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domingo, 31 de outubro de 2010

Pensei que eu Estivesse Aposentado, mas Eu Estou Agora Desempregado

Pensei que eu Estivesse Aposentado, mas Eu Estou Agora Desempregado

        Pete Latona

 Como tantas pessoas, meus planos de aposentadoria cuidadosamente elaborados, estão aos pedaços. Agora é   hora de superar o "jogo da culpa" e encontrar soluções próprias.
     
Eu me aposentei no final de 2006 com um plano financeiro moderado, organizado, que duraria para o decorrer da minha vida e de minha esposa, podendo ainda deixar algo para os filhos. Meu consultor financeiro e eu escolhemos um modelo de alocação de ativos adequado e precisamos de apenas 5% de retorno para nos prepararmos. Minha esposa e eu planejamos trabalhar como voluntários porque queríamos,  não porque precisássemos. Após muitos anos na América corporativa, essa pareceu ser uma ótima posição para ocuparmos - em nossos vislumbrados "anos dourados".

Ainda estou em um pouco chocado com tudo o que aconteceu nos mercados financeiros ao longo do ano passado. Por um lado, os acontecimentos se desdobraram em um piscar de olhos, e por outro, foi uma morte aos poucos. Meus planos de aposentadoria eram sólidos, organizados, mas agora eles se foram. Desapareceram. Morreram. Eles não  viverão novamente,  e fui deixado em choque, desespero, incredulidade e raiva para tentar descobrir o que fazer a seguir.

Buscando por respostas

O que eu quero saber é o seguinte: Quem é o responsável por tudo isso? Segui todas as regras. Coloquei meu dinheiro em investimentos seguros. Eu não apostei na habitação ou qualquer outro esquema para ficar rico. Talvez eu tenha ficado entusiasmado demais ao aceitar o conselho dos consultores financeiros, com todos os seus modelos de alocação de ativos e teorias de investimento a longo prazo. A história sempre se repete; o mercado funciona em ciclos, não é possível medir o mercado, e assim, no final, você compra e mantém os investimentos, confiando na teoria de que o que desce, acabará por subir ainda mais. Mas não acho que isso será assim desta vez. O imbróglio em que estamos agora parece ser  muito diferente. Ninguém está falando sobre a repercussão nas elevações do passado. Toda a conversa é sobre se podemos evitar os terríveis problemas de um colapso total do sistema.

Provavelmente há muita culpa por aí. Durante anos, quando eu ainda era uma parte da América corporativa, eu me irritava com os salários, gratificações, benefícios e o poder dado ao nosso CEO e a todos os CEOs. Os CEOs nos EUA contabilizam 450 vezes o salário do trabalhador médio, os CEOs nos rankings mais altos do país mais próximo, contabilizam  22 vezes o salário do trabalhador médio. Não é difícil perceber que algo estava terrivelmente errado, mas os tempos estavam se expandindo, o dinheiro estava sendo gerado, os preços das ações subiam, quem se importava? Claro que agora descobrimos que a maioria desses lucros eram apenas enganações,  e as pessoas que podiam, manipulavam seus caminhos para receber pagamentos enormes. As raposas invadiram as casas das galinhas, e todas fugiram.

Preciso voltar ao trabalho. Preciso ganhar um dinheiro comparável ao meu salário anterior, mas não será fácil. Minha idade e experiência de trabalho agem contra mim, não por mim. O mercado de trabalho está terrível, e nós atingimos 23 meses consecutivos de perda líquida de empregos. Não há fim à vista, mas ainda assim continuo minha busca diária de emprego, tento manter o pensamento positivo e rezo para  não perder tudo que trabalhei tanto para adquirir.


Um Caminho a Seguir

Sou uma pessoa otimista, mas está claro para mim que todas as regras mudaram. Eu não confio nos planos de estímulo econômico, apesar de eu apoiar este Presidente. Não vejo como podemos ‘escapar’ dessa bagunça. É como se estivéssemos tentando subornar o juiz a fim de evitar ir para a cadeia, mas o juiz é rígido e não aceita suborno. Algo me diz que devemos aceitar nossa sentença e aprender com tudo isso. Não tenho a pretensão de saber qual seria a lição ou lições advindas disso, mas tenho convicção que nossa vida tem que mudar, bem como nossos desejos. "Aquele que morrer com mais brinquedos, ganha" era um adesivo engraçado, mas não é mais. Acho que é hora de acabar com esta era de egoísmo, ganância e excesso de consumo. É hora de focarmos nas  necessidades e não nos desejos, e certamente não seremos prejudicados ao pensarmos em como nossas ações afetam o outro, e não apenas sobre "o que há para mim (em alguma situação)."

Há muitos de nós nessa situação. É como se estivéssemos presos em uma ilha e não há ninguém vindo em nosso socorro - certamente não do governo! Talvez aí se encontrem  nossas oportunidades. Aqueles de nós com prévia experiência sobre como as velhas regras não se aplicam mais, podem começar a criar as novas regras. Podemos encontrar a força, encorajando-nos uns aos outros. Nosso vínculo único, então, se expandirá para uma sensação de estarmos verdadeiramente conectados, e essa conexão será  tão boa e correta,  que começaremos a desejar mais dela. Ao nos nutrirmos dessa conexão, começaremos a perceber como nosso mundo poderia ser se cuidássemos uns dos outros, em vez de cuidarmos apenas de nós mesmos.

Por que não pôr isso em ação? Fala-se sobre isso freqüentemente, mas isso nunca foi implementado. O que temos a perder?