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sábado, 8 de novembro de 2008

No Olho do Furacão

O que leva a natureza ao desequilíbrio, e o que podemos fazer para salvar este planeta?


Um Caminho Ameaçador

Aconteceu de novo. As Ilhas do Caribe e os EUA sofreram um triplo golpe: primeiro o furacão Gustav, depois o Hannah e agora o Ike. O primeiro trouxe o medo de que a enorme devastação e perda de vidas ocorrida durante o furacão Katrina’s pudesse ocorrer de novo fazendo milhões abandonarem suas casas na área de Nova Orleans. Felizmente, a tempestade perdeu sua força antes de entrar no continente e o antecipado desastre foi embora.

Nova Orleans escapou desta vez, mas o Haiti não foi tão afortunado. A rápida seqüência de quarto furacões, começando com o Faye em meados de agosto, resultou numa destruição catastrófica na infra-estrutura da ilha. Embora a perda de vidas inicialmente tenha sido relativamente baixa, espera-se que o desastre humanitário conseqüente deverá tirar centenas de vidas via doenças e fome.

E agora, a costa do Texas foi atingida pelo Ike. A cidade de Galveston foi inundada, incêndios surgiram em areas inacessíveis aos bombeiros e milhões ficaram sem energia em Houston, possivelmente por semanas.

É fácil atentar para os eventos que ocorrem próximos ao lar, mas os ataques violentos da natureza não tem uma preferência geográfica. Teme-se que milhares tenham perecido após as enchentes em função das monções na Índia que forçaram as águas de um granade rio além de suas margens, derramando toneladas de água sobre os vilarejos abaixo. Em maio, a China foi atingida por um intense terremoto de 8.0 graus que deixou quase 70.000 pessoas mortas e 20.000 desaparecidas mesmo após vários meses depois.

Do outro lado do mundo, o vulcão Chaiten no Chile entrou em erupção após milhares de anos de silêncio. Cidade vizinhas foram evacuadas já que rochas vulcânicas e lava ameaçavam engoli-las.

A despeito de nossos tremendos avanços em tecnologia e ciência, a Natureza continua a nos lembrar o quão impotentes na realidade somos. Mas há algo que podemos fazer a fim de prevenir a próxima catástrofe? De fato há muita coisa que podemos fazer. E isso começa por entender nosso relacionamento com a Natureza.

O Balanço Natural
Se olharmos atentamente a Natureza, observaremos um constante equilíbrio entre todas as suas partes. Todos os elementos são interconectados e interdependentes ao ponto de que modificando até mesmo um pequeno detalhe pode desequilibrar todo o sistema. O sistema rapidamente se ajusta, entretanto, de forma a restaurar o equilíbrio.
Isto é mais fácil de ser observado em uma pequena escala. Se você pega um cubo de gelo num dia de verão ele rapidamente derreterá enquanto a temperatura do ar adjacente cairá muito pouco. Os extremos de calor e frio se contrabalançam até atinjam o equilíbrio. O mesmo fenômeno ocorre na Nature numa escala maior, embora este balanço de temperatura e pressão possa, temporariamente, resultar em eventos violentos que chamamos de furacões, tufões ou tornados.

O princípio do equilíbrio também se aplica ao reino animal. Todo elemento no ecossistema, seja animal ou vegetal, opera de forma a garantir o equilíbrio e harmonia do sistema. Não se engane com as cenas desagradáveis de violência do último documentário sobre a natureza que você assistiu. Embora a Natureza possa parecer cruel em sua apresentação, um olhar mais apurado mostra que toda sua luta é realmente no sentido de aumentar seu equilíbrio interno. A Dra. Jane Goodall, a famosa pesquisadora de chimpanzés que passou anos de sua vida na floresta, testemunha sobre isso quando compartilha sua experiência: “Senti que não há sequer uma única força do mal na Natureza, mas somente puro amor”.
O Desequilíbrio Egoístico
Humanos, por outro lado, são as únicas criaturas que sempre causam distúrbios no perfeito equilíbrio da Natureza. Nossa única preocupação é conosco mesmo ignorando o equilíbrio e bem estar de todo o sistema. Por isso nos permitimos explorar uns aos outros e, até mesmo, crescermos sobre a ruína dos outros. De fato, tendemos a ver a Natureza como algo a ser usado para nosso próprio benefício.

Nem sempre entendemos as conexões entre nossas ações e a resposta da Natureza, mas “ignorância da lei não é desculpa”. E à medida que tentamos nos convencer que elaborar sistemas de contenção, ferramentas high-tech e sistemas de alerta precoce nos manterá seguros, a Natureza repetidamente nos demonstra que não estamos livres de suas leis.

Harmonizando com a Natureza
A sabedoria da Kabbalah nos diz que somos parte integral da Natureza. Mesmo que não entendamos isso, quando nos relacionamos egoisticamente entre nós e com o meio ambiente, desequilibramos todo o sistema. Por sua vez, a Natureza, inevitavelmente aplica forças “corretivas” a fim de re-equilibrar seu sistema. E quanto mais vamos em direção ao egoismo, mais extremos são os meios que a Natureza utiliza para forçar seu retorno ao equilíbrio. Eventualmente, seremos forçados a reconhecer que somente a Natureza pode vencer esta batalha.

Mas nós não temos escolha. Podemos escolher alinhar-nos com o sistema da Natureza, ao invés de lutar com ele. Portanto, se desejamos solucionar a crise ecológica, temos que aprender como funciona a Natureza e implementar seus princípios em nossa sociedade.
Para isso, devemos primeiro juntar os vários sistemas de informação a fim de tornar de conhecimento público a causa de de nossa crise ecológica - consistente e contínua violação do equilíbrio da Natureza. Em paralelo, devemos criar a maior consciência possível de que toda a natureza é um corpo multicelular em que todas as células estão conectadas e dependentes de outras células. A fim de que a sociedade humana esteja em equilíbrio com a Natureza, deve começar a operar como um corpo único, interconectado e interdependente.

Se reconhecermos que humanidade e Natureza são um, e trabalharmos para mudar o relacionamento entre nós de separação para unificação, então devolveremos o equilíbrio de volta à Natureza e, assim, alcançaremos segurança.

Texto do jornal Kabbalah today traduzido por Marcelo Pinto.