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sexta-feira, 14 de junho de 2013

APRENDENDO COM A NATUREZA

Inicialmente precisamos aprender o desenvolvimento correto da natureza. Ela é perfeita e nós somos sua consequência. Nossos pensamentos e sentimentos também se originam do que ela nos deu. Então nós apenas temos que imitá-la, tomar o seu exemplo. Sabemos que muitas das tecnologias mais recentes são baseadas no conhecimento dos sistemas naturais e mecanismos na tentativa de reproduzi-los artificialmente. Nós devemos fazer a mesma coisa na sociedade, nas nossas relações sociais, econômicas, comerciais e outras relações. Se nós tivéssemos copiado a natureza em nós mesmos, poderíamos ter nos livrado de todos os problemas.


É de conhecimento comum que o Criador não completou a criação quando a criou. E nós podemos ver em cada canto da realidade, geral e particular, que ela cumpre as leis do desenvolvimento gradual, de ausência até a conclusão do crescimento. Por esta razão, quando o fruto tem sabor amargo no início do seu crescimento, isso não é considerado uma falha no fruto, já que todos nós sabemos a razão: o fruto ainda não concluiu seu desenvolvimento.

Assim é em todos os elementos da realidade: quando algum elemento parece ruim e prejudicial para nós, é apenas por causa de um autotestemunho desse elemento, que está ainda na fase de transição – no processo do seu desenvolvimento. Portanto, nós não podemos decidir o que é ruim e não é sábio para nós emitir uma falha nele.

Se nós estamos falando do mundo exterior ou do mundo dentro de nós não importa. A conclusão final pode ser simples: “Não toque a Natureza. Não mexa nela com as mãos “sujas” e sua mente estúpida que é capaz de ver apenas o que está a um milímetro do seu nariz. Melhor você cuidar de si mesmo. Você tem o globo. Assim, tente viver em paz com ele; senão, isso não será bom para você”. Com nossa mente corrupta, nossas mãos “sujas” — ou seja, egoístas — nós podemos interferir nos assuntos da Terra, na riqueza e nos recursos que são limitados. Eles nos são dados apenas para avançarmos de forma equilibrada de acordo com a natureza, e não negativamente contra este sistema abrangente universal.

Se nós percebemos nossa atitude negativa, a natureza imediatamente começa a defender-se automaticamente e nos deparamos com as consequências de nosso erro crescente em sua resposta. Isso causa grande sofrimento, crise e ameaça à nossa existência: o perigo de aniquilação.

Tudo isso porque não entendemos: a natureza é perfeita, e nós só precisamos aprender a aderir totalmente a este sistema de forma equilibrada. A questão reside na abordagem e exploração racional. O princípio é simples: o ser humano não está proibido de fazer algo que não perturbe o equilíbrio natural. Claro, nós podemos comer carne e peixe, cortar árvores, plantar vegetais e aproveitar a vida. No entanto, devemos sempre saber onde está o limite além do qual há ações direcionadas contra o equilíbrio, e quão bem nos encaixamos no sistema da natureza.

Como podemos verificar isso? Somente através do nosso egoísmo. Onde eu o utilizo, lá, o mal começa. Afinal, a natureza é um sistema analógico totalmente altruísta, baseado na doação mútua. Todas as suas partes, semelhante aos órgãos do nosso corpo, cuidam apenas do bem-estar do todo. Esta é a maneira que nós devemos ver a natureza a fim de verificar a mesmos. Nós agimos de forma semelhante? Nós procuramos a perfeição, ou não?

Isso é o que significa agir não artificialmente, mas naturalmente, para estar em constante amor e doação, que é a lei da natureza, em vez do egoísmo que busca sua própria vantagem. Assim, no nosso nível, nós podemos realizar a lei da natureza, “Ama a teu próximo como a ti mesmo”, a lei pela qual vivem todas as suas partes. Um predador, devorando a presa, nunca faz isso pelo prazer do sofrimento dos outros. Ele caça apenas para se alimentar e nada mais. Quanto mais profundamente nós compreendemos a natureza, mais nos tornamos convencidos disso.

Nesse sentido, nós precisamos entender o que e quanto devemos receber da natureza. Não há nenhum problema se podemos usá-la apenas para viver com ela em equilíbrio; em outras palavras, se todas as nossas ações são para o bem dos outros, para o bem da natureza inanimada, vegetal e animal.

Como isso é alcançado? Primeiro, nós precisamos corrigir a nossa própria natureza. Afinal, o que os níveis inferiores executam instintivamente, nós devemos perceber no que chama “acima da razão”, acima do egoísmo, e para isso estudamos o método de educação integral.

Vale lembrar que na natureza, o forte come o fraco, e ele não perturba a harmonia. No entanto, isso causa um efeito devastador entre as pessoas. É o egoísmo não corrigido atuando sobre nós. No entanto, esta lei deve ser efetuada de modo diferente entre as pessoas: o forte ajudando o fraco na correção. O lobo comendo as ovelhas traz correção, por exemplo, ajudando a população a se livrar dos animais fracos. Assim, nós devemos ajudar uns aos outros de acordo com o mesmo princípio de harmonia e equilíbrio, mas não comendo, e sim amando igualmente a todos no nível humano, comprometendo-nos pelo bem dos outros. Podemos medir nossa força ou fraqueza neste contexto por meio do serviço aos outros. Se eu sirvo a eles ou os utilizo.

O QUE VOCÊ NÃO PODE APRENDER COM A NATUREZA

Aprendemos com a natureza como construir sistemas integrais. Nós vemos de seu exemplo que não somos capazes de nos integrar na natureza, e somos incapazes de nos identificar com ela.

O problema é que ninguém sabe como estabelecer um equilíbrio com a natureza, como alcançar a semelhança, união com ela. A humanidade não pode encontrar a resposta a esta pergunta por suas próprias forças. Aqui, nós somos os portadores da Luz que Reforma. O mundo é integral, e representamos um sistema analógico semelhante ao nosso corpo, todas as suas partes interagem harmoniosamente entre si, enquanto que o homem é como um tumor canceroso, devorando tudo ao seu redor.

Cientistas modernos conduzem estudos notáveis sobre este tema. A doença está claramente marcada e é claro que ela progride ameaçando destruir toda a raça humana. E se morrermos como os mamutes? E se isso acontecer na minha geração ou na geração dos meus filhos? O que podemos fazer?
Torna-se evidente que não há nenhum remédio. Afinal de contas, isso também deve ser recebido da Natureza. No entanto, pesquisadores aprendem com ela apenas no negativo. Eles expressam nossa oposição a ela e não sabem como tornar-se integral.

Uma conclusão indiferente segue-se: “Que seja”. Todo mundo encontra seu nicho, seu argumento, sua justificativa. Os economistas dizem uma coisa, os sociólogos dizem outra, os políticos, um terceiro, e não há ainda qualquer solução. Eles vêem o negativo do nosso mundo (-), oposto à natureza perfeita (+), mas não conseguem descobrir como atingir um estado equilibrado, como chegar ao equilíbrio. Isso não pode ser aprendido com a natureza.

Por isso é que o mundo precisa do método de correção, a sabedoria da Cabalá. Ela ensina como desenvolver-se em três linhas quando a Luz é oposta ao nosso ego, e nós sabemos como formar a linha média entre elas, como equilibrá-las.

As pessoas sem o Ponto no Coração não podem saber isso por causa do ego humano que se manifesta nelas, enquanto em alguns, o maior ego resiste ao amor. Procuramos chegar ao amor e descobrimos o ódio, um que é desconhecido. É possível conviver com seu ódio, e por isso eles não têm vasos, as ferramentas para a solução. Eles são como crianças indefesas e nós só podemos resolver os problemas atuais.

Assim, é nosso dever revelar a diferença de potenciais à humanidade, toda a diferença entre o positivo e o negativo. Ela, propriamente dita, não vai esclarecer o problema até o fim porque ela não tem uma solução. Por que precisamos reabrir a ferida? Da mesma forma, os cônjuges evitam áreas de conflito para não brigar por nada. Nós podemos entender a doença e estabelecer seu diagnóstico final, porque temos uma cura para ela.


Lição Diária de Cabalá do Dr Michel Laitman - publicado em 09/06/13, Escritos do Baal HaSulam

domingo, 24 de março de 2013

A CULTURA DO CONSUMISMO E A FELICIDADE


Publicado na Mídia (Do Business Insider): "Os americanos não foram sempre viciados em comprar coisas. As pessoas costumavam poupar dinheiro para as coisas que realmente fossem necessárias.”

"Mas na época de abundância que se seguiu a Primeira Guerra Mundial, as corporações se opuseram a ameaça de superprodução com uma estratégia de manipulação psicológica."


“Temos de mudar a América de necessidades, para uma cultura de desejos ", escreveu Paul Mazur do Lehman Brothers. "As pessoas devem ser treinadas para o desejo, para querer coisas novas, mesmo antes que o velho tinha sido totalmente consumido. Temos de moldar uma nova mentalidade na América.
Os desejos do homem devem ofuscar suas necessidades.”

"Esta conspiração, ativada por nova sofisticação em publicidade e apoiada pelo governo, foi chocantemente eficaz ....

"Um novo tipo de publicidade foi fundamental para que isso fosse possível, e o pioneiro neste campo foi Edward Bernays , o sobrinho de Sigmund Freud, que mostrou as corporações como fazer as pessoas quererem coisas de que não necessitavam ligando bens produzidos em massa a desejos inconscientes ....

"Bernays quebrou o tabu contra o tabagismo feminino, convencendo um grupo de debutantes a acender (cigarros) num desfile - um evento que ele vazou para a mídia antes do tempo com a frase "Tochas da Liberdade" – deste modo ligando fumar com o desafio a autoridade masculina  ...

"Em 1927, um jornalista americano escreveu: 'Uma mudança chegou sobre a nossa democracia, é chamada de consumismo. A primeira importância do cidadão americano para seu país já não é a do cidadão, mas a do consumidor.

"Eleito em 1928, o presidente Herbert Hoover foi o primeiro político a abraçar o papel central do consumismo."

O Comentário do Dr M.Laitman: Mas o tempo desenvolve um desejo nas pessoas, e elas não estão mais satisfeitas com as compras. Há um desejo, mas não há realização porque os desejos se tornam virtuais, visando o sentido da vida, o sentimento de felicidade.

Além disso, compreendeu-se que a realização dos desejos materiais mata o próprio desejo, e, assim, a sensação de prazer e felicidade desaparece, porque o prazer é sentido apenas quando o desejo e a realização se encontram, e realização reduz a sensação de felicidade.

Acontece que a felicidade é inatingível se satisfizer o desejo, e como é que é possível satisfazê-lo de modo que não esteja satisfeito, sempre ter o desejo e não receber?

A ciência da Cabalá (receber em hebraico), nos ensina como alcançar a felicidade eterna e infinita! É possível se quebrarmos a ligação entre desejo e realização, se eu amo alguém, realizando-o, eu desfruto. É por isso que o amor (não para o corpo, mas para um ser humano) é um meio de alcançar a felicidade.


Na Armadilha do Egoísmo

Nós fomos pegos numa armadilha preparada para nós por nossa natureza egoísta. Sob a influência da natureza, a pessoa tende a: 1) satisfazer as necessidades básicas (razoáveis) e 2) satisfazer o desejo de excessos que surgem nela sob a influência de seu ambiente. Ao invés de se esforçar para se tornar semelhante à natureza, tornando a humanidade como uma família, nos envolvemos em competição, individualismo e protecionismo.

Os interesses pessoais dos produtores impõem uma sociedade de consumo sobre todos, na qual todos aspiram ao excesso em tudo. No entanto, eles nunca chegam à felicidade, porque esse sentimento não os faz comprar mais e anula o culto do consumismo.

Tudo é feito para substituir os valores espirituais pelos materiais. As pessoas precisam ser limitadas, elas são levadas a filmes, enganadas pela cultura de massa e etc.. O contraste crescente entre a humanidade e a natureza integral criou diferentes tipos de desequilíbrios que se manifestam na forma de catástrofes naturais e sociais.






Publicado no www.laitman.com.br em 24/02/2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

Chateado? Talvez Seja Hora de Mudar teu Ambiente


Uma questão que eu recebi - Recentemente eu descobri que há pessoas as quais quero evitar, mas não sei se isso é resultado dos meus estudos de cabala ou crescimento pessoal. Há muitos amigos meus que estão preocupados principalmente sobre assuntos como sexo e eu me sinto inconfortável na presença deles enquanto falo sobre tais coisas.. Eu acho tão desinteressante.. mas, ao mesmo tempo, eu não consigo encontrar pessoas interessadas na espiritualidade.. talvez na religião, mas não na espiritualidade. É melhor estar sozinho do que cercado por pessoas com valores supostamente errados?

Minha resposta – uma pessoa chega a um ponto onde ela se cansa da vida.. não ve um significado ou propósito para ela. Quando ela ve as outras pessoas, não entende como podem sentir prazer pelas coisas que fazem.. Ela tenta imita-las.. se tornar parte do circulo social.. e ser como todas.. mas não consegue porque isso não é legal.. não é prazeroso..

Quando ela chega ao entendimento que está sozinha, então ela revela o “ponto no coração” algo interno.. uma aspiração para uma fonte desconhecida de realização.. ela segue essa aspiração e acha os livros certos, o grupo, e o site da cabala.

Então pense – talvez tu esteja pronto para um novo ambiente, hein?

Publicado em no blog oficial do rav Dr. Michael Laitman
 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Congresso Internacional de ARVUT (Garantia Mútua)




Congresso Internacional de ARVUT (Garantia Mútua)


Em Dezembro próximo todos hão de se conectar
Congresso Mundial de Arvut (Garantia Mútua)


6 a 8/12/2011
Centro de Expocições - Ganei ha Taharujá, Tel Aviv
A União modifica o mundo"





O Congresso


Dia de União e Fraternidade, tempo de perguntas e dúvidas, de uma virada mundial.
Dezembro próximo será quente, muito quente.
Alunos, companheiros, homens, mulheres e crianças, de todas as partes do mundo, uma vez por ano vão a algum lugar – com o propósito de unir-se, preparar-se, ascender à próxima escala de conexão entre todos – garantia mútua.


A garantia originada na conexão conjunta em um só lugar. A conexão espiritual, que nos dá a todos a força e o poder de seguir adiante. Em pról do mundo inteiro.
Convidamos a você também.
O que haverá no Congresso?
Basicamente, estaremos ali 3 días consecutivos, entre as 9:00 AM e 22:00 horas. Nesses 3 dias, vamos dançar, estudar, cantar, fazer preguntas, conhecermos mutuamente, comeremos, conversaremos e em especial, iremos nos conectar.

O Congresso irá incluir conferências com o Rav. Dr. Michael Laitman e outros conferencistas; apresentações culturais, workshops, pausas para conexão, oficinas, mesas redondas, almoços, jantares e aperitivos durante todo o dia.
Onde?
Ganei ha Taharujá – Tel Aviv




sábado, 8 de outubro de 2011

O Que Vem em Frente: Conflito ou uma Transição Pacífica?

Eventos recentes indicam que o ódio e descontentamento das pessoas podem irromper a qualquer momento e em qualquer lugar do mundo. É bom saber que há alternativas para conflitos violentos

 

Um cenário incomum se desdobrou em Chicago, no mês de dezembro, onde mais de duzentos trabalhadores irados “pacificamente tomaram conta” de uma fabrica da republica após terem sido abruptamente demitidos sem direito a salário ou quaisquer benefícios. Com o apoio de centenas de membros da união, oficiais e mesmo o Presidente eleito, Barack Obama, no sexto dia, a ocupação terminou com a vitória dos trabalhadores.


Seria mesmo imaginável, há meros quatro meses atrás, que cidadãos americanos teriam que recorrer a uma ação drástica como “tomar conta de uma construção” para simplesmente receber o que é de seu direito? E o que teria acontecido se o incidente tivesse se desdobrado sobre circunstâncias diferentes?


Não precisamos procurar muito para encontrar a resposta. Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que ocorreu esse evento em Chicago, um protesto muito mais dramático se desdobrou em Atenas, Grécia, onde um adolescente foi acertado por tiros disparados pela arma de um policial. É estimado que multidões irritadas (protestos) já causaram mais de um bilhão de dólares em estragos. 


O que iniciou rapidamente em Atenas espalhou-se por todo o país e, então, também para outras partes da Europa, incluindo Espanha, Dinamarca, França, Itália e Alemanha. A mídia retratou os protestos violentos como um escape para o profundo descontentamento das pessoas, intensificado pela pressão da crise financeira, massivas demissões que vieram como resultado, e o medo das próximas que podem vir.


As Coisas Podem Ficar Piores?

sábado, 27 de agosto de 2011

Nós e a Ecologia


Nós e a Ecologia

"Estamos enfrentando uma verdadeira emergência planetária. E é um desafio moral e espiritual para toda a humanidade”, declarou o antigo Vice Presidente Al Gore, quando aceitou seu prêmio Nobel da Paz.


Mas, assim que a cortina se abaixar na vislumbrante cerimônia de prêmios, uma questão surgirá: Nossa consciência ambiental crescente nos salvará da crise ecológica?


Para ter controle sobre a crise ecológica, devemos entender suas causas fundamentais através da investigação da natureza e dos seus sistemas. Pesquisas dos sistemas naturais na física, biologia, química e outras ciências aprenderam que todos os componentes da natureza existem em equilíbrio constante. Tais elementos estão tão interligados e interdependentes que, até mesmo, danificar o mínimo detalhe pode acabar desequilibrando todo o sistema.

Macacos já sabiam disso, e muito bem

O segredo para o equilíbrio da natureza é a preocupação recíproca entre todas as suas partes. Tal preocupação é mais evidente no reino animal: dos insetos e mamíferos que claramente mostram preocupação pelo próximo, como, por exemplo, formigas, abelhas, macacos e elefantes; até os mais simples micróbios dentro dos nossos corpos, que ajudam um ao outro a encontrar compostos de ferro. Pesquisadores descobriram que existe compartilhamento entre as espécies vegetais, e mesmo as partículas inanimadas exercem ações mutuas para sustentar o objeto que formam.
Dra. Jane Goodall, que dedicou sua vida ao estudo de chimpanzés nos seus habitats naturais, resumiu sua abrangente experiência de viver na natureza: “Eu descobri que o que foi descrito como paz além de todo o entendimento; se nós pudermos sentir paz no mundo hoje, essa é a paz que devemos ter como objetivo para levar dentro de nós”


Homem contra a Natureza

Diferente de todas as criaturas, os humanos continuamente perturbam o perfeito equilíbrio dos sistemas da natureza. Eles exploram o ambiente, obtém prazer do sofrimento dos outros e se elevam nas suas ruínas. Sem duvida, não estamos sempre consciente das nossas ações. Mas, na natureza, a ignorância da lei não exime da penalidade quem a agride.
Se sabemos ou não, somos partes integrais da natureza. Então, quando tratamos nosso ambiente de forma egoísta e tentamos explorá-lo, desequilibramos todo o sistema.
Em resposta, a natureza faz todo o possível para re-equilibrar seus sistemas. Sua resposta é automática, como quando a pressão intensifica-se no centro da terra para um nível que a sua camada externa não pode mais sustentá-la, logo, um vulcão acaba entrando em erupção.
Enquanto minerais, plantas e animais são instintivamente dirigidos a manter o equilíbrio natural, o homem tem a única oportunidade para estar equilibrado com a natureza por livre arbítrio. Esse é o papel especial do homem na natureza. Devemos independentemente escolher equilibrar-nos com a natureza, assim vamos chegar a um novo nível de existência e viver a perfeição que está farta na natureza.



A Crise Ecológica é Meramente um Sintoma

Os problemas ecológicos que vemos são somente sintomas que indicam que estamos fora de equilíbrio com a natureza. Para resolver a crise ecológica, precisamos aprender as leis que operam na natureza e programar os mesmos princípios na nossa sociedade.


Em outras palavras, nós temos que seguir a lei geral da natureza, no nível humano. Isso significa adotar o princípio da natureza – reciprocidade e preocupação pelo próximo.


Isso significa que todas as pessoas supostamente devem se importar com a necessidade das outras? Sim, parece utopia. De fato, no mundo atual, qualquer coisa além de amor entre os seres humanos parece ter sentido para nós: violência, crime, drogas, abuso, depressão, suicídio, pobreza e segregação são consideradas coisas comuns e que podem acontecer. Embora nós não encorajamos qualquer uma dessas doenças, as vemos como efeitos colaterais inevitáveis das nossas vidas, certo?




Errado. De fato, tudo acima descrito é completamente natural.
A natureza é perfeita e trabalha em completa harmonia. Todos os problemas no mundo originam-se da nossa incongruência com as leis da natureza. Porque não entendemos que somos uma parte integral dela, tendemos a pensar que nossa atitude egoísta com cada pessoa não é relacionada com problemas como a crise ecológica. Na pratica, no entanto, tudo que fazemos afeta cada nível da natureza, incluindo a ecologia.


Nossa indiferença para com o ambiente está junto com a indiferença pelo próximo. Então, nós não podemos realmente tentar corrigir nossas relações com o ambiente enquanto ignoramos nossos relacionamentos com as pessoas.


A chamada sincera de Al gore para o mundo despertar-se e enfrentar o desafio ambiental é definitivamente importante. Mas, para entender, precisamos de um método que vai nos permitir revelar a situação completa da natureza, e isso vai nos permitir encontrar equilíbrio com todos os seus elementos, incluindo humanos.


Nos seus livros, cabalistas descrevem precisamente tal método. Descrevem um caminho passo-a-passo que leva mudanças reais e positivas. Elas começam pela correção das nossas relações com cada pessoa e leva a perfeição em cada reino das nossas vidas.

domingo, 7 de agosto de 2011

O ALTRUÍSMO E O PRINCÍPIO DA VIDA

O altruísmo se define como o velar pelo bem estar do próximo. A investigação sobre o altruísmo revela que não só ele existe na Natureza mas que ele é a base fundamental da existência de cada ser vivo.


Um objeto vivo é aquele que recebe do seu ambiente e lhe outorga. Todo organismo vivo compreende uma combinação de células e órgãos que trabalham juntos e se complementam entre si em perfeita harmonia. Nesse processo, estão obrigados a conceder, influenciar e ajudar-se mutuamente.  A lei da integração da célula e órgão de acordo com o principio altruísta de "um para todos" opera em cada organismo vivo.
 
Em compensação, a essência de toda matéria constitui diferentes medidas do desejo a ser satisfeito com poder, vitalidade e prazer.  A intensidade deste desejo cria vários níveis na Natureza: inanimado, vegetativo, animado, e humano. A intensidade do desejo determina, além disso, cada processo dentro destes níveis constitui e forma cada fenômeno deste mundo que existe antes de nós. Cada nível superior é uma manifestação de um desejo maior e contém todos os níveis anteriores.
 
Através da realização da unidade da Natureza segundo o principio de "um para todos", começamos a perceber a peculiaridade do fenômeno humano e seu lugar no mundo. A peculiaridade dos humanos, comparada ao  resto da Criação, radica não apenas no poder e na natureza dos desejos humanos como também o fato de que os desejos humanos mudam e evoluem continuamente.  Assim, esses são a força motivadora que estimula e faz evoluir a civilização.
 
Com exceção dos humanos, toda a Natureza consome apenas aquilo que necessita para seu sustento.  Os seres humanos desejam mais alimento, mais sexo e mais comodidade física do que necessitam para seu sustento. Este estado e especificamente certo com respeito aos  desejos unicamente humanos, na busca (sem fim) de riqueza, poder, honra, fama e conhecimento.
 
Os desejos que são necessários para a existência não são considerados egoístas, mas sim naturais, já que são ditados pela Natureza.  Estes desejos estão presentes no inanimado, vegetativo, animado assim como nos humanos.  Só os desejos que excedem aquilo que e necessário para a existência, são considerados egoístas.
 
Os únicos desejos que podem ser catalogados como altruístas são os desejos humanos, ainda que  isto seja determinado pelo uso que fazemos deles,  se de fato são altruístas ou egoístas. Além do fato que os desejos humanos crescem espontaneamente, estes incorporam prazer ao humilhar e ver o sofrimento dos outros.  Estes desejos não fazem parte de nossa natureza, mas são implantados em nos através da educação e do ambiente social.
 
O continuo desenvolvimento desses desejos indicam que não acabamos a nossa evolução, quer dizer, que ainda não conseguimos usá-los de maneira altruísta. Portanto, atualmente isto está criando uma grande crise simultânea ao progresso.
 
Como já foi mencionado antes, todas as forças da Natureza, com exceção do ego humano, estão em equilíbrio, formando um só sistema, e o homem e o único que perturba a harmonia dessas.  Tudo na Natureza está conectado e aspira alcançar o equilíbrio dentro de si e ao seu redor. A violação do equilíbrio conduz a uma desintegração do organismo, doença, e inevitavelmente a morte. A possibilidade de manter e restaurar o equilíbrio é uma condição necessária para a existência da vida.

PLANO PARA RESOLVER A CRISE GLOBAL
 
O objetivo das forças altruístas é formar valores dessa índole na sociedade. Os meios para modificar nosso comportamento de egoísta para altruísta é mudar nossas prioridades e escala de valores. Precisamos nos convencer de que a doação à sociedade é muito mais importante e valiosa do que receber dela. Em outras palavras, cada pessoa deve chegar a sentir satisfação muito maior do resultado de dar à sociedade do que uma aquisição egoísta.
 
A opinião pública é o único meio para facilitar esta meta porque a coisa mais importante para uma pessoa é a aprovação da sociedade.  Os seres humanos são feitos de tal forma que receber empatia da sociedade é o propósito de suas vidas. Este elemento é tão intrínseco que ninguém confessa que o propósito de cada ação é receber a estima da sociedade. A questão sobre a nossa motivação para realizar ações nos pega desprevenidos.  É provável debatermos sobre o motivo, ter curiosidade, incluindo o dinheiro, mas não admitiremos qual é o verdadeiro incentivo, o reconhecimento da sociedade!
 
Como se mencionou previamente, os humanos são feitos de tal forma que o ambiente humano determina todas nossas predileções e valores. Nós estamos completa e involuntariamente controlados pela opinião publica. Esta é a razão pela qual a sociedade pode inculcar nos seus membros qualquer tipo de comportamento e qualquer valor, inclusive o mais abstrato.
 
Um bom exemplo do poder da sociedade é o atual sistema de consumo de bens. Assim a sociedade, sistematicamente, se envolve em criar valores artificiais e modas, levando desta maneira a um maior consumo. Para permitir a formação de valores altruístas na sociedade humana, sua parte altruísta deve unir-se e influir nos meios de comunicação em massa, instituições educativas, assim como em diversas classes e organizações sociais.
 
O público deve ter conhecimento a respeito do seguinte:
   -as propriedades do mundo e sua totalidade (integridade), o propósito e o programa;
   - a essência da crise;
   - a causa da crise: a natureza egoísta da humanidade;
   - e a possibilidade de superá-la somente através da mudança da natureza humana.

O perigo de uma situação critica exige que a humanidade - sem o medo de autodestruição - exalte o valor máximo do altruísmo utilizando os meios massivos de comunicação e todos os outros meios possíveis.   Uma continua e decidida formação da opinião publica fornecera a cada pessoa o ambiente que a empurre a outorgar para a sociedade.
 
A modificação das tarefas da sociedade requer a mudança dos sistemas educacionais e de planos, começando muito cedo. Além disso, exigirá transformações cardinais em todas as áreas de educação e cultura.  Todos os métodos de comunicação terão que elogiar e valorizar os eventos de acordo com o seu beneficio para a sociedade, assim como criar um ambiente de doação em relação a ela. Com o uso de cada um dos meios massivos de disseminação, publicidade, persuasão e educação, a nova opinião pública deve, aberta e decididamente, denunciar as ações egoístas e exaltar as ações altruístas como sendo o valor mais apreciado.
 
Através da influência decidida do ambiente, todos aspirarão a receber da sociedade unicamente o necessário para o seu sustento e não medirá nenhum esforço para beneficiá-la, a fim de receber o reconhecimento da mesma.
 
No principio, todos trabalharão para ajudar a sociedade sob a pressão e influência do ambiente. Mas o apoio e reconhecimento das ações por parte dela dariam uma satisfação tão completa que as pessoas começarão a valorizar o ato de outorga à sociedade como o valor máximo e único, ainda que sem a recompensa do ambiente por cada ação de doação. Este processo elevará o nível de consciência humana ao nível da nova civilização.
 
Graças as atividade das forcas altruístas no mundo, ela será conduzida ao equilíbrio com a Natureza. A humanidade receberá o apoio necessário para a redução significativa dos sintomas da crise. E então se produzira uma transformação positiva e total que se manifestara na ecologia, na sociedade e em todos os campos da vida.




Estraído do Livro: Torre de Babel – Último Andar  Israel e o futuro da Humanidade de
Rav Dr. Michael Laitman

domingo, 24 de julho de 2011

MUDANDO A SOCIEDADE PARA MUDAR A MIM MESMO


A Natureza não apenas nos “condena” a uma constante fuga do sofrimento, e a uma contínua busca pelo prazer, ela também negou-nos a habilidade de determinarmos o tipo de prazer que desejamos. Em outras palavras, nós não podemos controlar o que queremos, e os desejos surgem do nada dentro de nós sem prévio aviso e sem perguntar a nossa opinião sobre o assunto.


A Natureza não apenas criou nossos desejos, ela também proveu-nos com um jeito de controla-los. Se lembrarmos que somos todos partes da mesma alma, aquela de Adam ha Rishon, será fácil para nós entendermos que o jeito de controlarmos nossos desejos é afetando a alma inteira, ou seja, a humanidade, ou ao menos uma parte dela.

Vejamos isso desta forma: Se uma única célula quisesse ir para a esquerda, mas o resto do corpo quisesse ir para a direita, a célula teria de ir para a direita, também. Assim seria, a não ser que ela convencesse o corpo inteiro, ou a maioria esmagadora das células, ou o “governo” do corpo de que seria melhor ir para a esquerda.

Assim, mesmo que não possamos controlar os nossos próprios desejos, a sociedade pode e os controla. E porque podemos definir nossa opção de sociedade, podemos definir o tipo de sociedade que nos afetará da maneira que pensamos ser a melhor. Explicando em poucas palavras, podemos usar as influências sociais para controlarmos nossos próprios desejos. E ao controlarmos nossos desejos, controlaremos nossos pensamentos e finalmente, nossas ações.

O Livro do Zohar, acerca de dois mil anos atrás, já tinha descrito a importância da sociedade. Mas desde o século XX, quando se tornou óbvio que somos dependentes uns dos outros para a sobrevivência, a utilização eficaz de nossa dependência social tornou-se vital para o progresso espiritual. A suprema importância da sociedade é uma mensagem que o Cabalista Yehuda Ashlag torna clara em vários de seus ensaios, e se seguirmos sua linha de pensamento entenderemos porque.Ashlag diz que o maior desejo de cada um, admita ele ou não, é ser querido pelos outros e obter sua aprovação. Isto não apenas nos dá um senso de confiança, mas afirma nossa possessão mais preciosa – nosso ego. Sem a aprovação da sociedade, sentimos que nossa própria existência é ignorada, e nenhum ego pode tolerar a rejeição. É por isso que as pessoas freqüentemente chegam a extremos para ganharem a atenção dos outros.

E porque nosso maior desejo é obter a aprovação da sociedade, somos compelidos a nos adaptar a (e adotar) as leis de nosso ambiente. Estas leis determinam não apenas nosso comportamento, mas definem nossa atitude e caráter com relação a tudo que fazemos e pensamos. Esta situação nos faz incapazes de escolhermos coisa alguma – seja a maneira que vivemos, ou nossos interesses, ou como aproveitamos nosso tempo livre, ou até a comida que comemos e as roupas que vestimos.

Além disso, mesmo quando escolhemos nos vestir de forma contrária à moda ou independente dela, nós continuamos (tentando ser) indiferentes a um determinado código social que escolhemos ignorar. Em outras palavras, se a moda que escolhemos ignorar não tivesse existido, nós não teríamos a ignorado e teríamos provavelmente escolhido um código de vestuário diferente.Enfim, a única maneira de mudarmos a nós mesmos é mudando as normas sociais de nosso ambiente.

QUATRO FATORES

Mas se não somos nada além de produtos de nosso ambiente, e se não existe real liberdade no que fazemos, no que pensamos, no que queremos, podemos ser considerados responsáveis por nossas ações? E se não somos responsáveis por elas, quem é? Para respondermos estas perguntas precisamos primeiro entender os quatro fatores que nos compõem, e como podemos trabalhar com eles para adquirirmos a liberdade de escolha. De acordo com a Cabalá, somos todos controlados por quatro fatores:

1. A “base”, também chamada de “matéria primária”;
2. Atributos imutáveis da base;
3. Atributos que mudam através de forças externas;
4. Mudanças no ambiente externo.
Vejamos o que eles significam para nós.

1. A Base, a Matéria Primária
Nossa essência imutável é chamada de “a base.” Eu posso estar feliz ou triste, pensativo, nervoso, sozinho ou com os outros. Com qualquer ânimo e em qualquer sociedade, o eu básico nunca muda. Para entendermos o conceito de quatro fases, pensemos no desenvolvimento e na morte das plantas. Considere um ramo de trigo. Quando uma semente de trigo se decompõe, ela perde sua forma completamente. Mas mesmo que ela tenha perdido sua forma completamente, apenas um novo ramo de trigo irá emergir daquela semente, e nada mais. Isto é assim porque a base não se alterou; a essência da semente permaneceu aquela do trigo.

2. Atributos Imutáveis da Base
Assim como a base é imutável e o trigo sempre produz novo trigo, a maneira em que a semente de trigo se desenvolve é também imutável. Um único caule pode produzir mais de um caule no novo ciclo de vida, e a quantidade e a qualidade dos novos germes pode mudar, mas a própria base, a essência da forma anterior do trigo, permanecerá inalterada. Resumindo, nenhuma outra planta pode crescer de uma semente de trigo além do trigo, e todas as plantas de trigo sempre passarão pelo mesmo padrão de crescimento do momento em que germinarem ao momento em que secarem. Similarmente, todas as crianças humanas amadurecem pela mesma seqüência de crescimento. É por isso que nós (mais ou menos) sabemos quando uma criança deverá começar a desenvolver determinadas habilidades, e quando ela poderá começar a comer determinados alimentos. Sem este padrão fixo, nós não poderíamos traçar a curva de crescimento dos bebês humanos, ou de nenhuma outra coisa, no que diz respeito ao assunto.

3. Atributos que Mudam através de Forças Externas
Mesmo que a semente permaneça o mesmo tipo de semente, sua aparência pode mudar como resultado das influências ambientais tais como a luz do sol, o solo, os fertilizantes, a umidade, e a chuva. Assim, enquanto o tipo de planta permanece sendo o trigo, sua “embalagem”, os atributos da essência do trigo, podem ser modificados através dos elementos externos. Similarmente, nossos ânimos mudam na companhia de outras pessoas ou em diferentes situações mesmos que os nossos egos (bases) permaneçam os mesmos. Algumas vezes, quando a influência do ambiente é prolongada, ela pode não apenas mudar nosso ânimo, mas até nosso caráter. Não é o ambiente que cria novos traços em nós; apenas acontece que o estar no meio de um determinado tipo de gente encoraja certos aspectos de nossa natureza a tornarem-se mais ativos do que eram antes.

4. Mudanças no Ambiente Externo
O ambiente que afeta a semente é em si afetado por outros fatores externos tais como as mudanças climáticas, a qualidade do ar, e plantas próximas. É por isso que cultivamos plantas em estufas e fertilizamos a terra artificialmente. Nós tentamos criar o melhor ambiente para a planta crescer. Em nossa sociedade humana, nós constantemente mudamos nosso ambiente: nós promovemos novos produtos, elegemos governos, vamos a cursos de todos os tipos, e passamos o tempo com os amigos. Assim então, para controlarmos nosso crescimento, devemos aprender a verificar os tipos de pessoas com as quais passamos o tempo, mas o mais importante, são as pessoas que admiramos. Estas são as pessoas que nos influenciam mais.

Se nós desejamos nos tornar corrigidos – altruístas – precisamos saber quais mudanças sociais promoverão a correção, e então busca-las. Com este último fator – as mudanças no ambiente externo – nós moldamos nossa essência, mudamos os atributos de nossa base, e conseqüentemente determinamos nosso destino. É aí que temos liberdade de escolha.




Extraído  do livro: A Cabalá Revelada O Guia da Pessoa Comum para uma Vida Mais Tranqüila Rav Michael Laitman, PhD - Cap.6 pags. 134 a136
http://www.kabbalah.info/brazilkab/bibliotecaFrameset.htm

domingo, 10 de julho de 2011

ALCANÇANDO EQUILÍBRIO : SIM, NÓS PODEMOS (E DEVEMOS)


“O ser humano nunca verá o fim do tormento até... que amantes da sabedoria venham para manter o poder político, ou os mantenedores do poder... tornem–se amantes da sabedoria.
Platão, A República


 A mudança proposta não é superficial, mas sim, uma mudança fundamental que vai além de como nós construímos o sistema econômico. É uma  mudança no nosso entendimento da vida, e como obter um resultado, da sociedade que vivemos. Para que esta mudança dure, necessitamos nos conscientizar que em nosso estágio de desenvolvimento humano, nós como indivíduos não podemos prosperar a menos que todo o mundo prospere também.

No passado era suficiente ser bom para nossas famílias. Fazendo isso nós nos equilibrávamos com a força de doar da natureza no único nível de que tínhamos consciência – nossas famílias. Depois disso, como nossas comunidades cresceram, precisávamos tornar-nos conscientes de grupos maiores, e aprendemos que não era o suficiente ser bom apenas para a nossa própria família, mas também oferecer cuidados e bondade para as pessoas da nossa cidade. Isso nos colocou em equilíbrio com as forças de doação ao nível da comunidade.

Depois crescemos mais e necessitamos equilibrar-nos com a força da natureza de doação em nível nacional, além das nossas cidades e famílias. Hoje precisamos fazer o mesmo para todo o mundo. Nossa consciência, se estamos conscientes ou não disso, agora engloba toda a humanidade. Então para nos equilibrarmos com a força de doação da natureza, nós devemos ser positivos e contribuir com todos, em todas as partes.

A conseqüência de não fazer isso é a crise que vemos desdobrando-se diante dos nossos olhos. Isso não é Castigo de alguma força superior, mas um resultado natural da desobediência da lei da natureza, similar a uma dor sentida quando desobedecemos à lei da gravidade e pulamos do telhado sem uma própria preparação ou equipamento. Para nós humanos a nossa melhor defesa é a consciência.

E porque a consciência do desejo da natureza de doar é o nosso primeiro e mais importante instrumento, o que devemos fazer primeiro é ensinar aos nossos políticos sobre o papel e importância do mesmo. Nós devemos mostrar-lhes que nós não estávamos conscientes até agora, e que a falta disso nos nossos pensamentos é a causa desta crise de hoje. Desta forma os políticos, que são mais sensíveis ao que funciona e ao que não funciona, saberão como e o porquê da necessidade de mudar sua política para que sejam adaptadas a este novo requisito atual.

Mas já que políticos e pessoas do Estado vivem o dia a dia num sistema egoísta de políticas, eles rapidamente se tornarão conscientes das discrepâncias entre as imperfeições do sistema falho existente e o perfeito, ou equilibrado. De fato, este processo começou espontaneamente no minuto em que a crise econômica estourou.

O discurso de Barack Obama no dia 20 de janeiro de 2009, na igreja batista Ebenezer em Atlanta, Geórgia, é um belo exemplo de tal consciência: “unidade é a grande necessidade imediata – é  a grande necessidade desta hora. Não porque soa agradável ou
porque nos faz sentir melhor, mas porque e a única maneira pela qual poderemos superar a deficiência que existe em nosso país. Eu não estou falando do déficit do orçamento. Eu não estou falando do déficit das contas de comércio. Eu não estou falando do déficit de  boas idéias ou bons planos. Eu estou falando de uma deficiência moral. Eu estou falando da deficiência da empatia. Eu estou falando de uma incapacidade de nos reconhecer nos outros; entender que somos os guardadores do nosso irmão; que somos os guardadores de nossa irmã; que estamos todos amarrados uns aos outros em uma só peça de vestuário do destino”.

À luz disto, tudo o que nós precisamos fazer é adicionar o adesivo, a substância que irá fazer esta peça de vestuário mais forte, e ao mesmo tempo macia e suave. E esta substância é a consciência de que nos unindo,  estamos nos alinhando com a força de doação da natureza. Alcançar unidade entre os políticos não significa o fim dos debates e dos conflitos, mas com ambos desejos da natureza na mente, conflitos podem tornar-se um terreno fértil para mudanças.

Da mesma forma que a opinião pública muda através da mídia, como já se sabe os políticos não ficarão preocupados em perder seus votos porque eles perderam argumentos políticos. Ao contrario, se um político é capaz de mudar sua visão depois de realizar que é de interesse público tomar uma outra direção, os constituintes irão considerar esta flexibilidade um ato de força. Mais ainda, fazendo isso, os políticos se tornam mais responsáveis pelo sucesso da nova direção, tendo seriamente debatido os seus prós e contras antes de decidirem a seu favor.

Os políticos podem dizer aos eleitores, “veja eu ponderei todas as opções e conclui que a idéia do meu oponente trará maior benefício para o público que a minha, e por isso eu acho que vocês deveriam apoiá-la”. Esta é uma responsabilidade ainda maior do que aquela de “ganhar” o debate. Com esta abordagem, não só a unidade será realçada, mas as idéias serão ensinadas muito mais detalhadamente.

Políticas internacionais deverão tambem mudar da mesma forma. Na era global, cuidar do mundo é muito mais importante que cuidar apenas do nosso País. Naturalmente a moda deverá ser compartilhada por todas as nações para ter sucesso. Será necessário que todos nós saibamos sobre os dois desejos que sustentam as fundações do nosso mundo. Sem este conhecimento, isolamento e protecionismo irão prevalecer e guerras irão estourar. Com isso, finalmente teremos a oportunidade de alcançar a genuína paz mundial.






Garanta Sua Saída da Crise: Como Você Pode Sair Forte da Crise mundial -  Michael Laitman, PhD -  Cap.14, págs 87 a 92

domingo, 15 de maio de 2011

Correção do Mundo – Parte I

Definição do problema: A queda livre do mundo para uma crise global e uma ameaça a falta de recursos naturais (água, óleo e assim por diante) tornam-se necessárias para a transformação da economia global em uma economia de consumo razoável.

Muitas pessoas, incluindo empresários, economistas, políticos e outras pessoas concordam com essa conclusão. No entanto, ninguém pode imaginar a possibilidade da existência humana, sem concorrência, de acordo com o princípio de “a cada um segundo suas necessidades.” É ainda mais difícil imaginar uma coordenada transição pacífica para uma razoável produção, limitada produção e consumo.

O futuro parece ser uma sociedade de consumo razoável ​​criado por alguns sobreviventes da guerra mundial. É uma opção uma transição pacífica para a prática do consumo razoável?

A solução para uma transição pacífica para um consumo razoável: Precisamos criar uma massa crítica de pessoas inteligentes que percebem que o sistema atual não funciona mais. O papel (causa) da crise é aumentar radicalmente o número de pessoas preparadas para avaliar os problemas reais com sabedoria e bom senso. 

A principal tarefa durante este período é o de maximizar o número de pessoas que estão conscientes do problema, explicando os mecanismos reais que operam no mundo, para que sua atitude para com o mundo seja objetiva, construtiva e baseada no correto sistema de valor. 

Este período termina quando o número de pessoas compreenderem corretamente o problema da humanidade e se torna grande o suficiente para produzir um impacto significativo na sociedade.

Desenvolvimento de modelo de uma sociedade razoável de consumo, garantindo o seu desenvolvimento normal: O modelo consiste em peças econômicas e espirituais.

O desenvolvimento espiritual e o cumprimento têm que compensar a necessidade humana de crescimento econômico para além do que é necessário. Implementação do modelo de:

1. criação e melhoria de uma rede de educação. Ensinar sobre a vida segundo o modelo desenvolvido de uma sociedade de consumo razoável e real.

2. Implemetação.



Tarefas urgentes:

Hoje, estamos no meio da primeira das quatro fases:
O desenvolvimento de uma estrutura de rede que explicaria o estado crítico da humanidade e o único modelo sustentável da sociedade do futuro para a população adulta. Definindo os princípios da educação integral das crianças, que são necessários para fornecer-lhes as capacidades de sobrevivência nas novas (integral) condições da natureza.
O desenvolvimento de um modelo econômico.
O desenvolvimento de um modelo espiritual.
A promoção do espiritual e modelos econômicos para o mundo através da estrutura da rede.

Artigo publicado no Blog  do Rav  Michael Laitman em 15.05.2011