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domingo, 2 de novembro de 2008

Eleições nos Estados Unidos: Mudando o Mundo?

Este ano as eleições nos Estados Unidos estão mais excitantes do que nunca. Entretanto, quando a fanfarra das eleições acabar e os líderes escolhidos estiverem empossados, terá o mundo sofrido alguma mudança real? Talvez seja a hora de pensar em mudar as pessoas que estão realmente conduzindo as coisas - nós mesmos


História no Fato
Em 4 de novembro, os americanos se congregarão em centros comunitários locais, quartéis de bombeiro e outros distritos a fim de participar de um rito tão antigo quanto o próprio país: a oportunidade de escolher o próximo presidente dos EUA. Será feita historia este ano. Pela primeira vez, haverá ou um Afro-Americano ou uma mulher na Casa Branca.
A eleição será disputadíssima, mas qual a real diferença entre os candidatos? Os assuntos-chave aos quais eles se referiram são os mesmos: a Guerra no Iraque, dependência do petróleo estrangeiro e uma economia problemática. E, claro, sempre há assuntos relacionados a emprego, planos de saúde e meio ambiente.
Embora suas soluções para estes assuntos sejam diferentes, cada candidato acredita, honestamente, que ele é aquele que pode devolver ao país sua posição de prosperidade, poder, e respeito global. Ambos concordam que as políticas da última década prejudicou severamente a opinião mundial acerca do status americano. Como resultado, cada um se auto-proclama como o “agente da mudança” que pode unir o país e o mundo todo.

Uma Tradição de Mudança
Um velho adagio diz que a única coisa constante é mudança e, à despeito da retórica atual, mudança não é nenhuma novidade na política americana. Os fundadores foram, provavelmente, os proponentes mais radicais por mudanças quando criaram um país dedicado à “Vida, Liberdade e Posse da Felicidade”; uma delas foi “Todos os homens são criados iguais”. Ainda assim, mesmo com todas as mudanças ocorridas desde aqueles tempos, ainda hoje nos defrontamos com os mesmos problemas de antes: conflitos além-fronteiras, problemas econômicos domésticos, discriminação e opressão de minorias.
Se duzentos anos de historia mostrou-nos que as diversas modificações das variadas políticas não cria felicidade, une o país e, mantido o status quo, significa um crescente senso de polarização entre cidadãos e uma economia que continua em uma espiral descendente, então não seria o momento de fazer algo fundamentalmente diferente? Devemos procurar soluções novas, genuínas para os mesmos velhos problemas.

Todas as mudanças na história ocorridas até o momento têm uma linha em comum: todas tentaram “corrigir” algo no mundo externo. Discriminação? Vamos impingir desagregação à população. Pobreza? Vamos instituir programas de seguridade social e elaborar sistemas de impostos. Crise ambiental? Vamos criar leis para manter o ar despoluído, proteção às espécies em extinção e utilização dos recursos. A lista poderia continuar indefinidamente. Temos um “conserto” para cada problema. Mas por alguma razão, cada “conserto” somente parece acrescentar um novo e maior problema.

O Que Realmente Necessita Conserto?
A Kabbalah diz que isto não existe: é impossível a qualquer líder mundial fazer uma melhoria duradoura “consertando” algo no mundo externo. Qualquer mudança feita através de poderes intelectual, moral ou físico não resultará em melhorias duradouras. Além do mais, estes líderes são produto de suas sociedades; assim, é irreal esperar que ele saiba como resolver nossos problemas. As mudanças devem começar nas massas, ao invés dos líderes. Em outras palavras, é a nós que devemos “consertar,” não nossos líderes ou qualquer outra coisa mundo afora.

A Kabbalah explica que a Natureza em si é o modelo ao qual devemos nos alinhar. O mundo foi construído para operar em balance e harmonia, com cada elemento funcionando para o bem estar do todo. Tudo na Natureza funciona de acordo com este princípio - tudo, exceto nós. O homem é a única criatura que, conscientemente, trabalha em seu próprio benefício e às custas de outros. É esta atitude egoísta contra a realidade a raiz de todos os problemas do mundo.

Entretanto, essa mudança em nossa atitude egoísta não é de forma alguma um problema psicológico. Trata-se de um verdadeiro desenvolvimento de uma nova percepção em nosso interior, um sentido que nos elevará acima de nossa percepção egoística Revelaremos, então, nossa conexão com cada ser dentro de um único sistema -um único organismo humano, vivo e respirando.

O método para essa transformação interna esta baseada na própria Natureza, tendo sido descoberta por pessoas exatamente como nós. A partir de suas perspectivas, é evidente que todos terão que descobrir que são partes interdependentes de um todo, e, portanto, modificar suas atitudes egoísticas em relação aos outros.

Agentes da Mudança
Todas as nossas crises atuais desaparecerão quando a humanidade começar a trabalhar como um corpo tornando-se harmônica com o resto da Natureza. Embora possa soar utópico para nós, os Kabbalistas nos dizem que isto é inevitável, e se não entendermos isso, então catástrofes sociais, ambientais e politicas nos forçarão a entender quão destrutivo é nosso egoísmo. Neste momento, começaremos a trabalhar em Conjunto simplesmente como forma de evitar o incrível sofrimento.
É aqui que entra a sabedoria da Kabbalah, permitindo-nos reconhecer a verdadeira estrutura do mundo identificando o papel do homem. Ao estudar esta estrutura, seremos capazes de mudar nossa sociedade ao modificarmos a nós mesmos de dentro para fora. Então seremos os verdadeiros “agentes da mudança”.

Traduzido por: Geraldo Costa