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domingo, 4 de dezembro de 2011

Educação Espiritual

O estado do mundo, como todos nós sabemos, está mudando. Mas não perca as suas esperanças – no método cabalístico, os pais  ensinam suas crianças a dar amor, e, no processo, lembrar o que esqueceram há tempos.

 

A Educação espiritual (cabalística) tem sido o coração da nossa nação desde o seu início. É por isso que os judeus são chamados de Am HaSefer (“A nação do livro”).  A formação espiritual tem sido o meio essencial para a existência da nossa sociedade; ela a construiu e foi um elemento vital dentro dela.

De fato, desde a recepção da Torá até a ruína do Segundo templo, velhos e novos, igualmente, tinham vivido em unidade e com clara percepção da força superior. Moisés estabeleceu a educação espiritual na nação, e crianças aprenderam desde cedo a conhecer a realidade baseada nas suas raízes no mundo superior. Foi dito que desde Beer Sheba no sul até a Represa no Norte, nenhuma criança era ignorante em relação à assuntos sobre pureza e impureza.

Pureza e impureza não se referem à assuntos espirituais, mas à força egoísta impura em nós, e a pura força de doação. Em outras palavras, mesmo o mais novo entre a nação sentiu altos níveis espirituais.

Uma Crise Agravante

Ainda, após a ruína do Segundo templo, a nação perdeu a sua tangível sensação da espiritualidade, embora a importância da espiritualidade tivesse permanecido bem enraizada nos corações das pessoas. 

Mesmo estando em exílio, cada criança judia sabia como ler, escrever e calcular, e foi ensinada através dos antigos escritos. A educação para unidade, estabelecida pelos cabalistas, manteve as comunidades judaicas unidas durante a diáspora.

Apesar do fato que a educação produziu grande prosperidade, hoje, a importância da educação está declinando rapidamente. Jornais estão repletos com notícias e pesquisas descrevendo a violência escolar, abuso de drogas, depressão e desorientação entre os jovens. Pessoas jovens estão indiferentes em relação a valores e parecem querer mais do que este mundo pode oferecer.

Além do mais, a crise na educação e parte de uma crise muito mais ampla – uma de proporções globais. Cabalistas explicam que esse é um processo pelo qual o ego humano está ampliado para um ponto onde a pessoa não consegue mais saciá-lo.

Outro exemplo da arrogância do ego é a “crescente diferença de geração”, que começou a acelerar no século passado. O jovem atual não consegue relacionar-se com a geração dos seus pais, e vê os adultos como fora de moda, desatualizados. Então, por um lado, nós não sabemos como educar as nossas crianças e satisfazer suas necessidades que mudam e aumentam.

Por outro lado, os jovens não possuem o meio de como comunicar-se com a geração prévia. Mais do que nunca, precisamos de um método que sirva como apoio para uma sociedade uniforme e feliz, na qual todas as partes encontram seu lugar e trabalho frente a um objetivo comum.


Leis de Doação e Amor

A sabedoria da cabala lida com a educação e a construção da sociedade como meio de atingir a força superior. Nos seus escritos, cabalistas revelam a evolução pela qual cada pessoa deve passar numa sociedade fundada na espiritualidade. Assim como cada alma recebe o que precisa do seu ambiente nos mundos espirituais, uma pessoa deve receber a educação correta em cada fase da vida dele(a).


Numa sociedade fundada nos princípios da sabedoria da cabala, nós podemos aprender, desde a infância, a apreciar a vida num nível profundo. Vamos entender que este mundo é muito mais rico do que os nossos cinco sentidos conseguem perceber. Desde cedo, nós vamos aprender através de jogos e exemplos a identificar as causas e latentes forças que controlam a realidade. Então, nós vamos conhecer as leis espirituais de amor e doação, aprender a usá-las corretamente, e poder viver em harmonia e equilíbrio com a natureza.


O Melhor Futuro

As crianças só podem implementar o que elas aprenderam após observar os exemplos feitos pelos adultos. A educação correta origina-se somente do exemplo pessoal. Um dos exemplos atuais na educação mundial é que nos comportamos de forma contraria à que ensinamos. Por exemplo, enquanto ensinamos valores altruístas como doação e colaboração, agimos de forma contrária a isso.

Tais contradições evocam confusão e desrespeito das crianças em direção aos seus pais. No entanto, num sistema de educação baseado na sabedoria da Cabala, os exemplos pessoais dos pais, de valores altruístas, estarão em harmonia com o que ensinam. A educação vai resultar da responsabilidade mutua; vai unir as gerações.

 Os pais entenderão que tal consistência vai criar o melhor futuro para as suas crianças, e cometerão a adequada conduta por causa do seu amor pela sua prole. Similarmente, as crianças estarão expostas aos valores e exemplos pessoais de doação dos seus pais e aspirarão a unir-se a eles como membros ativos da sociedade. Elas obterão seu lugar do lado dos adultos e trabalharão juntos por uma sociedade próspera.
No final das contas, uma educação espiritual vai promover a sociedade como um todo. 

Além do mais, tal tipo de criação vai mudar a vida de forma considerável. A geração jovem vai ser ajudada pela experiência adquirida pelos adultos, e usarão seus exemplos para aprender como vencer seu próprio ego quando ele estalar. Ao fazer isso, os jovens apreciarão a geração antiga e criarão uma ligação forte de amor e respeito entre eles.


A sociedade futura que os cabalistas sempre ansiaram pode ser construída através da educação espiritual, e pode ser feita hoje. É suficiente educar uma geração para “dar um chute inicial” no processo.

Isso, por sua vez, criará uma sociedade uniforme, não contaminada pela diferença de época. Ambas as gerações passada e atual vão apoiar uma a outra para que uma seja a garantia do sucesso da outra. Os velhos servirão como exemplo, e a necessidade para educar os jovens, via valores espirituais vai compelir os antigos a demonstrarem o certo exemplo. Então, eles vão complementar um ao outro e marcharão juntos frente à completa realização da realidade superior.

 Fonte das imagens:
http://www.kabtoday.com/epaper_eng/content/view/epaper/3490
http://judeusbrasil.blogspot.com/2011/03/diaspora-judaica.html
http://cabala-sintoniadiaria.blogspot.com/2010_11_01_archive.html
http://lancamentos.moderna.com.br/educacao-infantil/buriti-mirim/blog/seu-filho-ja-esta-pronto-para-usar-o-computador/
http://www.mightymemory.com/memoryarticle.html

sábado, 5 de março de 2011

Tom, Jerry e as Nossas Crianças

Tom, Jerry e as Nossas Crianças

Hoje, nem mesmo Tom pode ensinar bons valores às nossas crianças. Sem mencionar Jerry...

Pesquisas psicológicas modernas mostram que o desenvolvimento cognitivo de uma criança e padrões de comportamento começam a se formar desde cedo. O aclamado psicólogo suíço, Jean Piaget, mostrou que logo após nascer, um bebê começa a aprender através da sua observação, adotando conceitos mentais através da sua interação com o ambiente. Os dados sensoriais que a criança recebe, mesmo quando bebê, tem um efeito forte no seu desenvolvimento. Depois, ela continua a se desenvolver e aperfeiçoar o que absorveu durante essa época.

Nessa idéia, imagine como devemos ser sofisticados para poder dar às nossas crianças os exemplos certos, literalmente, desde a idade “zero”. Por outro lado, como podemos dar a elas exemplos positivos mesmo quando a indústria de entretenimento as convence com incontáveis valores e imagens negativos?

Para citar um exemplo, aqui está a ultima descrição de Tom e Jerry, como aparece no Website do Cartoon Network: “Gato teimoso está sempre perseguindo a cauda do seu fugaz inimigo, Jerry, o rato, e nenhum truque, armadilha ou frigideira vai para-lo na sua perseguição eterna”. E isso, queridos pais, é o que as nossas crianças aprendem.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um Mundo Melhor para os Nossos Filhos

Um Mundo Melhor para os Nossos Filhos

Com o mundo em crise, pais em todos os lugares temem pelo futuro de seus filhos. No entanto, a fim de sermos bem-sucedidos, podemos prepará-los para o caminho de um futuro mais feliz do que já sonhamos

Enquanto estou sentado frente ao meu computador, a vizinhança está repleta  com a risada de crianças brincando de pega-pega. Isso me faz lembrar da minha infância, e não consigo evitar de pensar o que o futuro lhes reserva.

A humanidade sempre investiu esforços sobre-humanos para assegurar que a próxima geração terá uma vida mais fácil e mais gratificante. Atualmente, para muitos pais, esse sonho pode permanecer, para sempre, uma fantasia. A incerteza econômica, o colapso ambiental e a violência, prometem ser o legado que deixaremos a nossos filhos. Uma pesquisa da Rasmussen, em janeiro, revelou que apenas 47% dos pais americanos acreditam que seus filhos estarão em melhor situação do que eles.

Essa perspectiva sombria deveria ser uma convocação à ação para todos os povos. Mas, se quisermos ter alguma esperança de encontrar soluções duradouras, é preciso primeiro traçar a evolução que conduziu aos problemas que enfrentamos hoje.


                        Será que alguém pressionou a tecla “Fast Forward”?


As necessidades da humanidade, uma vez foram simples: Se havia alimento suficiente, abrigo e segurança contra predadores, a vida era boa. Mas o tempo avançou, e as necessidades já não eram suficientes. As pessoas queriam mais da vida e, assim, a busca incessante de novos prazeres começou. No momento em que chegamos ao século 20, tudo havia acelerado, como se alguém tivesse apertado a tecla "fast forward". Fomos do cavalo aos jatos, do telégrafo ao telefone e à Internet. A cada geração, o luxo dos pais tornou-se a necessidades dos filhos.

Essa escalada contínua de auto indulgência finalmente nos alcançou, levando nosso mundo à beira do colapso. Nossa cultura de excessos atingiu seu ponto culminante com  ego-maníacos como Bernard Madoff, que fraudou investidores em torno de US $ 50 bilhões. E, embora seja fácil colocar a culpa em Madoff, a realidade é que todos temos uma parcela da culpa, mesmo que nossos excessos sejam em uma escala muito menor.

Se formos honestos, veremos que o sucesso em nossa sociedade é definido como mais dinheiro, fama ou poder, não importando qual o custo para os outros. Então, o que podemos esperar para  nosso futuro se esses são os valores que promovemos?

Se o egoísmo é a raiz dos nossos problemas, então a solução é transformar  nossos valores de altruísmo e de partilha. Mas como? Afinal, a humanidade tem prosperado com uma mentalidade de  "Eu primeiro!", há milhares de anos. No entanto, na sociedade globalizada de hoje, onde tudo que ocorre em um lado do mundo tem um impacto quase que imediato no outro lado, "Eu primeiro!", não funciona mais. Nas palavras do Primeiro Ministro britânico, Gordon Brown,  "nesta era global, precisamos de soluções que já não possam ser definidas em termos de nós e eles, mas possam ser alcançadas somente em conjunto. - como nós com eles".
 
Novos problemas requerem novas soluções
Ouvir
Ler foneticamente

Não podemos comprar nossa maneira de sair da crise atual com os dólares do contribuinte ou através de compras demasiadas. Temos que abordar a vida sob uma nova perspectiva, utilizando três ferramentas poderosas.

  • Educação

As pessoas hoje estão perdidas e confusas se perguntando: Por que isto está acontecendo? O que deveríamos fazer? Mas somos desenvoltos, ‘resolvidos’, e, se entendermos o problema, realizaremos milagres para resolvê-lo. É por essa razão que uma campanha de educação pública sobre a globalização de nossas economias, a interdependência de todos os povos e os benefícios da cooperação, podem guiar-nos às soluções.

Nossa melhor esperança para o futuro encontra-se na educação de nossos filhos. O colunista do NY Times, Nicholas Kristof, recentemente classificou a educação como "a nossa maior vergonha nacional". E ele está certo: não estamos oferecendo a nossas crianças o conhecimento que elas precisam para ter sucesso na nova era global. Se lhes oferecermos uma educação sobre as leis naturais que regem os sistemas interligados, elas estarão preparadas para navegar facilmente em mares tempestuosos, tão incompreensíveis para nós.

  • Meios de comunicação

A maior parte de nossos padrões comportamentais são oriundos da TV e da Internet. Enquanto as notícias, entretenimento e esportes glorificarem a busca de riqueza e de uma mentalidade "vitória a qualquer custo", veremos a ganância e a exploração dominarem  nossa sociedade. Se no entanto, insistirmos que esses locais refletem os valores da compaixão, transformaremos a força destrutiva da mídia de hoje  a nosso favor.

E, de fato, a maré já está começando a mudar. Uma recente série de anúncios traz títulos como: "Em um mundo Absoluto, a Moeda será substituída por atos de bondade." A CNN apresenta séries sobre as histórias de características de sobrevivência econômica de pessoas que encontram a felicidade através da renovação de laços familiares, compartilhando com outros e um estilo de vida  mais simples. Nós apenas precisamos dar um empurrão!

  • A Força da Sociedade

O instrumento mais poderoso para a mudança, entretanto, somos nós. Por toda a história, a mudança social tem sido conduzida pelas pessoas. O Renascimento do século 14 é apenas um exemplo de um movimento cultural que levou a avanços exponenciais em todas as áreas. E hoje, o desejo por mudança entre o povo americano foi tão forte, que um candidato improvável venceu de forma espetacular.

Essa é a força que podemos aproveitar para fazer as mudanças na sociedade de hoje. Mas como podemos transformar nossa abordagem em relação à vida do egoísmo para o altruísmo, quando tudo que sabemos  é "cuidar do # 1"? Na verdade nossos filhos podem nos mostrar o caminho! Quando uma criança decide se tornar um médico, ela ‘brinca’ de médico, mesmo que não tenha idéia do que esteja fazendo. Somente quando a criança se tornar um médico, ela saberá  o que isso realmente significa, mas cada uma de suas idéias imaginadas ao longo do caminho, é uma preparação necessária.

Então, para começar, nós podemos "fingir até conseguir." Nossos primeiros esforços “altruístas”serão puramente egoístas: feitos para escapar da crise. Ao longo do tempo, porém, uma incrível transformação ocorrerá:  nossa alegria disfarçada de altruísmo dará lugar à coisa real, proporcionando alívio real à crise.

Arne Duncan, o novo secretário da Educação, comentou: "Temos de continuar a pensar diferente e fazer tudo o que pudermos  a fim de colocar nossos alunos ...  no caminho para  buscar o sonho americano. " Vamos pressionar nosso governo a utilizar parte dos $ 150 bilhões de benefícios para a educação a criar um novo sonho americano, que valorize as atividades que beneficiem a todos e desaprove o sucesso pessoal em detrimento de outros. Vamos usar o poder de nossa vontade coletiva para mostrar aos políticos e às empresas que não estamos mais comprando em uma sociedade orientada para o consumidor. Vamos incentivar os meios de comunicação a promover os valores de generosidade e partilha, evitando a glorificação egoísta dos indivíduos. Dessa forma, deixaremos um legado duradouro para nossos filhos e eles terão a sabedoria para saber como utilizá-lo.

sábado, 2 de outubro de 2010

A Escola da Vida

A Escola da Vida

Educação é o processo de interação e reação que recebemos do nosso ambiente. A cabala nos ensina como despertar o poder do nosso ambiente para nos educar neste mundo que está sempre se transformando.

O quanto tu consegue lembrar da tua infância? Se tu és como eu, talvez as primeiras memórias te levem a idade de quatro ou cinco anos. Os que têm uma visão mais clara, ou que tiveram a chance de observar um filho próprio, estão interessados numa maravilhosa transformação que está sendo revelada cada dia. Todos nós iniciamos a vida com algumas habilidades instintivas – como amamentar, levantar os dedos ou lamentar em caso de desconforto. Todas as nossas necessidades são instantaneamente abastecidas pelos nossos amados pais e mães.

Logo, no entanto, começamos a aprender como manipular o nosso ambiente. Talvez, fazer aquela careta bonita no nosso rosto sempre produzisse uma risada da nossa mãe, então, naturalmente repetíamos. Descobrimos que mastigar o chocalho era bom, então começavamos a colocá-lo na nossa boca ao invés de empurrá-lo nos nossos olhos. Virtualmente, em cada momento alerta, a mente de um bebê está forjando novas conexões sobre como seu corpo e o ambiente que o cerca funciona e interage.

Enquanto crescemos durante a infância, continuamos expandindo os nossos horizontes, avaliando cada situação nova para determinar como obter o maior prazer possível enquanto fazemos o menor esforço possível para consegui-lo. Isso é natural para nós como respirar, e o mundo nos dá respostas para nos ajudar a fazer ajustes. O que a pequena menina não aprendeu na idade de seis anos que “ao olhar para o seu pai com grandes olhos forçando sua voz dizendo “por favoooooooor!””  certamente ajudou-a a conseguir o que ela desejava? Quantos meninos descobriram da maneira mais difícil que se envolver com o cara mais forte da turma poderia ter conseqüências más?

Entre na Sala de Aula

As circunstancias particulares que se desenvolvem ou não para nós no nosso ambiente formam o nosso comportamento e nosso futuro com uma força que é quase impossível de parar depois na vida. Ainda que essa poderosa e inevitável força não é o que entendemos quando falamos sobre “educação”. Ao invés disso, usamos esse termo para referir a uma coleção de fatos, habilidades e idéias que são impostas para nós por alguma autoridade exterior.

De modo realista, virtualmente, toda essa “educação formal” é perdida logo que a criança deixa a sala de aula. Quantos de vocês podem dizer os nomes dos presidentes das capitais de todos os 50 estados? Tu consegue resolver uma equação polinomial, ou lembrar da diferença entre ligações iônicas e covalentes?

Nosso foco numa educação baseada em fatos e figuras tem várias conseqüências infelizes. Para muitas pessoas, o processo é tão doloroso que cria uma aversão durante toda a vida para o  aprendizado. Muitas pessoas ficam ansiosas em se graduar e aprender as habilidades básicas do emprego para poder logo terminar sua “educação”. As mudanças de vida que requerem aquisição de novas habilidades são extremamente traumáticas ao invés de ser um simples novo estágio na vida.

Onde a Educação Falha
Provavelmente mais importante, de qualquer forma, a nossa concentração na sala de aula nos afasta da verdadeira educação que esta disponível para nós através da nossa exploração pessoal do mundo.  Inconscientemente, somos influenciados pelo nosso ambiente. Reagimos e fazemos ajustes baseados em se as ações nos trarão prazer ou dor.

Cada vez que o nosso ambiente muda, seja conhecendo um novo amigo ou uma mudança de vida como casamento, um novo emprego, uma mudança, nós devemos aprender novas “regras” de comportamento e ajustarmo-nos para as circunstâncias em mudança. Mas imagine o poder que estaria na ponta dos nossos dedos se nos fossem ensinadas as habilidades necessárias para ativamente usar esse mecanismo para formar nossas vidas e o mundo a nossa volta? Nossa sensitividade para os relacionamentos de causa e efeito no mundo aumentaria exponencialmente se estivéssemos notando isso e sintonizados com a reação.

Respostas para um Novo Mundo

Isso é, de fato, a solução para muitas das crises que estamos presenciando no mundo atual. O mundo a nossa volta, basicamente, mudou: vivemos agora num mundo global e interligado. O problema é que nós crescemos num mundo onde a competição, independência e isolação eram as normas. As habilidades e comportamentos que existiam no velho mundo não servem mais para o novo mundo, e os eventos no mundo a nossa volta estão transmitindo esta mensagem para nós de maneira clara e alta. No entanto, perdemos a habilidade de escutar.

A resposta? Precisamos adotar um conceito amplo de educação e aprender a usá-lo para nossa vantagem. Precisamos nos sintonizar a esses eventos do mundo que estão nos alertando: o problema está na conexão entre nós. Precisamos nos ajustar para estar em alinhamento com essas mensagens ao invés de continuar a tentar forçar velhas soluções em novas circunstancias. As ferramentas para nos sintonizar para essas novas circunstâncias de interconexão global podem ser encontradas no método da cabala, que nos ensina como transformar os relacionamentos da humanidade numa forma mutua e globalmente benéfica.
A cabala pode nos mostrar como retornar a “escola da vida” onde nós vivemos cada experiência com os olhos bem abertos, procurando por conexões e conseqüências como fazíamos quando éramos crianças. As respostas estão lá para nós somente se procurarmos. E, dessa forma, podemos identificar as habilidades que são realmente importantes para nós (e nossas crianças) para saber na vida.

domingo, 22 de agosto de 2010

Como Ficar Conectado Com as Suas Crianças

 
 Questão: Minha esposa acabou de dar à luz a um filho, com quem pretendo partilhar o caminho espiritual. Mas o meu vizinho que também teve um filho não quer estudar a Cabala. Ele vê como os pais e as crianças não estão, atualmente, mais unidos como antes e teme perder a conexão com o seu filho. O que posso dizer-lhe se ele não está indo estudar Cabala e só quer alguns conselhos sobre como manter um relacionamento com seu filho?

Resposta: No passado as pessoas eram ligadas por forma egoísta de existência: Casa, família, sustento, e preocupações com a saúde das pessoas ligadas em conjunto no seio da família, nação e país. Hoje em dia, essas definições não têm mais o mesmo efeito, e ninguém sabe como evitar isso ou o que vai acontecer em seguida.

Por quê? Bem-estar material não une mais as pessoas. Todo ser humano começa a evoluir e se elevar além do reino animado, do nível material, como acima da água. E você deve oferecer-lhe uma resposta a nível espiritual.

Assim, o seu vizinho não tem escolha. Ele terá que se conectar com seu filho no plano espiritual, caso contrário, eles não terão nada em comum. É por isso que está escrito sobre o Criador (em relação a se unir com todos na  qualidade de doação): “Aquele que retorna o coração dos filhos aos seus pais e os corações dos pais aos seus filhos.”

Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala de 10/08/10, Uma Aula Sobre Assuntos Atuais

Material Relacionado:
Estabelecendo Exemplos de Doação

domingo, 20 de junho de 2010

O Melhor Presente Para Os Teus Pequeninos


O Melhor Presente Para Os Teus Pequeninos
por Keren Applebaum
Dar para as nossas crianças o “melhor de tudo” realmente é a melhor maneira de prepará-las para o nosso mundo interligado que está sempre mudando? Tal mundo exige uma mudança fundamental na atitude. E isso é algo que nós podemos dar às nossas crianças sem gastar muito.

Amamos nossos pequeninos com uma paixão inigualável. Há muitos prazeres satisfatórios como dar carinho a essas mãozinhas gorduchinhas, beijar suas bochechinhas rosadas enquanto eles roncam, e passar nossas mãos em seus cabelos angélicos e macios de bebê. Amamos cada pequeno momento Kodak quando, por exemplo, eles colocam suas mãos sujas num pedaço de bolo no seu primeiro aniversário e alegremente espalham esse pedaço em toda sua face; seu encontro desajeitado com Sam, o cachorro da sua avó; e, sem dúvida, o primeiro passo... Aprendendo a caminhar.
Os amamos tanto, que nos queremos que nossos pequenos tenham o melhor de tudo, e faremos tudo para conseguir isso para eles. Queremos que eles tenham as melhores meias, macias, confortáveis; a comida mais deliciosa, saudável; e os melhores brinquedos que os darão alegria eterna e farão com que eles se tornem pequenos gênios. Daríamos tudo que nós temos um milhão de vezes somente para ter certeza que eles estarão seguros, felizes e bem cuidados.
Preparando Nossas Crianças Para o Futuro
Mas além das necessidades físicas, nós sabemos que essas criaturas inocentes realmente precisam estar felizes e como ter sucesso neste mundo atual? Sabemos o que dar a eles além de boas roupas, comida, jogos e entretenimento? O mundo atual  é claramente o que não era antes, e as condições para estar seguro, feliz e bem sucedido mudaram consideravelmente desde o tempo no qual nós éramos crianças. Ao ler a página principal de qualquer jornal, é fácil ver que nós, os adultos, não estamos gerenciando bem o nosso mundo. Nós estamos deixando as coisas se desenvolverem a um ponto onde não podemos controlar as conseqüências das nossas ações, e pior ainda, nós criamos um porto no qual as piores tendências egoístas das pessoas possam vagar livremente e tomar vantagem de tudo e todos a volta.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Homens e Sapatos Não Te Farão Feliz


Homens e Sapatos Não Te Farão Feliz
por Verônica Mengana
O que as mulheres realmente querem? A chave para a verdadeira felicidade está na ponta dos nossos dedos
Tu está feliz? Sim, estou falando contigo! Hoje, eu quero falar contigo, de mulher para mulher, abertamente e sinceramente. Eu quero que você realmente pense sobre isso. Você é realmente feliz? Se tu é honesta contigo mesma, sua resposta, provavelmente, será “não”. Talvez tu tenha realizados vários sonhos da tua vida: se casar, ter filhos, uma ótima carreira, independência financeira, e um estilo de vida saudável ou talvez não, mas, desprezando isso, muitas mulheres no mundo inteiro estão se perguntando: “O que aconteceu comigo?” Um recente estudo em relação à mulher americana, chamado “Mulheres menos felizes após 40 anos do feminismo”, notou que nós estamos de fato menos felizes hoje do que éramos há 30 anos atrás, apesar de todos os tipos de avanços modernos (Times Online).
Durante as últimas poucas décadas, parece que conseguimos realizar tudo que nós desejávamos. Queríamos ser mais independentes, então veio os direitos das mulheres e todos os tipos de oportunidades de educação e emprego. Ainda, estamos ficando mais desiludidas nesta área de vida. Outro exemplo é nossas expectativas irrealistas em relação aos homens. Frequentemente vemos os homens como fonte da nossa felicidade, mas maior parte do tempo não encontramos homens que estejam dentro dos nossos padrões, e mesmo se encontramos, com o tempo, ficamos desapontadas passado certo tempo.

sábado, 19 de abril de 2008

O Que Está Acontecendo Com os Jovens?


Mais e mais jovens estão sucumbindo às drogas, depressão, e a terríveis atos de violência. O que trouxe essa crise que a geração jovem está encarando? A cabala explica que são os seus desejos que estão em crise, porque não conseguimos mais preenchê-los com as mesmas coisas de sempre.

Enquanto eu sento aqui para ler o jornal, as notícias me assustam novamente. Um adolescente nos Estados Unidos foi a um lindo shopping cheio de pessoas e abriu fogo matando oito pessoas. O que leva uma pessoa jovem com um futuro brilhante pela frente a cometer um ato tão desesperado? Enquanto isso, uma querida sobrinha de um amigo luta pela vida num hospital após engolir um frasco de pílulas numa tentativa de suicídio. Depressão entre os adolescentes alcançou proporções epidêmicas.


O que está acontecendo com os nossos jovens? Não são muito novos para estarem subjugados pelos sentimentos de desespero e desesperança? Há muitos países no mundo onde o desespero seria plausível – Países onde inacreditável sofrimento, pobreza, fome e violência são a realidade diária. Mas muitos desses jovens vêm de casas ricas e amorosas, onde eles têm todas as vantagens que o dinheiro pode comprar.


No outro lado do espectro, vemos um progressivo número de pessoas que estão presas na infantilidade – mesmo aos seus vinte, trinta anos e além - Eles trocam o seu carro Hot Wheels de brinquedo pelo carro real e se envolvem em “jogos” mais caros, mas ainda são crianças que se negam a assumir qualquer tipo de responsabilidade no mundo adulto. Vemos o impacto disso em diversas áreas, como o colapso das famílias, o número recorde de falências e a dificuldade das empresas em contratar trabalhadores maduros e responsáveis.


Embora seja difícil de admitir, tanto os jovens quanto os adultos estão encarando uma crise social, e ninguém parece saber exatamente por quê. Anfitriões de Talk Shows se tornaram milionários entrevistando experts no assunto. Políticos impulsionam suas propostas de programas de reformas sociais, e as comunidades criam mais e mais leis num esforço de controlar o comportamento das pessoas, mas tudo isso são reações involuntárias ao problema. Para conseguir realizar uma mudança real, devemos encontrar a raiz do problema.


A sabedoria da Cabala apresenta uma intrigante perspectiva nas raízes da discórdia social, revelando um elemento em comum por trás de todos os fenômenos desagradáveis que estamos testemunhando.


Identificando a fonte


Para identificar a razão por trás do comportamento dos nossos jovens, temos que primeiro examinar nossa natureza e como ela se desenvolve. A Cabala sustenta a idéia de que a força motivadora por trás de nossas ações é nosso desejo de receber prazer. Em outras palavras, cada ação que uma pessoa toma, não importa o quanto pequena, é estimulada por algum desejo de obter prazer.


Não é só isso - Esse desejo por prazer continuamente desenvolve-se dentro da humanidade, nos impelindo a constantemente procurar novos tipos de prazeres. Essa evolução iniciou com nossos desejos mais básicos: os que devemos satisfazer para nossa sobrevivência, como desejo por comida, sexo e abrigo. Em outras palavras, anos atrás, ter boa comida e um teto sobre sua cabeça seria a maior de todas as felicidades.


No ponto seguinte da evolução da humanidade, novos tipos de desejos emergiram – desejos sociais. Esses desejos surgiram devido à interação das pessoas na sociedade. Os desejos sociais incluem desejos por riqueza, fama e poder. Evoluímos através dos desejos sociais por milhares de anos, manifestando todas as suas possíveis combinações e aspectos. Nessa perspectiva, estrelas de cinema, ídolos do esporte e políticos são todos “manifestações” dos desejos sociais que se desenvolvem dentro da humanidade.


Hoje em dia, explicam os cabalistas, um novo tipo de desejo está surgindo dentro da humanidade, um desejo que nós não podemos preencher através de nossos corpos nem através de interações entre nós. Esse desejo é difícil de ser definido e não sabemos realmente como satisfazê-lo – é o desejo de entender o propósito da nossa existência.


Enquanto sempre existiram indivíduos em cada geração que se perguntavam “Por que estou aqui?”, agora é a primeira vez na história que essa questão está despertando e exigindo uma resposta na massa da população.


O preço do desgosto


Então como isso se relaciona com a crise pela qual passam os nossos jovens? Já que eles estão no topo da evolução dos desejos, naturalmente eles sentem que dinheiro, fama e poder não lhes trarão a verdadeira felicidade. Isso não significa que as crianças de hoje não tenham desejo por nada: ao contrário, têm um enorme desejo - mas não sabem como satisfazê-lo.


É muito simples: Se eu realmente quero um cachorro de presente no meu aniversário, eu não ficarei feliz se você me der roupas novas. Mesmo que elas fiquem bem em mim, elas não se encaixariam com o que eu desejo. Para nossos jovens, é assim com qualquer tipo de prazer - Eles passam de um desejo ao próximo na velocidade da luz e continuam insatisfeitos.


Quando chegam à adolescência, muitas dessas crianças se tornam desiludidas e cínicas em relação à habilidade dos seus pais em se tornarem felizes. Os jovens não entendem porque devem trabalhar duro para alcançarem os objetivos que os adultos lhes impõem. Não sabem pelo que devem se esforçar. Para nós, parece que as crianças de hoje são preguiçosas, mas sua falta de motivação é na verdade uma expressão de falta de esperança. Em casos extremos, o seu desespero é tão doloroso que a vida em si parece não ter sentido, e o suicídio parece ser a única resposta.


Para lidar com isso, muitos adolescentes adotam a atitude “a vida é curta, eu quero a minha ‘sobremesa’ agora”, procurando por qualquer prazer, contanto que seja fácil obtê-lo. O resultado é a “criança perpétua”, que não consegue manter uma família ou relacionamento no trabalho, já que isso requer esforço. Essas crianças são ainda vulneráveis ao apelo das drogas, álcool e aos “esquemas de ficar rico”, já que tudo isso promete intenso prazer sem esforço algum.


Outros adolescentes reagem ao seu senso de vazio com ódio, descarregando nos seus parentes e na sociedade que não conseguiu lhes dar um propósito significativo para suas vidas. E às vezes esse ódio irrompe numa violência horrenda, como nos tiroteios em shoppings.


Respondendo às necessidades deles


A inabilidade da geração jovem de entender e satisfazer seus desejos é a fonte dos seus problemas. Sem ajuda das gerações anteriores, os adolescentes estão tateando no escuro enquanto tentam encontrar maneiras de satisfazer os inúmeros desejos dentro de si.


A popularidade de filmes como Matrix, Senhor dos Anéis e Harry Potter reflete o desejo por algo além do que podemos encontrar no nosso mundo. A explosão de interesse em religiões “new age”, como misticismo e filosofias orientais, ainda apontam para a necessidade crescente das pessoas jovens em procurarem o sentido da vida.


Para ajudar nossas crianças, devemos mostrar a elas que há uma razão para o vazio e confusão que sentem. Precisamos mostrar a elas onde se encaixam no desenvolvimento geral da humanidade, e deixar que enxerguem que estão na fase final da evolução dos desejos. E temos que prover a maneira de desenvolver e preencher esses desejos.


A Cabala pode nos ajudar a prover esse direcionamento ao dar à juventude um tangível entendimento do propósito da sua existência. E uma vez que saibam o seu propósito, estarão motivados para seguir em frente. Indiferença, ódio, depressão e desespero vão dar lugar para a mesma energia apaixonada com a qual seus pais e avós buscaram o dinheiro, a honra e a fama.


Nossas crianças podem chegar a lugares e alcançar estados de felicidade ilimitados, mas nós precisamos lhes dar as ferramentas e orientação para essa jornada. Ao fazer isso, impediremos muito sofrimento, permitiremos que os jovens encontrem a verdadeira felicidade e que acelerem o encontro de todos com o verdadeiro propósito da existência.