Páginas

Mostrando postagens com marcador Última Geração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Última Geração. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de maio de 2014

O DESPERTAR DA HUMANIDADE



Hoje, muitas pessoas acreditam que o progresso da humanidade está se aproximando de um beco sem saída. Nossas antigas esperanças de uma vida melhor e mais feliz, graças ao progresso científico e social, têm sido ofuscadas por um pessimismo crescente sobre o que parece ser um impasse.


O racionalismo tem existido no mundo desde os tempos da Grécia antiga. A visão predominante é a de que o ser humano se encontra acima de toda a natureza e não devemos esperar por misericórdia do céu; pelo contrário, cabe a nós levar tudo nas nossas mãos. Isto quebrou-nos, a partir do desenvolvimento de uma filosofia materialista alegando que uma pessoa não é uma parte da natureza. Na verdade, ela é a maior egoísta.


A diferença entre a minha visão de mundo, o meu desejo de estar acima da natureza, e o que é de fato descoberto, desperta uma crise global que inclui todas as áreas da atividade humana. Isto é assim porque eu penso que posso controlar a natureza e, de repente, descubro que a natureza é integral. Agora estamos descobrindo gradualmente que estamos dentro de um computador, dentro de um programa que nos gere, por isso não podemos fazer nada. Todos os nossos planos são destruídos e não há nenhuma maneira que possamos ter sucesso em ativá-los. Tentamos fazer algo com as nossas vidas, com as crianças, com a nação, mas tudo é em vão. Porquê? Isto é porque nós desenvolvemos um estado onde nos sentimos acima da natureza, mas descobrimos que ela está acima de nós e, em suma, somos ativados por esta, quer queiramos ou não. Essa falta de acomodação entre o nosso estado e o que acontece na realidade leva a todos os problemas. 


PORQUE AGORA É MOMENTO DA CABALA?

Vemos que mais e mais pessoas no mundo são incapazes de encontrar satisfação. Antigamente, pensávamos que estávamos dando grandes saltos para frente, que fazíamos progressos substanciais, mas agora parece que estamos enfrentando uma espécie de muralha.

A humanidade parece estar mergulhada numa depressão, o suicídio e as drogas abundam, e as pessoas estão tentando se libertar do mundo, suprimindo seus sentimentos. O terrorismo e o rápido crescimento das catástrofes naturais são sintomas de uma crise global, e esses estados estão levando a humanidade a uma pergunta fundamental: "Qual é o sentido da vida?". Muitas pessoas já começaram a procurar a resposta para esta pergunta. Isto torna-se evidente se considerarmos o grande aumento na procura pela epiritualidade ao longo dos últimos vinte anos.

Está escrito no Livro do Zohar, que no final do século XX a humanidade começará a perguntar sobre o sentido da vida, e que a resposta a esta questão, oculta na antiga ciência Cabalística, só pode ser revelada em nossa época, justamente por causa dessas circunstâncias desafiadoras.

É por essa razão que a ciência Cabalística tem sido ocultada há milênios. As pessoas não estavam preparadas para ela, e não precisavam dela. Porém, nos últimos anos, o seu apelo aumentou dramaticamente. Muitos têm se ocupado dos estudos Cabalísticos, curiosos para saberem o que ela pode lhes dar. Quando uma pessoa percebe que a Cabalá responde à pergunta sobre o sentido da vida, ela não se sente intimidada, e começa a participar ativamente do estudo dela.

As idéias de que a Cabalá se ocupa de magia, milagres, ou água benta, estão gradualmente desaparecendo. As pessoas percebem que estes são fenômenos psicológicos.

A demanda pela Cabalá autêntica e verdadeira está crescendo. Em outras palavras, há uma demanda crescente por aquilo que nos permitirá perceber o universo maior, a existência eterna, e as forças governantes superiores. As pessoas querem saber por que o nosso mundo e as nossas vidas estão se revelando como elas são, de onde viemos e para onde estamos indo.

Em nossa época, muitas pessoas ao redor do mundo têm desenvolvido um interesse por esse assunto, e é por isso que a ciência Cabalística vem ganhando popularidade. À medida que essa existência terrena parece ainda mais lamentável e limitada, mais e mais pessoas procuram se associar a algo além deste mundo.
Dessta forma, hoje as pessoas estão prontas para a ciência Cabalística. Ela acolhe todos aqueles que verdadeiramente buscam descobrir o sentido da vida, a fonte de nossa existência, e oferece um método prático de alcançá-la




domingo, 20 de novembro de 2011

ETAPAS DE SUPERAÇÃO


Nosso trabalho em Cabala é dividido em várias etapas. Na primeira fase, a pessoa é totalmente desconectada do trabalho. Este período tem a duração de anos, ao longo da história humana. Então uma pessoa é despertada pelo Alto, e começa a sentir um desejo inicial de descobrir o propósito da criação, o Criador, o significado de sua vida, começa a crescer dentro dela. 


Ela começa a trabalhar nisso e vem para um grupo e começa a estudar. Nesse meio tempo, ela não entende o que faz. Assim como um bebê recém-nascido, ela não entende onde está, quem ela é, nem quem são as pessoas ao seu redor.

Gradualmente, ela avança para os estados mais claros e melhora sua compreensão, embora apenas como uma criança, ela faz muitas coisas bobas sem saber e sem sentir. Ela segue o conselho dos “mais velhos”, os Cabalistas, e repete o que todos os outros fazem, até que gradualmente, começa a entender essas ações.

Claramente, ela não aprende ao executar essas ações. Em vez disso, como resultado destes exercícios, mesmo que ela não saiba o que está fazendo, ela atrai a Luz sobre si mesma. Assim, a pessoa avança como um bebê que não precisa saber o que faz para crescer. Ela se desenvolve de acordo com o plano da natureza.

Mas, aos poucos, ela começa a entender como deve avançar e em que os seus esforços devem ser focados. Ela começa a entender que o avanço é contra a nossa natureza e que devemos colocar os nossos desejos de lado, não esperando o corpo concordar com o avanço espiritual. Afinal, os interesses do corpo são absolutamente contrários a ele.

Então, temos que nos aconselhar em como realizar ações que o nosso desejo não suporta e que não trazem prazer ao seu espírito. Isso é intencional, e uma pessoa enfrenta tremenda esistência interna e ela não entende o porquê. Ela não entende como é possível avançar se repele tanto o desejo. Por que deveria funcionar se ela não preenche o seu desejo de forma como tem sido até agora?

Mesmo que eu deseje avançar contra o meu desejo, eu ainda tenho a imagem abstrata de alguma recompensa, pelo menos alguma coisa. Agimos muitas vezes contra a nossa vontade no trabalho, nos esportes, na realização dos nossos deveres familiares, e assim por diante. Aqui, pelo menos, é claro para nós o que a recompensa é e por que devemos agir.

Você não vai mesmo ser capaz de levantar um dedo se você não sentir que é gratificante. Seu corpo simplesmente não teria combustível para executar a ação. Onde você poderá obter esse “combustível”?

A busca por combustíveis, o pedido para essa fonte de alimentação externa, é chamado de “a busca pelo poder da fé”. Uma pessoa não quer trabalhar com seu próprio combustível, pois será, sem dúvida, egoísta, e ela realmente precisa de alguma energia externa e motivação.

Esta busca com o apoio do grupo traz a revelação da Luz que lhe dá o poder para avançar acima de seus desejos corporais. Agora, ela avança para não encher o seu egoísmo, mas na Luz da fé que lhe permite trabalhar acima de sua vontade egoísta.

Aqui, é preciso superar constantemente seu desejo. Estes passos são chamados de “quarenta anos de peregrinação no deserto”, em que uma pessoa recebe o poder de trabalhar sem qualquer remuneração para seus desejos. Suas ações estão acima dos seus desejos e contra eles, e o resultado não vai junto com seus desejos ou porque ela não vê qualquer benefício pessoal no mesmo.

No entanto, ela pode realizá-los! Seus desejos a apóiam, apesar da resistência, que é chamada de “fé acima da razão.” Quando uma pessoa pode trabalhar dessa maneira, ela se move para trabalhar com os desejos reais, e ainda pode usá-los no poder da fé, sem qualquer benefício egoísta, mas só por causa do Criador.

Ou seja, o caminho é dividido em duas partes. Primeiro, vamos subir acima de nosso desejo de receber o chamado “deserto.” Então, começamos a trabalhar com ele e entrar na “terra de Israel”.






Lição Diária de Cabalá 15/11/2011, Escritos do Rabash
Publicado no Blog do Rav Laitman em 20/11/2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CIRCULAÇÃO DA CABALÁ: SIMPLES E NO PONTO CERTO – GARANTIA MUTUA


Como podemos garantir que a circulação de informação da Cabalá não seja vista com antagonismo?
Dr Laitman: A abordagem é simples. Primeiro de tudo, nós circulamos o conhecimento em relação à crise, sem assustar as pessoas, mas mostrando-lhes a situação real. E a situação é que estamos em frente à natureza global, integral. Sabemos de biologia, zoologia, cibernética, física, astrofísica e outras disciplinas que a natureza é global e todas as suas partes são interligadas, todas elas estão em homeostase, harmonia e equilíbrio. Todas, exceto o homem.

O homem foi intencionalmente direcionado para o caminho egoísta de desenvolvimento que durou até o nosso tempo. E agora nos encontramos em crise no que diz respeito à natureza. Em seu desenvolvimento, a sociedade humana tornou-se um sistema global e entrou em um conflito direto com a natureza.



Existimos dentro da natureza, estamos em frente a ela. Este é o núcleo da crise: Nós não correspondemos à natureza. E até chegarmos a concordância com ela, nós vamos nos sentir mal. Isto é o que acontece durante uma mudança de parâmetros, seja temperatura, pressão ou qualquer outra coisa.

Assim, por não nos adaptarmos ao ambiente, temos experiência de crise. Isto mostra o que pode ser feito como a sociedade humana pode corresponder à natureza. Esta correspondência significa que temos que harmoniosamente ligar-nos entre nós e com a natureza. Demandar harmonia de receber e dar de uma forma equilibrada. Afinal de contas, apenas duas forças atuam na natureza:. Recepção e doação.

Se implementar essa abordagem, tanto na sociedade humana, e também em relação ao mundo exterior, nossa vida vai ser boa. Milhares de artigos científicos atestam isso. Nós só precisamos mostrar, explicar para as pessoas. Nós não dizemos nada de nós mesmos, nós simplesmente organizamos os materiais e o apresentamos: Olha, isso é o que constitui o nosso problema. Economistas, cientistas, sociólogos falam sobre isso. Por isso, vamos encontrar uma solução de acordo com seu diagnóstico. Vamos nos curar. “Nós não empregamos a sabedoria da Cabala ou a religião nas nossas explicações”. Nós apenas apresentamos os dados científicos disponíveis corretamente e levamos às pessoas.

Isso levanta uma questão. Como corrigir nossas relações? Como corrigir o homem? Em resposta, explicamos o que está descrito no artigo de Baal HaSulam “A Liberdade” e outros materiais: O homem é um resultado do ambiente e, portanto, precisamos mudar o ambiente para que ele afete a todos de uma maneira diferente. Temos que artificialmente, usando jogos, criar entre nós o ambiente correto.

A influência do ambiente que eu construo me transforma. Sim, eu jogo, eu finjo, na realidade, eu não tenho nenhum desejo de ser agradável e receptivo. No entanto, eu criei um ambiente grande que me influencia de diferentes maneiras, e graças a isso eu mudo.

Isto é o que temos que fazer, semelhante à forma como as crianças crescem. Ao construir o ambiente e sentir mudanças em mim mesmo, eu conheço minha natureza e a Natureza em geral. Eu torno-me sábio, como o Criador, e me elevo ao Seu grau. Este é o nosso objetivo: Não para resolver a crise e ter uma boa vida no nosso mundo, mas para nos elevar ao grau seguinte, corrigindo a crise.

SOMENTE FATOS

Tudo depende da explicação correta; em outras palavras, da educação. Este é todo o trabalho hoje dentro da Cabala. Independentemente dos pontos de vista da pessoa, eu só quero mostrar a todos que a minha mensagem não vem de mim; ela não é a minha opinião pessoal nem a minha religião. Esta é a natureza das coisas; verifique e certifique-se por si mesmo. Claro, eu deveria preparar e adaptar o material para tornar a minha apresentação adequada ao público. Mas, no geral, a minha tarefa é apresentar os fatos. Imagine que uma pessoa está saltando do 100º andar porque ao nível do 99º andar um tecido verde é esticado, que lhe parece ser um gramado. Então, eu preciso afastar esta “grama” ilusória antes da hora e mostrar-lhe a real distância do chão.

PASSAR CONHECIMENTO NÃO ORDENS

Hoje nós devemos explicar a todos o que acontecerá se cumprirmos a fórmula da garantia mútua — conforme ela está sendo revelada. Na realidade, nós estamos falando de Malchut do mundo do Infinito corrigida e equilibrada, mas nós somos guiados pelo momento atual. Ao ignorar a fórmula da garantia mútua, nós sofreremos uma perda; nós simplesmente devemos aprender a obedecer a seus parâmetros.

Portanto, nossa abordagem é informativa. É assim que os alunos são ensinados numa universidade, de modo que depois eles possam aplicar o conhecimento recebido na vida. A pessoa precisa aprender a reciprocidade nas suas inter-relações com os outros, e tem que aprender isto sozinha, sem receber panfletos de nós.

Hoje, praticamente não há profissões que não exijam inteligência da pessoa. Afinal de contas, ela não é um animal. Deixe-a cavar um buraco, mas até mesmo aqui, além da força física, ela precisa da cabeça. Assim, ao treinar pessoas para interagir corretamente, nós apresentamos a elas um campo de ação para a mente e os sentimentos. Nós não as deixamos no nível animal, uma vez que a garantia mútua tem relação com o nível humano: isto é, o humano dentro de mim pondera como co-existir com os outros. Nós estamos falando de um desenvolvimento interior, sensitivo.

Não é por acaso que as pessoas hoje estão à procura de interconexão, vão a manifestações e exigem justiça social e unificação universal. Isso é o que lhes falta e nós explicamos que estes são os ditames da Natureza. De acordo com isto, nós mesmos temos que estabelecer uma conexão entre nós. A comunicação mútua, a garantia mútua, é a lei do sistema integral que nós representamos.






Palestra de Nova York #1, 11/9/11 Publicado em 17 de setembro de 2011  no laitman.com.br

Visite: www.garantiamutua.com.br

domingo, 2 de outubro de 2011

ALIMENTAR O MOTOR DO PROGRESSO

Existe um programa natural da evolução considerado “natureza”. A natureza tem um motor próprio que gira e desenrola todo o desenvolvimento, enquanto que nós o seguimos obedientemente por centenas de milhares de anos. E assim tem sido ao longo da história humana na terra.


Mas, ao mesmo tempo, o programa estipula que o homem gradualmente atinge um estado em que ele vai começar a participar no seu próprio trabalho. A força subjacente à natureza continua a influenciar e desenvolver o desejo. E dentro do desejo também cultiva o ponto que tem origem na da raiz da alma. Em um determinado momento, além do desejo de receber prazer, eu começo a ouvir a voz desse ponto no coração. A hora chega quando ele se faz conhecido e exige que o homem o realize.

A realização do ponto ocorre acima do desejo. Assim, o homem sente-se dividido em dois e se vê diante de uma escolha: seguir o seu ego, que é seu desejo corporal (tais como comida, sexo, família, riqueza, poder e conhecimento), ou continuar a elevar esse ponto espiritual e obter as respostas para as perguntas: Quem sou eu?Onde eu comecei? Onde está a força superior? O que é esta vida? Qual é o propósito da existência?

Baal HaSulam, “Um mandamento”: Existem duas partes para a Torá: uma diz respeito ao homem e Deus; outra, o homem e outros relacionam-se ao homem. E eu te chamo para que pelo menos participe e assuma o que diz respeito ao homem e do homem já que assim você também vai aprender a parte que diz respeito ao homem e Deus.

Ao longo da história nos desenvolvemos sob a influência da natureza, o Criador, os genes informacionais (Reshimot), o programa incutido em nós. Desenvolvemos-nos instintivamente, por meio de diferentes necessidades internas que aparecem em nós. Hoje, essa fase está chegando ao fim.

Acontece na vida pessoal de todos. Hoje também acontece no nível global e se manifesta como uma crise integrante global. Nós não sabemos como gerir nossas vidas. De repente, toda a humanidade está descobrindo que ela está perdendo o controle do que está acontecendo. Processos incompreensíveis estão ocorrendo no mundo, e nós já não seguramos as rédeas.

No passado, poderíamos fazer algo, a fim de lidar com a situação, mas hoje não mais.
Gradualmente verificamos que não sabemos como nos aproximarmos um do outro: Uma pessoa diz alguma coisa, e outra não a entende. Não podemos chegar a qualquer acordo, apesar de ver que sem conteúdo comum, mesmo que mínimo, não vamos sobreviver.

O desenvolvimento sob o ditar da natureza, onde tudo era óbvio, onde fazíamos o que nós sentimos e obedecíamos as nossas necessidades de acordo com o nosso interior acabou. Os genes de informações continuam a aparecer em nós, é claro, mas não sabemos o que fazer com eles e não conseguimos identificar o sistema externo em que vivemos. O mundo se tornou um lugar confuso.

Portanto, o método que explica o que fazer nessas novas condições, e o que fazer conosco está sendo revelado somente agora. No entanto, nós não sentimos ainda como é vital o ensino chamado de Torá.

No passado nos desenvolvíamos por meio de uma força interna que constantemente operava em nós e realizava as suas ordens sem saber. Não tínhamos vontade por nossa conta, nós não éramos nem mesmo aqueles que as realizavam. Éramos simplesmente fantoches em uma corda.

Agora, essas manipulações internas estão nos deixando gradualmente. Como se o nosso software interno estivésse congelado e não funcionasse mais. O que as forças da natureza querem de nós? Por que elas pararam de operar e de nos desenvolver?

As forças da natureza querem que nós participemos conscientemente do nosso desenvolvimento de agora em diante. Esta é a fase na qual chegamos.
Mas como vamos saber como participar no nosso desenvolvimento corretamente? Afinal de contas, sem saber isso, não vamos encontrar o nosso sustento na nova realidade e como resultado, vamos receber golpes. Agora, temos de completar o que a natureza costumava fazer.

É por isso que o método da Cabalá nos mostra que o caminho está sendo revelado agora. Ela nos diz como devemos operar, a fim de completar internamente as ordens da Natureza que antes nos desenvolvia. Podemos obter um impulso através da ligação com os outros. É precisamente por esta razão que devemos buscar a conexão com os outros, a fim de encontrar as deficiências e pedir pelas correções que temos que introduzir no nosso programa.

É como se nós jogássemos madeira no fogo e fornecêssemos combustível para o nosso desenvolvimento e, portanto nós avançamos. O combustível pode ser positivo ou negativo. Em um forno, juntamente com o calor da lenha, tem que haver oxigênio e um duto de ar de refrigeração. Nós, também, devemos ter os dois lados da moeda: de um lado, as deficiências, as frustrações, e as trevas, e por outro lado, a Luz, a conexão entre nós, e uma demanda por reciprocidade.

Temos que descobrir tudo isso para criar o novo componente necessário para o nosso desenvolvimento. Se somarmos isso, a força de desenvolvimento vai mudar a nossa situação e nossa evolução vai continuar. Mas se não encontrarmos as deficiências, as metas, as frustrações e as corretas aspirações a “roda do desenvolvimento” não vai virar.

Até agora, quando a nossa participação não era necessária, os genes informativos giravam a roda automaticamente a partir da quebra das almas, os níveis inanimado, vegetativo, e animado. Mas agora, a nossa participação tem se tornado uma condição necessária. Devemos acrescentar o nosso desejo aos Reshimots quebrados de modo que eles serão realizados corretamente.

A realização consiste em duas partes: construíndo os vasos e os enchendo. A construção dos vasos, como Baal HaSulam diz, refere-se a atitude das pessoas com outras pessoas, durante o preenchimento dos vasos relaciona-se com a atitude para com o Criador. Isso é o que temos que dedicar-nos. É claro, devemos primeiro pensar sobre os vasos e só depois em preenchê-los.

É por isso que diz que o amor dos seres criados nos traz para o amor do Criador. Primeiro, devemos nos preocupar com a conexão certa entre nós. Então, o nosso atributo comum de doação certamente manifestará nela e neste atributo, a força superior chamada de “o Criador” será revelada.



Da 5 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 23/09/2011: “Um mandamento”
Publicado no Blog laitman.com.br

sábado, 16 de abril de 2011

Facebook—Porque existe essa moda?


Facebook — Porque existe essa moda?

A obsessão com o Facebook demonstra um profundo desejo enraizado dentro de cada um de nós – de nos sentir unidos com todos. Mas a grande comunidade virtual realmente traz o novo e improvisado mundo social que tanto procuramos?

Muito já foi dito acerca do Facebook: Que é a rede social mais bem sucedida neste mundo; que milhões de pessoas já estão usando-o; que, oficialmente, vale $15 bilhões de dólares; que a Microsoft pagou $240 milhões de dólares por 1.6% da parte do site, e muito mais..

Mas sob esses grandes números, o sucesso, e todas as palavras bonitinhas, há uma questão que não é fácil de responder: Por quê? Porque pessoas preferem se socializar usando mensagens instantâneas, SMS, vídeos e imagens num site ao invés de sair de casa e realmente se conhecer pessoalmente?



Moda ou Tendência Social?

Facebook é a conversa da rede. Todo mundo está adicionando amigos, executando aplicações, compartilhando vídeos e realizando upload de fotos. Muitos usuários da internet, honestamente, admitem que estão fisgados na rede e permanecem horas socializando-se através dela.

No entanto, poucas pessoas entendem o porquê disso: Porque permanecer tantas horas em algo que não oferece para você nenhum benefício no mundo real? É porque o Facebook serve a nossa necessidade de expandir nosso ciclo social? É uma “incógnita” ao serviço de namoros? Ou talvez seja uma alavanca para relações de negócios?

sábado, 5 de março de 2011

Tom, Jerry e as Nossas Crianças

Tom, Jerry e as Nossas Crianças

Hoje, nem mesmo Tom pode ensinar bons valores às nossas crianças. Sem mencionar Jerry...

Pesquisas psicológicas modernas mostram que o desenvolvimento cognitivo de uma criança e padrões de comportamento começam a se formar desde cedo. O aclamado psicólogo suíço, Jean Piaget, mostrou que logo após nascer, um bebê começa a aprender através da sua observação, adotando conceitos mentais através da sua interação com o ambiente. Os dados sensoriais que a criança recebe, mesmo quando bebê, tem um efeito forte no seu desenvolvimento. Depois, ela continua a se desenvolver e aperfeiçoar o que absorveu durante essa época.

Nessa idéia, imagine como devemos ser sofisticados para poder dar às nossas crianças os exemplos certos, literalmente, desde a idade “zero”. Por outro lado, como podemos dar a elas exemplos positivos mesmo quando a indústria de entretenimento as convence com incontáveis valores e imagens negativos?

Para citar um exemplo, aqui está a ultima descrição de Tom e Jerry, como aparece no Website do Cartoon Network: “Gato teimoso está sempre perseguindo a cauda do seu fugaz inimigo, Jerry, o rato, e nenhum truque, armadilha ou frigideira vai para-lo na sua perseguição eterna”. E isso, queridos pais, é o que as nossas crianças aprendem.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Novas Regras De um Mundo Global

Novas Regras De um Mundo Global

A história mostra claramente que nenhum ditador trouxe à sua nação nada de bom, além do sofrimento. Assim eles empurraram o mundo para o desenvolvimento. Hoje, porém, nosso estado é completamente diferente: nós vivemos em um mundo global.

Anteriormente, o mundo existiu devido ao topo da pirâmide, uma personalidade individual dotada de poder soberano ilimitado, e tudo correu de acordo com sua palavra. Poucas centenas de anos atrás, como um governante ainda era capaz de tomar decisões benéficas. Mas hoje, num mundo global, se alguém tenta colocar em prática a sua opinião pessoal, ela só vai reconhecer a sua própria ignorância.
É porque num mundo global, as decisões não podem ser feitas por um único governante ou do governo, ou mesmo pelos governos reunidos juntos. Nada virá disso! A pessoa tem que estar familiarizada com um sistema geral, enquanto que um presidente não está, ele é ainda mais egoísta do que qualquer outra pessoa (é por isso que ele se tornou presidente, em primeiro lugar).


Assim sendom nenhum governante ou governo terão sucesso: Eles vão chegar ao poder, mantê-lo por alguns anos, e cair. Isso vai acontecer em todo o mundo. Veremos que os governos vão se degenerar cada vez mais. Um dia, milhões vão sair às ruas, como está acontecendo agora no Egito, e o governo entrará em colapso.
Porque o governo não pode se defender, onde está o exército? Seus dias de glória acabaram, ele não funciona desta forma mais porque o mundo se manifesta de forma global, um sistema integral, e as “pessoas de baixo” não mais serão obedientes aceitando tudo que o governante diz a partir de cima.

Hoje, o mundo opera baseado em princípios diferentes , porém, ainda não reconhecermos isso. Não são os governantes que vão nos ajudar, não importa quem chegue ao poder. Em épocas anteriores, os governantes avançavam o mundo através do sofrimento, ainda que, nunca avançava. Por exemplo, Alexandre o Grande queria introduzir a cultura grega em todo o mundo e tinha cientistas, consultores o ajudando. Ele tinha um programa inteiro do que ele queria fazer com o mundo. Mas hoje avançar com um governante não é mais possível.
[35084]

Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala 11/02/2011, “A Liberdade”
Material Relacionado:
Pisar Num Planeta Desconhecido

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Boiando num Mar de Informações

Boiando num Mar de Informações

Na era da informação de internet e comunicação, todos nós sabemos como usa-la, obtê-la e compartilha-la. Mas alguém sabe de onde toda essa informação está surgindo?

Estamos vivendo na era da informação, onde nossas profissões, economia e decisões de vida frequentemente dependem dessa “coisa” amorfa que nós não podemos nem ver, tocar, escutar muito menos sentir. A informação flui sobre o mundo quase que instantaneamente, mas como a crise financeira recente deixou valores – como o mercado de ações que existe somente como bits num computador – ela pode sumir durante a noite sem deixar rastro algum. Então o que é essa coisa chamada “informação”? De onde vem, como chegamos a ela e o que fazer com assim que a obtermos?
Informação – Uma breve história
A informação teve sua grande estréia com o surgimento da Internet. Pessoas de todo o mundo, de repente, tiveram acesso livre a informação, seja sobre eventos mundiais, noticias nacionais, estilos de vida estrangeiro, historia, saúde ou as novas redes sociais.
Rapidamente, ficou comum as pessoas trocarem informações via internet para se ligar à outras.

Por exemplo, em 2006, um vídeo de musica foi publicado no YouTube documentando uma campanha chamada “Abraços gratuitos”, organizada em Sydney, Austrália, cujo objetivo era dar abraços a quem quisesse. Com a ajuda da internet, pessoas da Rússia, China, EUA, América do Sul, Israel, Portugual e vários outros locais do mundo se uniram a esse novo movimento e elas saíram a locais movimentados oferecendo “abraços gratuitos” a quem quisesse.

domingo, 26 de dezembro de 2010

SOBRE RAIZES E RAMOS

SOBRE RAIZES E RAMOS

Artigo publicado no jornal Kabbalah Today, em Abril/2007, por Gilad Shadmon

As regras que afetam nosso mundo se originam nos mais elevados domínios espirituais. Estas regras descem em cascata para a realidade que todos experimentamos, mas neste processo perdem sua beleza e graça. A sabedoria da Cabala nos ensina como redescobrir aquela beleza e reviver nosso lado espiritual.

Para entender o fenômeno em nosso mundo precisamos em primeiro lugar entender sua origem. Se examinarmos honestamente a realidade, teremos que admitir que não temos a menor idéia do porque as coisas acontecem do jeito que acontecem. Em cada campo do conhecimento humano - das ciências exatas, sociais, medicas ou culturais - nós somos incapazes de explicar completa e exatamente o porque das coisas acontecerem. Se pudéssemos, seríamos capazes de evitar que as futuras desgraças viessem a acontecer.

Sempre que alguma coisa não dá certo, racionalizamos suas causas de mil maneiras diferentes, mas no final do dia, o melhor que conseguimos é apenas uma aproximação tosca. Vejam alguns exemplos: "Se eu ontem estivesse usando o meu casaco de lã, em vez daquele casaco elegante de couro, hoje eu não estaria doente." "O dolar está despencando por causa do gigantesco déficit comercial." "O Vasco está perdendo os jogos em casa por causa da pressão da torcida."

sábado, 18 de dezembro de 2010

CAINDO NO BURACO NEGRO DO EGOISMO PELA ÚLTIMA VEZ

 

CAINDO NO BURACO NEGRO DO EGOISMO PELA ÚLTIMA VEZ


Coisas. Elas enchem nossos armários, nossas garagens e nossas vidas. Nós medimos o sucesso na vida pelas coisas que possuímos e ainda mais - gastamos uma incrível quantidade de tempo para comprá-las. Um novo documentário, A História das Coisas, exibe como uma grande parte de nossas vidas foi tomada pelas “coisas”. A sabedoria da Cabala mostra o que podemos fazer a respeito disto.

Annie Leonard, uma especialista internacional em questões de saúde ambiental e sustentabilidade, gastou dez anos seguindo “coisas” desde o seu surgimento como matéria prima até seu fim no lixo. Seu documentário, “A História das Coisas” pode ser classificado tanto como entretenimento como filme educacional e já foi assistido por mais de três milhões de pessoas (www.storyofstuff.com).

Annie descreve o problema simplesmente: “Nós nos transformamos em uma nação de consumidores. Nossa identidade principal se tornou ser consumidores. Não mães, professores, ou agricultores – mas consumidores”. Sua maior preocupação é com o fato de que esta nossa mania consumista destrói nosso equilíbrio com a natureza e arruína a vida das pessoas. E tudo isso acontece longe dos olhos do público.
A seguir alguns fatos descobertos por ela:
  • Só nas últimas três décadas foi consumido um terço dos recursos naturais do planeta.
  • 75% das áreas globais de pesca são exploradas no limite ou acima da sua capacidade. 85% das florestas originais do planeta desapareceram.
  • Os Estados Unidos tem apenas 5% da população mundial, mas usa 30% dos recursos mundiais e cria 30% dos resíduos mundiais. Se todos no mundo consumissem às taxas americanas, seriam necessários de 3 a 5 planetas.
  • A indústria norte-americana gera acima de um milhão e oitocentas mil toneladas de produtos químicos tóxicos por ano. Mais de 100.000 produtos químicos sintéticos são utilizados atualmente pelo comércio.
  • Os produtos químicos tóxicos existentes nos produtos consumidos são absorvidos por nosso organismo. De fato, o leite materno é o primeiro da lista de produtos alimentares, com o maior nível de contaminantes tóxicos.
  • Cada americano gera mais de 2 quilos de lixo por dia, o dobro de 30 anos atrás.
  • Mesmo se fosse possível reciclar 100% do lixo, isso não causaria nem um arranhão no problema; para cada lata de lixo colocada na calçada, o equivalente a 70 latas foram produzidas para a geração desta primeira.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O Que Pode Ajudar As Famílias A Permanecerem Juntas?

Dr. Michael LaitmanA única coisa que pode ajudar uma família a permanecer junta é uma sociedade forte que mantenha os cônjuges juntos e os direcione ao crescimento espiritual. Como ambos passam por diferentes estados, subidas e descidas, eles têm de fazer parte desta sociedade e entender que o progresso espiritual é impossível sem o outro. Assim, eles entenderão que precisam de um parceiro. A sociedade do futuro tomará muito cuidado com os casamentos, mas para isso nós precisamos de uma poderosa influência do nosso ambiente.

Nós já recebemos golpes o suficiente da Natureza para entendermos que é essencial alcançarmos o equilíbrio. Nós temos que estabelecer boas relações entre todos nós. Somente isso trará de volta a harmonia da Natureza e a normalizará, de modo que o calor, frio, campos magnéticos, e milhares de outros parâmetros entrem em equilíbrio. Este mundo será sentido como o paraíso, mesmo no plano material. Para sentir-se assim, é extremamente importante atingir o equilíbrio. Nós temos que respeitar uma condição muito simples, onde tudo permanece em conexão mútua em todos os níveis (inanimado, vegetativo, animado e humano).

Um dos pré-requisitos para se atingir o equilíbrio é o estabelecimento das formas corretas de conexão dentro da família. Os Cabalistas rejeitavam homens solteiros como seus discípulos porque um homem sem uma mulher é apenas “metade do corpo”. É impossível corrigir “metade do corpo”. Antigamente, essa exigência era muito rigorosa. Hoje em dia, tudo é simplificado. Todos estão autorizados a estudar, uma vez que estamos passando por um período de transição e não podemos obrigar as pessoas a se casar. Isso está além do nosso poder. No entanto, eu espero que em breve chegará o momento, em que a próxima geração perceberá que nós temos que observar a ordem material e ter uma família, a fim de atingirmos o equilíbrio com a Natureza.

Somente aspirando à meta espiritual é que nós podemos preservar a família. O nosso egoísmo cresceu tanto que as conexões materiais habituais com as crianças, a família e o lar já não podem mais conectar as pessoas entre si. Todos têm um emprego, podem pagar um lugar para viver, e ser completamente independentes. A pessoa se sente relativamente auto-suficiente e não precisa do apoio de sua esposa ou das crianças. É diferente do passado, quando ninguém conseguia sobreviver sem uma família. Agora, a pessoa tem o supermercado, eletrodomésticos modernos e seguros de saúde.

Portanto, apenas um objetivo maior pode elevar a pessoa acima do nível animado e trazê-la para o “nível humano” (“Adão” vem da palavra “semelhante”). Essa é a única coisa que torna a pessoa semelhante ao Criador, revela a eternidade, e nos eleva acima da vida e da morte. É a única coisa que pode garantir a conexão espiritual interna na família. No entanto, ela ainda não é acessível para todos.

Categoria: Casamento, Lição Diária de Cabalá

sábado, 27 de novembro de 2010

Como Podemos Fazer Para a Medicina Deixar de Ser um Negócio?

Como Podemos Fazer Para a Medicina Deixar de Ser um Negócio?

Uma carta enviada a nós pelo médico Dr. Angelov, de Boston, Massachusetts, EUA:

O que há de errado com a modernização do seguro médico?

35% do pacote de estímulo econômico destinado a impulsionar a economia dos EUA, está indo para a indústria médica, pois ela é um dos setores mais atingidos pela crise financeira. As taxas de seguros  têm subido, mas a renda das pessoas certamente não. Assim,  muitas já não podem pagar consultas médicas ou medicamentos. Isso é ainda pior para os desempregados, que perderam o seguro de saúde por inteiro.

O governo vem tentando salvar a situação, mas, infelizmente, está utilizando as mesmas medidas que ocasionaram  a indústria médica a entrar em crise a princípio: a atribuição de fundos para os egos das pessoas. Mas os nossos egos causaram a crise! Como assim?

Os egos das pessoas e seu desejo de ganhar cada vez mais dinheiro, tornaram-se mais importantes do que o relacionamento saudável entre médico e paciente. A medicina moderna é executada pelo princípio do lucro: não  pela eficácia em auxiliar os doentes, mas sim no quanto de lucro ela traz a todos os envolvidos.

Os médicos ganham dinheiro com as doenças de seus pacientes e procedimentos médicos e, portanto, têm pouca motivação para curá-los, e os pacientes, por sua vez, buscam oportunidades para processar os médicos por imperícia. Não há confiança entre eles, uma vez que o sistema médico atual inteiro gira em torno de dinheiro, ao invés de cuidar do paciente e de sua saúde.

            A Indústria Médica não Foi  Sempre Desse Modo

Na China antiga, há 4000 anos atrás, todas as manhãs, um curandeiro passava por todas as casas da aldeia. Um vaso era colocado junto à entrada de cada casa, com uma moeda para o curador, significando que todos naquela casa estavam saudáveis. Se o vaso estivesse vazio, isso significava que alguém na casa estava doente. O curador entrava e tratava o doente o melhor que podia, e as ervas, agulhas e outros suprimentos médicos eram pagos pela moeda que não havia sido colocada dentro do vaso. Em seu tempo livre, o curador também ia às casas das pessoas para se certificar que suas dietas e estilo de vida eram saudáveis.

Naquela época o sistema de saúde era completamente diferente do que é hoje. As pessoas pagavam para ajudar a manter aos outros saudáveis, e a pessoa que estava doente não tinha que pagar.

            Isso Poderia Funcionar Hoje?

Claramente, a medicina tem que deixar de ser um negócio. Hoje, os salários dos médicos dependem do número de doentes que têm, do número de procedimentos médicos que realizam, e se os hospitais estão cheios de pacientes doentes. O sistema é estruturado de forma que os  médicos lucrem mantendo os pacientes doentes pelo maior tempo possível! No entanto, não deveria a sua primeira e principal preocupação ser manter o paciente saudável?

Contudo, podemos realmente retornar para o sistema do "Bom Samaritano" dos tempos antigos? Não, nós não podemos, porque naquela época, os egos das pessoas eram muito menores do que hoje. Além disso, o problema é global e não local. Nessas circunstâncias, a única maneira de criar um sistema médico saudável, é através de uma solução global que se destine aos egos das pessoas de hoje.

Se a sociedade como um todo pagar pela saúde, ao invés de doença, os médicos terão incentivo para impedir a ocorrência de doenças em primeiro lugar. Então, a saúde das pessoas irá melhorar e as despesas de saúde irão diminuir.

O dinheiro deveria ser retirado da relação médico-paciente. Um médico deveria receber  uma punição administrativa, e não monetária, pelos erros que comete, e o paciente não deveria exigir uma compensação monetária por meio do tribunal. Além disso, a única forma de compensação que ele deveria receber, seria o tratamento.

Em latim, "doutor" significa "professor." Então, o médico é alguém que deveria ensinar as pessoas como viver sem ficarem doentes! Quão diferente é esta definição do nosso  atual sistema médico e egoísta!?

domingo, 22 de agosto de 2010

Como Ficar Conectado Com as Suas Crianças

 
 Questão: Minha esposa acabou de dar à luz a um filho, com quem pretendo partilhar o caminho espiritual. Mas o meu vizinho que também teve um filho não quer estudar a Cabala. Ele vê como os pais e as crianças não estão, atualmente, mais unidos como antes e teme perder a conexão com o seu filho. O que posso dizer-lhe se ele não está indo estudar Cabala e só quer alguns conselhos sobre como manter um relacionamento com seu filho?

Resposta: No passado as pessoas eram ligadas por forma egoísta de existência: Casa, família, sustento, e preocupações com a saúde das pessoas ligadas em conjunto no seio da família, nação e país. Hoje em dia, essas definições não têm mais o mesmo efeito, e ninguém sabe como evitar isso ou o que vai acontecer em seguida.

Por quê? Bem-estar material não une mais as pessoas. Todo ser humano começa a evoluir e se elevar além do reino animado, do nível material, como acima da água. E você deve oferecer-lhe uma resposta a nível espiritual.

Assim, o seu vizinho não tem escolha. Ele terá que se conectar com seu filho no plano espiritual, caso contrário, eles não terão nada em comum. É por isso que está escrito sobre o Criador (em relação a se unir com todos na  qualidade de doação): “Aquele que retorna o coração dos filhos aos seus pais e os corações dos pais aos seus filhos.”

Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala de 10/08/10, Uma Aula Sobre Assuntos Atuais

Material Relacionado:
Estabelecendo Exemplos de Doação

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Major Tom, Está me Escutando?


Major Tom, Está me Escutando?
 Uma Jornada Cabalística pelos Mistérios da Galaxia.
por Michael R. Kellogg
A fronteira final não é em algum lugar do espaço, mas sim, escondida profundamente dentro de cada um de nós
“Espaço, a última fronteira…” Havia tempos quando milhões de pessoas seguravam sua respiração enquanto essas palavras de abertura da série de TV “Guerra nas Estrelas” eram escutadas junto com a música de fundo, a nave espacial Enterprise estragou, em seguida, na sua jornada enroscada para descobrir estranhos novos mundos.
Até os últimos anos, a pesquisa espacial era a grande esperança para o desejo da raça humana pela descoberta; uma maravilhosa aventura que nos une. Depois que tudo no nosso planeta foi conquistado e não existia nada a mais restante para descobrir, novos horizontes de repente surgiram quando a “Época do espaço” começou na segunda  metade do século 20. As primeiras poucas viagens para o espaço sideral escureceram muito as lendas de viagem dos grandes descobridores: Marco Pólo, Cristóvao Colombo, Fernão de Magalhães e outros. A lua, que foi sempre vista como um intocável céu crescente, de repente, se tornou num objeto tocável, um lugar onde uma pessoa pode caminhar e até mesmo plantar uma bandeira. As seguintes ondas de astronautas, shuttles espaciais e satélites que preencheriam o céu inspirou grandes artistas do tempo, como Asimov, Kubrick, David Bowie e outros para criar fantasias ficcionais de arrepiar os nossos cabelos.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Necessidade Do Canal De TV Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Kursor.co.il): O Sr. Mordechai (Moti) Shklar, CEO da Autoridade de Transmissão de Israel, durante seu discurso na Escola de Comunicações Sammy Ofer, IDC, Israel, afirmou [resumo]: Nós nos transformamos numa sociedade que destrói todos os valores, numa sociedade de indivíduos alienados pela sociedade, onde a individualidade fica no centro e não há lugar para valores coletivos.

A TV comercial educa a sociedade com emoções baixas e vazias, e tal sociedade não tem futuro, não tem direito à existência. Hoje, nós já sentimos uma reação oposta: um número crescente de pessoas está procurando um significado em suas vidas, e, juntamente com programas de entretenimento, quer assistir canais de TV com uma programação que tenha sentido.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Queremos mudanças

Queremos mudanças

Em 20 de Janeiro, o mundo vai testemunhar a posse do presidente norte americano eleito, Barack Obama, e a contagem regressiva vai começar. O novo líder conseguirá fazer as mudanças prometidas e ajudar a liderar o mundo evitando que crises violentas econômicas surjam?

Mesmo antes de estar no cargo, muitos já estão pesando o que esperam dos seus primeiros 100 dias de governo. Enquanto o mundo continua instável por causa da mais profunda crise da história, o “novato” que será presidente dos EUA não tem a “luxúria” de um tradicional período de paz antes de sua posse.Ele já deve começar a trazer mais do seu carisma pessoal e slogans de mudança.

Então, Sr. Presidente, aqui há cinco dicas cabalísticas (essenciais!) que acreditamos que te ajudarão a fazer com que lindas palavras sobre mudanças se tornem em ações.

Globalização
Até agora já escutamos isso milhões de vezes, mas vamos falar de qualquer maneira - nosso mundo é redondo (ou quadrado, nas palavras de Thomas Friedman). Na era da globalização 3.0, se tu quiseres fazer um contrato com a América ou qualquer outro país, tu deves entender que tu estas fazendo negócios com toda a humanidade. Qualquer programa de ajuda vai ter de ser baseado no entendimento que “todos de nós somos células em um corpo humano”, e o destino de cada país é dependente do destino de cada outra nação no mundo, para melhor ou pior.

Controle do Ego
Quase todo mundo - incluindo economistas - reconheceu que a razão principal da atual crise econômica financeira é o ego dos ‘superiores’. Mas a verdade vai além disso - não é só eles.. São todos, desde o trabalhador estressado que “amaldiçoou” a economia e suas ferramentas ao agente de vendas que concedeu um empréstimo a um pobre cliente que nunca pôde paga-lo.. ao comprador que entende de suas capacidades econômicas mas acabou se dando mal por causa do “sonho americano”..

Bem, é hora de se dar conta disso e entender que nós estamos vivendo numa realidade onde a decisão egoísta de um individual pode definir o destino de nações. Então a supervisão local de um sistema financeiro é uma solução obsoleta. Para poder criar uma mudança significativa no mundo, tu, Sr. Presidente, vai ter de usar cada meio disponível para trazer este entendimento para todas as pessoas no mundo: cada um de nós deve regular seu próprio ego. Nesta era da globalização, preocupação pelos outro s é realmente se preocupar consigo mesmo. Mas como podemos realizar tal tarefa?

Um sistema global de educação
A recente campanha presidencial Americana mostrou claramente que o uso correto da mídia é uma chave para o sucesso. Então, tu deve continuar a usar tal ferramenta para criar uma mudança positiva neste mundo. Tu deve ajudar as maiores redes a entenderem que a falha do bem estar da América, bem como do mundo todo, depende da qualidade das mensagens que a mídia transmite ao público. Elas devem apoiar valores e idéias que beneficiam a sociedade como um todo, não somente as contas privadas dos seus presidentes. Além disso, escolas e pais devem aprender e ensinar os princípios da existência num mundo globalizado. Devem internalizar a idéia que a humanidade funciona como um corpo e nosso sucesso depende da nossa participação ativa e positiva no seu funcionamento.

Pensar na internet como ajuda
Uma das inesperadas estrelas da nossa eleição foi a internet, Sr. Presidente Eleito. (E quem não sabe disso melhor que o Sr? Que talvez seja o primeiro presidente a colocar uma webcam no teu escritório!) Plataformas sociais como YouTube, MySpace e Facebook fizeram a diferença, e continuarão a fazer se tu, Sr. Presidente usá-las como ferramentas para mudanças positivas. E tais mudanças são muito necessárias quando se trata de relacionamentos interpessoais e nada conecta as pessoas mais do que a internet.. Ela permite que nós possamos vencer barreiras culturais, obstruções de tempo, espaço, distancia e até mesmo diferenças de linguagem. O que poderia ser mais construtivo do que tornar a internet numa plataforma que apóia as possibilidades para uma real conexão humana? Pode se tornar um lugar de encontro, uma casa e um ambiente social que qualquer um pode entrar e se sentir confortável, como vir a casa de um familiar.

Restaurar a fé no sistema
Um dos sintomas da presente crise é a perda geral de confiança entre os negócios, estados e civis. Então um dos assuntos que tu deve por tua atenção, teus esforços é em restaurar a fé das pessoas nos mercados e essa confiança pode somente ser criada através da remoção do componente de “auto interesse” do sistema. Quando as instituições financeiras e indivíduos entenderem que fazer mal a outra pessoa ou negócios é como o ditado “Aqui se faz aqui se paga” então será possível estabelecer um sistema saudável. A confiança será restaurada porque todos sentirão que as companhias estão sinceramente preocupadas com eles e isso vai garantir o sucesso de todo o sistema.

Neste tempo anormal, o “dia após” vai vir mais antes do que tu esperar, Sr. Presidente, então tu não tem tempo a perder! A era global que nós entramos requer que mudamos nossa atitude. De agora em diante, nós temos que substituir o “eu” que essa no nosso centro do ponto de vista por “humanidade”.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mulher: A Origem da Vida (Espiritual)

Nós mulheres sempre queremos algo. Até que enfim, há uma explicação para este fenômeno - leitura recomendada para homens e mulheresUm estudo publicado na edição de Julho do Journal of Happiness Studies (Jornal de Estudos da Felicidade) informa que, embora as mulheres comecem a vida adulta mais felizes do que os homens, elas são menos felizes quando atingem a meia-idade. O estudo analisa dois fatores de bem-estar - financeiro e familiar, e revela que os homens e mulheres transformam as aspirações de modo diferente. Em outras palavras, os nossos desejos são diferentes.

Se procurarmos por um padrão, descobriremos que os homens tendem a ficar mais facilmente satisfeitos com fontes materiais de satisfação, tais como bens de consumo, uma bela casa, um carro vistoso, viagens e esportes. Embora as mulheres também desejem algumas destas coisas, tendem a almejar algo mais. À medida que elas se tornam maduras, percebem que as coisas materiais não trazem uma satisfação duradoura. Não importa o quanto elas ganhem, quão bom seja o seu casamento ou bem sucedida a sua carreira, elas ainda são mais susceptíveis a ficar insatisfeitas.

A Percepção da Mulher

Na verdade, uma mulher percebe tudo de modo distinto do homem. Ela tem percepções adicionais porque dá à luz a nova vida. Isso é óbvio no mundo físico, mas também é verdadeiro no mundo espiritual. Uma mulher, sendo a “fonte da nova vida”, também sente mais intuitivamente a vontade de uma nova vida espiritual. Os homens, por outro lado, tem de trabalhar mais para desenvolver este desejo, pois ele não surge naturalmente neles.

O desejo latente que as mulheres têm pela espiritualidade é justamente a razão pela qual elas crescem insatisfeitas com tudo que têm. Consciente ou inconscientemente, as mulheres começam a buscar uma fonte mais intensa de satisfação, que resulta em seu persistente sentimento de descontentamento com qualquer coisa que possuam no mundo físico.
Homens, Mulheres e a Satisfação Espiritual

O desejo pela espiritualidade vem do fundo do coração. Os Cabalistas referem-se a ele como “o ponto no coração”, que é uma pequena “centelha” de espiritualidade. Uma vez despertado, ele continua a crescer, levando-nos mais alto no mundo espiritual até que ele preencha toda a nossa experiência e percepção.

Tanto os homens quanto as mulheres podem sentir esse desejo, mas a mulher é mais apta a persegui-lo seriamente. Tão logo ela sinta as novas possibilidades oferecidas por este novo desejo, seu foco se desloca diretamente para ele. Ela percebe intuitivamente que ele é a única coisa capaz de trazer satisfação duradoura, realização e felicidade verdadeira.

Entretanto, uma mulher não pode desenvolver este desejo isoladamente. Ela o desenvolve exatamente compartilhando sua paixão pela espiritualidade com todos a sua volta. Ela é capaz de incitar nos outros uma paixão por desvendar e atingir o mundo espiritual, e assim cumprir seu papel feminino como a origem da vida, cultivando vida espiritual nos outros.

Por incrível que pareça, uma forma do homem expandir o seu desejo espiritual é absorvendo-o de uma mulher. Diferentemente das mulheres, no entanto, a natureza dos homens não é baseada no desejo, mas na satisfação do desejo. Por isso, quando os homens desenvolvem sua centelha espiritual, permitem que o desejo da mulher seja satisfeito. Isso porque no mundo espiritual, não existem corpos, mas apenas desejos e propriedades. Através da percepção de sua natureza espiritual, as mulheres fornecem um desejo espiritual, e os homens fornecem uma satisfação para este desejo.

É assim que homens e mulheres complementam-se um ao outro espiritualmente, e permite que ambos alcancem um estado de perfeição e satisfação sem limites.

Post original do Jornal Kabbalah Today Traduzido por Marcelo Pinto.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Que Está Acontecendo com a Nossa Economia?

A recente e violenta queda em Wall Street deixou o mundo em choque. É hora de mudarmos nossos sistemas na raiz do problema de desejarmos sair desta crise econômica

Os eventos em torno da economia Americana e global provam que desta vez é sério - a ecônomia global está numa profunda crise. Hoje, a pergunta de um milhão (ou devemos dizer, bilhão) de dólares é, “Como construir um sistema econômico verdadeiramente viável e estável”?

Não precisamos ser um brilhante economista para achar a resposta, diz a sabedoria da Kabbalah. Temos apenas que entender que o plano da Natureza é fazer com que todos os segmentos trabalhem em uníssono e, na sociedade humana, isto significa que o trabalho de cada indivíduo deve beneficiar a totalidade da sociedade.

O melhor exemplo de tal comportamento é um organismo vivo, cujas células se interconectam e funcionam de maneira a beneficiar o corpo como um todo. Em seu artigo, “Construindo a Sociedade Futura”, o cabalista Yehuda Ashlag escreve, “…cada membro é obrigado pela Natureza a receber as necessidades individuais da sociedade, e beneficiar a sociedade através do trabalho individual”.

Assim, no sistema econômico, da mesma forma que em qualquer sistema social, interdependência é o nome do jogo. O problema é que a base do comportamento humano, que dirige todos os sistemas econômicos e sociais, é o ego, que sempre privilegia os estreitos interesses pessoais dos investidores e acionistas acima do bem comum do povo. A posse da riqueza, honra e controle às custas de outros é a prioridade mais alta dos donos das empresas.

Claramente, isto não está de acordo com os planos da Natureza de tornar as partes unidas e em mútuo compartilhamento e, assim, a existência de nossos sistemas econômicos atuais não é tolerada pela Natureza. De fato, os sistemas que desenvolvemos na sociedade humana permanecem em completo contraste com o sistema da Natureza.

Se o sistema econômico quiser sobreviver, deve alinhar-se com o modelo da Natureza. E para que isto aconteça, uma série de passos iniciais deve ser dados:
*Todos os canais de mídia existentes devem ser utilizados a fim de conscientizar as pessoas de que todos nós constituímos um corpo multi-celular no qual estamos todos interconectados. Toda e qualquer célula (pessoa) neste sistema universal deve entender que o modelo econômico mais rentável para o indivíduo é aquele que trás alegria para os outros.* O público tem que se tornar consciente das verdadeiras razões da crise. As pessoas devem entender que a Natureza tem um plano para nós, e que a turbulência que ora vivenciamos é o resultado de agirmos contra este plano.

*Os responsáveis por decisões terão que aprender como funciona o sistema geral da Natureza, e quais as implicações disso para as necessárias mudanças nos sistemas humanos, incluindo o sistema econômico. Baseado neste conhecimento, eles deverão implementar as correspondentes mudanças de forma a restabelecer o equilíbrio entre nosso sistema social e o plano da Natureza.

Somente quando começarmos a pensar e trabalhar nesta direção, obteremos sucesso em tirar o mundo da lama em que se encontra preso hoje em dia e levá-lo a solo seguro.

Traduzido por: Geraldo Costa

domingo, 27 de julho de 2008

A Fome Crescente da Humanidade


A atual crise de alimentos foi declarada como um “tsunami silencioso” pelas manchetes recentes dos jornais. A Kabbalah explica a raiz do problema, e nos mostra como evitar essa ameaça crescente.

Na verdade, a escassez de alimentos não é novidade – ela moldou civilizações desde os dias em que faraós reinavam no Egito. Só nos últimos 50 anos, a fome na África, Coréia do Norte, China e Camboja tem atingido milhões de vidas. Então, por que os líderes mundiais de hoje estão tão alarmados pela atual situação?

No tempo dos faraós, a fome no Egito não afetou tribos das planícies da América. Em contraste, a crise de hoje afeta o mundo todo. Os preços globais dos alimentos subiram 83% nos últimos três anos, fazendo com que seja quase impossível para as nações mais pobres do mundo alimentar seus habitantes. Mais de 70 países espalhados por todos os continentes estão enfrentando uma escassez crítica. Mesmo países desenvolvidos como os Estados Unidos estão enfrentando aumentos de preço nos alimentos que empobrecem a até então confortável classe média. Nos tempos de hoje, a fome é realmente global.

Criando a crise

Especialistas identificaram muitos fatores que contribuem para a crise, mas o fato é que a demanda por alimentos está crescendo mais rápido do que o suprimento disponível. Há uma população estimada de 6,5 bilhões de pessoas vivendo no planeta hoje. Isso significa que a população mais do que duplicou em menos de 50 anos. E isso é muita boca para ser alimentada!

Além disso, nossos padrões de consumo estão mudando, com os Estados Unidos liderando essa mudança. Os americanos comem, comem, e comem! Hoje, 64% dos americanos são obesos ou estão acima do peso. E o problema não é somente quanto comem, mas o que comem. As vacas que provêm hambúrgueres, bifes, leite e derivados, comem grãos. E muitos grãos. Isso significa que há menos grãos disponíveis para consumo humano, e a terra que poderia ser usada para cultivo agrícola é, ao invés disso, usado para pastagem.

Conforme países em desenvolvimento como a China se tornam mais ricos, eles estão seguindo os padrões de alimentação dos americanos, fazendo com que haja mais demanda nesse sistema. A obesidade cresce no mundo, e a demanda por carne aumenta astronomicamente.

O resultado é que um número estimado de 100 milhões de pessoas precisa de ajuda só para sobreviver. Uma criança morre por causas relacionadas à fome a cada 5 segundos. E quando os pais não conseguem alimentar seus filhos, eles se desesperam. Protestos ocorrem desde Londres até o Iêmen, do México à África, e esses protestos se tornam violentos em muitos países.

Parece incrível que as pessoas estejam brigando por comida, e crianças estejam passando fome até morrerem no meio do tão falado progresso do século 21. Você pode ficar surpreso de saber que a Terra, na verdade, é capaz de alimentar a todos! A agricultura ao redor do globo hoje produz 17% mais calorias por pessoa do que o fazia há 30 anos atrás. De acordo com um artigo da CNN de 08 de maio de 2008, o grande economista Jeffrey D. Saches estimou que custaria 10 dólares por pessoa do mundo desenvolvido para dobrar a produção de alimentos da África. Entretanto, esses países ricos parecem ter “deixado o mais pobre dos pobres na sua própria miséria.”

Enquanto, a princípio, todos poderiam ser felizes, o que acontece é que nossos vastos recursos estão sendo consumidos por relativamente poucos, enquanto outros não têm nem as necessidades básicas da vida atendidas.

Observando o todo

A sabedoria da Kabbalah explica que não podemos resolver nada antes de tomarmos conhecimento da raiz do problema – nossa natureza egoísta. Os cabalistas, que superaram o egoísmo e atingiram uma conexão com a força altruística da natureza, explicam que essa força altruística está continuamente nos levando a nos balancear e nos harmonizar com ela. Ao mesmo tempo, entretanto, nosso egoísmo está regularmente crescendo. O aumento do contraste entre nossa natureza egoísta e a força altruística, mais elevada da natureza, resulta em todas as crises que vemos à nossa volta, sejam econômicas, ecológicas, ou a recente crise de alimentos.

Algumas pessoas tentam consertar as coisas através de ações externas, como distribuir comida ou doar dinheiro, mas isso só arranha a superfície e esconde a verdadeira origem do problema. Se não consertarmos nossa natureza egoísta, não corrigiremos nada de verdade. O desequilíbrio continuará aumentando, os problemas ficarão piores, e o sofrimento afetará cada vez mais pessoas até que ninguém seja capaz de escapar. Conseqüentemente, o sofrimento será tão extremo que seremos forçados a perceber que todos os nossos problemas são causados por uma coisa: nossa natureza egoísta.

Criando um novo cenário

A Kabbalah sugere que podemos evitar esse cenário através da criação de um novo cenário, no qual nós decidimos mudar nossa natureza egoísta antes que o sofrimento não nos deixe outra escolha. Esse método da Kabbalah é como uma lente de aumento que nos ajuda a ver a raiz do problema. Ela nos ensina como nos desenvolver em harmonia com a natureza – como perceber a nós mesmos como um organismo humano integrado, ao invés de indivíduos separados.

A crise dos alimentos é um reflexo da discórdia entre nosso crescente egoísmo e a força altruística que nos leva a trabalhar como um só corpo. Ela nos mostra que o problema está em como nos relacionamos uns com os outros. Atualmente, as pessoas não sentem sua integração. Algumas pessoas fartam-se enquanto outros passam fome.

Imagine como seria se aqueles que consomem em excesso de repente começassem a sentir as dores de fome daqueles que foram forçados a seguir sem comida. Quanto tempo você acha que nos levaria para resolver a crise? O consumo em excesso pararia quase que imediatamente, e todos se colocariam esforços para se certificar de que os outros têm bastante para comer!

É difícil reconhecer que somos a origem dos nossos problemas. Nós exploraremos todas as alternativas possíveis antes de aceitarmos a única solução verdadeira – a necessidade de mudarmos a nós mesmos. Por isso, os cabalistas nos oferecem seu método, que nos elevará acima do nosso egoísmo e abrirá os nossos olhos para a realidade que está bem na nossa frente. Então, não só cessaremos de ir contra nosso desenvolvimento elevado, mas também descobriremos sua beleza, e continuaremos o processo por iniciativa própria.

Texto original:Mankind’s Growing Hunger