. A obesidade cresce no mundo, e a demanda por carne aumenta astronomicamente.

O resultado é que um número estimado de 100 milhões de pessoas precisa de ajuda só para sobreviver. Uma criança morre por causas relacionadas à fome a cada 5 segundos. E quando os pais não conseguem alimentar seus filhos, eles se desesperam. Protestos ocorrem desde Londres até o Iêmen, do México à África, e esses protestos se tornam violentos em muitos países.

Parece incrível que as pessoas estejam brigando por comida, e crianças estejam passando fome até morrerem no meio do tão falado progresso do século 21. Você pode ficar surpreso de saber que a Terra, na verdade, é capaz de alimentar a todos! A agricultura ao redor do globo hoje produz 17% mais calorias por pessoa do que o fazia há 30 anos atrás. De acordo com um artigo da CNN de 08 de maio de 2008, o grande economista Jeffrey D. Saches estimou que custaria 10 dólares por pessoa do mundo desenvolvido para dobrar a produção de alimentos da África. Entretanto, esses países ricos parecem ter “deixado o mais pobre dos pobres na sua própria miséria.”

Enquanto, a princípio, todos poderiam ser felizes, o que acontece é que nossos vastos recursos estão sendo consumidos por relativamente poucos, enquanto outros não têm nem as necessidades básicas da vida atendidas.

Observando o todo

A sabedoria da Kabbalah explica que não podemos resolver nada antes de tomarmos conhecimento da raiz do problema – nossa natureza egoísta. Os cabalistas, que superaram o egoísmo e atingiram uma conexão com a força altruística da natureza, explicam que essa força altruística está continuamente nos levando a nos balancear e nos harmonizar com ela. Ao mesmo tempo, entretanto, nosso egoísmo está regularmente crescendo. O aumento do contraste entre nossa natureza egoísta e a força altruística, mais elevada da natureza, resulta em todas as crises que vemos à nossa volta, sejam econômicas, ecológicas, ou a recente crise de alimentos.

Algumas pessoas tentam consertar as coisas através de ações externas, como distribuir comida ou doar dinheiro, mas isso só arranha a superfície e esconde a verdadeira origem do problema. Se não consertarmos nossa natureza egoísta, não corrigiremos nada de verdade. O desequilíbrio continuará aumentando, os problemas ficarão piores, e o sofrimento afetará cada vez mais pessoas até que ninguém seja capaz de escapar. Conseqüentemente, o sofrimento será tão extremo que seremos forçados a perceber que todos os nossos problemas são causados por uma coisa: nossa natureza egoísta.

Criando um novo cenário

A Kabbalah sugere que podemos evitar esse cenário através da criação de um novo cenário, no qual nós decidimos mudar nossa natureza egoísta antes que o sofrimento não nos deixe outra escolha. Esse método da Kabbalah é como uma lente de aumento que nos ajuda a ver a raiz do problema. Ela nos ensina como nos desenvolver em harmonia com a natureza – como perceber a nós mesmos como um organismo humano integrado, ao invés de indivíduos separados.

A crise dos alimentos é um reflexo da discórdia entre nosso crescente egoísmo e a força altruística que nos leva a trabalhar como um só corpo. Ela nos mostra que o problema está em como nos relacionamos uns com os outros. Atualmente, as pessoas não sentem sua integração. Algumas pessoas fartam-se enquanto outros passam fome.

Imagine como seria se aqueles que consomem em excesso de repente começassem a sentir as dores de fome daqueles que foram forçados a seguir sem comida. Quanto tempo você acha que nos levaria para resolver a crise? O consumo em excesso pararia quase que imediatamente, e todos se colocariam esforços para se certificar de que os outros têm bastante para comer!

É difícil reconhecer que somos a origem dos nossos problemas. Nós exploraremos todas as alternativas possíveis antes de aceitarmos a única solução verdadeira – a necessidade de mudarmos a nós mesmos. Por isso, os cabalistas nos oferecem seu método, que nos elevará acima do nosso egoísmo e abrirá os nossos olhos para a realidade que está bem na nossa frente. Então, não só cessaremos de ir contra nosso desenvolvimento elevado, mas também descobriremos sua beleza, e continuaremos o processo por iniciativa própria.

Texto original:Mankind’s Growing Hunger

Abrindo Nossos Olhos

Retirado do livro: "Kabbalah Science and the Meaning of Life"
Toda a realidade é um único, imutável pensamento de concessão e doação. Os Cabalistas se referem a este pensamento como “O Pensamento da Criação”. Eles dizem que sua essência é a vontade do Criador de ser bom para Suas criações. Se nós não nos relacionarmos de forma semelhante com esse pensamento compassivo da realidade, nós estaremos em desequilíbrio com ele, experimentando isso como sofrimento.

Obviamente, nós não sentimos nada disso naturalmente. E mesmo depois que sentimos, achamos difícil de compreender. Mas se percebêssemos que é assim que a realidade opera, mudaríamos nossos métodos.

Portanto, nosso único objetivo deveria ser abrir nossos olhos e ver que esta é a verdade. A sabedoria da Cabala ajuda-nos a percebê-lo: quando assim fazemos, nós certamente mudamos.
Se eu percebesse que algo poderia melhorar minha situação, eu perseguiria isso de todas as maneiras possíveis. E se eu tivesse que dar algo para provocar uma melhora, eu o daria, contanto que melhorasse minha condição de ser. A principal dificuldade, entretanto, é abrir nossos olhos e ver o que está escondido de nós.

Todos os nossos estados evolucionários são pré-ordenados no Pensamento da Criação, mas a maneira e o ritmo com os quais nós os atravessamos depende inteiramente de nós. Na verdade, podemos trilhar o caminho inteiro até mesmo hoje, e nos igualarmos com o Pensamento da Criação.

Texto original:Opening Our Eyes

Uma Nação Consumista

Coisas. Elas enchem nossos armários, nossas garagens e nossas vidas. Medimos o nosso sucesso na vida pelas coisas que possuímos e ainda mais - gastamos uma incrível quantidade de tempo para comprá-las. Um novo documentário, A História das Coisas, exibe como uma grande parte de nossas vidas foi tomada pelas “coisas”. A sabedoria da Cabala mostra o que podemos fazer a respeito disto.

Annie Leonard, uma especialista internacional em questões de saúde ambiental e sustentabilidade, gastou dez anos seguindo “coisas” desde o seu surgimento como matéria prima, até seu fim no lixo. Seu documentário, “A História das Coisas” pode ser classificado tanto como entretenimento como filme educacional e já foi assistido por mais de três milhões de pessoas (www.storyofstuff.com).

Annie descreve o problema de forma simples: “Nós nos transformamos em uma nação de consumidores. Nossa identidade principal tornou-se “ser consumidor”. Não somos mães, professores, ou agricultores – somos consumidores”. Sua maior preocupação é com o fato de que esta nossa mania consumista destrói nosso equilíbrio com a natureza e arruína a vida das pessoas. E tudo isso acontece longe dos olhos do público.

A seguir alguns fatos descobertos por ela:

-Só nas últimas três décadas foi consumido um terço dos recursos naturais do planeta.

-75% das áreas globais de pesca são exploradas no limite ou além da sua capacidade. 85% das florestas originais do planeta desapareceram.

-Os Estados Unidos tem apenas 5% da população mundial, mas usa 30% dos recursos mundiais e cria 30% dos resíduos mundiais. Se todos no mundo consumissem às taxas americanas, seriam necessários de 3 a 5 planetas.

-A indústria norte-americana gera mais de um milhão e oitocentas mil toneladas de produtos químicos tóxicos por ano. Mais de 100.000 produtos químicos sintéticos são utilizados atualmente pelo comércio.

-Os produtos químicos tóxicos existentes nos produtos consumidos se acumulam no nosso organismo. De fato, o leite materno é o primeiro da lista de produtos alimentares com o maior nível de contaminantes tóxicos.

-Cada americano gera mais de 2 quilos de lixo por dia, o dobro de 30 anos atrás.

-Mesmo se fosse possível reciclar 100% do lixo, isso não causaria nem um arranhão no problema: para cada lata de lixo colocada na calçada, o equivalente a 70 latas foi produzido para a geração desta primeira.

Mas ainda há mais poeira debaixo do tapete. Annie nos revela que “tudo isto não aconteceu por acaso – foi assim projetado”.

Porque o Shopping se Tornou o Passatempo Nacional

Talvez, o fato mais chocante revelado pela extensa pesquisa da Annie seja o de que essa “sociedade do descarte” foi cuidadosamente orquestrada, com o objetivo de revitalizar a economia depois da segunda guerra mundial. Naquela época, o analista de varejo Victor Lebow propôs um plano ambicioso: “Nossa economia altamente produtiva necessita que façamos do consumo o nosso modo de vida; que convertamos a compra e uso de produtos em rituais; que busquemos nossa satisfação espiritual, a satisfação de nosso ego, no consumo. Nós precisamos que as coisas sejam consumidas, queimadas, atualizadas e descartadas a uma taxa sempre cada vez maior”.

E foi assim que a bola do consumismo começou a rolar. Todos os americanos são inundados diariamente por mais de 3.000 anúncios, incitando-os a comprar mais “coisas”. As empresas projetam produtos para que se tornem obsoletos tão rapidamente quanto possível. As prateleiras são carregadas constantemente com produtos descartáveis, para nossa conveniência. Qual o resultado?

“Nós compramos e compramos e compramos, mantendo os materiais em movimento contínuo! E o fluxo é permanente”, nas simples palavras de Annie. Nossas vidas inteiras estão sendo resumidas a trabalhar, comprar e voltar a trabalhar para pagar pelas coisas que acabamos de comprar. E com esse círculo vicioso sem fim, não é nenhuma surpresa que as pesquisas nacionais indiquem que a felicidade nacional está atualmente em declínio.

É realmente assim que queremos dirigir nossas vidas e nossa economia? Temos de realmente continuar submetendo nossas vidas a um sistema que arruína a vida das pessoas, destrói o ambiente, nos tira completamente fora do equilíbrio com a natureza e – no final do dia – não nos faz realmente felizes?!

A Cabala explica o “Desejo de Consumir”

“A História das Coisas” conclui falando sobre uma variedade de estratégias “verdes” que poderiam melhorar a situação. Entretanto, Annie também se dá conta que “tudo só começará a se movimentar realmente quando virmos as conexões, quando compreendermos a situação por completo”.

Na realidade, a sabedoria da Cabala tem tudo a ver com identificar estas “conexões”. Ela explica que precisamos mergulhar nos bastidores e revelar que a força motriz que motiva nosso “desejo de consumir”, assim como os sistemas que a alimentam, não é outra senão nossa própria natureza – o egoísmo humano.

Foi por esta razão que adotamos tão rapidamente a estratégia de consumo de Lebow – ela encaixou-se perfeitamente em nossa natureza egoísta! Entretanto, o que ele não levou em consideração foi o fato de que um dia nós começaríamos a realizar nosso verdadeiro e espiritual propósito. Esperar que o consumismo gerasse a “satisfação espiritual” mostra quão enganado ele estava com relação ao verdadeiro significado deste termo.

Sob a perspectiva da Cabala (ou qualquer outra perspectiva), é cristalina a impossibilidade de que bens de consumo possam trazer satisfação espiritual – em palavras simples – verdadeira e duradoura felicidade. A satisfação espiritual só pode ser alcançada pela harmonização com a qualidade do amor e doação completos, inerentes à natureza.

Mas, como esta qualidade nos é oculta, sentimos apenas a nossa falta de equilíbrio com ela – refletida em todas as dificuldades que observamos ao nosso redor, seja entre nós mesmos ou entre nós e a natureza. Os cabalistas afirmam que estar em equilíbrio com a qualidade de doação da natureza é o único meio para sermos verdadeiramente felizes.

Além do que, adquirindo esta qualidade, ela nos trará uma nova percepção, mais completa e nós experimentaremos a vida em um nível completamente diferente.

Mas para isto, uma coisa devemos mudar – nossa natureza egoísta.

A Mudança Começa Apenas Interiormente

A Cabala explica que o modo pelo qual levamos nossas vidas pessoais e, a maneira como tratamos todo o planeta, é uma conseqüência direta da nossa natureza interior. Se desejamos que algo mude no exterior, temos de nos livrar das garras do nosso ego em nossas escolhas e valores. E a Cabala nos fornece a maneira de fazer exatamente isto.

Nosso propósito é muito mais elevado do que nos mantermos escravos do nosso próprio sistema de consumo. Também não se limita apenas a um simples “modo de vida verde” ou o melhor uso dos recursos. O cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) escreveu que: “O objetivo de toda a Criação é aderir ao Criador pela equivalência de forma”(“A Liberdade”).

Em português claro isto significa que o propósito do homem é alcançar o equilíbrio com a natureza, internamente; equilibrar seu egoísmo intrínseco com o altruísmo intrínseco da natureza e assim sentir o nível de realidade perfeito e eterno.

Quando alcançarmos nossa transformação interna, a visão de Annie de uma “economia “verde” e unificada” também se tornará verdade. Ao atingir a qualidade da natureza de doação, as pessoas se transformarão e, a partir disso, transformaremos naturalmente nossos sistemas terrenos. Mas, a mudança, diz a cabala, só pode começar de dentro.

“Enquanto não elevarmos nosso objetivo acima da vida corporal, não teremos nenhuma revitalização corporal , porque o espiritual e o corporal em nós não podem viver no mesmo cesto”.
Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam)
“Exile and Redemption” (Exílio e Redenção)

Texto original:The Untold Story of: a Consumer Nation

sábado, 19 de julho de 2008

Nosso planeta é tão grande quanto uma casa!


“E foi assim que eu fiz outra descoberta crucial:
Todo o nosso planeta é tão grande quanto uma casa”
(Antoine de Saint Exupéry, O Pequeno Príncipe)

Um post no “Cnet News Blog” com o título “Proof of Six Degrees of Separation” (Prova dos seis graus de separação) reporta:

“Em uma pesquisa de junho de 2007, intitulada “Worldwide Buzz: Planetary-Scale Views on an Instant-Messaging Network” (Um rumor mundial: Vistas em escala planetária de uma rede de mensagens instantâneas)”, Eric Horwitz da Microsoft Pesquisas e Jure Leskovec da Universidade Carnegie Mellon analisaram 30 bilhões de conversas entre 240 milhões de pessoas utilizando o Instant Messenger da Microsoft em junho de 2006. Resultou que o número médio de passos, ou grau de separação, entre os usuários testados em anonimato foi de 6,6. Seis graus de separação indicam que uma pessoa está a um passo afastado das pessoas que conhece e dois passos distante das pessoas conhecidas pelas pessoas que ele conhece. O mágico número seis”.

Esta pesquisa fascinante mostra mais uma vez como somos todos interconectados. Mas, como todas as pesquisas realizadas neste mundo, esta revela apenas as conexões externas entre nós. A Sabedoria da Cabala nos permite descobrir uma verdade mais ampla: Como somos todos internamente conectados.

Descobrir nossa conexão no nível físico é apenas um passo para a descoberta de nossa conexão inata em um nível da natureza mais profundo, espiritual. Lá, somos mais dependentes uns dos outros, trabalhando em conjunto como as células de um só organismo integral.

Texto original:Our Planet Is Only as Big as a House!

Pergunte ao Cabalista - Educação, Relacionamento, Anjos e os 72 Nomes de Deus

P: Qual a sua visão das escolas do futuro?
P: "Homens são de Marte e mulheres de Vênus". Como é possível construir uma ponte que conecte as diferenças entre os casais?
P: Recentemente, li que o Kabbalah Centre diz ter os direitos autorais sobre os 72 Nomes de Deus e, daqui por diante, qualquer um que queira utilizá-los terá que obter a aprovação oficial deles. O que são estes 72 Nomes? Pode alguém clamar exclusividade sobre o Nomes de Deus?
P: Existem anjos e demônios em nosso mundo? Os cabalistas descrevem anjos e demônios em seus livros, ao usar palavras, nomes e descrições de nosso mundo. Então, como a Kabbalah define anjos e demônios?

P: Qual a sua visão das escolas do futuro?

R: As escolas deveriam ensinar às crianças "a sabedoria da vida". Isto é, deveriam explicar o propósito da vida, a lei inclusiva da natureza, o que realmente está acontecendo "por trás da cena" de nosso mundo e por que as forças da Natureza nos influenciam. Esta educação ajudará às crianças a entender de que forma melhor se relacionar com tudo que lhes ocorre no dia-a-dia, bem como se relacionar com outras pessoas.

As crianças olharão a vida com transparência – elas enxergarão o que está oculto, inclusive a força que está por trás da realidade, chamada de “o Criador”, e elas estarão intimamente ligadas a Ele, como se fossem amigos. Se elas receberem tal educação, permanecerão longe dos problemas evitando desperdiçar suas vidas em busca de falsos objetivos, que as levarão a se decepcionar no final. Elas realmente terão sucesso em suas vidas.

P: "Homens são de Marte e mulheres de Vênus". Como é possível construir uma ponte que conecte as diferenças entre os casais?
R: Remover diferenças entre os sexos começa por entender de onde elas vêm. Homens e mulheres são duas partes da Criação, e como tal, o mútuo entendimento somente pode vir após encontrarem o campo comum – uma ligação espiritual. Assim procedendo, estas duas diferentes partes da Criação se complementarão e se ajudarão a mutuamente alcançar a espiritualidade. A sabedoria da Kabbalah nos ensina a criar tal conexão.

Hoje em dia é quase impossível aos homens e mulheres modernos se conectarem porque seus egos estão maiores do que nunca. No passado o ego das pessoas era menor e elas davam um jeito de viverem juntas sem criarem um laço espiritual. Hoje, entretanto, elas têm desejos maiores, tornando-se impossível reconciliar suas diferenças sem uma metodologia que controle o ego e desenvolva uma conexão espiritual. Isto, inclusive, é a razão do porque tantos casais se divorciam hoje em dia: um não pode suportar o outro! E a verdade é que não é culpa deles – falta-lhes o método para entender e se entender com o outro sexo, a outra parte da Criação.

Por isso, a única solução é revelar o método de conexão para os casais. Os crescentes desentendimentos entre homens e mulheres hoje em dia não se resolvem por métodos convencionais, porque são duas formas diferentes de egoísmo.

O método da Kabbalah proporciona aos homens e mulheres elevarem-se acima de seus egos e apegos, e é isto que significa o verso cabalístico, "Homem, Mulher e a Presença Divina entre ambos" (Babylonian Talmud).

P: Recentemente, li que o Kabbalah Centre diz ter os direitos autorais sobre os 72 Nomes de Deus e, daqui por diante, qualquer um que queira utilizá-los terá que obter a aprovação oficial deles. O que são estes 72 Nomes? Pode alguém clamar exclusividade sobre o Nomes de Deus?
R: Os 72 Nomes são a "Luz Hochma (sabedoria)" que brilha sobre nós e preenche o “vaso de Hasadim (Misericórdia)" em nossas almas. Somente cabalistas que tenham atingido o nível espiritual chamado "GAR de Atzilut" têm a possibilidade de sentir tão poderoso prazer em suas almas, também chamada "Luz de AB SAG."

Não importa se você entende ou não estes termos cabalísticos. O que é importante é compreender que estes conhecimentos encontram-se completamente desconectados de nosso mundo corporal e não têm nada a ver com os conceitos errôneos que algumas pessoas atribuem a eles, tal como "água benta," ornamentos, ou bênçãos.

As pessoas que procuram por prazer corpóreo, como riqueza ou sorte no amor, algumas vezes pensam que “objetos especiais", amuletos, rezas, ou combinações de nomes os auxiliarão a encontrar o que procuram. Entretanto, todos estes artifícios não têm relação àquilo que os 72 nomes realmente significam. Estes nomes simbolizam os diferentes aspectos da qualidade do Criador – a qualidade da pura doação.

Quando alguém está no verdadeiro caminho espiritual, ele deseja atingir as qualidades da doação – ou seja, os 72 nomes. Seu objetivo é desenvolver qualidades internas que são similares a estes nomes, mas para tanto, ele deve atingir avançados níveis de conexão com o Criador, assemelhando-se a Ele. Somente quando alguém atinge estes elevados níveis espirituais pode ele revelar a Luz suprema em sua alma corrigida.

Em contraste, quando as pessoas tentam jogar com letras e nomes, ou criar amuletos, isto pode ter uma influência psicológica nelas, mas não trará qualquer influência espiritual. Embora estas coisas possam trazer conforto psicológico a algumas pessoas, elas não resolverão a raiz de seus problemas.

Em verdade, cada desejo que brota em nós expressa uma vontade inconsciente pela espiritualidade. Contudo, para nos tornarnos consciente disto devemos primeiramente abandonar a ilusão de procurar a verdadeira satisfação nas coisas deste mundo. Assim que estivermos prontos, descobriremos a autêntica sabedoria da Kabbalah, que nos ensina sobre a espiritualidade e o propósito de nossas vidas. A Kabbalah explica a estrutura dos mundos espirituais e mostra como podemos nos igualar com a qualidade do Criador. Ou seja, quando começamos nossa caminhada pelo descobrimento dos 72 nomes do Criador.

P: Existem anjos e demônios em nosso mundo? Os cabalistas descrevem anjos e demônios em seus livros, ao usar palavras, nomes e descrições de nosso mundo. Então, como a Kabbalah define anjos e demônios?
R: Os anjos e demônios são definidos apenas como forças. Tudo que existe no universo se manifesta na forma de forças . Estas forças agem sobre nós, desenhando todo tipo de formas e imagens em nós, como numa tela de TV ou num monitor de um computador. Tudo o que vemos em nosso mundo é o produto de como estas forças se manifestam dentro de nós.

No mundo espiritual não existem imagens, apenas forças e qualidades. Quando sentimos a espiritualidade, sentimos a força espiritual agindo sobre nós. Na Kabbalah, nomes como anjos, diabos, espíritos malignos e assim por diante são usados apenas para indicar forças. Por exemplo, você pode chamar a força da gravidade de “o anjo da gravidade” se você quiser!

- Assista "Pergunte ao Kabbalist" em www.kab.tv/spa toda quinta-feira às 15:00, horário de Brasília
- Visite o blog pessoal do Rav Laitman's – www.laitman.com, e faça qualquer pergunta

Texto original:Ask the Kabbalist

sábado, 12 de julho de 2008

A Parábola dos Amigos Perdidos no Deserto


Através desta parábola cativante, Baal Hasulam expressa seu profundo desejo de mostrar o que a Cabala pode dar à humanidade e porque é difícil para a humanidade perceber este presente.

“Existe uma parábola sobre amigos que estavam perdidos no deserto, famintos e sedentos. Um deles havia encontrado um povoado repleto de todas as delícias (prazeres). Então ele se lembrou de seus irmãos pobres mas ele já estava muito longe deles e não sabia onde eles estavam. O que fez ele? Ele começou a gritar bem alto e a soprar uma corneta, esperançoso de que seus irmãos pobres e famintos ouvissem sua voz e se aproximassem dele, e, também, viessem a aquele opulento povoado, repleto de todas as delícias.

Assim também somos nós: nós também estamos perdidos no terrível deserto, juntamente com toda a humanidade, e agora encontramos um grande tesouro repleto de todas as delícias: os livros de Cabala que saciam nossas almas ansiosas e nos preenchem com exuberância e contentamento.

No entanto, a memória de nossos amigos, abandonados sem esperança no terrível deserto, permanece gravada dentro de nossos corações. Na verdade, a distância entre nós é enorme e as palavras não são ouvidas. Por isso, nós tocamos esta corneta bem alto, na esperança de que nossos irmãos ouvirão e se aproximarão de nós para serem tão felizes quanto nós somos.

Saibam, irmãos nossos, carne e sangue, que a essência total da sabedoria da Cabala é o conhecimento de como o mundo veio de seu elevado lugar sagrado para nosso estado inferior. É, portanto, muito fácil encontrar na sabedoria da Cabala todas as futuras correções destinadas a vir dos mundos perfeitos que nos precederam. E assim, nós sabemos como corrigir nossos caminhos daqui em diante.

Nós evoluímos e aperfeiçoamo-nos sendo empurrados por trás pelo sofrimento e pelo derramamento de sangue. Isto acontece porque não temos nenhum artifício com o qual obtenhamos um espelho que nos permita enxergar o homem por dentro, assim como o interior das almas e dos mundos; como eles desceram a tão terrível ruína como a hoje existente.

Imagine, por exemplo, que um livro histórico estivesse para ser encontrado hoje e que descrevesse as últimas gerações...Então, nossos líderes buscariam todos os remédios para harmonizar a vida aqui de acordo com ele... os terríveis massacres e sofrimentos cessariam e tudo seria pacificamente acomodado.

Ora, este livro encontra-se diante de você, explicando claramente toda a sabedoria da arte de governar assim como todas as harmonizações tanto públicas como individuais que acontecerão no final dos dias. É o livro de Cabala, mostrando os mundos corrigidos, que emergem em perfeição.

Abram estes livros e vocês encontrarão todas as boas ações que aparecerão no fim dos dias. Deles, vocês aprenderão a boa lição de como apaziguar os assuntos mundanos de hoje, aprendendo com a história, como corrigir o futuro.

Eu tenho ansiado por tudo isso a ponto de não poder mais me conter. E resolvi revelar os caminhos para a correção de nosso futuro definitivo, os quais encontrei pela observação e pelo que está escrito nestes livros. E eu chamarei o povo do mundo com esta corneta, a qual eu penso ser adequada para concentrar todos os seres únicos que começarão a estudar e pesquisar nos livros, e eles se posicionarão assim como o mundo inteiro numa escala de mérito.”

Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam)
“Construindo a Sociedade Futura”

Texto original:The Allegory of the Lost Friends in the Desert