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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

“Eu vi um mundo Invertido”

(Talmud Babilônico, trecho do Pesachim) 

O que é a realidade? Como a percebemos? Ela existe sem nós ou é uma imagem criada dentro de nós, dependendo das nossas qualidades internas?
Parece óbvio – a realidade é tudo que vemos a nossa volta: casas, pessoas, todo o universo… Realidade é o que podemos ver, tocar, escutar, provar e cheirar. Isso é a realidade. É mesmo?

É manhã. Você abre os seus olhos e se espreguiça. É um novo dia, o sol está brilhando, e os pássaros estão cantando. Mas profundamente, internamente, você sente que algo não está certo. Você acorda do lado errado da cama e a ultima coisa que você quer fazer é levantar-se. Mas você lembra que ontem foi um dia perfeito; você sabia que seria um grande dia desde que você acordou, e brilhou assim o dia inteiro. E hoje, você nem mesmo quer sair da cama.

Então, o que mudou, na verdade? A realidade ou você?

De acordo com a cabala, a imagem do mundo que conhecemos, de fato, não existe. “O mundo” é um fenômeno sentido por seres humanos. Reflete o nível para o qual as qualidades da pessoa combinam com a qualidade da força abstrata fora dela, a força da natureza.

Então o que é essa força da natureza que nos cerca?
Cabalistas a descrevem como a qualidade de amor absoluto e doação. Além disso, explicam que o nível de equivalência entre as qualidades do homem e a qualidade da natureza é o que o homem percebe como o “mundo”.

O que isso significa? Vamos usar um receptor de rádio para demonstrar. As estações de rádio estão continuamente transmitindo, mas só escutamos alguma estação em especial quando a sintonizamos no radio, numa certa frequência. Como o receptor de radio “pega” a onda? Ele gera uma frequência interna que é idêntica ao som de uma das ondas no ar externo. Então, o receptor de rádio “pegou” a onda somente após ter mudado sua frequência interna, mas as ondas de som sempre existiram.

Cabalistas explicam que percebemos a realidade externa na mesma exata maneira – de acordo com a “frequência” que geramos internamente em nós. Em outras palavras, a realidade que nos cerca é completamente dependente das nossas qualidades internas. Então, somente nós podemos mudá-la.

Ainda está confuso?

A vida de alguém está dentro de si

Para poder entender a maneira que percebemos a realidade, vamos imaginar o homem como uma caixa fechada com cinco “aberturas”: olhos, ouvidos, nariz, boca e as mãos.
Tais órgãos representam nossos cinco sentidos – olhar, escutar, cheirar, provar e tocar. Percebemos a realidade através desses cinco sentidos. O alcance de tons que podemos escutar, aspectos que conseguimos ver, sentir.. e, então, estão completamente dependentes da percepção dos nossos sentidos.


Por exemplo, vamos ver como o nosso mecanismo de escuta funciona – Primeiro, as ondas de som reunem-se, próximas do tímpano e causam uma vibração nele. As vibrações do tímpano movem os ossos no ouvido médio, e como resultado os sinais são enviados ao cérebro. O cérebro , então, traduz as ondas em sons ou vozes. É assim que escutamos. Em outras palavras, todo o processo de escuta acontece dentro de nós. Todos os outros sentidos funcionam da mesma forma.

Os sinais que chegam através de todos os nossos sentidos vão ao centro de controle do cérebro. Lá, a nova informação recebida é comparada com a já existente na nossa memória. Baseado nessa comparação, nosso cérebro, então, retrata uma imagem de um mundo que parece “existir” na nossa “frente”. Este processo cria o sentimento que vivemos num “lugar específico”, embora esse, está, realmente, dentro de nós.



Então, o que nós realmente percebemos?

Somente nossa reação interna ao estímulo externo – não o que realmente está fora. Nós estamos “fechados dentro da nossa caixa”, então, não podemos dizer o que realmente existe lá fora. Nossas imagens da realidade, então, resultam da estrutura dos nossos sentidos e a informação existente no nosso cérebro. Anos atrás, a ciência descobriu que estimular eletricamente o cérebro humano, pode fazer com que uma pessoa sinta como se estivesse num certo lugar e situação.
De fato, cientistas já sabem que diferentes criaturas percebem o mundo de forma diversa.
A habilidade de poder enxergar no escuro, do gato, é seis vezes maior que a nossa. A capacidade de escuta do cachorro é muito mais afiada e sensível que a nossa – cachorros podem escutar sons comuns antes que as pessoas os escutem. O olho humano está sintonizado a um comprimento de onda que estende-se entre violeta e vermelho.
É por isso que não conseguimos ver uma extensão de onda menor que violeta, como a ultravioleta. No entanto, abelhas podem perceber tal radiação ultravioleta e usá-la para localizar diferentes tipos de flores. Tais exemplos facilmente demonstram que se os humanos tivessem outros sentidos, perceberiam uma imagem da realidade completamente diferente.


Era tudo um Sonho
Cabalistas explicam que o homem pode perceber a realidade em dois níveis, e ambos são completamente influenciados pelas suas qualidades internas:

No primeiro nível, a qualidade interna do ser humano é “egoísmo”, que é oposta a da natureza. Tal qualidade, que atualmente possuímos, nos faz sentir separados dos outros e mesmo encoraja-nos a ter vantagens sobre eles. Egoísmo é também a razão que a nossa imagem do mundo é de um de guerra, esforço, pobreza e corrupção.

No entanto, gradualmente nossa experiência de vida nos faz entender que a percepção egoísta não nos traz satisfação verdadeira, já que nunca pode prover um prazer que dure.
 
No segundo nível, mais elevado, nossa qualidade interna é de absoluto amor e doação – assim como a qualidade da força da natureza. Os que pecebem o mundo dessa forma podem ver como todas as pessoas funcionam como parte de um sistema, trabalhando em reciprocidade e criando um circulo de prazer sem fim.

De acordo com a cabala, nossa existência no primeiro nível é simplesmente uma fase que vivenciamos, e  seu propósito e deixar-nos independentemente mudar a nossa percepção da realidade. Cabalistas, que aprenderam a mudar a sua percepção, definem nosso estado atual como “a vida imaginária” ou a “realidade imaginária”.
Em contraste, eles chamam a existência perfeita, toda e corrigida como “vida real” ou “verdadeira realidade”. Quando repararam nas nossas percepções egoístas prévias, eles as descreveram como um sonho, pelo dito “vivíamos como elas naquele sonho” (Salmos 126:1)
Isso significa que atualmente a verdadeira realidade está oculta de nós. Não a sentimos porque percebemos nós mesmos e o mundo de acordo com as nossas qualidades internas, que são atualmente egoístas. No momento, não sentimos que todas as pessoas estão conectadas como uma porque repelimos tal tipo de relacionamento. O desejo egoísta impresso dentro de nós não está interessado em tais conexões, e é por isso que não nos deixa ver a verdadeira imagem da realidade.

Se invertermos nosso egoísmo para a qualidade da Natureza – amor e doação – vamos sentir e perceber coisas completamente diferentes a nossa volta que não notávamos antes. Além do mais, tudo que vimos antes vai parecer completamente diferente – todo, eterno e resoluto. É isso que os Cabalistas quiseram transmitir no verso “Eu vi um mundo invertido” (Talmud Babilônico, trecho do Pesachim)


Prove e Veja
A sabedoria da cabala ensina-nos que o nosso propósito na vida é independentemente elevar-nos da nossa atual, limitada existência para verdadeira, eterna existência.

Como fazer isso? A única maneira para sair da percepção egoísta é fazer contato com a realidade que existe fora dela. Para fazer isso, precisamos de livros autênticos cabalísticos, porque foram escritos por pessoas que descobriram a verdadeira imagem da realidade. Nos seus livros, cabalistas nos contam sobre a realidade perfeita, que está, de fato, próxima a nós. Precisamos mudar as nossas frequências internas pra poder "pegar" a transmissão.
Enquanto alguém lê sobre a verdadeira realidade, a neblina é gradualmente limpa sobre os sentidos de alguém, e , essa, começa a sentir tal realidade. De fato, cabalistas explicam que não é por entender o texto que nós mudamos as nossas qualidades. Mesmo se uma pessoa não entende o que ela lê, seu desejo de entender direciona a sua percepção.


Embora elas não entendam o que estão aprendendo, através da ânsia e o grande desejo de entender o que aprendem, despertam sobre si as luzes que cercam suas almas... Então, quando alguém nao possui os vasos (kli), quando esse, engaja nessa sabedoria e menciona o nome das luzes e os vasos relacionados à sua alma, imediatamente elas brilham nela a um certo nível..”
Baal HaSulam, "Introdução ao Talmude das Dez Séfiras (Talmud Eser Sefirot)"

A diferença entre a nossa atual sensação de vida e uma que poderíamos sentir é enorme. Para poder descrevê-la, O Livro do Zohar compara a diferença entre uma pequena luz de uma vela e uma luz infinita, ou como um grão de areia comparado a todo o mundo. No entanto, se tu realmente quiser saber o que isso significa, cabalistas sugerem que você veja por si mesmo.

"Prove e veja que o Lorde é bom"
Salmos 34:8

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Aurora Da Filosofia

A Aurora Da Filosofia


Desde os tempos antigos e quase nos nossos dias, os cabalistas caminharam paralelamente ao pensamento filosófico, até que a chama apagou. Durante toda a nossa história, temos sido impulsionados pela nossa crescente vontade de desfrutar o que leva cada nova geração a realizar obras cada vez maior no domínio do ego. Ao atualizar nossos desejos, nós utilizamos a nossa razão egoísta, a fim de adquirir, acumular, capturar, desenvolver, e assim por diante.
Mas o desenvolvimento egoísta tem que chegar ao fim; o tempo limite chegou para a correção. O ego em nosso mundo se esgotou, já foi revelada em sua plena medida como era  necessário.
Agora, olhando para o mundo fechado neste “invólucro”, não conseguimos encontrar qualquer outra coisa com que ocupar as nossas vidas. E quando essa renovação cessa e não há mais nada para gozar, o homem se encontra em apuros.

Esta é a situação atual no mundo. Em qual direção vamos nos desenvolver? Devemos viajar para Marte ou pelo menos à Lua? Para quê? Mergulhar no fundo do oceano? Para quê? Procurar espécies desconhecidas para a ciência? Para quê?
Esses dias nós não precisamos de mais nada. O desejo egoísta foi plenamente manifestado, e nem novos caprichos ou aspirações surgem em nós. O jogo está acabado. Isso sinaliza o fim da filosofia e, em geral, o fim de toda a abordagem racional do consumidor que exige que usemos a nossa razão, de modo a satisfazer nossos desejos. Os desejos desaparecem, e a mente, que é a sua conseqüência direta entrega-se a sua posição.
Logo veremos a humanidade crescer cada vez mais burra. Olhando para ela do ponto de vista da Cabala será simplesmente chocante ver que as pessoas estão dizendo, o que ela estão escrevendo, o que a TV mostra que elas estão assistindo. Nós vamos chegar a um ponto em que as pessoas vão se transformar em crianças pequenas, brincando de “joguinhos” do tipo que seriam considerados retardados 50 a 100 anos atrás.
É por isso que a filosofia está morrendo. Ao longo das últimos décadas tem desesperadamente tentado salvar a si mesmo sido deixada no acostamento da história. Ele não está mais sendo levada a sério desde que a nossa oferta de desejos se esgotaram.
Não estamos mais procurando qualquer grandes realizações. Portanto, não precisamos da razão humana, e assim a maioria está muito feliz limitando-se ao nível de um animal. O ciclo está completo e agora temos que dar conta fielmente do “trabalho completo”.
Assim, enquanto os filósofos estavam “por cima”, os cabalistas ficaram quietos, esperando pelo desenvolvimento egoísta concluir. E agora que isso aconteceu, nós nos encontramos em um ponto de ruptura: o velho para trás, agora temos que revelar o próximo palco.
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Da primeira parte da Lição Diária de Cabala de 24/11/10, o Zohar, “Introdução a Noite da Noiva”

Material Relacionado:
Compensando a Falta De Conhecimentos Com a Fé

sábado, 27 de novembro de 2010

Como Podemos Fazer Para a Medicina Deixar de Ser um Negócio?

Como Podemos Fazer Para a Medicina Deixar de Ser um Negócio?

Uma carta enviada a nós pelo médico Dr. Angelov, de Boston, Massachusetts, EUA:

O que há de errado com a modernização do seguro médico?

35% do pacote de estímulo econômico destinado a impulsionar a economia dos EUA, está indo para a indústria médica, pois ela é um dos setores mais atingidos pela crise financeira. As taxas de seguros  têm subido, mas a renda das pessoas certamente não. Assim,  muitas já não podem pagar consultas médicas ou medicamentos. Isso é ainda pior para os desempregados, que perderam o seguro de saúde por inteiro.

O governo vem tentando salvar a situação, mas, infelizmente, está utilizando as mesmas medidas que ocasionaram  a indústria médica a entrar em crise a princípio: a atribuição de fundos para os egos das pessoas. Mas os nossos egos causaram a crise! Como assim?

Os egos das pessoas e seu desejo de ganhar cada vez mais dinheiro, tornaram-se mais importantes do que o relacionamento saudável entre médico e paciente. A medicina moderna é executada pelo princípio do lucro: não  pela eficácia em auxiliar os doentes, mas sim no quanto de lucro ela traz a todos os envolvidos.

Os médicos ganham dinheiro com as doenças de seus pacientes e procedimentos médicos e, portanto, têm pouca motivação para curá-los, e os pacientes, por sua vez, buscam oportunidades para processar os médicos por imperícia. Não há confiança entre eles, uma vez que o sistema médico atual inteiro gira em torno de dinheiro, ao invés de cuidar do paciente e de sua saúde.

            A Indústria Médica não Foi  Sempre Desse Modo

Na China antiga, há 4000 anos atrás, todas as manhãs, um curandeiro passava por todas as casas da aldeia. Um vaso era colocado junto à entrada de cada casa, com uma moeda para o curador, significando que todos naquela casa estavam saudáveis. Se o vaso estivesse vazio, isso significava que alguém na casa estava doente. O curador entrava e tratava o doente o melhor que podia, e as ervas, agulhas e outros suprimentos médicos eram pagos pela moeda que não havia sido colocada dentro do vaso. Em seu tempo livre, o curador também ia às casas das pessoas para se certificar que suas dietas e estilo de vida eram saudáveis.

Naquela época o sistema de saúde era completamente diferente do que é hoje. As pessoas pagavam para ajudar a manter aos outros saudáveis, e a pessoa que estava doente não tinha que pagar.

            Isso Poderia Funcionar Hoje?

Claramente, a medicina tem que deixar de ser um negócio. Hoje, os salários dos médicos dependem do número de doentes que têm, do número de procedimentos médicos que realizam, e se os hospitais estão cheios de pacientes doentes. O sistema é estruturado de forma que os  médicos lucrem mantendo os pacientes doentes pelo maior tempo possível! No entanto, não deveria a sua primeira e principal preocupação ser manter o paciente saudável?

Contudo, podemos realmente retornar para o sistema do "Bom Samaritano" dos tempos antigos? Não, nós não podemos, porque naquela época, os egos das pessoas eram muito menores do que hoje. Além disso, o problema é global e não local. Nessas circunstâncias, a única maneira de criar um sistema médico saudável, é através de uma solução global que se destine aos egos das pessoas de hoje.

Se a sociedade como um todo pagar pela saúde, ao invés de doença, os médicos terão incentivo para impedir a ocorrência de doenças em primeiro lugar. Então, a saúde das pessoas irá melhorar e as despesas de saúde irão diminuir.

O dinheiro deveria ser retirado da relação médico-paciente. Um médico deveria receber  uma punição administrativa, e não monetária, pelos erros que comete, e o paciente não deveria exigir uma compensação monetária por meio do tribunal. Além disso, a única forma de compensação que ele deveria receber, seria o tratamento.

Em latim, "doutor" significa "professor." Então, o médico é alguém que deveria ensinar as pessoas como viver sem ficarem doentes! Quão diferente é esta definição do nosso  atual sistema médico e egoísta!?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um Mundo Melhor para os Nossos Filhos

Um Mundo Melhor para os Nossos Filhos

Com o mundo em crise, pais em todos os lugares temem pelo futuro de seus filhos. No entanto, a fim de sermos bem-sucedidos, podemos prepará-los para o caminho de um futuro mais feliz do que já sonhamos

Enquanto estou sentado frente ao meu computador, a vizinhança está repleta  com a risada de crianças brincando de pega-pega. Isso me faz lembrar da minha infância, e não consigo evitar de pensar o que o futuro lhes reserva.

A humanidade sempre investiu esforços sobre-humanos para assegurar que a próxima geração terá uma vida mais fácil e mais gratificante. Atualmente, para muitos pais, esse sonho pode permanecer, para sempre, uma fantasia. A incerteza econômica, o colapso ambiental e a violência, prometem ser o legado que deixaremos a nossos filhos. Uma pesquisa da Rasmussen, em janeiro, revelou que apenas 47% dos pais americanos acreditam que seus filhos estarão em melhor situação do que eles.

Essa perspectiva sombria deveria ser uma convocação à ação para todos os povos. Mas, se quisermos ter alguma esperança de encontrar soluções duradouras, é preciso primeiro traçar a evolução que conduziu aos problemas que enfrentamos hoje.


                        Será que alguém pressionou a tecla “Fast Forward”?


As necessidades da humanidade, uma vez foram simples: Se havia alimento suficiente, abrigo e segurança contra predadores, a vida era boa. Mas o tempo avançou, e as necessidades já não eram suficientes. As pessoas queriam mais da vida e, assim, a busca incessante de novos prazeres começou. No momento em que chegamos ao século 20, tudo havia acelerado, como se alguém tivesse apertado a tecla "fast forward". Fomos do cavalo aos jatos, do telégrafo ao telefone e à Internet. A cada geração, o luxo dos pais tornou-se a necessidades dos filhos.

Essa escalada contínua de auto indulgência finalmente nos alcançou, levando nosso mundo à beira do colapso. Nossa cultura de excessos atingiu seu ponto culminante com  ego-maníacos como Bernard Madoff, que fraudou investidores em torno de US $ 50 bilhões. E, embora seja fácil colocar a culpa em Madoff, a realidade é que todos temos uma parcela da culpa, mesmo que nossos excessos sejam em uma escala muito menor.

Se formos honestos, veremos que o sucesso em nossa sociedade é definido como mais dinheiro, fama ou poder, não importando qual o custo para os outros. Então, o que podemos esperar para  nosso futuro se esses são os valores que promovemos?

Se o egoísmo é a raiz dos nossos problemas, então a solução é transformar  nossos valores de altruísmo e de partilha. Mas como? Afinal, a humanidade tem prosperado com uma mentalidade de  "Eu primeiro!", há milhares de anos. No entanto, na sociedade globalizada de hoje, onde tudo que ocorre em um lado do mundo tem um impacto quase que imediato no outro lado, "Eu primeiro!", não funciona mais. Nas palavras do Primeiro Ministro britânico, Gordon Brown,  "nesta era global, precisamos de soluções que já não possam ser definidas em termos de nós e eles, mas possam ser alcançadas somente em conjunto. - como nós com eles".
 
Novos problemas requerem novas soluções
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Não podemos comprar nossa maneira de sair da crise atual com os dólares do contribuinte ou através de compras demasiadas. Temos que abordar a vida sob uma nova perspectiva, utilizando três ferramentas poderosas.

  • Educação

As pessoas hoje estão perdidas e confusas se perguntando: Por que isto está acontecendo? O que deveríamos fazer? Mas somos desenvoltos, ‘resolvidos’, e, se entendermos o problema, realizaremos milagres para resolvê-lo. É por essa razão que uma campanha de educação pública sobre a globalização de nossas economias, a interdependência de todos os povos e os benefícios da cooperação, podem guiar-nos às soluções.

Nossa melhor esperança para o futuro encontra-se na educação de nossos filhos. O colunista do NY Times, Nicholas Kristof, recentemente classificou a educação como "a nossa maior vergonha nacional". E ele está certo: não estamos oferecendo a nossas crianças o conhecimento que elas precisam para ter sucesso na nova era global. Se lhes oferecermos uma educação sobre as leis naturais que regem os sistemas interligados, elas estarão preparadas para navegar facilmente em mares tempestuosos, tão incompreensíveis para nós.

  • Meios de comunicação

A maior parte de nossos padrões comportamentais são oriundos da TV e da Internet. Enquanto as notícias, entretenimento e esportes glorificarem a busca de riqueza e de uma mentalidade "vitória a qualquer custo", veremos a ganância e a exploração dominarem  nossa sociedade. Se no entanto, insistirmos que esses locais refletem os valores da compaixão, transformaremos a força destrutiva da mídia de hoje  a nosso favor.

E, de fato, a maré já está começando a mudar. Uma recente série de anúncios traz títulos como: "Em um mundo Absoluto, a Moeda será substituída por atos de bondade." A CNN apresenta séries sobre as histórias de características de sobrevivência econômica de pessoas que encontram a felicidade através da renovação de laços familiares, compartilhando com outros e um estilo de vida  mais simples. Nós apenas precisamos dar um empurrão!

  • A Força da Sociedade

O instrumento mais poderoso para a mudança, entretanto, somos nós. Por toda a história, a mudança social tem sido conduzida pelas pessoas. O Renascimento do século 14 é apenas um exemplo de um movimento cultural que levou a avanços exponenciais em todas as áreas. E hoje, o desejo por mudança entre o povo americano foi tão forte, que um candidato improvável venceu de forma espetacular.

Essa é a força que podemos aproveitar para fazer as mudanças na sociedade de hoje. Mas como podemos transformar nossa abordagem em relação à vida do egoísmo para o altruísmo, quando tudo que sabemos  é "cuidar do # 1"? Na verdade nossos filhos podem nos mostrar o caminho! Quando uma criança decide se tornar um médico, ela ‘brinca’ de médico, mesmo que não tenha idéia do que esteja fazendo. Somente quando a criança se tornar um médico, ela saberá  o que isso realmente significa, mas cada uma de suas idéias imaginadas ao longo do caminho, é uma preparação necessária.

Então, para começar, nós podemos "fingir até conseguir." Nossos primeiros esforços “altruístas”serão puramente egoístas: feitos para escapar da crise. Ao longo do tempo, porém, uma incrível transformação ocorrerá:  nossa alegria disfarçada de altruísmo dará lugar à coisa real, proporcionando alívio real à crise.

Arne Duncan, o novo secretário da Educação, comentou: "Temos de continuar a pensar diferente e fazer tudo o que pudermos  a fim de colocar nossos alunos ...  no caminho para  buscar o sonho americano. " Vamos pressionar nosso governo a utilizar parte dos $ 150 bilhões de benefícios para a educação a criar um novo sonho americano, que valorize as atividades que beneficiem a todos e desaprove o sucesso pessoal em detrimento de outros. Vamos usar o poder de nossa vontade coletiva para mostrar aos políticos e às empresas que não estamos mais comprando em uma sociedade orientada para o consumidor. Vamos incentivar os meios de comunicação a promover os valores de generosidade e partilha, evitando a glorificação egoísta dos indivíduos. Dessa forma, deixaremos um legado duradouro para nossos filhos e eles terão a sabedoria para saber como utilizá-lo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Major Tom, Está me Escutando?


Major Tom, Está me Escutando?
 Uma Jornada Cabalística pelos Mistérios da Galaxia.
por Michael R. Kellogg
A fronteira final não é em algum lugar do espaço, mas sim, escondida profundamente dentro de cada um de nós
“Espaço, a última fronteira…” Havia tempos quando milhões de pessoas seguravam sua respiração enquanto essas palavras de abertura da série de TV “Guerra nas Estrelas” eram escutadas junto com a música de fundo, a nave espacial Enterprise estragou, em seguida, na sua jornada enroscada para descobrir estranhos novos mundos.
Até os últimos anos, a pesquisa espacial era a grande esperança para o desejo da raça humana pela descoberta; uma maravilhosa aventura que nos une. Depois que tudo no nosso planeta foi conquistado e não existia nada a mais restante para descobrir, novos horizontes de repente surgiram quando a “Época do espaço” começou na segunda  metade do século 20. As primeiras poucas viagens para o espaço sideral escureceram muito as lendas de viagem dos grandes descobridores: Marco Pólo, Cristóvao Colombo, Fernão de Magalhães e outros. A lua, que foi sempre vista como um intocável céu crescente, de repente, se tornou num objeto tocável, um lugar onde uma pessoa pode caminhar e até mesmo plantar uma bandeira. As seguintes ondas de astronautas, shuttles espaciais e satélites que preencheriam o céu inspirou grandes artistas do tempo, como Asimov, Kubrick, David Bowie e outros para criar fantasias ficcionais de arrepiar os nossos cabelos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Homens e Sapatos Não Te Farão Feliz


Homens e Sapatos Não Te Farão Feliz
por Verônica Mengana
O que as mulheres realmente querem? A chave para a verdadeira felicidade está na ponta dos nossos dedos
Tu está feliz? Sim, estou falando contigo! Hoje, eu quero falar contigo, de mulher para mulher, abertamente e sinceramente. Eu quero que você realmente pense sobre isso. Você é realmente feliz? Se tu é honesta contigo mesma, sua resposta, provavelmente, será “não”. Talvez tu tenha realizados vários sonhos da tua vida: se casar, ter filhos, uma ótima carreira, independência financeira, e um estilo de vida saudável ou talvez não, mas, desprezando isso, muitas mulheres no mundo inteiro estão se perguntando: “O que aconteceu comigo?” Um recente estudo em relação à mulher americana, chamado “Mulheres menos felizes após 40 anos do feminismo”, notou que nós estamos de fato menos felizes hoje do que éramos há 30 anos atrás, apesar de todos os tipos de avanços modernos (Times Online).
Durante as últimas poucas décadas, parece que conseguimos realizar tudo que nós desejávamos. Queríamos ser mais independentes, então veio os direitos das mulheres e todos os tipos de oportunidades de educação e emprego. Ainda, estamos ficando mais desiludidas nesta área de vida. Outro exemplo é nossas expectativas irrealistas em relação aos homens. Frequentemente vemos os homens como fonte da nossa felicidade, mas maior parte do tempo não encontramos homens que estejam dentro dos nossos padrões, e mesmo se encontramos, com o tempo, ficamos desapontadas passado certo tempo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Obesidade: Uma Carência de Comida Espiritual?


Hoje em dia, todo mundo está calculando suas calorias – mas o problema da obesidade só cresce. A Cabalá explica que esta epidemia é outro sintoma de que o homem moderno não está adquirindo sua "comida espiritual".

Não é segredo que a obesidade e o sobrepeso estão aumentando anualmente. De acordo com o The National Center for Health Statistics, nos últimos 20 anos houve um aumento surpreendente da obesidade nos Estados Unidos, e em 2003, 66% dos adultos norte-americanos estavam obesos ou acima do peso.

"Até as crianças ganharam peso", informa a Live Science. "O peso médio de um menino em 1963 era 33,6 quilos; em 2002 o peso médio era quase 38,5 quilos. Entre as meninas, este número passou de 35,1 para 39,9 quilos." A Organização Mundial da Saúde estima que em 2015, aproximadamente 2,3 bilhões de adultos estarão acima do peso e mais de 700 milhões estarão obesos.

Esta epidemia está custando não apenas a auto-estima, bem-estar e saúde das pessoas, mas também grande quantia de dinheiro. De acordo com o The Surgeon General's Call to Action to Prevent and Decrease Overweight and Obesity, o custo da obesidade nos Estados Unidos em 2000 foi superior a 117 bilhões de dólares. O dinheiro é gasto em várias coisas, de dietas a tratamento de doenças associadas à obesidade, sem mencionar os bilhões de dólares que as empresas estão perdendo devido às doenças de seus empregados, relacionadas à obesidade.

Na realidade, os efeitos da obesidade são sentidos por toda a parte. Um especial da CNN no dia 14 de novembro revelou que as companhias aéreas estão planejando cobrar uma controvertida "taxa de gordura", porque pessoas com sobrepeso significam maiores despesas com combustível para as companhias e menos espaço nos assentos para clientes mais magros.

Alguns cirurgiões estão se recusando a operar pessoas com sobrepeso por causa do aumento dos riscos envolvidos; e até mesmo a Disneylândia foi afetada – ela fechou e "renovou" alguns de seus veículos porque muitos clientes, excessivamente grandes, estavam causando estragos - conforme um artigo da Wired Network.

Mas, talvez, o pior de tudo seja as preocupações envolvidas com a saúde. O Centers for Disease Control and Prevention declara que, quanto mais obesa for uma pessoa, maior a probabilidade dela ter problemas de saúde. O nutricionista australiano John Tickell afirma que o diabete tipo II - uma doença associada à obesidade é a doença com o maior crescimento no mundo. Outras doenças relacionadas à obesidade incluem hipertensão, doença coronariana, derrame cerebral e câncer.

A Verdadeira Fome Interior

Inegavelmente, algumas pessoas estão acima do peso devido a fatores hereditários, genéticos. Mas isto responde por apenas 20% dos casos, conforme o nutricionista John Tickell. Os outros 80% estão obesos ou acima do peso simplesmente porque comem demais - uma tendência que tem crescido dramaticamente nos últimos 20 anos.

Por quê? Tickell acredita que "Tudo está na atitude; tudo está no cérebro humano." É isto que determina se uma pessoa será gorda ou esbelta e comerá de forma saudável ou não.

A EMedicine Health divulgou uma opinião semelhante, declarando que algumas das razões para se comer demais podem ser: "depressão, desesperança, raiva, tédio e várias outras razões que não têm nada a ver com fome." Em outras palavras, "os sentimentos das pessoas influenciam seus hábitos alimentares, induzindo-as a comer demais".

A Cabalá estreita ainda mais o número de culpados – é o sentimento de vazio interior que surge da incapacidade de satisfazermos o nosso crescente egoísmo. Nós somos forçados a compensar aquele vácuo interno, a falta de satisfação e a sensação de vazio, com qualquer recurso – um deles é a comida. Em outras palavras, a epidemia de obesidade, que hoje se dissemina mundialmente é outro sintoma do vazio sentido pelo homem moderno.

Satisfação - Não Compensação

O aumento do egoísmo humano faz com que muitos de nós se sintam insatisfeitos, não importa o que façamos. Sempre continuamos "querendo algo", e não importa quantos bens adquiramos, ainda sentimos um vazio por dentro. Este vazio constante nos faz procurar por compensação, e, para alguns de nós, esta compensação é continuar comendo constantemente.

Mas não importa quanta comida consumamos, nosso vazio interior permanece insatisfeito, e a Cabalá explica que isto ocorre porque o que estamos desejando é, na realidade, incorpóreo. Inconscientemente, um desejo espiritual está evoluindo dentro das pessoas, e, no século 21, este desejo é maior (e mais faminto) do que nunca, exigindo sua satisfação.

Esta satisfação só pode ser espiritual, ou se você preferir, "comida espiritual."
Assim, a sabedoria da Cabalá não diz para a pessoa começar uma dieta. Em vez disso, ela trata a raiz do problema, mostrando-nos como satisfazer este desejo espiritual – nossa deficiência mais profunda. Quando finalmente nos dirigirmos à verdadeira carência, pensamentos como, "eu quero algo... mas eu não sei exatamente o que – talvez um pouquinho de sorvete", simplesmente desaparecerão. Como resultado de se engajar espiritualmente, a pessoa começa a pensar num nível completamente diferente. Ela começa a sentir a vida como uma aventura contínua, e, em cada momento da vida, sente-se interiormente energizada e satisfeita.

As crescentes taxas de obesidade e sobrepeso da atualidade não são mais que um sinal de que as pessoas estão desejando uma satisfação que não estão obtendo – a satisfação espiritual. Se entendermos isto, e aprendermos como satisfazer a nós mesmos, não precisaremos mais de algo "extra" do exterior.

Texto original:Obesity: A Lack of Spiritual Food?