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sábado, 31 de julho de 2010

Crise Mundial e a Resolução

Crise e a Resolução

Um artigo escrito para o Fórum do Espírito Mundial em Arosa, Suíça, Janeiro de 2006.


Conteúdo:
*A Crise
*Altruísmo é o princípio da vida
*Surgimento de um conflito
*O prazer eterno existe somente em desejos altruístas
*Um longo caminho e um curto para a resolução da crise
*Altruístas e egoístas na sociedade
*Plano para resolver a crise
*Criando uma nova civilização
*O time de resgate da Humanidade

Apêndice: Plano tático de curto e médio prazo
*Objetivos do plano
*Trabalho colaborativo
*Centro de informação
*Departamento de informação e explicação (em ordem de prioridades)
(I) Internet
(II) Comunicação de massa
*Publicações impressas
*Áudio
*Propaganda
*Colaboração com organizações similares
*Aproximando-se de instituições globais
*Possibilitar a criação de um centro de pesquisa internacional pelo altruísmo
*Proposta para pressionar corporações a se tornarem benevolentes
*Exemplos práticos de implementação dos conceitos acima
*Urgência


A Crise
A crise global da humanidade é óbvia. Depressão, drogas, desintegração das famílias, terrorismo, sistemas sociais não sustentáveis, a ameaça de uso de armas nucleares e catástrofes ecológicas são os seus sinais.  O novo livro do professor Ervin Laszlo, “O ponto do caos”, apresenta uma descrição compreensiva da crise.

O crescente risco do uso de armas nucleares, que pode acontecer, deixa clara a ameaça para a existência de toda a humanidade. Muitos cientistas acreditam que a humanidade não tem muito tempo para prever que a crise evolua ao ponto de uma guerra termonuclear ou uma catástrofe global ecológica.

Embora os sinais de uma crise sejam evidentes, como regra, sua existência e agravação são encobertas por governos, organizações sociais, cientistas, sociólogos e psicólogos. A razão pelo deliberado encobrimento da crise está no fato de que os que a dissimulam não vêem meios de corrigir o seu estado atual. Então, a “política avestruz” meramente agrava o problema e acelera a catástrofe que está por vir.

Um provérbio médico diz que “um diagnóstico preciso é metade da cura”. O encobrimento da nossa doença e subestimação da sua gravidade constitui uma direta ameaça para a vida.
Embora o problema principal da civilização seja vencer a crise global, bem como resolvê-la, é requerido primeiro que seja resolvido o grave desafio de explicar o estado atual da crise ao público. Se o público entender a razão da crise e aceitá-la, isso, por si, vai facilitar a sua resolução. Hoje, muitas pessoas ainda estão procurando por uma solução no progresso científico, tecnológico, cultural e social, esquecendo o fato que depender desses para o progresso é o que nos trouxe atualmente para o nosso péssimo estado atual.


Para prever agravamento maior da crise, é exigido:
1. Reconhecer a existência da crise
2. Revelar as suas causas
3. Entender a existência de uma alternativa e possibilidades de resolução
4. Desenvolver um plano para resolver a crise
5. Executar o plano
De forma lamentável, não somente a humanidade bem como a sociedade estão num estado crítico. Toda a natureza está chegando à catástrofe junto conosco. Então, para entender a origem da crise, devemos analisar os princípios da própria natureza.


Altruísmo é o Princípio da Vida
Altruísmo é definido como preocupação pelo bem estar do próximo. Pesquisas acerca do altruísmo revelam que ele não somente existe na natureza, mas também é a base para a existência de cada ser vivo.

Um objetivo vivente é algo que recebe do seu ambiente e concede a ele. Cada organismo vivo engloba uma combinação de células e órgãos que trabalham juntos e complementam um ao outro em perfeita harmonia. Nesse processo, eles são obrigados a conceder, influenciar e ajudar um ao outro. A lei das integrações das células e órgãos está de acordo com o princípio altruístico de “um por todos” e opera em todo organismo vivo.
Reciprocamente, a essência de toda a matéria constitui diferentes medidas de um desejo a ser preenchido com poder, vitalidade e prazer. A intensidade desse desejo cria os vários níveis da natureza: inanimado, vegetal, animal e humano. A intensidade do desejo, além disso, determina cada processo dentro desses níveis, constitui e forma cada fenômeno do mundo na nossa frente. Cada nível superior é uma manifestação de um grande desejo e contém todos os níveis prévios.

Ao obter a unidade da natureza através do princípio “um por todos”, nós começaremos a perceber a exclusividade do fenômeno humano e seu lugar no mundo. A peculiaridade dos humanos, comparada com o resto da natureza, está não somente no poder do caráter dos seus desejos, mas no fato que os desejos humanos estão continuamente mudando e evoluindo. Então, esses desejos são a força motivadora que impulsiona e desenvolve a civilização.

Com a exceção dos humanos, toda a natureza consome somente o que precisa para o seu sustento. Humanos desejam mais comida, mais sexo e mais conforto físico do que precisam para o seu sustento. Essa situação é especialmente verdadeira em desejos que são únicos dos humanos, pela (sem fim) procura pela riqueza, poder, honra, fama e conhecimento.
Desejos por coisas que são necessárias para a existência não são considerados egoístas, porém, naturais, já que eles vêm de acordo com os comandos da natureza. Esses desejos estão presentes no reino inanimado, vegetal, animal, bem como nos humanos. Somente os desejos humanos que excedem o que é necessário para a existência são egoístas.

Em adição ao fato de que o desejo humano cresce exponencialmente, eles incorporam prazer em humilhar os outros, ou ao ver os outros sofrerem. Esses desejos não nos são dados pela natureza, mas infundidos em nós através da educação e ambiente social.

Nosso contínuo envolvimento com esses desejos indica que nós não completamos a nossa evolução. Somente esses desejos podem ser considerados altruístas ou egoístas, de acordo com o propósito que os usamos. No presente, seu desenvolvimento proporciona progresso junto à uma crise abrangente.

Como mencionado acima, todas as forças da natureza além do ego humano estão em equilíbrio, formando um único sistema, e somente o homem perturba sua harmonia. Tudo na natureza é unido e aspira por equilíbrio dentro de si e com seu ambiente que o cerca.  A violação do equilíbrio conduz à desintegração do organismo, doença e a morte do organismo. A possibilidade de manter e restaurar o equilíbrio é uma condição necessária par a existência da vida.


Surgimento de um Conflito
De toda a natureza, somente os seres humanos se relacionam com os outros tendo intenções maliciosas. Nenhuma outra criatura machuca, degrada, explora outra, produz prazer da opressão das outras ou aproveita sua aflição. O uso egoísta dos desejos humanos, com a intenção de se auto elevar à custa dos outros, leva a um precário desequilíbrio com o mundo que nos cerca. O egoísmo humano é a única força destrutiva que existe; então, o mundo não poderá prosseguir até mudarmos nossa abordagem para com a sociedade.
Egoísmo de uma parte traz a morte ao todo. Se uma célula num organismo vivo começa a se relacionar de maneira egoísta em relação às outras, ela se torna cancerígena. Tal célula começa a consumir as próximas que a cercam, indiferente a elas ou às necessidades de todo o organismo, e então, por fim, extingue todo o corpo incluindo a si mesma. O mesmo se aplica ao egoísmo humano com respeito à natureza: enquanto se desenvolve para si mesmo, separado do resto da natureza e não como uma parte integral dela, ele leva tudo à morte, incluindo a si mesmo.

As células podem existir, se desenvolver e se multiplicar somente através da interação como um único todo. A lei da interação altruísta funciona em todo o ser, exceto nos humanos; a eles, é dado o livre arbítrio para perceber totalmente a necessidade do altruísmo e para voluntariamente manter essa abrangente lei da natureza.

A globalização e o desenvolvimento da sociedade humana nos impulsionou a vermos o mundo como um único todo, abrangido por opostos. Ao pesquisar o espaço que nos cerca, revelam-se as interconexões entre todas as suas partes, o desenvolvimento da sua causa e efeito e o propósito das suas ações. A perfeição do mundo está na unidade dos seus elementos; que será concretizada somente através da coexistência de todas as porções da natureza, enquanto cada lado trabalha para sustentar todo o sistema.
Como mencionado antes, exceto para os humanos, toda a natureza completa a sua pré- destinação. Então, é evidente que o problema da humanidade é equilibrar os desejos excessivos de cada pessoa com a natureza, para se tornar uma parte integral e agir como um único organismo. Posto de maneira diferente, a tarefa da humanidade é se tornar altruísta.

O Restante do artigo está disponível no blog pessoal do rav dr. michael laitman, que pode ser acessado por este link.