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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Quem é o Verdadeiro Inimigo na Guerra ente Rússia e Geórgia?

Nós podemos fazer acusações em qualquer direção, mas não encontraremos o inimigo em nenhuma parte “lá fora”, porque ele está dentro de nós. A Cabalá oferece uma nova tática para se opor a sua ofensiva.Não é Apenas um Problema da Georgia

A guerra entre a Rússia e a Geórgia parece ser apenas mais um conflito regional, considerando que a maioria de nós nunca ouviu falar dos territórios em discussão - Ossétia do Sul e Abkházia. Mas, como tudo o mais na era da globalização, o mundo todo está participando deste conflito e todos estão preocupados com as suas conseqüências.

“É importante que o mundo entenda que o que está acontecendo na Geórgia neste momento afetará a ordem mundial,” disse o ministro georgiano Temur Yakobashvili. “Não é apenas um problema da Geórgia, mas de todo o mundo” (Revista TIME). Todos os participantes deste jogo estratégico têm algo a perder ou algo a ganhar, e, conseqüentemente, suas próprias opiniões sobre quem está certo e quem está errado nesta guerra.

Os Estados Unidos dependem do apoio das tropas georgianas no Iraque. A Europa depende muito da Rússia no fornecimento de energia. Israel tem relações antigas com a Geórgia, mas também precisa da Rússia como aliada para combater a ameaça do programa nuclear Iraniano. Os países da Europa Oriental, como a Polônia, são altamente dependentes da Rússia em recursos, além de serem também mais suscetíveis de serem ameaçados por seu “irmão mais velho”.

Estas são apenas algumas das considerações que as nações têm quando formam suas opiniões sobre quem apoiar nesta guerra - e a cobertura dos meios de comunicação reflete esta complexidade. Não há falta de opiniões sobre o que realmente acontecendo na região do Cáucaso, quantos feridos existem até agora, quem está errado e quem está certo, por que esta guerra começou afinal (antes de mais nada), e quais serão suas conseqüências futuras, a longo prazo. Mas qual é realmente a causa da guerra, e a quem se deve realmente culpar?

Conheça o Seu Inimigo

Do ponto de vista da Cabalá, não importa como você interpreta os fatos e quem você culpa, todos os envolvidos são vítimas do maior de todos os agressores - o nosso próprio egoísmo humano.

Enquanto especialistas políticos, analistas econômicos, etnólogos e outros especialistas estão debruçados sobre suas mesas escrevendo relatórios complexos, estes estão simplesmente olhando no lugar errado. Eles estão julgando as conseqüências externas, mas ignorando a causa interna.

O egoísmo humano é o criminoso calculista e invisível que leva as pessoas a lutar, nações a se enfrentar, e milhares de civis inocentes a se tornarem vítimas da guerra. O egoísmo é uma força naturalmente enraizada dentro de nós, e enquanto formos movidos por ela, continuaremos a nos envolver em guerras e conflitos inconciliáveis.

O Caminho para a Paz

Na verdade, o nosso próprio egoísmo nos fará perceber que devemos nos separar dele. Mas se continuarmos esperando que este processo aconteça por si só, daremos espaço para maiores guerras e conflitos, os quais, como dissemos, estão se tornando cada vez mais globalizados. Seguindo por este caminho, o nosso egoísmo nos encurralará com grande sofrimento e, não obstante, nos forçará a reconhecer que devemos nos elevar acima dele.

A Cabalá oferece um outro caminho - a transformação pela escolha. Em vez de esperarmos o sofrimento nos convencer­ a nos livrarmos do egoísmo, podemos nos elevar acima do egoísmo de modo independente e começar a resolver as nossas diferenças a partir de um nível mais elevado de consciência. Escolhendo este caminho, experimentaremos um desenvolvimento estável e agradável em direção a um novo mundo de reciprocidade e doação.

A Cabalá oferece o método pelo qual todos possam aprender a transcender o egoísmo e desenvolver sistematicamente um novo sentido da nossa realidade.

Assim como as conseqüências da guerra são um problema de todos, a sua causa é responsabilidade de todos. Conseqüentemente, a abordagem pragmática dos Cabalistas visa disseminar abertamente o único método que pode nos elevar acima do nosso egoísmo hostil, e nos conduzir à uma realidade pacífica.

Post original do Jornal Kabbalah Today Traduzido por Marcelo Pinto.

Mulher: A Origem da Vida (Espiritual)

Nós mulheres sempre queremos algo. Até que enfim, há uma explicação para este fenômeno - leitura recomendada para homens e mulheresUm estudo publicado na edição de Julho do Journal of Happiness Studies (Jornal de Estudos da Felicidade) informa que, embora as mulheres comecem a vida adulta mais felizes do que os homens, elas são menos felizes quando atingem a meia-idade. O estudo analisa dois fatores de bem-estar - financeiro e familiar, e revela que os homens e mulheres transformam as aspirações de modo diferente. Em outras palavras, os nossos desejos são diferentes.

Se procurarmos por um padrão, descobriremos que os homens tendem a ficar mais facilmente satisfeitos com fontes materiais de satisfação, tais como bens de consumo, uma bela casa, um carro vistoso, viagens e esportes. Embora as mulheres também desejem algumas destas coisas, tendem a almejar algo mais. À medida que elas se tornam maduras, percebem que as coisas materiais não trazem uma satisfação duradoura. Não importa o quanto elas ganhem, quão bom seja o seu casamento ou bem sucedida a sua carreira, elas ainda são mais susceptíveis a ficar insatisfeitas.

A Percepção da Mulher

Na verdade, uma mulher percebe tudo de modo distinto do homem. Ela tem percepções adicionais porque dá à luz a nova vida. Isso é óbvio no mundo físico, mas também é verdadeiro no mundo espiritual. Uma mulher, sendo a “fonte da nova vida”, também sente mais intuitivamente a vontade de uma nova vida espiritual. Os homens, por outro lado, tem de trabalhar mais para desenvolver este desejo, pois ele não surge naturalmente neles.

O desejo latente que as mulheres têm pela espiritualidade é justamente a razão pela qual elas crescem insatisfeitas com tudo que têm. Consciente ou inconscientemente, as mulheres começam a buscar uma fonte mais intensa de satisfação, que resulta em seu persistente sentimento de descontentamento com qualquer coisa que possuam no mundo físico.
Homens, Mulheres e a Satisfação Espiritual

O desejo pela espiritualidade vem do fundo do coração. Os Cabalistas referem-se a ele como “o ponto no coração”, que é uma pequena “centelha” de espiritualidade. Uma vez despertado, ele continua a crescer, levando-nos mais alto no mundo espiritual até que ele preencha toda a nossa experiência e percepção.

Tanto os homens quanto as mulheres podem sentir esse desejo, mas a mulher é mais apta a persegui-lo seriamente. Tão logo ela sinta as novas possibilidades oferecidas por este novo desejo, seu foco se desloca diretamente para ele. Ela percebe intuitivamente que ele é a única coisa capaz de trazer satisfação duradoura, realização e felicidade verdadeira.

Entretanto, uma mulher não pode desenvolver este desejo isoladamente. Ela o desenvolve exatamente compartilhando sua paixão pela espiritualidade com todos a sua volta. Ela é capaz de incitar nos outros uma paixão por desvendar e atingir o mundo espiritual, e assim cumprir seu papel feminino como a origem da vida, cultivando vida espiritual nos outros.

Por incrível que pareça, uma forma do homem expandir o seu desejo espiritual é absorvendo-o de uma mulher. Diferentemente das mulheres, no entanto, a natureza dos homens não é baseada no desejo, mas na satisfação do desejo. Por isso, quando os homens desenvolvem sua centelha espiritual, permitem que o desejo da mulher seja satisfeito. Isso porque no mundo espiritual, não existem corpos, mas apenas desejos e propriedades. Através da percepção de sua natureza espiritual, as mulheres fornecem um desejo espiritual, e os homens fornecem uma satisfação para este desejo.

É assim que homens e mulheres complementam-se um ao outro espiritualmente, e permite que ambos alcancem um estado de perfeição e satisfação sem limites.

Post original do Jornal Kabbalah Today Traduzido por Marcelo Pinto.

sábado, 8 de novembro de 2008

No Olho do Furacão

O que leva a natureza ao desequilíbrio, e o que podemos fazer para salvar este planeta?


Um Caminho Ameaçador

Aconteceu de novo. As Ilhas do Caribe e os EUA sofreram um triplo golpe: primeiro o furacão Gustav, depois o Hannah e agora o Ike. O primeiro trouxe o medo de que a enorme devastação e perda de vidas ocorrida durante o furacão Katrina’s pudesse ocorrer de novo fazendo milhões abandonarem suas casas na área de Nova Orleans. Felizmente, a tempestade perdeu sua força antes de entrar no continente e o antecipado desastre foi embora.

Nova Orleans escapou desta vez, mas o Haiti não foi tão afortunado. A rápida seqüência de quarto furacões, começando com o Faye em meados de agosto, resultou numa destruição catastrófica na infra-estrutura da ilha. Embora a perda de vidas inicialmente tenha sido relativamente baixa, espera-se que o desastre humanitário conseqüente deverá tirar centenas de vidas via doenças e fome.

E agora, a costa do Texas foi atingida pelo Ike. A cidade de Galveston foi inundada, incêndios surgiram em areas inacessíveis aos bombeiros e milhões ficaram sem energia em Houston, possivelmente por semanas.

É fácil atentar para os eventos que ocorrem próximos ao lar, mas os ataques violentos da natureza não tem uma preferência geográfica. Teme-se que milhares tenham perecido após as enchentes em função das monções na Índia que forçaram as águas de um granade rio além de suas margens, derramando toneladas de água sobre os vilarejos abaixo. Em maio, a China foi atingida por um intense terremoto de 8.0 graus que deixou quase 70.000 pessoas mortas e 20.000 desaparecidas mesmo após vários meses depois.

Do outro lado do mundo, o vulcão Chaiten no Chile entrou em erupção após milhares de anos de silêncio. Cidade vizinhas foram evacuadas já que rochas vulcânicas e lava ameaçavam engoli-las.

A despeito de nossos tremendos avanços em tecnologia e ciência, a Natureza continua a nos lembrar o quão impotentes na realidade somos. Mas há algo que podemos fazer a fim de prevenir a próxima catástrofe? De fato há muita coisa que podemos fazer. E isso começa por entender nosso relacionamento com a Natureza.

O Balanço Natural
Se olharmos atentamente a Natureza, observaremos um constante equilíbrio entre todas as suas partes. Todos os elementos são interconectados e interdependentes ao ponto de que modificando até mesmo um pequeno detalhe pode desequilibrar todo o sistema. O sistema rapidamente se ajusta, entretanto, de forma a restaurar o equilíbrio.
Isto é mais fácil de ser observado em uma pequena escala. Se você pega um cubo de gelo num dia de verão ele rapidamente derreterá enquanto a temperatura do ar adjacente cairá muito pouco. Os extremos de calor e frio se contrabalançam até atinjam o equilíbrio. O mesmo fenômeno ocorre na Nature numa escala maior, embora este balanço de temperatura e pressão possa, temporariamente, resultar em eventos violentos que chamamos de furacões, tufões ou tornados.

O princípio do equilíbrio também se aplica ao reino animal. Todo elemento no ecossistema, seja animal ou vegetal, opera de forma a garantir o equilíbrio e harmonia do sistema. Não se engane com as cenas desagradáveis de violência do último documentário sobre a natureza que você assistiu. Embora a Natureza possa parecer cruel em sua apresentação, um olhar mais apurado mostra que toda sua luta é realmente no sentido de aumentar seu equilíbrio interno. A Dra. Jane Goodall, a famosa pesquisadora de chimpanzés que passou anos de sua vida na floresta, testemunha sobre isso quando compartilha sua experiência: “Senti que não há sequer uma única força do mal na Natureza, mas somente puro amor”.
O Desequilíbrio Egoístico
Humanos, por outro lado, são as únicas criaturas que sempre causam distúrbios no perfeito equilíbrio da Natureza. Nossa única preocupação é conosco mesmo ignorando o equilíbrio e bem estar de todo o sistema. Por isso nos permitimos explorar uns aos outros e, até mesmo, crescermos sobre a ruína dos outros. De fato, tendemos a ver a Natureza como algo a ser usado para nosso próprio benefício.

Nem sempre entendemos as conexões entre nossas ações e a resposta da Natureza, mas “ignorância da lei não é desculpa”. E à medida que tentamos nos convencer que elaborar sistemas de contenção, ferramentas high-tech e sistemas de alerta precoce nos manterá seguros, a Natureza repetidamente nos demonstra que não estamos livres de suas leis.

Harmonizando com a Natureza
A sabedoria da Kabbalah nos diz que somos parte integral da Natureza. Mesmo que não entendamos isso, quando nos relacionamos egoisticamente entre nós e com o meio ambiente, desequilibramos todo o sistema. Por sua vez, a Natureza, inevitavelmente aplica forças “corretivas” a fim de re-equilibrar seu sistema. E quanto mais vamos em direção ao egoismo, mais extremos são os meios que a Natureza utiliza para forçar seu retorno ao equilíbrio. Eventualmente, seremos forçados a reconhecer que somente a Natureza pode vencer esta batalha.

Mas nós não temos escolha. Podemos escolher alinhar-nos com o sistema da Natureza, ao invés de lutar com ele. Portanto, se desejamos solucionar a crise ecológica, temos que aprender como funciona a Natureza e implementar seus princípios em nossa sociedade.
Para isso, devemos primeiro juntar os vários sistemas de informação a fim de tornar de conhecimento público a causa de de nossa crise ecológica - consistente e contínua violação do equilíbrio da Natureza. Em paralelo, devemos criar a maior consciência possível de que toda a natureza é um corpo multicelular em que todas as células estão conectadas e dependentes de outras células. A fim de que a sociedade humana esteja em equilíbrio com a Natureza, deve começar a operar como um corpo único, interconectado e interdependente.

Se reconhecermos que humanidade e Natureza são um, e trabalharmos para mudar o relacionamento entre nós de separação para unificação, então devolveremos o equilíbrio de volta à Natureza e, assim, alcançaremos segurança.

Texto do jornal Kabbalah today traduzido por Marcelo Pinto.