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sábado, 26 de abril de 2008

Na Natureza, Tudo se Move na Direção da Unidade


Retirado do livro: "From Chaos to Harmony"

A evolução da natureza prova que o processo de transformação do mundo em uma aldeia global não é coincidência. Trata-se, na realidade, de um estágio natural, pelo qual a civilização evolui na direção de uma harmonia completa.


Segundo a bióloga evolucionista Elisabet Sahtouris, no final desse processo haverá um sistema cujas partes estarão interconectadas em reciprocidade e colaboração. Em 2005, em uma palestra proferida em uma conferência em Tóquio, Sahtouris esclareceu que a evolução é compreendida pelas fases de individualização, conflito e competição. Ao final desses estágios, os elementos unem-se a um único e harmonioso sistema.

A bióloga deu como exemplo o processo evolutivo da vida na Terra. Bilhões de anos atrás, a Terra era habitada por bactérias. As bactérias proliferaram e passaram a competir por recursos naturais, como alimentos e territórios. Consequentemente, uma nova entidade – a colônia de bactérias – foi formada, uma vez que estava mais adequada às condições do meio ambiente.

A bactéria é, na verdade, uma comunidade de bactérias que funcionam como um organismo único. De acordo com essas regras, as criaturas unicelulares começam a evoluir e tornam-se multicelulares, em ultima instância formando órgãos mais complexos como plantas, animais e seres humanos.

Cada elemento distinto possui um interesse pessoal, egoísta. Todavia, a essência da evolução é que os elementos com interesse pessoal se unem em um corpo único e trabalham pelo interesse coletivo daquele agrupamento. Sahtourius observa o processo pelo qual passa a humanidade atualmente como um passo necessário para a formação de uma única família humana - uma comunidade que irá trabalhar pelo interesse de todos, desde que funcionemos como uma parte saudável dela.

Portanto, se examinarmos com atenção os elementos da Natureza, veremos que o altruísmo é a base para a vida. Cada organismo vivo e cada sistema consiste na reunião de células ou partes que cooperam, complementam umas as outras e se ajudam. Elas compartilham e sobrevivem pela lei altruísta: “Um por todos”. Ao observarmos atentamente a Natureza, descobriremos mais exemplos de conectividade recíproca e, assim, perceberemos que a lei geral da Natureza é a “conexão altruística entre elementos egoístas”.

A Natureza concebeu a vida de tal forma que cada célula deve tornar-se altruísta em relação às demais para que se crie um organismo vivo. A Natureza criou a regularidade pela qual a adesão que une as células e os órgãos como um órgão vivo ocorre pelo relacionamento altruísta entre eles. Percebe-se, portanto, que a força que cria e mantém a vida é altruísta, a força do doar e compartilhar e que seu objetivo é criar uma vida baseada na existência altruísta, harmoniosa e balanceada entre todos os seus elementos.

sábado, 19 de abril de 2008

O Que Está Acontecendo Com os Jovens?


Mais e mais jovens estão sucumbindo às drogas, depressão, e a terríveis atos de violência. O que trouxe essa crise que a geração jovem está encarando? A cabala explica que são os seus desejos que estão em crise, porque não conseguimos mais preenchê-los com as mesmas coisas de sempre.

Enquanto eu sento aqui para ler o jornal, as notícias me assustam novamente. Um adolescente nos Estados Unidos foi a um lindo shopping cheio de pessoas e abriu fogo matando oito pessoas. O que leva uma pessoa jovem com um futuro brilhante pela frente a cometer um ato tão desesperado? Enquanto isso, uma querida sobrinha de um amigo luta pela vida num hospital após engolir um frasco de pílulas numa tentativa de suicídio. Depressão entre os adolescentes alcançou proporções epidêmicas.


O que está acontecendo com os nossos jovens? Não são muito novos para estarem subjugados pelos sentimentos de desespero e desesperança? Há muitos países no mundo onde o desespero seria plausível – Países onde inacreditável sofrimento, pobreza, fome e violência são a realidade diária. Mas muitos desses jovens vêm de casas ricas e amorosas, onde eles têm todas as vantagens que o dinheiro pode comprar.


No outro lado do espectro, vemos um progressivo número de pessoas que estão presas na infantilidade – mesmo aos seus vinte, trinta anos e além - Eles trocam o seu carro Hot Wheels de brinquedo pelo carro real e se envolvem em “jogos” mais caros, mas ainda são crianças que se negam a assumir qualquer tipo de responsabilidade no mundo adulto. Vemos o impacto disso em diversas áreas, como o colapso das famílias, o número recorde de falências e a dificuldade das empresas em contratar trabalhadores maduros e responsáveis.


Embora seja difícil de admitir, tanto os jovens quanto os adultos estão encarando uma crise social, e ninguém parece saber exatamente por quê. Anfitriões de Talk Shows se tornaram milionários entrevistando experts no assunto. Políticos impulsionam suas propostas de programas de reformas sociais, e as comunidades criam mais e mais leis num esforço de controlar o comportamento das pessoas, mas tudo isso são reações involuntárias ao problema. Para conseguir realizar uma mudança real, devemos encontrar a raiz do problema.


A sabedoria da Cabala apresenta uma intrigante perspectiva nas raízes da discórdia social, revelando um elemento em comum por trás de todos os fenômenos desagradáveis que estamos testemunhando.


Identificando a fonte


Para identificar a razão por trás do comportamento dos nossos jovens, temos que primeiro examinar nossa natureza e como ela se desenvolve. A Cabala sustenta a idéia de que a força motivadora por trás de nossas ações é nosso desejo de receber prazer. Em outras palavras, cada ação que uma pessoa toma, não importa o quanto pequena, é estimulada por algum desejo de obter prazer.


Não é só isso - Esse desejo por prazer continuamente desenvolve-se dentro da humanidade, nos impelindo a constantemente procurar novos tipos de prazeres. Essa evolução iniciou com nossos desejos mais básicos: os que devemos satisfazer para nossa sobrevivência, como desejo por comida, sexo e abrigo. Em outras palavras, anos atrás, ter boa comida e um teto sobre sua cabeça seria a maior de todas as felicidades.


No ponto seguinte da evolução da humanidade, novos tipos de desejos emergiram – desejos sociais. Esses desejos surgiram devido à interação das pessoas na sociedade. Os desejos sociais incluem desejos por riqueza, fama e poder. Evoluímos através dos desejos sociais por milhares de anos, manifestando todas as suas possíveis combinações e aspectos. Nessa perspectiva, estrelas de cinema, ídolos do esporte e políticos são todos “manifestações” dos desejos sociais que se desenvolvem dentro da humanidade.


Hoje em dia, explicam os cabalistas, um novo tipo de desejo está surgindo dentro da humanidade, um desejo que nós não podemos preencher através de nossos corpos nem através de interações entre nós. Esse desejo é difícil de ser definido e não sabemos realmente como satisfazê-lo – é o desejo de entender o propósito da nossa existência.


Enquanto sempre existiram indivíduos em cada geração que se perguntavam “Por que estou aqui?”, agora é a primeira vez na história que essa questão está despertando e exigindo uma resposta na massa da população.


O preço do desgosto


Então como isso se relaciona com a crise pela qual passam os nossos jovens? Já que eles estão no topo da evolução dos desejos, naturalmente eles sentem que dinheiro, fama e poder não lhes trarão a verdadeira felicidade. Isso não significa que as crianças de hoje não tenham desejo por nada: ao contrário, têm um enorme desejo - mas não sabem como satisfazê-lo.


É muito simples: Se eu realmente quero um cachorro de presente no meu aniversário, eu não ficarei feliz se você me der roupas novas. Mesmo que elas fiquem bem em mim, elas não se encaixariam com o que eu desejo. Para nossos jovens, é assim com qualquer tipo de prazer - Eles passam de um desejo ao próximo na velocidade da luz e continuam insatisfeitos.


Quando chegam à adolescência, muitas dessas crianças se tornam desiludidas e cínicas em relação à habilidade dos seus pais em se tornarem felizes. Os jovens não entendem porque devem trabalhar duro para alcançarem os objetivos que os adultos lhes impõem. Não sabem pelo que devem se esforçar. Para nós, parece que as crianças de hoje são preguiçosas, mas sua falta de motivação é na verdade uma expressão de falta de esperança. Em casos extremos, o seu desespero é tão doloroso que a vida em si parece não ter sentido, e o suicídio parece ser a única resposta.


Para lidar com isso, muitos adolescentes adotam a atitude “a vida é curta, eu quero a minha ‘sobremesa’ agora”, procurando por qualquer prazer, contanto que seja fácil obtê-lo. O resultado é a “criança perpétua”, que não consegue manter uma família ou relacionamento no trabalho, já que isso requer esforço. Essas crianças são ainda vulneráveis ao apelo das drogas, álcool e aos “esquemas de ficar rico”, já que tudo isso promete intenso prazer sem esforço algum.


Outros adolescentes reagem ao seu senso de vazio com ódio, descarregando nos seus parentes e na sociedade que não conseguiu lhes dar um propósito significativo para suas vidas. E às vezes esse ódio irrompe numa violência horrenda, como nos tiroteios em shoppings.


Respondendo às necessidades deles


A inabilidade da geração jovem de entender e satisfazer seus desejos é a fonte dos seus problemas. Sem ajuda das gerações anteriores, os adolescentes estão tateando no escuro enquanto tentam encontrar maneiras de satisfazer os inúmeros desejos dentro de si.


A popularidade de filmes como Matrix, Senhor dos Anéis e Harry Potter reflete o desejo por algo além do que podemos encontrar no nosso mundo. A explosão de interesse em religiões “new age”, como misticismo e filosofias orientais, ainda apontam para a necessidade crescente das pessoas jovens em procurarem o sentido da vida.


Para ajudar nossas crianças, devemos mostrar a elas que há uma razão para o vazio e confusão que sentem. Precisamos mostrar a elas onde se encaixam no desenvolvimento geral da humanidade, e deixar que enxerguem que estão na fase final da evolução dos desejos. E temos que prover a maneira de desenvolver e preencher esses desejos.


A Cabala pode nos ajudar a prover esse direcionamento ao dar à juventude um tangível entendimento do propósito da sua existência. E uma vez que saibam o seu propósito, estarão motivados para seguir em frente. Indiferença, ódio, depressão e desespero vão dar lugar para a mesma energia apaixonada com a qual seus pais e avós buscaram o dinheiro, a honra e a fama.


Nossas crianças podem chegar a lugares e alcançar estados de felicidade ilimitados, mas nós precisamos lhes dar as ferramentas e orientação para essa jornada. Ao fazer isso, impediremos muito sofrimento, permitiremos que os jovens encontrem a verdadeira felicidade e que acelerem o encontro de todos com o verdadeiro propósito da existência.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Criando Espaço para o Criador


Se você constrói um desejo pelo Criador,
Ele irá se revelar nesse desejo.
A sabedoria da Cabala nos explica como.

“Se você construir, ele virá”. O sussurro além-túmulo no filme “Campo dos Sonhos” (1989), levou o personagem de Kevin Costner a mudar sua vida, para que ele pudesse construir um campo de baseball. Ao fazê-lo, ele permitiu que jogadores de baseball já mortos pudessem aparecer, de forma milagrosa, e jogar um jogo de baseball que eles nunca puderam jogar durante suas vidas. Mas apenas o personagem de Kevin Costner podia ver os jogadores; apenas Costner podia interagir com eles.

De forma semelhante, cabalistas dizem que se construímos um lugar para o Criador, Ele vai ocupá-lo. Mas apenas a pessoa que construiu esse lugar conseguirá senti-Lo e interagir com Ele.

Atração ao Desconhecido

Diferente da voz misteriosa do filme, o chamado para construir um “lugar” novo para o Criador começa com um sentimento: uma atração a algo desconhecido, além dos limites da nossa experiência de vida. Em primeiro lugar, começamos a procurar por algo que não sabemos ao certo o que é. Fazemos perguntas como: “Qual é o objetivo da minha vida?” “De onde vim e para onde estou indo?” e sentimos que temos de obter respostas a essas perguntas.

A busca por algo desconhecido indica um desejo que despertou em nós – um desejo por descobrir a origem da vida. E esse desejo é exatamente o “lugar" onde o Criador irá eventualmente aparecer.

Não se trata de um lugar físico, mas um lugar interno. É o desejo em nossos corações que os cabalistas chamam de “ponto no coração”, que cresce gradualmente de um pequeno ponto para um “lugar” onde o Criador se revela. Esse lugar, que começa como um “ponto no coração” eventualmente cresce para se tornar uma “alma” – o recipiente que recebe a presença do Criador.

A Alma – o “lugar” para construir para que Ele venha

A Cabala explica que nenhum de nós nasce com uma alma totalmente desenvolvida. Nosso desejo inicial por algo novo e desconhecido é um “ponto” inicial da alma, que pode ser desenvolvido em uma alma completa e eterna. Ele pode ser comparado a uma imagem de um pontinho de feto que vemos no ultra-son, aos dois meses de uma gravidez.

No entanto, diferente de um feto que se desenvolve no útero de sua mãe, um ponto da alma não cresce de forma automática. O desenvolvimento desse ponto em uma alma totalmente desenvolvida depende de nós. Depende da nossa participação ativa e dos esforços que fazemos para construir esse “lugar”. E, na medida que o ponto cresce, começamos a sentir o Criador.

A Sabedoria da Cabala – as ferramentas para desenvolver a alma

A sabedoria da cabala provê as ferramentas para que desenvolvamos nossas almas, o lugar para que o Criador seja revelado. Esse método nos oferece instrução e conselhos sobre como trabalhar o ponto no coração, como diferenciá-lo de todos os outros desejos, como entender o que é, de onde vem e como assumir responsabilidade por ele. Tudo isso nos ajuda a cultivar esse ponto e desenvolvê-lo em uma alma.

O que acontece quando o desenvolvimento é completo, quando o lugar está pronto? O Criador imediatamente aparece e preenche esse desejo com sensações de eternidade e perfeição. Essas sensações vêm da conexão com a origem da vida, que é perfeita e eterna. Esse acontecimento, chamado de “revelação do Criador” é o objetivo do estudo da Cabala. De fato, o método da Cabala tem como objetivo construir esse “lugar” para a revelação do Criador.

domingo, 6 de abril de 2008

A Cabala Explica a Biblia


O que leva alguém a ser o autor do livro mais vendido em todo o mundo? Aparentemente, é preciso ser alguém que descobriu um mundo onde não existem palavras e que achou, no nosso mundo, palavras para descrever o que encontrou.

Mas não é apenas isso. Quando bebê, o autor da Bíblia foi achado pela filha de um governante do Egito, o Faraó, deitado em um berço de papiro as margens do Rio Nilo. Ele foi criado na casa do Faraó e viveu como filho do rei, vivendo uma vida de luxos. Mas, um dia, Moisés descobriu que ele não pertencia mais aquele lugar e, a partir de então, iniciou uma jornada que o levou ao Mundo Superior.

E, muito embora Moisés estivesse em muitos lugares, o Mundo Superior que ele descobriu não estava situado fisicamente neste mundo. Era, na realidade, um mundo interno de sensações completamente novas, inatingíveis pelos nossos 5 sentidos.

Quando pensamos sobre um “mundo”, a imagem que nos vem à mente é a de um espaço físico vasto, repleto de todos os tipos de objetos, plantas, animais e seres humanos. O Mundo Superior, no entanto, é sentido pela vida interna de uma pessoa, onde é possível conectar-se às forças que operam por trás da realidade que percebemos pelos nossos 5 sentidos, chamado de “nosso mundo”. No nível mais alto do Mundo Superior, descobre-se que todas essas forças estão conectadas a uma única e unificadora Força Superior, chamada de Luz Superior.

Palavras deste Mundo, Significado do Mundo Superior

Muito embora Moisés tenha escrito a Bíblia há muito tempo atrás, a Bíblia ainda e o mais famoso livro já escrito. Originalmente, foi escrito em hebraico e, seu nome hebraico, “A Tora”, nos dá uma percepção sobre seu verdadeiro significado e intenção: a palavra Tora vem da palavra hebraica Ohr –Luz, e Hora’a – instrução. A Bíblia é, portanto, um manual de instruções sobre como sentir a Luz Superior, presente no Mundo Superior que Moisés encontrou.

No entanto, como não existem palavras no Mundo Superior, A Tora utiliza palavras deste mundo para descrever o Mundo Superior. Como podem as nossas palavras descrever o Mundo Superior? A cabala explica que as forças espirituais do Mundo Superior governam tudo no nosso mundo e, portanto, cada força no Mundo Superior manifesta-se no nosso mundo. As forças no Mundo Superior são chamadas de “raízes” e suas manifestações no nosso mundo são chamadas de “ramos”. Assim, a linguagem utilizada na Tora e chamada de “Linguagem dos Ramos”.

Funciona assim: quando Moisés queria descrever algo no Mundo Superior, ele a nomeava como algo no nosso mundo. Por exemplo, se um objeto espiritual manifesta-se no nosso mundo como uma pedra, ele chamava aquele objeto espiritual “uma pedra”. Então a palavra “pedra” não se referia a pedra que nós vemos e sentimos no nosso mundo, mas à raiz espiritual que se manifesta no nosso mundo como uma pedra.

Da mesma forma, cada palavra na Bíblia descreve os acontecimentos do Mundo Superior. E, quando lida desta forma, a Bíblia pode ser utilizada como o autor tinha em mente: como um guia para aquele que inicia uma viagem de descoberta espiritual.

Quando as palavras perdem seu significado

Milhares de anos se passaram desde que Moisés elaborou seu livro e, com a passagem do tempo, o significado cabalístico da Bíblia foi esquecido. No lugar de ler a Bíblia para entrar no mundo espiritual e sentir a Luz Superior, muitas pessoas começaram a pensar que a Bíblia falava sobre coisas no nosso mundo: sobre relacionamentos entre pessoas, ensinamentos morais e conselhos sobre como lidar com assuntos mundanos. Outros acreditavam que a Bíblia era uma narrativa histórica. De qualquer modo, eram interpretações equivocadas do texto, uma vez que está escrito na Linguagem dos Ramos e trata somente do Mundo Superior.

Contudo, há evidencias arqueológicas de que os eventos históricos descritos na Bíblia realmente ocorreram no nosso mundo. Os cabalistas apóiam a idéia de que nenhum desses eventos realmente ocorreu no nosso mundo? Não, pelo contrario: eles nos ajudam a compreender porque isso tudo aconteceu no nosso mundo.

Como já mencionado, cada objeto e evento neste mundo é criado e governando pelas suas raízes no mundo espiritual. Portanto, se um objeto espiritual existe, ele tem de se manifestar também no nosso mundo. E por isso que, embora a Bíblia descreva apenas o Mundo Superior, os eventos correspondentes devem ter ocorrido também no nosso mudo.

Lendo Cabala da forma correta

A idéia principal aqui é que os cabalistas consideram que os objetos espirituais e eventos – as raízes – são infinitamente mais importantes do que suas conseqüências materiais. Eles explicam que um cabalista com a elevação espiritual excepcional que alcançou Moisés não poderia ter escrito nenhuma palavra com o objetivo de nos relatar sobre história ou ética. Na verdade, o seu único objetivo seria revelar o Mundo Superior à humanidade, para ajudar-nos a senti-lo na forma como ele sentiu e para ajudar-nos a realizar o objetivo final da nossa existência.

Portanto, a maneira correta de ler a Tora é perceber que cada palavra se refere a uma força espiritual no Mundo Superior. A partir de então, a pessoa começa a gradualmente a relacionar-se com essas forças e senti-las, como fez Moisés.

Aqueles que já desenvolveram a habilidade de sentir o Mundo Superior são chamados de “cabalistas” e quando eles lêem a Tora eles não percebem eventos históricos ou ensinamentos morais. No lugar, eles vêem claramente como as forças espirituais governam a nós e a tudo ao nosso redor e como tudo se une no infinito, na Luz Superior.